Sociedade Bíblica do Brasil
Sociedade Bíblica do Brasil

Dia 43 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

Paulo leva Timóteo consigo

1Paulo chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego. 2Os irmãos em Listra e Icônio davam bom testemunho dele. 3Paulo queria que Timóteo fosse em sua companhia e, por isso, circuncidou-o por causa dos judeus daqueles lugares; pois todos sabiam que o pai dele era grego. 4Ao passar pelas cidades, entregavam aos irmãos as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros de Jerusalém, para que as observassem. 5Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número.

A visão em Trôade

6E percorreram a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na província da Ásia. 7Chegando perto de Mísia, tentaram ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu. 8E, tendo contornado Mísia, foram a Trôade. 9À noite, Paulo teve uma visão na qual um homem da Macedônia estava em pé e lhe rogava, dizendo:

— Passe à Macedônia e ajude-nos.

10Assim que Paulo teve a visão, imediatamente procuramos partir para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar o evangelho.

Paulo em Filipos. A conversão de Lídia

11Tendo, pois, navegado de Trôade, fomos diretamente para Samotrácia e, no dia seguinte, a Neápolis. 12Dali fomos a Filipos, cidade da Macedônia, primeira do distrito e colônia romana. Nesta cidade, permanecemos alguns dias. 13No sábado, saímos da cidade para a beira do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que haviam se reunido ali. 14Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. 15Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos fez este pedido:

— Se julgam que eu sou fiel ao Senhor, venham ficar na minha casa.

E nos constrangeu a isso.

A cura de uma jovem adivinhadora

16Aconteceu que, indo nós para o lugar de oração, veio ao nosso encontro uma jovem possuída de espírito adivinhador, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus donos. 17Seguindo a Paulo e a nós, gritava, dizendo:

— Estes homens são servos do Deus Altíssimo e anunciam a vocês o caminho da salvação.

18Isto se repetiu por muitos dias. Então Paulo, já indignado, voltando-se, disse ao espírito:

— Em nome de Jesus Cristo, eu ordeno que você saia dela.

E, na mesma hora, o espírito saiu.

Paulo e Silas são açoitados e presos

19Quando os donos da jovem viram que se havia desfeito a esperança do lucro, agarraram Paulo e Silas e os arrastaram para a praça, à presença das autoridades. 20E, levando-os aos magistrados, disseram:

— Estes homens, sendo judeus, perturbam a nossa cidade, 21propagando costumes que não podemos aceitar, nem praticar, porque somos romanos.

22Então a multidão se levantou unida contra eles, e os magistrados, rasgando-lhes as roupas, mandaram açoitá-los com varas. 23E, depois de lhes darem muitos açoites, os lançaram na prisão, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. 24Este, recebendo tal ordem, levou-os para o cárcere interior e prendeu os pés deles no tronco.

25Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. 26De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; todas as portas se abriram e as correntes de todos os presos se soltaram.

A conversão do carcereiro

27O carcereiro despertou do sono e, vendo abertas as portas da prisão, puxando da espada, ia suicidar-se, pois pensou que os presos tinham fugido. 28Mas Paulo gritou bem alto:

— Não faça nenhum mal a si mesmo! Estamos todos aqui.

29Então o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou correndo e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. 30Depois, trazendo-os para fora, disse:

— Senhores, que devo fazer para que seja salvo?

31Eles responderam:

— Creia no Senhor Jesus e você será salvo — você e toda a sua casa.

32E pregaram a palavra de Deus ao carcereiro e a todos os que faziam parte da casa dele. 33Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes as feridas dos açoites. Logo a seguir, ele e todos os membros da casa dele foram batizados. 34Então, levando-os para a sua própria casa, deu-lhes de comer; e, com todos os seus, manifestava grande alegria por ter crido em Deus.

Paulo e Silas livres da prisão

35Quando amanheceu, os magistrados enviaram oficiais de justiça, com a seguinte ordem para o carcereiro:

— Ponha aqueles homens em liberdade.

36Então o carcereiro comunicou isso a Paulo, dizendo:

— Os magistrados ordenaram que vocês fossem postos em liberdade. Portanto, vocês podem sair. Vão em paz.

37Paulo, porém, lhes disse:

— Sem ter havido processo formal contra nós, nos açoitaram publicamente e nos jogaram na cadeia, sendo nós cidadãos romanos. Querem agora nos mandar embora sem maior alarde? Nada disso! Pelo contrário, que eles venham e, pessoalmente, nos ponham em liberdade.

38Os oficiais de justiça comunicaram isso aos magistrados. Quando estes souberam que Paulo e Silas eram cidadãos romanos, ficaram com medo. 39Então foram até eles e lhes pediram desculpas; e, relaxando-lhes a prisão, pediram que se retirassem da cidade. 40Tendo saído da prisão, Paulo e Silas dirigiram-se para a casa de Lídia e, vendo os irmãos, os animaram. Depois partiram.

Atos 16NAAAbrir na Bíblia

Paulo e Silas em Tessalônica

1Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, Paulo e Silas chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga dos judeus. 2Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, discutiu com eles a respeito das Escrituras, 3expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos. Paulo dizia:

— Este Jesus, que eu anuncio a vocês, é o Cristo.

4Alguns deles foram persuadidos e se juntaram a Paulo e Silas. O mesmo aconteceu com numerosa multidão de gregos piedosos e muitas mulheres importantes. 5Os judeus, porém, movidos de inveja, trazendo consigo alguns homens maus dentre a malandragem, reuniram uma multidão e provocaram um tumulto na cidade. E, atacando de surpresa a casa de Jasom, procuravam trazer Paulo e Silas para o meio do povo. 6Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos diante das autoridades, gritando:

— Estes que promovem tumulto em todo o mundo chegaram também aqui, 7e Jasom os hospedou na casa dele. Todos estes agem contra os decretos de César, dizendo que existe outro rei, chamado Jesus.

8Tanto a multidão como as autoridades ficaram agitadas ao ouvir estas palavras. 9Porém, depois de terem recebido deles a fiança estipulada, as autoridades soltaram Jasom e os outros.

Paulo e Silas em Bereia

10E logo, durante a noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Bereia. Ali chegados, dirigiram-se à sinagoga dos judeus. 11Ora, estes de Bereia eram mais nobres do que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. 12Com isso, muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição social e muitos homens. 13Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus era anunciada por Paulo também em Bereia, foram lá agitar e perturbar o povo. 14Então os irmãos fizeram com que Paulo fosse imediatamente para os lados do mar. Porém Silas e Timóteo continuaram em Bereia. 15Os responsáveis por Paulo levaram-no até Atenas e regressaram trazendo ordem a Silas e Timóteo para que fossem encontrá-lo o mais depressa possível.

O discurso de Paulo em Atenas

16Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade. 17Por isso, falava na sinagoga com os judeus e os gentios piedosos; também na praça, todos os dias, com os que se encontravam ali. 18E alguns dos filósofos epicureus e estoicos discutiam com ele, havendo quem perguntasse:

— Que quer dizer esse tagarela?

Outros diziam:

— Parece pregador de deuses estranhos.

Diziam isso porque Paulo pregava Jesus e a ressurreição.

19Então, tomando-o consigo, levaram-no ao Areópago, dizendo:

— Podemos saber que nova doutrina é essa que você ensina? 20Pois você nos traz aos ouvidos coisas estranhas e queremos saber o que vem a ser isso.

21Acontece que todos os de Atenas e os estrangeiros residentes não se ocupavam com outra coisa senão dizer ou ouvir as últimas novidades. 22Então Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse:

— Senhores atenienses! Percebo que em tudo vocês são bastante religiosos, 23porque, andando pela cidade e observando os objetos de culto que vocês têm, encontrei também um altar no qual aparece a seguinte inscrição: “Ao Deus Desconhecido”. Pois esse que vocês adoram sem conhecer é precisamente aquele que eu lhes anuncio.

24— O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas; 25nem é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa, pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais. 26De um só homem fez todas as nações para habitarem sobre a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; 27para buscarem Deus se, porventura, tateando, o possam achar, ainda que não esteja longe de cada um de nós; 28pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como alguns dos poetas de vocês disseram: “Porque dele também somos geração.” 29Portanto, visto que somos geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. 30Deus não levou em conta os tempos da ignorância, mas agora ele ordena a todas as pessoas, em todos os lugares, que se arrependam. 31Porque Deus estabeleceu um dia em que julgará o mundo com justiça, por meio de um homem que escolheu. E deu certeza disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.

Uns zombam, outros creem

32Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns zombaram, e outros disseram:

— A respeito disso ouviremos você em outra ocasião.

33A essa altura, Paulo se retirou do meio deles. 34Houve, porém, alguns homens que se juntaram a ele e creram; entre eles estava Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, mais algumas pessoas.

Atos 17NAAAbrir na Bíblia

Gideão vence os midianitas

1Então Jerubaal, isto é, Gideão, se levantou de madrugada, e todo o povo que com ele estava, e acamparam junto à fonte de Harode, de maneira que o arraial dos midianitas ficava ao norte deles, no vale, perto do monte de Moré.

2O Senhor disse a Gideão:

— É demais o povo que está com você, para eu entregar os midianitas nas suas mãos. Israel poderia se gloriar contra mim, dizendo: “A minha própria mão me livrou.” 3Portanto, anuncie ao povo o seguinte: “Quem estiver assustado e com medo, saia da região montanhosa de Gileade e volte para casa.”

Então vinte e dois mil homens voltaram, e dez mil ficaram.

4Então o Senhor disse a Gideão:

— Ainda há povo demais. Faça-os descer até as águas, e ali eu os provarei para você. Aquele de quem eu disser: “Este irá com você”, esse de fato irá com você; porém todo aquele de quem eu disser: “Este não irá com você”, esse não irá.

5Gideão fez com que os homens descessem até as águas. Então o Senhor lhe disse:

— Todos os que lamberem a água com a língua, como faz o cachorro, esses você deve pôr à parte, separando-os daqueles que se ajoelharem para beber.

6O número dos que lamberam, levando a mão à boca, foi de trezentos homens. Todos os outros se ajoelharam para beber a água. 7Então o Senhor disse a Gideão:

— Com estes trezentos homens que lamberam a água eu livrarei vocês, e entregarei os midianitas nas suas mãos. Diga a todos os outros que voltem para casa.

8Os trezentos homens pegaram as provisões e as trombetas dos outros. Gideão mandou todos os homens de Israel cada um à sua tenda, porém reteve consigo os trezentos homens. O arraial dos midianitas estava abaixo dele, no vale.

9Naquela mesma noite, o Senhor lhe disse:

— Levante-se e ataque o arraial, porque o entreguei nas suas mãos. 10Se você ainda estiver com medo de atacar, desça ao arraial com o seu ajudante Pura 11e ouça o que eles dizem. Então você ganhará coragem e atacará o arraial.

Gideão desceu até a vanguarda do arraial com o seu ajudante Pura. 12Os midianitas, os amalequitas e todos os povos do Oriente cobriam o vale como uma nuvem de gafanhotos. Os camelos deles eram uma multidão inumerável como a areia que está na praia do mar. 13Quando Gideão se aproximou, eis que certo homem estava contando um sonho ao seu amigo. Ele dizia:

— Tive um sonho. Eis que um pão de cevada vinha rolando dentro do arraial dos midianitas. Bateu contra a tenda, de maneira que esta caiu, se virou de cima para baixo e ficou estendida no chão.

14O amigo respondeu:

— Isso não é outra coisa a não ser a espada de Gideão, filho de Joás, homem israelita. Deus entregou nas mãos dele os midianitas e todo este arraial.

15Quando Gideão ouviu o relato desse sonho e o seu significado, adorou a Deus. Voltou para o arraial de Israel e disse:

— Levantem-se, porque o Senhor entregou o arraial dos midianitas nas mãos de vocês.

16Então repartiu os trezentos homens em três companhias e entregou a cada homem uma trombeta e um cântaro vazio, com uma tocha dentro dele. 17E disse-lhes:

— Olhem para mim e façam como eu fizer. Quando eu chegar às imediações do arraial, assim como eu fizer, façam vocês também. 18Quando eu tocar a trombeta, e todos os que comigo estiverem, então vocês também tocarão a sua trombeta ao redor de todo o arraial e dirão: “Pelo Senhor e por Gideão!”

19Gideão e os cem homens que estavam com ele chegaram às imediações do arraial por volta da meia-noite, pouco tempo após a troca das guardas. Tocaram as trombetas e quebraram os cântaros que tinham nas mãos. 20Assim, as três companhias tocaram as trombetas e despedaçaram os cântaros. Seguravam a tocha na mão esquerda e a trombeta na mão direita. E gritavam: “Uma espada pelo Senhor e por Gideão!” 21E cada um permaneceu no seu lugar ao redor do arraial. Todo o exército dos midianitas começou a correr, a gritar e a fugir. 22Ao soar das trezentas trombetas, o Senhor tornou a espada de um contra o outro, e isto em todo o arraial, que fugiu na direção de Zererá, até Bete-Sita, até a divisa de Abel-Meolá, perto de Tabate.

23Então os homens de Israel, de Naftali, de Aser e de todo o Manassés foram convocados e perseguiram os midianitas. 24Gideão enviou mensageiros a todas as montanhas de Efraim, dizendo:

— Desçam para atacar os midianitas e impedir que eles passem pelas águas do Jordão até Bete-Bara.

Assim, todos os homens de Efraim foram convocados. E eles cortaram a passagem dos midianitas pelas águas do Jordão, até Bete-Bara. 25E prenderam dois príncipes dos midianitas, Orebe e Zeebe. Mataram Orebe no rochedo de Orebe e mataram Zeebe no lagar de Zeebe. Perseguiram os midianitas e trouxeram a cabeça de Orebe e a cabeça de Zeebe a Gideão, do outro lado do Jordão.

Juízes 7NAAAbrir na Bíblia

Jefté

1Jefté, o gileadita, era homem valente, porém filho de uma prostituta. O pai dele se chamava Gileade. 2Gileade também teve filhos da sua esposa. Esses filhos cresceram e expulsaram Jefté, dizendo:

— Você não herdará nada na casa de nosso pai, porque é filho de outra mulher.

3Então Jefté fugiu da presença de seus irmãos e foi morar na terra de Tobe. Ali alguns homens sem valor se juntaram a ele e o seguiam.

4Passado algum tempo, os filhos de Amom entraram em guerra contra Israel. 5Quando os filhos de Amom atacaram, os anciãos de Gileade foram buscar Jefté na terra de Tobe. 6E disseram a Jefté:

— Venha ser o nosso chefe, para podermos lutar contra os filhos de Amom.

7Porém Jefté disse aos anciãos de Gileade:

— Vocês não são aqueles que me odiaram e me expulsaram da casa de meu pai? Por que vêm a mim agora, quando estão em aperto?

8Os anciãos de Gileade responderam a Jefté:

— É por isso que agora estamos voltando a você. Venha conosco e lute contra os filhos de Amom. Seja o nosso chefe sobre todos os moradores de Gileade.

9Então Jefté perguntou aos anciãos de Gileade:

— Se vocês me fizerem voltar para combater os filhos de Amom, e o Senhor os entregar nas minhas mãos, então eu serei o chefe de vocês?

10Os anciãos de Gileade responderam:

— O Senhor é nossa testemunha de que faremos como você diz.

11Então Jefté foi com os anciãos de Gileade, e o povo o pôs por cabeça e chefe sobre si. E Jefté proferiu todas as suas palavras diante do Senhor, em Mispa.

12Jefté enviou mensageiros ao rei dos filhos de Amom, dizendo:

— O que você tem contra mim, para vir e atacar a minha terra?

13O rei dos filhos de Amom respondeu aos mensageiros de Jefté:

— É porque, quando Israel saiu do Egito, tomou a minha terra desde o Arnom até o Jaboque e até o Jordão. Devolva-me agora essa terra, pacificamente.

14Porém Jefté tornou a enviar mensageiros ao rei dos filhos de Amom, 15dizendo:

— Assim diz Jefté: “Israel não tomou nem a terra dos moabitas nem a terra dos filhos de Amom. 16Porque, quando Israel saiu do Egito, andou pelo deserto até o mar Vermelho e chegou a Cades. 17Então Israel enviou mensageiros ao rei dos edomitas, dizendo: ‘Peço que você me deixe passar pela sua terra.’ Porém o rei dos edomitas não lhe deu ouvidos. Israel mandou pedir a mesma coisa ao rei dos moabitas, mas ele também não quis atender. E, assim, Israel ficou em Cades. 18Depois, andou pelo deserto, e rodeou a terra dos edomitas e a terra dos moabitas, e chegou a leste da terra destes, e acampou do outro lado do Arnom. Não entrou no território dos moabitas, porque o Arnom é a fronteira deles. 19Então Israel enviou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, rei de Hesbom. Israel lhe disse: ‘Por favor, deixe-nos passar pela sua terra até o nosso destino.’ 20Porém Seom, não confiando em Israel, recusou deixá-lo passar pelo seu território; pelo contrário, reuniu todo o seu povo, acampou em Jaza, e lutou contra Israel. 21O Senhor, Deus de Israel, entregou Seom e todo o seu povo nas mãos de Israel, que os derrotou. E Israel tomou posse das terras dos amorreus, que moravam naquele lugar. 22Os israelitas tomaram posse de todo o território dos amorreus, desde o Arnom até o Jaboque e desde o deserto até o Jordão. 23Assim, o Senhor, Deus de Israel, expulsou os amorreus de diante do seu povo de Israel. E você pretende ser dono desta terra? 24Não é fato que você considera como sua propriedade aquilo que Quemos, seu deus, lhe dá? Assim nós possuiremos o território de todos os que o Senhor, nosso Deus, expulsou de diante de nós. 25Você pensa que é melhor do que Balaque, filho de Zipor, rei dos moabitas? Será que alguma vez ele entrou em conflito com Israel ou lutou contra ele? 26Enquanto Israel morou durante trezentos anos em Hesbom e nas suas vilas, e em Aroer e nas suas vilas, e em todas as cidades que ficam às margens do Arnom, por que vocês, amonitas, não as recuperaram durante esse tempo? 27Portanto, não sou eu quem pecou contra você! Porém você faz mal em lutar contra mim. O Senhor, que é juiz, julgue hoje entre os filhos de Israel e os filhos de Amom.”

28Porém o rei dos filhos de Amom não deu ouvidos à mensagem que Jefté lhe havia mandado.

O voto de Jefté

29Então o Espírito do Senhor veio sobre Jefté. Ele atravessou Gileade e Manassés e, passando por Mispa de Gileade, foi até os filhos de Amom. 30Jefté fez um voto ao Senhor, dizendo:

— Se, de fato, entregares os filhos de Amom nas minhas mãos, 31quem primeiro sair da porta da minha casa para se encontrar comigo, quando eu voltar vitorioso sobre os filhos de Amom, esse será do Senhor, e eu o oferecerei em holocausto.

32Assim, Jefté foi de encontro aos filhos de Amom, para lutar contra eles, e o Senhor os entregou nas mãos de Jefté. 33Ele os derrotou desde Aroer até as proximidades de Minite — vinte cidades ao todo — e até Abel-Queramim. Foi uma grande derrota para os filhos de Amom, que, assim, foram subjugados pelos filhos de Israel.

34Quando Jefté voltou para a sua casa, em Mispa, a filha saiu ao seu encontro, tocando o tamborim e dançando. E ela era filha única; ele não tinha outro filho nem filha. 35Quando Jefté a viu, rasgou as suas roupas e disse:

— Ah! Minha filha! Você me prostra por completo! Você passou a ser a causa da minha ruína, porque fiz um voto ao Senhor e não posso voltar atrás.

36E ela lhe disse:

— Meu pai, você fez um voto ao Senhor. Faça comigo segundo o voto que fez, agora que o Senhor o vingou dos seus inimigos, os filhos de Amom.

37E ela disse mais ao seu pai:

— Que me seja concedido isto: deixa-me por dois meses, para que eu vá, e desça pelos montes, e chore a minha virgindade, eu e as minhas companheiras.

38E o pai consentiu, dizendo:

— Vá.

Deixou-a ir por dois meses. Então ela se foi com as suas companheiras e chorou a sua virgindade pelos montes. 39Ao fim dos dois meses, ela voltou para seu pai, que lhe fez segundo o voto que tinha feito. Assim, ela nunca teve relações com homem algum. Daqui veio o costume em Israel 40de as filhas de Israel saírem por quatro dias, todos os anos, a chorar pela filha de Jefté, o gileadita.

Juízes 11NAAAbrir na Bíblia

1“Diante disto,

o meu coração treme

e salta do seu lugar.

2Ouçam atentamente

o trovão de Deus,

o estrondo que sai da sua boca.

3Ele o solta por baixo

de todos os céus,

e o seu relâmpago chega

até os confins da terra.

4Depois deste, ruge a sua voz,

troveja com o estrondo

da sua majestade,

e ele já não retém o relâmpago

quando se ouve a sua voz.

5Com a sua voz Deus

troveja maravilhosamente;

ele faz grandes coisas,

que nós não compreendemos.

6Porque ele diz à neve:

‘Caia sobre a terra’;

e à chuva e ao aguaceiro:

‘Sejam fortes’.

7Assim, ele torna inativas

as mãos de todos,

para que reconheçam

as obras dele.

8Os animais entram

nos seus esconderijos

e ficam nas suas cavernas.

9De suas recâmaras

sai a tempestade,

e os ventos fortes trazem o frio.

10Pelo sopro de Deus

se dá a geada,

e uma grande extensão de água

congela.

11Carrega de umidade

as densas nuvens,

e do meio delas

irradia o seu relâmpago.

12Então as nuvens,

segundo o rumo que ele dá,

se espalham

para uma e outra direção,

para fazerem tudo

o que lhes ordena

sobre a superfície da terra.

13E tudo isso ele faz vir

para disciplina,

se convém à terra,

ou para exercer

a sua misericórdia.”

Deus é perfeito em conhecimento

14“Dê ouvidos a isto, Jó;

pare e pense

nas maravilhas de Deus.

15Será que você sabe

como Deus comanda as nuvens

e como faz resplandecer

o relâmpago da sua nuvem?

16Será que você sabe algo

sobre o equilíbrio das nuvens

e sobre as maravilhas

daquele que é perfeito

em conhecimento?

17Você, cujas roupas

ficam aquecidas

quando há forte calor

por causa do vento sul,

18será que você pode ajudar

Deus a estender o firmamento,

que é sólido como espelho

de metal fundido?

19Ensine-nos o que devemos

dizer a ele,

porque nós, envoltos em trevas,

não podemos expor

a nossa causa diante dele.

20Será que alguém deveria

contar a Deus que eu quero

falar com ele?

Se alguém fizesse isso,

seria devorado.”

21“Eis que ninguém

pode olhar para o sol,

que brilha no céu,

uma vez passado o vento

que o deixa limpo.

22Do norte vem o áureo esplendor,

pois Deus está cercado

de tremenda majestade.

23Quanto ao Todo-Poderoso,

não o podemos compreender.

Ele é grande em poder,

porém não perverte o juízo

e a plenitude da justiça.

24Por isso, as pessoas o temem;

ele não olha

para os que se julgam sábios.”

Quem fez cada animal com o seu jeito de ser?

1“Você sabe o tempo em que

as cabras-monteses

têm os filhos

ou cuidou das corças

quando dão suas crias?

2Pode contar os meses

que cumprem?

Ou sabe o tempo do seu parto?

3Elas se encurvam

para terem seus filhos,

e lançam de si as suas dores.

4Seus filhos se tornam robustos,

crescem no campo aberto,

saem e nunca mais voltam

para elas.

5Quem pôs em liberdade

o jumento selvagem?

Quem soltou as suas cordas?

6Eu lhe dei o deserto por casa

e a terra salgada por morada.

7Ele se ri do tumulto da cidade,

não ouve os gritos do guia.

8Os montes são o lugar

do seu pasto,

e anda à procura

de tudo o que está verde.

9Será que o boi selvagem

aceitará trabalhar para você?

Será que ele passará a noite

junto da sua manjedoura?

10Por acaso você consegue

prendê-lo ao arado

com cordas?

Ou irá ele atrás de você

para desfazer os torrões

nos campos do vale?

11Você vai confiar nele,

por causa da grande força

que ele tem,

ou deixará o seu trabalho

por conta dele?

12Você acredita que ele trará

para casa o que você semeou

e o recolherá na sua eira?”

13“A avestruz bate alegre as asas,

como se tivesse asas

e plumagem de cegonha.

14Ela põe os seus ovos no chão

e deixa que sejam chocados

na areia,

15e se esquece de que algum pé

os pode esmagar

ou de que os animais do campo

podem pisá-los.

16Trata com dureza os seus filhos,

como se não fossem seus.

Embora seja em vão

o seu trabalho,

ela está tranquila,

17porque Deus lhe negou

sabedoria

e não lhe deu entendimento.

18Mas, quando de um salto

se levanta para correr,

ri do cavalo e do cavaleiro.”

19“Por acaso foi você quem deu

força ao cavalo

ou revestiu o seu pescoço

de crinas?

20É você quem o faz pular

como gafanhoto?

Terrível é o fogoso respirar

das suas ventas.

21Escarva no vale,

satisfeito com a sua força,

e sai ao encontro dos inimigos.

22Zomba do medo

e não se espanta;

não recua por causa da espada.

23Sobre ele balança a aljava,

cintila a lança e o dardo.

24Com ímpeto e fúria

vai engolindo as distâncias

e não se contém ao som do clarim.

25A cada toque do clarim ele diz:

‘Avante!’

Cheira de longe a batalha,

o grito dos comandantes

e o alarido de guerra.”

26“Será que é pela inteligência

que você tem que o falcão voa,

estendendo as suas asas

para o Sul?

27Ou é por uma ordem sua

que a águia sobe

e faz o seu ninho lá no alto?

28Ela mora no penhasco

onde faz a sua morada,

no alto do penhasco,

em lugar seguro.

29Dali, descobre a presa;

seus olhos a avistam de longe.

30Seus filhotes chupam sangue;

onde há mortos, ali ela está.”

Sociedade Bíblica do Brasilv.4.20.14
SIGA A SBB: