Sociedade Bíblica do Brasil
Sociedade Bíblica do Brasil

Dia 42 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

Paulo e Barnabé em Icônio

1Em Icônio, Paulo e Barnabé entraram juntos na sinagoga judaica e falaram de tal modo, que veio a crer grande multidão, tanto de judeus como de gregos. 2Mas os judeus que não tinham crido incitaram e irritaram os ânimos dos gentios contra os irmãos. 3Entretanto, Paulo e Barnabé ficaram bastante tempo em Icônio, falando ousadamente no Senhor, o qual confirmava a palavra da sua graça, concedendo que, por mão deles, se fizessem sinais e prodígios. 4Mas o povo da cidade se dividiu: uns eram pelos judeus; outros, pelos apóstolos. 5Então surgiu um movimento entre os gentios e os judeus, com o apoio das suas autoridades, para os maltratar e apedrejar. 6Quando Paulo e Barnabé souberam disso, fugiram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e para as regiões vizinhas, 7onde anunciaram o evangelho.

A cura de um paralítico em Listra

8Em Listra, costumava estar sentado certo homem aleijado, paralítico desde o seu nascimento, e que nunca tinha conseguido andar. 9Esse homem ouviu Paulo falar. Quando Paulo fixou nele os olhos e viu que ele tinha fé para ser curado, 10disse a ele em voz alta:

— Levante-se direito sobre os pés!

O homem saltou e começou a andar. 11Quando as multidões viram o que Paulo tinha feito, gritaram em língua licaônica:

— Os deuses, em forma de homens, desceram até nós.

12A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque este era o principal portador da palavra. 13O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo touros e grinaldas para junto dos portões da cidade, queria oferecer um sacrifício juntamente com a multidão. 14Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas roupas, saltaram para o meio da multidão, gritando:

15— Senhores, por que estão fazendo isto? Nós também somos seres humanos como vocês, sujeitos aos mesmos sentimentos, e anunciamos o evangelho a vocês para que se convertam destas coisas vãs ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há. 16Nas gerações passadas, Deus permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos. 17Contudo, não deixou de dar testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando a vocês chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo o coração de vocês de fartura e de alegria.

18Dizendo isto, foi ainda com dificuldade que impediram a multidão de lhes oferecer sacrifícios.

Paulo é apedrejado

19Entretanto, chegaram judeus de Antioquia e Icônio e, instigando as multidões, apedrejaram Paulo e o arrastaram para fora da cidade, dando-o por morto. 20Mas, quando os discípulos o rodearam, ele se levantou e entrou na cidade. No dia seguinte, foi com Barnabé para Derbe.

A volta para Antioquia da Síria

21E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, Paulo e Barnabé voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, 22fortalecendo o ânimo dos discípulos, exortando-os a permanecerem firmes na fé e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no Reino de Deus. 23E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor, em quem haviam crido.

24Atravessando a Pisídia, Paulo e Barnabé se dirigiram à Panfília. 25E, tendo anunciado a palavra em Perge, foram para Atália 26e dali navegaram para Antioquia, onde tinham sido recomendados à graça de Deus para a obra que agora tinham terminado. 27Quando chegaram a Antioquia, reuniram a igreja e relataram tudo o que Deus havia feito com eles e como tinha aberto aos gentios a porta da fé. 28E permaneceram muito tempo com os discípulos.

Atos 14NAAAbrir na Bíblia

A controvérsia sobre a circuncisão de gentios

1Alguns indivíduos que foram da Judeia para Antioquia ensinavam aos irmãos:

— Se vocês não forem circuncidados segundo o costume de Moisés, não podem ser salvos.

2Tendo surgido um conflito e grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, foi resolvido que esses dois e mais alguns fossem a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros, para tratar desta questão. 3Encaminhados, pois, pela igreja, atravessaram as províncias da Fenícia e Samaria e, narrando a conversão dos gentios, causaram grande alegria a todos os irmãos. 4Quando chegaram a Jerusalém, foram bem-recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros, a quem relataram tudo o que Deus havia feito com eles. 5Mas alguns membros do partido dos fariseus que haviam crido se insurgiram, dizendo:

— É necessário circuncidá-los e ordenar-lhes que observem a lei de Moisés.

