Sociedade Bíblica do Brasil
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Dia 79 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

Jesus é preso

Mt 26.47-56; Mc 14.43-50; Lc 22.47-53

1Depois de dizer isso, Jesus saiu juntamente com os seus discípulos para o outro lado do ribeiro de Cedrom, onde havia um jardim; e aí entrou com eles. 2Judas, o traidor, também conhecia aquele lugar, porque Jesus muitas vezes havia se reunido ali com os seus discípulos. 3Tendo, pois, Judas recebido a escolta e alguns guardas da parte dos principais sacerdotes e fariseus, chegou a esse lugar com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, sabendo de tudo o que ia acontecer com ele, adiantou-se e perguntou-lhes:

— A quem vocês estão procurando?

5Eles responderam:

— A Jesus, o Nazareno.

Então Jesus lhes disse:

— Sou eu.

Ora, Judas, o traidor, também estava com eles. 6Quando Jesus lhes disse: “Sou eu”, recuaram e caíram por terra. 7Jesus, de novo, lhes perguntou:

— A quem vocês estão procurando?

Responderam:

— A Jesus, o Nazareno.

8Então Jesus disse:

— Já lhes falei que sou eu. Se é a mim que vocês estão procurando, deixem que estes vão embora.

9Ele disse isso para se cumprir a palavra que tinha dito anteriormente: “Não perdi nenhum dos que me deste.”

10Então Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco. 11Mas Jesus disse a Pedro:

— Guarde a espada na bainha! Por acaso não beberei o cálice que o Pai me deu?

Jesus diante de Anás

Mt 26.57-58; Mc 14.53-54; Lc 22.54

12Assim, a escolta, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Então o levaram primeiramente a Anás, sogro de Caifás, sumo sacerdote naquele ano. 14Ora, Caifás era quem havia declarado aos judeus ser conveniente morrer um homem pelo povo.

Pedro nega Jesus

Mt 26.69-75; Mc 14.66-72; Lc 22.55-62

15Simão Pedro e outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote e, por isso, conseguiu entrar no pátio da casa deste com Jesus. 16Pedro, porém, ficou de fora, junto à porta. O outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu, falou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17Então a empregada, encarregada da porta, perguntou a Pedro:

— Você também não é um dos discípulos desse homem?

Ele respondeu:

— Não, não sou.

18Os servos e os guardas estavam ali, tendo acendido uma fogueira por causa do frio, e se aqueciam. Pedro estava no meio deles, aquecendo-se também.

Anás interroga Jesus

Mt 26.59-66; Mc 14.55-64; Lc 22.66-71

19Então o sumo sacerdote interrogou Jesus a respeito dos seus discípulos e da sua doutrina. 20Jesus lhe respondeu:

— Eu tenho falado francamente ao mundo. Sempre ensinei, tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e não disse nada em segredo. 21Por que o senhor está perguntando para mim? Pergunte aos que ouviram o que lhes falei. Eles sabem muito bem o que eu disse.

22Quando Jesus disse isto, um dos guardas que estavam ali deu-lhe uma bofetada, dizendo:

— É assim que você fala com o sumo sacerdote?

23Jesus lhe respondeu:

— Se falei mal, dê testemunho do mal. Mas, se falei bem, por que você está me batendo?

24Então Anás o enviou, amarrado, à presença de Caifás, o sumo sacerdote.

De novo, Pedro nega Jesus

Mt 26.71-75; Mc 14.69-72; Lc 22.58-62

25Simão Pedro estava em pé, aquecendo-se. Então lhe perguntaram:

— Você também não é um dos discípulos dele?

Ele negou e disse:

— Não, não sou.

26Um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha decepado a orelha, perguntou:

— Não é verdade que eu vi você no jardim com ele?

27De novo, Pedro negou. E no mesmo instante o galo cantou.

Jesus diante de Pilatos

Mt 27.1-2,11-14; Mc 15.1-5; Lc 23.1-5

28Depois, levaram Jesus da casa de Caifás para o Pretório. Era cedo de manhã. Eles não entraram no Pretório para não se contaminar, pois somente assim poderiam comer a Páscoa. 29Então Pilatos saiu para falar com eles e perguntou:

— Que acusação vocês trazem contra este homem?

30Eles responderam:

— Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue ao senhor.

31Então Pilatos disse:

— Levem-no daqui e julguem-no segundo a lei de vocês.

Ao que os judeus responderam:

— Não nos é lícito matar ninguém.

32Isso aconteceu para que se cumprisse a palavra de Jesus, significando com que tipo de morte estava para morrer.

33Pilatos entrou novamente no Pretório, chamou Jesus e lhe perguntou:

— Você é o rei dos judeus?

34Jesus respondeu:

— Esta pergunta vem do senhor mesmo ou foram outros que lhe falaram a meu respeito?

35Pilatos respondeu:

— Por acaso sou judeu? A sua própria gente e os principais sacerdotes é que o entregaram a mim. Que foi que você fez?

36Jesus respondeu:

— O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas agora o meu Reino não é daqui.

37Pilatos perguntou:

— Então você é rei?

Jesus respondeu:

— O senhor está dizendo que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.

38Pilatos perguntou:

— O que é a verdade?

Jesus é condenado à morte

Mt 27.15-31; Mc 15.6-20; Lc 23.13-25

Depois de dizer isso, Pilatos voltou aos judeus e lhes disse:

— Eu não acho nele crime algum. 39Mas é costume entre vocês que eu solte alguém por ocasião da Páscoa. Vocês querem que eu lhes solte o rei dos judeus?

40Então todos gritaram, novamente:

— Não este, mas Barrabás!

Ora, Barrabás era salteador.

João 18NAAAbrir na Bíblia

A ressurreição de Jesus

Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12

1No primeiro dia da semana, de madrugada, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi ao túmulo e viu que a pedra da entrada tinha sido removida. 2Então correu e foi até onde estavam Simão Pedro e o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes:

— Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram.

3Com isso, Pedro e o outro discípulo saíram e foram até o túmulo. 4Ambos corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5E, abaixando-se, viu os lençóis de linho, mas não entrou. 6Simão Pedro, seguindo-o, chegou e entrou no túmulo. Ele também viu os lençóis 7e o lenço que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. 8Então o outro discípulo, que havia chegado primeiro ao túmulo, também entrou. Ele viu e creu. 9Pois ainda não tinham compreendido a Escritura, que era necessário que ele ressuscitasse dentre os mortos. 10E os discípulos voltaram outra vez para casa.

Jesus aparece a Maria Madalena

Mc 16.9-11

11Maria, no entanto, permanecia junto à entrada do túmulo, chorando. Enquanto chorava, abaixou-se e olhou para dentro do túmulo. 12Ela viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde o corpo de Jesus tinha sido colocado, um à cabeceira e outro aos pés. 13Então eles perguntaram:

— Mulher, por que você está chorando?

Ela respondeu:

— Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.

14Depois de dizer isso, ela se virou para trás e viu Jesus em pé, mas não reconheceu que era Jesus. 15Jesus lhe perguntou:

— Mulher, por que você está chorando? A quem você procura?

Ela, supondo que ele fosse o jardineiro, respondeu:

— Se o senhor o tirou daqui, diga-me onde o colocou, e eu o levarei.

16Jesus disse:

— Maria!

Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico:

— Raboni! (“Raboni” quer dizer “Mestre”.)

17Jesus continuou:

— Não me detenha, porque ainda não subi para o meu Pai. Mas vá até os meus irmãos e diga a eles: “Subo para o meu Pai e o Pai de vocês, para o meu Deus e o Deus de vocês.”

18Então Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos:

— Eu vi o Senhor!

E contava que Jesus lhe tinha dito essas coisas.

Jesus aparece aos discípulos

Mt 28.16-20; Mc 16.14-18; Lc 24.36-49

19Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos, com medo dos judeus, Jesus veio e se pôs no meio deles, dizendo:

— Que a paz esteja com vocês!

20E, dizendo isso, lhes mostrou as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram ao ver o Senhor. 21E Jesus lhes disse outra vez:

— Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.

22E, havendo dito isso, soprou sobre eles e disse-lhes:

— Recebam o Espírito Santo. 23Se de alguns vocês perdoarem os pecados, são-lhes perdoados; mas, se os retiverem, são retidos.

Jesus e Tomé

24Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando Jesus veio. 25Então os outros discípulos disseram a Tomé:

— Vimos o Senhor.

Mas ele respondeu:

— Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, ali não puser o dedo e não puser a minha mão no lado dele, de modo nenhum acreditarei.

26Passados oito dias, os discípulos de Jesus estavam outra vez reunidos, e Tomé estava com eles. Estando as portas trancadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse:

— Que a paz esteja com vocês!

27E logo disse a Tomé:

— Ponha aqui o seu dedo e veja as minhas mãos. Estenda também a sua mão e ponha no meu lado. Não seja incrédulo, mas crente.

28Ao que Tomé lhe respondeu:

— Senhor meu e Deus meu!

29Jesus lhe disse:

— Você creu porque me viu? Bem-aventurados são os que não viram e creram.

O objetivo deste Evangelho

30Na verdade, Jesus fez diante dos seus discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. 31Estes, porém, foram registrados para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida em seu nome.

João 20NAAAbrir na Bíblia

O reinado de Manassés, de Judá

2Rs 21.1-9

1Manassés tinha doze anos de idade quando começou a reinar e reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. 2Fez o que era mau aos olhos do Senhor, segundo as coisas abomináveis das nações que o Senhor havia expulsado de diante dos filhos de Israel. 3Pois reconstruiu os lugares altos que Ezequias, seu pai, havia derrubado, levantou altares aos baalins, fez postes da deusa Aserá, prostrou-se diante de todo o exército dos céus e o serviu. 4Edificou altares na Casa do Senhor, a respeito da qual o Senhor tinha dito: “Em Jerusalém porei o meu nome para sempre.” 5Também edificou altares a todo o exército dos céus nos dois átrios da Casa do Senhor. 6Ele queimou os seus filhos em sacrifício no vale de Ben-Hinom, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçarias e tratava com médiuns e feiticeiros. Fazia continuamente o que era mau aos olhos do Senhor, para o provocar à ira. 7Também pôs a imagem de escultura do ídolo que tinha feito na Casa de Deus, a respeito da qual Deus tinha dito a Davi e a seu filho Salomão: “Neste templo e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre. 8E não removerei mais o pé de Israel da terra que destinei aos seus pais, desde que eles tenham o cuidado de fazer tudo o que lhes tenho mandado, conforme toda a lei, os estatutos e os juízos dados por meio de Moisés.” 9Manassés de tal modo levou o povo de Judá e os moradores de Jerusalém a andarem errantes, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel.

O cativeiro de Manassés e a sua oração

10O Senhor falou a Manassés e ao seu povo, porém não lhe deram ouvidos. 11Por isso o Senhor trouxe sobre eles os comandantes do exército do rei da Assíria, que prenderam Manassés com ganchos, amarraram-no com correntes e o levaram para a Babilônia. 12Ele, angustiado, suplicou ao Senhor, seu Deus, e muito se humilhou diante do Deus de seus pais. 13Orou ao Senhor, e o Senhor se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino. Então Manassés reconheceu que o Senhor é Deus.

14Depois disto, Manassés construiu a muralha de fora da Cidade de Davi, a oeste de Giom, no vale, e à entrada do Portão dos Peixes, abrangendo Ofel; ele fez uma muralha bem alta. Também pôs chefes militares em todas as cidades fortificadas de Judá. 15Tirou da Casa do Senhor os deuses estranhos e o ídolo, bem como todos os altares que havia construído no monte da Casa do Senhor e em Jerusalém, e os lançou fora da cidade. 16Restaurou o altar do Senhor, sacrificou sobre ele ofertas pacíficas e de ação de graças e ordenou a Judá que servisse o Senhor, Deus de Israel. 17Porém o povo ainda sacrificava nos lugares altos, mas somente ao Senhor, seu Deus.

A morte de Manassés

2Rs 21.17-18

18Quanto aos demais atos de Manassés, à sua oração ao seu Deus e às palavras dos videntes que lhe falaram em nome do Senhor, Deus de Israel, está tudo escrito na História dos Reis de Israel. 19A sua oração e como Deus se tornou favorável para com ele, todo o seu pecado, a sua transgressão e os locais onde edificou lugares altos e colocou postes da deusa Aserá e imagens de escultura, antes que se humilhasse, eis que está tudo escrito na História dos Videntes. 20Manassés morreu e foi sepultado na sua própria casa. E Amom, seu filho, reinou em seu lugar.

O reinado de Amom, de Judá

2Rs 21.19-26

21Amom tinha vinte e dois anos de idade quando começou a reinar e reinou dois anos em Jerusalém. 22Fez o que era mau aos olhos do Senhor, como Manassés, seu pai, havia feito. Ofereceu sacrifícios a todas as imagens de escultura que Manassés, seu pai, tinha feito e as serviu. 23Mas não se humilhou diante do Senhor, como Manassés, seu pai, tinha se humilhado; pelo contrário, Amom se tornou mais e mais culpável. 24Os seus servos conspiraram contra ele e o mataram em sua própria casa. 25Porém o povo daquela terra matou todos os que conspiraram contra o rei Amom e proclamou Josias, filho de Amom, rei em seu lugar.

2Crônicas 33NAAAbrir na Bíblia

O reinado de Joacaz, de Judá

2Rs 23.31-34

1O povo da terra tomou Joacaz, filho de Josias, e o fez rei em lugar de seu pai, em Jerusalém. 2Joacaz tinha vinte e três anos de idade quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. 3Porém o rei do Egito o depôs em Jerusalém e impôs à terra um tributo de três mil e quatrocentos quilos de prata e trinta e quatro quilos de ouro. 4O rei do Egito colocou Eliaquim, irmão de Joacaz, como rei sobre Judá e Jerusalém e mudou o nome dele para Jeoaquim. Mas Neco levou Joacaz, irmão de Eliaquim, para o Egito.

O reinado de Jeoaquim, de Judá

2Rs 23.36—24.6

5Jeoaquim tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém. Fez o que era mau aos olhos do Senhor, seu Deus. 6Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio contra ele, amarrou-o com correntes de bronze, para levá-lo para a Babilônia. 7Nabucodonosor levou também alguns dos utensílios da Casa do Senhor para a Babilônia, onde os colocou no seu templo.

8Quanto aos demais atos de Jeoaquim, às abominações que cometeu e ao mais que se achou nele, está tudo escrito no Livro da História dos Reis de Israel e de Judá. E Joaquim, seu filho, reinou em seu lugar.

O reinado de Joaquim, de Judá

2Rs 24.8-9

9Joaquim tinha dezoito anos de idade quando começou a reinar e reinou três meses e dez dias em Jerusalém. Joaquim fez o que era mau aos olhos do Senhor. 10Na primavera do ano, o rei Nabucodonosor mandou levá-lo para a Babilônia, com os mais preciosos utensílios da Casa do Senhor. E constituiu Zedequias, irmão de Joaquim, rei sobre Judá e Jerusalém.

O reinado de Zedequias, de Judá

2Rs 24.18-19

11Zedequias tinha vinte e um anos de idade quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém. 12Zedequias fez o que era mau aos olhos do Senhor, seu Deus, e não se humilhou diante do profeta Jeremias, que falava da parte do Senhor. 13Também se rebelou contra o rei Nabucodonosor, que o tinha obrigado a jurar fidelidade em nome de Deus. Foi teimoso e tanto endureceu o seu coração, que não voltou ao Senhor, Deus de Israel. 14Também todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam mais e mais as suas transgressões, segundo todas as abominações dos gentios. E contaminaram o templo que o Senhor tinha santificado em Jerusalém.

15O Senhor, Deus de seus pais, sempre de novo falou-lhes por meio dos seus mensageiros, porque teve compaixão do seu povo e da sua própria morada. 16Mas eles zombaram dos mensageiros de Deus, desprezaram as palavras dele e debocharam dos seus profetas, até que a ira do Senhor veio sobre o seu povo, e não houve mais remédio.

O cativeiro de Judá

2Rs 25.8-12; Jr 39.8-10; 52.12-16

17Por isso, o Senhor trouxe contra eles o rei dos caldeus, que matou os seus jovens à espada, na casa do santuário deles. Não teve piedade nem dos jovens nem das moças, nem dos adultos nem dos velhos; entregou todos nas mãos do rei dos caldeus. 18Todos os utensílios da Casa de Deus, grandes e pequenos, os tesouros da Casa do Senhor e os tesouros do rei e dos seus príncipes, tudo ele levou para a Babilônia. 19Os caldeus queimaram a Casa de Deus e derrubaram a muralha de Jerusalém. Queimaram todos os seus palácios, destruindo também todos os seus objetos de valor. 20Os que escaparam da espada, a esses ele levou para a Babilônia, onde se tornaram escravos dele e de seus filhos, até o tempo do reino da Pérsia. 21Isto aconteceu para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias, até que a terra desfrutasse dos seus sábados. Durante todos os dias da sua desolação a terra repousou, até que os setenta anos se cumpriram.

O decreto de Ciro

Ed 1.1-4

22No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias, o Senhor despertou o espírito de Ciro, rei da Pérsia, que ordenou que se proclamasse em todo o seu reino e que se pusesse por escrito o seguinte:

23“Assim diz Ciro, rei da Pérsia:

O Senhor, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra e me encarregou de lhe edificar um templo em Jerusalém, que fica em Judá. Aquele dentre vocês que for do seu povo, que suba a Jerusalém, e o Senhor, seu Deus, esteja com ele.”

2Crônicas 36NAAAbrir na Bíblia

A promessa de Deus a Davi

Salmo didático de Etã, ezraíta

1Cantarei para sempre

as tuas misericórdias,

ó Senhor;

os meus lábios proclamarão

a todas as gerações

a tua fidelidade.

2Pois eu disse: “A misericórdia

está edificada para sempre;

a tua fidelidade,

tu a confirmarás nos céus.”

3Tu disseste: “Fiz uma aliança

com o meu escolhido

e jurei a Davi, meu servo:

4‘Para sempre estabelecerei

a sua posteridade

e firmarei o seu trono

de geração em geração.’”

5Os céus celebram

as tuas maravilhas,

ó Senhor,

e, na assembleia dos santos,

louvam a tua fidelidade.

6Pois quem nos céus

é comparável ao Senhor?

Entre os seres celestiais,

quem é semelhante ao Senhor?

7Deus infunde grande terror

na assembleia dos santos;

é temível sobre todos

os que o rodeiam.

8Ó Senhor, Deus dos Exércitos,

quem é poderoso

como tu és, Senhor,

com a tua fidelidade

ao redor de ti?!

9Dominas a fúria do mar;

quando as suas ondas se levantam,

tu as acalmas.

10Esmagaste o monstro Raabe

e o mataste;

com o teu braço forte

dispersaste os teus inimigos.

11Teus são os céus, e tua é a terra;

o mundo e a sua plenitude,

tu os estabeleceste.

12O Norte e o Sul, tu os criaste;

o Tabor e o Hermom

exultam em teu nome.

13O teu braço é poderoso;

forte é a tua mão,

e elevada é a tua mão direita.

14Justiça e direito

são o fundamento

do teu trono;

graça e verdade te precedem.

15Bem-aventurado o povo

que conhece

os gritos de alegria,

que anda, ó Senhor,

na luz da tua presença.

16Em teu nome se alegra o dia todo

e na tua justiça se exalta,

17porque tu és a glória

de sua força;

no teu favor é exaltado

o nosso poder.

18Pois ao Senhor pertence

o nosso escudo,

e ao Santo de Israel, o nosso rei.

19Outrora falaste em visão

aos teus santos e disseste:

“A um herói concedi

o poder de socorrer;

do meio do povo,

exaltei um escolhido.

20Encontrei Davi, meu servo;

com o meu santo óleo o ungi.

21A minha mão estará

sempre com ele,

o meu braço o fortalecerá.

22O inimigo jamais o surpreenderá,

nem será ele humilhado

pelo filho da perversidade.

23Esmagarei diante dele

os seus adversários

e destruirei aqueles que o odeiam.

24A minha fidelidade

e a minha bondade

o acompanharão,

e em meu nome crescerá

o seu poder.

25Porei a sua mão sobre o mar

e a sua direita, sobre os rios.

26Ele me invocará, dizendo:

‘Tu és o meu pai,

meu Deus e a rocha

da minha salvação.’

27Por isso, farei dele

o meu primogênito,

o mais elevado

entre os reis da terra.

28Conservarei para sempre

a minha bondade para com ele

e lhe confirmarei a minha aliança.

29Farei durar para sempre

a sua descendência;

e o seu trono ficará firme

enquanto o céu existir.”

30“Se os filhos dele

desprezarem a minha lei

e não andarem nos meus juízos,

31se violarem os meus preceitos

e não guardarem

os meus mandamentos,

32então punirei com vara

as suas transgressões

e com açoites, a sua iniquidade.

33Mas jamais retirarei dele

a minha bondade,

nem desmentirei

a minha fidelidade.

34Não violarei a minha aliança,

nem modificarei o que

os meus lábios prometeram.”

35“Uma vez jurei

por minha santidade

que nunca mentiria a Davi.

36A sua posteridade

durará para sempre,

e o seu trono,

como o sol diante de mim.

37Ele será estabelecido

para sempre como a lua

e fiel como a testemunha

nos céus.”

38Tu, porém, o repudiaste

e o rejeitaste;

e te indignaste com o teu ungido.

39Quebraste a aliança

com o teu servo;

profanaste a sua coroa,

jogando-a no chão.

40Arrasaste

todas as suas muralhas;

reduziste a ruínas

as suas fortificações.

41Todos os que passam

pelo caminho o saqueiam;

ele se tornou objeto de deboche

para os vizinhos.

42Exaltaste a mão direita

dos seus adversários

e deste alegria

a todos os seus inimigos.

43Deixaste sem fio a sua espada

e não o sustentaste na batalha.

44Fizeste cessar o seu esplendor

e deitaste por terra o seu trono.

45Abreviaste

os dias da sua mocidade

e o cobriste de vergonha.

46Até quando, Senhor?

Ficarás escondido para sempre?

Até quando a tua ira

queimará como fogo?

47Lembra-te de como é breve

a minha existência!

Terias criado em vão

todos os filhos dos homens?

48Quem é que pode viver

e não ver a morte?

Ou quem pode livrar a sua alma

do poder da sepultura?

49Senhor, onde estão

as tuas misericórdias de outrora,

juradas a Davi por tua fidelidade?

50Lembra-te, Senhor, dos insultos

contra os teus servos

e de como trago no peito

a injúria de muitos povos,

51com que os teus inimigos,

Senhor, têm insultado,

sim, insultado

os passos do teu ungido.

52Bendito seja o Senhor

para sempre!

Amém e amém!

Salmos 89NAAAbrir na Bíblia

Livro IV

Salmos 90—106

A eternidade de Deus e a transitoriedade do ser humano

Oração de Moisés, homem de Deus

1Senhor, tu tens sido

o nosso refúgio,

de geração em geração.

2Antes que os montes nascessem

e tu formasses a terra e o mundo,

de eternidade a eternidade,

tu és Deus.

3Tu reduzes o ser humano ao pó

e dizes: “Voltem ao pó,

filhos dos homens.”

4Pois mil anos, aos teus olhos,

são como o dia de ontem que se foi

e como a vigília da noite.

5Tu os arrastas na torrente;

são como um sono.

São como a relva que floresce

de madrugada;

6de madrugada, viceja e floresce;

à tarde, murcha e seca.

7Pois somos consumidos

pela tua ira

e pelo teu furor, conturbados.

8Puseste as nossas iniquidades

diante de ti

e, sob a luz do teu rosto,

os nossos pecados ocultos.

9Pois todos os nossos dias

se passam na tua ira;

acabam-se os nossos anos

como um breve pensamento.

10Os dias da nossa vida

sobem a setenta anos

ou, em havendo vigor, a oitenta;

neste caso, o melhor deles

é canseira e enfado,

porque tudo passa rapidamente,

e nós voamos.

11Quem conhece

o poder da tua ira?

E a tua cólera, segundo o temor

que te é devido?

12Ensina-nos a contar

os nossos dias,

para que alcancemos

coração sábio.

13Volta-te, Senhor!

Até quando estarás indignado?

Tem compaixão dos teus servos.

14Sacia-nos de manhã

com a tua bondade,

para que cantemos de júbilo

e nos alegremos

todos os nossos dias.

15Alegra-nos por tantos dias

quantos nos tens afligido,

por tantos anos

quantos suportamos

a adversidade.

16Aos teus servos apareçam

as tuas obras,

e a seus filhos, a tua glória.

17Seja sobre nós a graça do Senhor,

nosso Deus;

confirma sobre nós

as obras das nossas mãos,

sim, confirma

a obra das nossas mãos.

Salmos 90NAAAbrir na Bíblia
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