A reunião dos apóstolos e presbíteros em Jerusalém

6Então os apóstolos e os presbíteros se reuniram para examinar a questão. 7Havendo grande debate, Pedro tomou a palavra e disse:

— Irmãos, vocês sabem que, desde há muito, Deus me escolheu entre vocês para que da minha boca os gentios ouvissem a palavra do evangelho e cressem. 8E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, concedendo o Espírito Santo a eles, como também o havia concedido a nós. 9E não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes o coração por meio da fé. 10Agora, pois, por que vocês querem tentar a Deus, pondo sobre o pescoço dos discípulos um jugo que nem os nossos pais puderam suportar, nem nós? 11Mas cremos que somos salvos pela graça do Senhor Jesus, assim como eles.

O parecer de Tiago

12E toda a multidão silenciou, passando a ouvir Barnabé e Paulo, que contavam quantos sinais e prodígios Deus tinha feito por meio deles entre os gentios. 13Depois que eles terminaram, Tiago tomou a palavra e disse:

— Irmãos, ouçam o que tenho a dizer. 14Simão acaba de relatar como, primeiramente, Deus visitou os gentios, a fim de constituir entre eles um povo para o seu nome. 15Com isso concordam as palavras dos profetas, como está escrito:

16“Depois disso,

voltarei e reedificarei

o tabernáculo caído de Davi;

reedificarei as suas ruínas

e o restaurarei.

17Para que o restante da humanidade

busque o Senhor,

juntamente com todos os gentios

sobre os quais tem sido invocado

o meu nome,

18diz o Senhor,

que faz estas coisas conhecidas

desde os tempos antigos.”

19— Por isso, julgo que não devemos perturbar aqueles que, entre os gentios, se convertem a Deus, 20mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como da imoralidade sexual, da carne de animais sufocados e do sangue. 21Porque Moisés tem, em cada cidade, desde tempos antigos, os que o pregam nas sinagogas, onde é lido todos os sábados.

A decisão enviada a Antioquia

22Então pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a igreja, eleger alguns homens dentre eles e enviá-los a Antioquia, juntamente com Paulo e Barnabé. Foram eleitos Judas, chamado Barsabás, e Silas, que eram líderes entre os irmãos. 23Mandaram por eles a seguinte carta:

“Os irmãos, tanto os apóstolos como os presbíteros, aos irmãos gentios em Antioquia, Síria e Cilícia, saudações.

24Visto sabermos que alguns que saíram de nosso meio, sem nenhuma autorização, perturbaram vocês com palavras, transtornando a mente de vocês, 25pareceu-nos bem, chegados a pleno acordo, eleger alguns homens e enviá-los a vocês com os nossos amados Barnabé e Paulo, 26homens que têm arriscado a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27Portanto, estamos enviando Judas e Silas, os quais pessoalmente lhes dirão as mesmas coisas. 28Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não impor a vocês maior encargo além destas coisas essenciais: 29que vocês se abstenham das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e da imoralidade sexual; se evitarem essas coisas, farão bem.

Passem bem.”

A leitura da mensagem

30Os que foram enviados partiram para Antioquia e, tendo reunido a comunidade, entregaram a carta. 31Quando a leram, ficaram muito alegres pelo consolo recebido. 32Judas e Silas, que eram também profetas, consolaram os irmãos com muitos conselhos e os fortaleceram. 33Tendo-se demorado ali por algum tempo, os irmãos deixaram que voltassem em paz aos que os enviaram. 34[Mas pareceu bem a Silas permanecer ali.] 35Paulo e Barnabé demoraram-se em Antioquia, ensinando e pregando, com muitos outros, a palavra do Senhor.

A segunda viagem missionária. Paulo e Barnabé se separam

36Alguns dias depois, Paulo disse a Barnabé:

— Vamos voltar e visitar os irmãos em todas as cidades nas quais anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão.

37Barnabé queria levar também João, chamado Marcos. 38Mas Paulo não achava justo levar aquele que tinha se afastado deles desde a Panfília, não os acompanhando no trabalho. 39Houve tal desavença entre eles, que vieram a separar-se. Então Barnabé, levando consigo Marcos, navegou para Chipre. 40Mas Paulo, tendo escolhido Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça do Senhor. 41E passou pela Síria e Cilícia, fortalecendo as igrejas.

Atos 15NAAAbrir na Bíblia

Novas conquistas pelas tribos

1Depois da morte de Josué, os filhos de Israel consultaram o Senhor, dizendo:

— Quem de nós será a primeira tribo a lutar contra os cananeus?

2O Senhor respondeu:

— A tribo de Judá será a primeira; eis que entreguei a terra nas mãos desta tribo.

3Então os filhos de Judá disseram aos seus irmãos da tribo de Simeão:

— Venham conosco à herança que nos caiu por sorteio, e lutemos contra os cananeus. Depois também nós iremos com vocês à herança que lhes caiu por sorteio.

E os filhos de Simeão foram com eles. 4Os filhos de Judá atacaram, e o Senhor lhes entregou nas mãos os cananeus e os ferezeus; e, em Bezeque, mataram dez mil homens. 5Em Bezeque, encontraram Adoni-Bezeque e lutaram contra ele; e derrotaram os cananeus e os ferezeus. 6Adoni-Bezeque fugiu, mas eles o perseguiram e, prendendo-o, lhe cortaram os polegares das mãos e dos pés. 7Então Adoni-Bezeque disse:

— Setenta reis, a quem haviam sido cortados os polegares das mãos e dos pés, apanhavam migalhas debaixo da minha mesa. Assim como eu fiz, assim Deus me retribuiu.

E o levaram a Jerusalém, onde morreu.

A conquista de Jerusalém e Hebrom

8Os filhos de Judá atacaram Jerusalém e, tomando-a, mataram os seus moradores e puseram fogo na cidade. 9Depois, os filhos de Judá foram lutar contra os cananeus que habitavam nas montanhas, no Neguebe e na Sefelá. 10Também atacaram os cananeus que moravam em Hebrom, cujo nome antes era Quiriate-Arba, e derrotaram Sesai, Aimã e Talmai.

Otniel conquista Debir

Js 15.14-19

11Dali os filhos de Judá marcharam contra os moradores de Debir, que antes era chamada de Quiriate-Sefer. 12Então Calebe disse:

— Darei a minha filha Acsa por mulher ao homem que atacar e conquistar Quiriate-Sefer.

13Quem conquistou a cidade foi Otniel, filho de Quenaz, o irmão de Calebe, mais novo do que ele. E Calebe lhe deu a sua filha Acsa por mulher. 14Esta, quando foi morar com Otniel, insistiu com ele para que pedisse um campo ao pai dela. Quando ela desceu do jumento, Calebe lhe perguntou:

— O que é que você quer?

15Ela respondeu:

— Quero que me dê um presente. Já que o senhor me deu uma terra seca, me dê também algumas fontes de água.

Então Calebe lhe deu as fontes superiores e as fontes inferiores.

Outras conquistas

16Os filhos do queneu, sogro de Moisés, saíram da cidade das palmeiras com os filhos de Judá e foram ao deserto de Judá, que está ao sul de Arade; foram e habitaram com este povo. 17Os filhos de Judá foram com os seus irmãos da tribo de Simeão e atacaram os cananeus que moravam em Zefate e destruíram totalmente a cidade; por isso, foi chamada de Horma.

18Também conquistaram Gaza, Asquelom e Ecrom com os seus respectivos territórios. 19O Senhor esteve com os filhos de Judá, e estes ocuparam a região das montanhas. Porém não expulsaram os moradores do vale, porque estes tinham carros de ferro. 20E, como Moisés havia prometido, deram Hebrom a Calebe, e este expulsou dali os três filhos de Anaque.

21Porém os filhos de Benjamim não expulsaram os jebuseus que moravam em Jerusalém. Assim, os jebuseus vivem com os filhos de Benjamim em Jerusalém até o dia de hoje.

22A casa de José atacou Betel, e o Senhor estava com eles. 23A casa de José enviou homens a espiar Betel, que antes se chamava Luz. 24Os espias viram um homem que saía da cidade e lhe disseram:

— Mostre-nos a entrada da cidade, e teremos misericórdia de você.

25O homem mostrou a entrada da cidade, e eles mataram os moradores ao fio da espada; mas deixaram ir aquele homem e toda a sua família. 26Então ele foi para a terra dos heteus, edificou uma cidade, e lhe deu o nome de Luz. E este é o seu nome até o dia de hoje.

Terras não conquistadas pelos israelitas

27A tribo de Manassés não expulsou os moradores de Bete-Seã, nem os de Taanaque, nem os de Dor, nem os de Ibleão, nem os de Megido, todas com as suas respectivas aldeias; os cananeus continuaram a viver naquela terra. 28Quando, porém, Israel se tornou mais forte, sujeitou os cananeus a trabalhos forçados, mas não os expulsou de todo.

29A tribo de Efraim não expulsou os cananeus, moradores de Gezer. Assim, continuaram a viver com eles em Gezer.

30A tribo de Zebulom não expulsou os moradores de Quitrom, nem os de Naalol. Os cananeus continuaram com eles, sujeitos a trabalhos forçados.

31A tribo de Aser não expulsou os moradores de Aco, nem os de Sidom, os de Alabe, os de Aczibe, os de Helba, os de Afeca e os de Reobe. 32Os aseritas continuaram no meio dos cananeus que moravam na terra, porque não os expulsaram.

33A tribo de Naftali não expulsou os moradores de Bete-Semes, nem os de Bete-Anate, mas continuou no meio dos cananeus que moravam na terra. No entanto, os moradores de Bete-Semes e Bete-Anate ficaram sujeitos a trabalhos forçados.

34Os amorreus levaram os filhos de Dã a se retirar para as montanhas e não os deixavam descer ao vale. 35Os amorreus conseguiram permanecer nas montanhas de Heres, em Aijalom e em Saalabim; no entanto, a mão da casa de José prevaleceu, e os amorreus foram sujeitos a trabalhos forçados. 36O território dos amorreus ia desde a subida de Acrabim e desde Sela para cima.

Juízes 1NAAAbrir na Bíblia

Gideão

1Os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor e por isso o Senhor os entregou nas mãos dos midianitas durante sete anos. 2Os midianitas prevaleceram contra Israel. E, por causa dos midianitas, os filhos de Israel fizeram para si as covas que estão nos montes, as cavernas e as fortificações. 3Porque, cada vez que os israelitas semeavam, os midianitas, os amalequitas e os povos do Oriente os atacavam. 4Acampavam em Israel, destruindo os produtos da terra até a vizinhança de Gaza, e não deixavam em Israel sustento algum, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos. 5Pois vinham com o seu gado e as suas tendas, como uma nuvem de gafanhotos. Eram tantos, que não se podiam contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra para a destruir. 6Assim, Israel ficou muito debilitado com a presença dos midianitas. Então os filhos de Israel clamaram ao Senhor.

7Quando os filhos de Israel clamaram ao Senhor por causa dos midianitas, 8o Senhor lhes enviou um profeta, que lhes disse:

— Assim diz o Senhor, Deus de Israel: “Eu tirei vocês do Egito, da casa da servidão. 9Eu os livrei das mãos dos egípcios e das mãos de todos os opressores. Eu os expulsei e dei a vocês a terra deles. 10E disse: ‘Eu sou o Senhor, o Deus de vocês; não adorem os deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão morando.’ Mas vocês não deram ouvidos à minha voz.”

11Então o Anjo do Senhor veio e sentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, da família de Abiezer. Gideão, filho de Joás, estava malhando o trigo no lagar, para o pôr a salvo dos midianitas. 12Então o Anjo do Senhor lhe apareceu e lhe disse:

— O Senhor está com você, homem valente.

13Gideão respondeu:

— Ah! Meu senhor! Se o Senhor Deus está conosco, por que nos aconteceu tudo isto? E onde estão todas as suas maravilhas que os nossos pais nos contaram? Eles disseram: “O Senhor nos tirou do Egito!” Porém, agora, o Senhor nos abandonou e nos entregou nas mãos dos midianitas.

14Então o Senhor se virou para Gideão e disse:

— Vá nessa força que você tem e livre Israel das mãos dos midianitas. Não é verdade que eu estou enviando você?

15Gideão respondeu:

— Ah! Meu Senhor! Como livrarei Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu sou o menor na casa de meu pai.

16Mas o Senhor disse:

— Já que eu estou ao seu lado, você derrotará os midianitas como se fossem um só homem.

17Gideão respondeu:

— Se de fato encontrei favor aos teus olhos, dá-me um sinal de que és tu, Senhor, que estás falando comigo. 18Peço que não te afastes daqui até que eu volte, traga a minha oferta e a coloque diante de ti.

Ele respondeu:

— Eu esperarei até que você volte.

19Gideão entrou em casa, preparou um cabrito e fez pães sem fermento com vinte litros de farinha. Pôs a carne num cesto, e o caldo, numa panela. Depois, trouxe tudo até debaixo do carvalho e o entregou ao Anjo. 20Porém o Anjo de Deus lhe disse:

— Pegue a carne e os pães sem fermento e coloque-os sobre esta rocha. Depois, derrame o caldo em cima.

Foi o que Gideão fez. 21Então o Anjo do Senhor estendeu a ponta do cajado que trazia na mão e tocou a carne e os pães sem fermento. Saiu fogo da rocha e queimou a carne e os pães. E o Anjo do Senhor desapareceu da presença dele. 22Quando Gideão viu que era o Anjo do Senhor, disse:

— Ai de mim, Senhor Deus! Pois vi o Anjo do Senhor face a face.

23Mas o Senhor lhe disse:

— Que a paz esteja com você! Não tenha medo! Você não morrerá!

24Então Gideão edificou ali um altar ao Senhor e lhe deu o nome de “O Senhor É Paz”. Até o dia de hoje esse altar está em Ofra, que pertence à família de Abiezer.

25Naquela mesma noite, o Senhor disse a Gideão:

— Leve o touro que pertence a seu pai, a saber, o segundo touro de sete anos, e derrube o altar de Baal que é do seu pai, e corte o poste da deusa Aserá que está junto ao altar. 26No alto desse lugar fortificado faça para o Senhor, seu Deus, um altar em camadas de pedra. Depois, pegue o segundo touro e ofereça-o em holocausto com a lenha do poste da deusa Aserá que você irá cortar.

27Então Gideão levou dez homens dos seus servos e fez como o Senhor lhe havia falado. Mas, porque teve medo da casa de seu pai e dos homens daquela cidade, não o fez de dia, mas de noite.

28De madrugada, quando os homens daquela cidade se levantaram, eis que o altar de Baal estava derrubado, e o poste da deusa Aserá que estava junto dele, cortado; e o referido segundo touro tinha sido oferecido no altar que havia sido edificado. 29E diziam uns aos outros:

— Quem fez isto?

E, perguntando e inquirindo, disseram:

— Quem fez isso foi Gideão, o filho de Joás.

30Então os homens daquela cidade disseram a Joás:

— Traga o seu filho para fora, para que seja morto, pois derrubou o altar de Baal e cortou o poste da deusa Aserá que estava junto dele.

31Porém Joás disse a todos os que se puseram contra ele:

— Vocês querem defender a causa de Baal? Vocês querem livrá-lo? Quem defender a causa dele será morto ainda esta manhã. Se ele é deus, que defenda a si mesmo; afinal, derrubaram o seu altar.

32Naquele dia Gideão passou a ser chamado de Jerubaal, porque foi dito: “Que Baal defenda a sua causa contra ele, pois foi ele quem derrubou o seu altar.”

33Todos os midianitas, amalequitas e povos do Oriente se ajuntaram, passaram o Jordão e acamparam no vale de Jezreel. 34Então o Espírito do Senhor revestiu Gideão, que fez soar o alarme, convocando os homens da família de Abiezer a segui-lo. 35Enviou mensageiros por toda a tribo de Manassés, que também foi convocada a segui-lo. Enviou ainda mensageiros a Aser, a Zebulom e a Naftali, que foram se encontrar com ele.

36Então Gideão se dirigiu a Deus, dizendo:

— Se realmente queres livrar Israel por minha mão, como disseste, 37eis que eu porei uma porção de lã na eira. Se o orvalho estiver somente nela, e a terra ao redor estiver seca, então saberei que irás livrar Israel por meio de mim, como disseste.

38E assim aconteceu. No outro dia, Gideão se levantou de madrugada e, apertando a lã, do orvalho que havia nela espremeu uma taça cheia de água.

39Gideão se dirigiu a Deus mais uma vez, dizendo:

— Não se acenda contra mim a tua ira, se eu falar somente mais esta vez. Peço-te que me deixes fazer mais uma prova com a lã: que desta vez só a lã esteja seca, e que haja orvalho na terra ao redor dela.

40E Deus assim o fez naquela noite, pois só a lã estava seca, e sobre a terra ao redor dela havia orvalho.

Juízes 6NAAAbrir na Bíblia

Segunda fala de Eliú

Cap. 34

1Eliú disse mais:

2“Vocês que são sábios,

ouçam as minhas palavras;

vocês que são instruídos,

escutem o que vou dizer.

3Porque o ouvido

avalia as palavras,

assim como o paladar

prova a comida.

4Escolhamos para nós

o que é direito;

conheçamos entre nós

o que é bom.”

Deus não perverte o direito

5“Porque Jó disse: ‘Sou justo,

e Deus tirou o meu direito.

6Apesar do meu direito,

sou considerado mentiroso;

a minha ferida é incurável,

embora não tenha cometido

nenhum pecado.’”

7“Será que existe outro homem

semelhante a Jó

que bebe a zombaria

como se fosse água?

8Ele segue o caminho

dos que praticam a iniquidade

e anda com homens perversos.

9Pois disse: ‘De nada adianta

ao homem

ter o seu prazer em Deus.’”

10“Por isso, vocês que têm

entendimento, me escutem:

longe de Deus o praticar ele

a maldade,

e longe do Todo-Poderoso

o cometer injustiça.

11Pois Deus retribui ao homem

segundo as suas obras

e paga a cada um

conforme o seu caminho.

12Na verdade,

Deus não pratica o mal;

o Todo-Poderoso

não perverte o direito.

13Quem lhe entregou

o governo da terra?

Quem lhe confiou o universo?

14Se Deus pensasse

apenas em si mesmo

e fizesse voltar para si

o seu espírito e o seu sopro,

15toda a humanidade morreria

ao mesmo tempo,

e o homem voltaria para o pó.”

Deus é justo e poderoso

16“Portanto, se você

tem entendimento, escute isto;

dê ouvidos ao som

das minhas palavras.

17Se Deus odiasse o direito,

será que poderia governar?

E será que você quer condenar

aquele que é justo e poderoso?

18Será que alguém diria a um rei:

‘Você não vale nada!’?

Ou diria aos príncipes:

‘Seus perversos!’?

19Quanto menos dirá isso

àquele que não privilegia

os príncipes,

e que não favorece

o rico em prejuízo do pobre;

porque todos

são obra de suas mãos.

20De repente, morrem;

no meio da noite, as pessoas

são abaladas e passam,

e os poderosos são levados

por uma força invisível.

21Os olhos de Deus estão

sobre os caminhos do homem

e veem todos os seus passos.

22Não há trevas nem sombra

profunda o bastante,

onde os que praticam a iniquidade

possam se esconder.

23Pois Deus não precisa observar

o homem por muito tempo

antes de o fazer comparecer

em juízo diante dele.

24Deus arrasa os poderosos,

sem os inquirir,

e põe outros em seu lugar.

25Porque ele conhece

as obras deles;

de noite, os transtorna

e eles são esmagados.

26Ele os castiga

como se fossem ímpios,

à vista de todos,

27porque se afastaram de Deus,

e não quiseram compreender

nenhum de seus caminhos,

28e assim fizeram com que

o grito dos pobres

subisse até Deus,

e este ouviu o lamento dos aflitos.”

29“Se ele se calar,

quem o condenará?

Se encobrir o rosto,

quem poderá vê-lo?

Mas ele está acima dos povos

e das pessoas,

30para que o ímpio não reine,

e não haja quem iluda o povo.”

Você prometeu parar de praticar injustiça?

31“Se alguém se dirige a Deus,

dizendo:

‘Sofri, não vou pecar mais;

32ensina-me o que

não consigo ver;

se cometi injustiça,

jamais voltarei a praticá-la’,

33será que Deus deve

recompensá-lo segundo

o que você quer ou não quer?

Será que ele deve dizer:

‘Escolha você, e não eu;

diga o que você sabe; fale’?”

34“Os homens que têm

entendimento me responderão,

o sábio que me ouve dirá:

35‘Jó falou sem conhecimento,

e nas palavras dele

não há sabedoria.’

36Quem dera Jó

fosse provado até o fim,

porque ele respondeu

como homem iníquo.

37Pois ao seu pecado

acrescenta rebelião;

entre nós, em tom de zombaria,

bate palmas

e multiplica as suas palavras

contra Deus.”

Quarta fala de Eliú

Caps.36—37

1Eliú seguiu falando e disse:

2“Mais um pouco de paciência,

e eu lhe mostrarei

que tenho mais argumentos

a favor de Deus.

3Trarei o meu conhecimento

de longe

e atribuirei a justiça

ao meu Criador.

4Porque, na verdade,

as minhas palavras

não são falsas;

quem está diante de você

é senhor do assunto.”

Deus é grande e não despreza ninguém

5“Eis que Deus é grande

e não despreza ninguém;

ele é grande na força

da sua compreensão.

6Não poupa a vida do ímpio,

mas faz justiça aos aflitos.

7Deus não tira os seus olhos

dos justos;

pelo contrário, os assenta no trono

com os reis, para sempre,

e eles são exaltados.

8Se estão presos com correntes

e amarrados com cordas de aflição,

9ele lhes faz ver as suas obras,

as suas transgressões,

e que se mostraram arrogantes.

10Abre-lhes também os ouvidos

para a instrução

e ordena que se convertam

da iniquidade.

11Se o ouvirem e o servirem,

acabarão os seus dias

em felicidade

e os seus anos em delícias.

12Porém, se não o ouvirem,

serão passados pela espada

e morrerão na sua cegueira.”

13“Os ímpios de coração

alimentam a ira;

e, quando são aprisionados

por Deus, não clamam

pedindo socorro.

14Perdem a vida na sua mocidade

e morrem entre os prostitutos

cultuais.

15Deus livra o aflito

por meio da sua aflição

e pelo sofrimento

lhe abre os ouvidos.”

Não se incline para a iniquidade

16“Assim também a você

Deus procura tirar da angústia

e levar para um lugar espaçoso,

em que não há aperto,

e para o conforto de uma mesa

cheia de comida saborosa.

17Mas você se enche

do juízo do perverso,

e, por isso, o juízo e a justiça

o alcançarão.

18Tenha cuidado para que

a ira não o leve a zombar,

nem permita que a grande quantia

do resgate o desvie.

19Será que ele levaria em conta

as suas lamúrias e todos

os seus grandes esforços,

para que você se veja livre

da sua angústia?

20Não suspire pela noite,

em que povos serão tirados

do seu lugar.

21Cuidado! Não se incline

para a iniquidade,

você parece preferir a iniquidade

à sua miséria.”

Deus se mostra grande em seu poder!

22“Eis que Deus se mostra grande

em seu poder!

Quem é mestre como ele?

23Quem lhe prescreveu

o seu caminho

ou quem pode lhe dizer:

‘Cometeste uma injustiça’?

24Lembre-se de exaltar

as obras de Deus,

que as pessoas celebram.

25Toda a humanidade

olha para elas;

as pessoas as contemplam de longe.

26Eis que Deus é grande,

e não o podemos compreender;

o número dos seus anos

não se pode calcular.”

O poder e a majestade de Deus

27“Ele atrai para si

as gotas de água

que de seu vapor

destilam em chuva,

28a qual as nuvens derramam

e gotejam sobre a terra

em grande abundância.

29Pode alguém entender

como ele estende as nuvens

e como os trovões

ecoam em sua tenda?

30Eis que ele espalha sobre elas

o seu relâmpago

e encobre as profundezas do mar.

31Pois por estas coisas

ele julga os povos

e lhes dá alimento em abundância.

32Enche as mãos de relâmpagos

e os arremessa

contra o adversário.

33O fragor da tempestade

dá notícias a respeito dele,

dele que é zeloso na sua ira

contra a injustiça.”

Sociedade Bíblica do Brasilv.4.20.14
SIGA A SBB: