Sociedade Bíblica do Brasil
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Dia 41 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

Herodes persegue Tiago e Pedro

1Por aquele tempo, o rei Herodes mandou prender alguns da igreja para os maltratar. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3Vendo que isto agradava aos judeus, prosseguiu, mandando prender também Pedro. E eram os dias dos pães sem fermento. 4Depois de prendê-lo, lançou-o na prisão, entregando-o a quatro escoltas de quatro soldados cada uma, para o guardarem. A intenção de Herodes era apresentá-lo ao povo depois da Páscoa. 5E assim Pedro era mantido na prisão; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele.

Pedro é libertado

6Na noite anterior ao dia em que Herodes ia apresentá-lo ao povo, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes. Sentinelas, junto à porta, guardavam a prisão. 7Eis, porém, que sobreveio um anjo do Senhor, e uma luz iluminou a prisão. O anjo tocou no lado de Pedro e o despertou, dizendo:

— Levante-se depressa!

Então as correntes caíram das mãos dele. 8E o anjo continuou:

— Coloque o cinto e calce as sandálias.

E ele assim o fez.

O anjo lhe disse mais:

— Ponha a capa e siga-me.

9Então, saindo, Pedro o seguia, não sabendo que era real o que estava sendo feito pelo anjo; ele pensava que era uma visão. 10Depois de terem passado a primeira e a segunda sentinela, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade, o qual se abriu automaticamente; e, saindo, enveredaram por uma rua, e logo adiante o anjo se afastou dele. 11Então Pedro, caindo em si, disse:

— Agora sei que, de fato, o Senhor enviou o seu anjo e me livrou da mão de Herodes e de toda a expectativa do povo judeu.

12Ao se dar conta disso, Pedro resolveu ir à casa de Maria, mãe de João, também chamado Marcos, onde muitas pessoas estavam congregadas e oravam. 13Quando ele bateu à porta da frente, uma empregada, chamada Rode, foi ver quem era. 14Reconhecendo a voz de Pedro, ficou tão alegre que nem o fez entrar, mas voltou correndo para anunciar que Pedro estava à porta. 15Então os outros disseram:

— Você ficou louca!

Ela, porém, persistia em afirmar que era verdade. Então disseram:

— É o anjo dele.

16Enquanto isso, Pedro continuava batendo. Quando abriram a porta, viram-no e ficaram admirados. 17Ele, porém, fazendo-lhes sinal com a mão para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tinha tirado da prisão. E acrescentou:

— Anunciem isto a Tiago e aos irmãos.

E, saindo, foi para outro lugar.

18Quando amanheceu, houve grande alvoroço entre os soldados sobre o que teria acontecido com Pedro. 19Herodes, tendo-o procurado e não o achando, submetendo as sentinelas a interrogatório, ordenou que se aplicasse a pena de morte. E, descendo da Judeia para Cesareia, Herodes passou ali algum tempo.

A morte de Herodes

20Havia uma séria divergência entre Herodes e os moradores de Tiro e de Sidom. Estes, porém, de comum acordo, se apresentaram a ele e, depois de obter o apoio de Blasto, que era assessor do rei, pediram paz, porque a terra deles recebia alimentos do país do rei. 21Em dia designado, Herodes, vestido de traje real, assentado no trono, dirigiu-lhes a palavra. 22E o povo gritava:

— É voz de um deus, e não de um homem!

23No mesmo instante, um anjo do Senhor feriu Herodes, por ele não haver dado glória a Deus; e, comido de vermes, morreu.

24Entretanto, a palavra de Deus crescia e se multiplicava.

25Barnabé e Saulo, cumprida a sua missão, voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, também chamado Marcos.

Atos 12NAAAbrir na Bíblia

Barnabé e Saulo. A primeira viagem missionária

1Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé; Simeão, chamado Níger; Lúcio, de Cirene; Manaém, que tinha sido criado com Herodes, o tetrarca; e Saulo. 2Enquanto eles estavam adorando o Senhor e jejuando, o Espírito Santo disse:

— Separem-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado.

3Então, jejuando e orando, e impondo as mãos sobre eles, os despediram.

A missão em Chipre

4Barnabé e Saulo, enviados pelo Espírito Santo, foram até Selêucia e dali navegaram para Chipre. 5Quando chegaram a Salamina, começaram a anunciar a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. Tinham também João como auxiliar. 6Havendo atravessado toda a ilha até Pafos, encontraram certo judeu, de nome Barjesus, que praticava magia e era falso profeta. 7Ele estava com o procônsul Sérgio Paulo, que era um homem inteligente. O procônsul, tendo chamado Barnabé e Saulo, desejava ouvir a palavra de Deus. 8Porém o mago Elimas — e é assim que se traduz o nome dele — se opunha a eles, procurando afastar da fé o procônsul. 9Mas Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, olhando firmemente para Elimas, disse:

10— Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a maldade, inimigo de toda a justiça, por que você não deixa de perverter os retos caminhos do Senhor? 11Eis que, agora, a mão do Senhor está contra você, e você ficará cego, não vendo o sol por algum tempo.

No mesmo instante, caiu sobre ele névoa e escuridão, e, andando em círculos, procurava quem o guiasse pela mão. 12Então o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado com a doutrina do Senhor.

João Marcos volta a Jerusalém

13E, navegando de Pafos, Paulo e seus companheiros viajaram a Perge da Panfília. João, porém, deixando-os, voltou para Jerusalém. 14Mas eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia. No sábado, entraram na sinagoga e sentaram-se. 15Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes:

— Irmãos, se vocês têm alguma palavra de consolo para o povo, falem.

O testemunho de Paulo em Antioquia

16Paulo, levantando-se e fazendo com a mão sinal de silêncio, disse:

— Israelitas e todos vocês que temem a Deus, escutem! 17O Deus do povo de Israel escolheu os nossos pais e exaltou o povo durante a sua peregrinação na terra do Egito, de onde os tirou com braço poderoso. 18Suportou os maus costumes do povo durante uns quarenta anos no deserto. 19E, havendo destruído sete nações em Canaã, deu essas terras como herança ao seu povo. 20Tudo isso levou cerca de quatrocentos e cinquenta anos. Depois disso, lhes deu juízes, até o profeta Samuel. 21Então eles pediram um rei, e Deus lhes deu Saul, filho de Quis, da tribo de Benjamim, e isto durante quarenta anos. 22E, tendo tirado Saul, levantou-lhes o rei Davi, do qual também, dando testemunho, disse: “Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade.” 23Da descendência deste, conforme a promessa, Deus trouxe a Israel o Salvador, que é Jesus. 24Antes da manifestação dele, João pregou um batismo de arrependimento a todo o povo de Israel. 25Quando João estava completando a sua carreira, disse: “Quem vocês pensam que sou? Não sou aquele que vocês esperam. Mas depois de mim vem aquele de cujos pés não sou digno de desamarrar as sandálias.”

26— Irmãos, descendência de Abraão e todos vocês que temem a Deus, a nós foi enviada a palavra desta salvação. 27Pois os moradores e as autoridades de Jerusalém, não conhecendo Jesus nem as palavras dos profetas que são lidas todos os sábados, cumpriram as profecias, quando condenaram Jesus. 28E, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. 29Depois de cumprirem tudo o que estava escrito a respeito dele, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo. 30Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos, 31e durante muitos dias ele foi visto pelos que o tinham acompanhado da Galileia para Jerusalém, os quais são agora as suas testemunhas diante do povo. 32E nós anunciamos a vocês o evangelho da promessa feita aos nossos pais, 33como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como também está escrito no Salmo número dois:

“Você é meu Filho;

hoje eu gerei você.”

34— E quanto ao fato de que o ressuscitaria dentre os mortos para que jamais voltasse à corrupção, Deus o expressou desta maneira:

“E cumprirei a favor de vocês

as santas e fiéis promessas

feitas a Davi.”

35— Por isso, também diz em outro Salmo:

“Não permitirás

que o teu Santo veja corrupção.”

36— Porque tendo Davi, no seu tempo, servido conforme o plano de Deus, morreu, foi sepultado ao lado de seus pais e viu corrupção. 37Porém aquele a quem Deus ressuscitou não viu corrupção. 38Portanto, meus irmãos, saibam que é por meio de Jesus que a remissão dos pecados é anunciada a vocês; 39e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vocês não puderam ser justificados pela lei de Moisés. 40Portanto, tenham cuidado para que não lhes aconteça o que os profetas disseram:

41“Vejam, ó desprezadores!

Fiquem maravilhados

e desapareçam,

porque, no tempo de vocês,

eu realizo obra tal

que vocês não acreditarão

se alguém lhes contar.”

42Quando Paulo e Barnabé estavam saindo, as pessoas pediram que, no sábado seguinte, lhes falassem estas mesmas palavras. 43Terminada a reunião na sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos piedosos seguiram Paulo e Barnabé, e estes, falando com eles, os persuadiam a continuar firmes na graça de Deus.

44No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra do Senhor. 45Mas os judeus, vendo as multidões, ficaram com muita inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava. 46Então Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram:

— Era necessário pregar a palavra de Deus primeiro a vocês. Mas, como vocês a rejeitam e se julgam indignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios. 47Porque o Senhor assim nos determinou:

“Eu coloquei você

como luz dos gentios,

a fim de que você

seja para salvação

até os confins da terra.”

48Os gentios, ouvindo isto, se alegravam e glorificavam a palavra do Senhor. E creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna. 49E a palavra do Senhor se espalhou por toda aquela região. 50Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do seu território. 51E estes, sacudindo contra eles o pó dos pés, foram para Icônio. 52Os discípulos, porém, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.

Atos 13NAAAbrir na Bíblia

Josué abençoa e despede as duas tribos e meia

1Então Josué chamou os rubenitas, os gaditas e a meia tribo de Manassés 2e lhes disse:

— Vocês fizeram tudo o que Moisés, servo do Senhor, lhes ordenou e também foram obedientes a mim em tudo o que lhes ordenei. 3Durante todo esse tempo, até o dia de hoje, vocês não abandonaram os seus irmãos; pelo contrário, tiveram o cuidado de guardar o mandamento do Senhor, seu Deus. 4Agora o Senhor, seu Deus, já concedeu repouso aos irmãos de vocês, como lhes havia prometido. Voltem, pois, agora, e vão para as suas tendas, à terra que lhes pertence, que Moisés, servo do Senhor, deu a vocês do outro lado do Jordão. 5Mas tenham o maior cuidado em guardar o mandamento e a lei que Moisés, servo do Senhor, lhes ordenou: que vocês amem o Senhor, seu Deus, andem em todos os seus caminhos, guardem os seus mandamentos, sejam fiéis a ele e o sirvam de todo o coração e de toda a alma.

6Assim, Josué os abençoou e os despediu. E eles foram para as suas tendas.

7Ora, Moisés tinha dado herança em Basã à meia tribo de Manassés; porém à outra metade da tribo Josué deu herança entre os seus irmãos, deste lado do Jordão, para o oeste. E Josué, ao despedi-los para as suas tendas, os abençoou 8e lhes disse:

— Voltem para as suas tendas com grandes riquezas, com muito gado, prata, ouro, bronze, ferro e muitas roupas. Repartam com os seus irmãos o despojo que tomaram dos inimigos.

9Assim, os filhos de Rúben, os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés voltaram e se retiraram dos filhos de Israel em Siló, que está na terra de Canaã, para irem à terra de Gileade, à terra da sua propriedade, de que foram feitos possuidores, segundo o mandado do Senhor, por meio de Moisés.

O altar junto ao Jordão

10Quando chegaram à região próxima ao Jordão, na terra de Canaã, os filhos de Rúben, os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés edificaram um altar junto ao Jordão, altar grande e vistoso. 11Os filhos de Israel ouviram dizer:

— Eis que os filhos de Rúben, os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés edificaram um altar diante da terra de Canaã, perto do Jordão, do lado dos filhos de Israel.

12Quando os filhos de Israel ouviram isso, toda a congregação dos filhos de Israel se reuniu em Siló, para fazer guerra contra eles.

13E os filhos de Israel enviaram Fineias, filho do sacerdote Eleazar, aos filhos de Rúben, aos filhos de Gade e à meia tribo de Manassés. 14Com ele foram dez chefes, um de cada tribo de Israel, sendo cada um deles chefe da casa de seus pais entre os grupos de milhares de Israel. 15Eles se dirigiram à terra de Gileade, onde estavam os filhos de Rúben, os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés, e lhes falaram, dizendo:

16— Assim diz toda a congregação do Senhor: Que infidelidade é esta que vocês cometeram contra o Deus de Israel, deixando hoje de seguir o Senhor, edificando um altar para vocês, para se rebelarem contra o Senhor? 17Será que não nos bastou a iniquidade de Peor, de que até hoje ainda não nos purificamos, apesar de ter vindo uma praga sobre a congregação do Senhor, 18para que hoje vocês deixem de seguir o Senhor? Se hoje vocês se rebelam contra o Senhor, amanhã ele ficará irado com toda a congregação de Israel. 19Se a terra que vocês receberam por herança é impura, passem para a terra que pertence ao Senhor, onde está o tabernáculo do Senhor, e tomem posse entre nós. Porém não se rebelem contra o Senhor, nem se rebelem contra nós, edificando para vocês um altar que não é o altar do Senhor, nosso Deus. 20Não cometeu Acã, filho de Zera, infidelidade no que diz respeito às coisas condenadas? E não veio ira sobre toda a congregação de Israel? Pois aquele homem não morreu sozinho na sua iniquidade.

21Então os filhos de Rúben, os filhos de Gade e a meia tribo de Manassés responderam aos cabeças dos grupos de milhares de Israel:

22— O Poderoso, Deus, o Senhor! O Poderoso, Deus, o Senhor, ele sabe, e Israel mesmo o saberá. Se foi em rebeldia ou por infidelidade contra o Senhor que fizemos isso, não nos poupem a vida no dia de hoje. 23Se edificamos um altar para deixarmos de seguir o Senhor, ou para, sobre ele, oferecermos holocausto e oferta de cereais, ou, sobre ele, fazermos oferta pacífica, que o Senhor mesmo nos responsabilize por isso. 24Pelo contrário, fizemos isso por causa da seguinte preocupação: amanhã talvez os filhos de vocês dirão aos nossos filhos: “O que é que vocês têm a ver com o Senhor, o Deus de Israel? 25Porque o Senhor pôs o Jordão por limite entre nós e vocês, ó filhos de Rúben e filhos de Gade. Vocês não têm nada a ver com o Senhor!” E, assim, bem poderiam os filhos de vocês afastar os nossos filhos do temor do Senhor. 26Por isso dissemos: “Vamos edificar um altar, não para holocausto, nem para sacrifício, 27mas para que entre nós e vocês e entre as nossas gerações depois de nós nos sirva de testemunho, e possamos servir o Senhor na presença dele com os nossos holocaustos, os nossos sacrifícios e as nossas ofertas pacíficas.” E também para que, no futuro, os filhos de vocês não digam aos nossos filhos: “Vocês não têm nada a ver com o Senhor.” 28Por isso dissemos: Se, no futuro, disserem algo assim a nós ou aos nossos descendentes, responderemos: “Vejam o modelo do altar do Senhor que os nossos pais fizeram, não para holocausto, nem para sacrifício, mas para testemunho entre nós e vocês.” 29Longe de nós a intenção de nos rebelarmos contra o Senhor e deixarmos hoje de seguir o Senhor, edificando um altar para holocausto, oferta de cereais ou sacrifício, altar que não é o altar do Senhor, nosso Deus, que está diante do seu tabernáculo.

30Quando o sacerdote Fineias, os chefes da congregação e os cabeças dos grupos de milhares de Israel que estavam com ele ouviram as palavras que disseram os filhos de Rúben, os filhos de Gade e os filhos de Manassés, deram-se por satisfeitos. 31E Fineias, filho do sacerdote Eleazar, disse aos filhos de Rúben, aos filhos de Gade e aos filhos de Manassés:

— Hoje sabemos que o Senhor está no meio de nós, porque vocês não cometeram infidelidade contra o Senhor. Assim vocês livraram os filhos de Israel da mão do Senhor.

32Fineias, filho do sacerdote Eleazar, e os chefes, deixando os filhos de Rúben e os filhos de Gade, voltaram da terra de Gileade para a terra de Canaã, aos filhos de Israel, e lhes deram relatório de tudo. 33Com esta resposta os filhos de Israel se deram por satisfeitos e bendisseram a Deus. E não falaram mais de ir e fazer guerra contra eles, para destruírem a terra em que habitavam os filhos de Rúben e os filhos de Gade. 34Os filhos de Rúben e os filhos de Gade chamaram o altar de “Testemunho”, porque disseram: “É um testemunho entre nós de que o Senhor é Deus.”

Josué 22NAAAbrir na Bíblia

Josué se despede do povo

1Depois Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém e chamou os anciãos de Israel, os seus chefes, os seus juízes e os seus oficiais, e eles se apresentaram diante de Deus. 2Então Josué disse a todo o povo:

— Assim diz o Senhor, Deus de Israel: “Antigamente, os pais de vocês, incluindo Tera, pai de Abraão e de Naor, viviam do outro lado do Eufrates e serviam outros deuses. 3Eu, porém, trouxe Abraão, o pai de vocês, do outro lado do rio e o fiz percorrer toda a terra de Canaã. Também multipliquei a descendência dele e lhe dei Isaque. 4A Isaque dei Jacó e Esaú. A Esaú dei como propriedade as montanhas de Seir, mas Jacó e seus filhos desceram para o Egito. 5Então enviei Moisés e Arão e castiguei o Egito com o que fiz ali; e, depois, tirei vocês de lá. 6Quando tirei os seus pais do Egito, vocês chegaram até o mar. Os egípcios perseguiram os pais de vocês, com carros de guerra e cavaleiros, até o mar Vermelho. 7Os pais de vocês clamaram e o Senhor pôs escuridão entre vocês e os egípcios, e trouxe o mar sobre eles, e o mar os cobriu. Vocês viram com os seus próprios olhos o que eu fiz no Egito. Depois vocês viveram no deserto por muito tempo.

8— Daí eu os trouxe à terra dos amorreus, que moravam do outro lado do Jordão. Eles lutaram contra vocês, mas eu os entreguei nas mãos de vocês. Vocês tomaram posse da terra deles, e eu os destruí diante de vocês. 9Então o rei de Moabe, Balaque, filho de Zipor, se levantou e lutou contra Israel. Mandou chamar Balaão, filho de Beor, para que os amaldiçoasse. 10Porém eu não quis ouvir Balaão, e ele teve de abençoar vocês. E assim eu os livrei das mãos de Balaque.

11— Vocês atravessaram o Jordão e chegaram a Jericó. Os moradores de Jericó lutaram contra vocês e o mesmo fizeram também os amorreus, os ferezeus, os cananeus, os heteus, os girgaseus, os heveus e os jebuseus. Porém eu os entreguei nas mãos de vocês. 12Enviei vespões adiante de vocês, que os expulsaram de diante de vocês, bem como os dois reis dos amorreus. E não foram as espadas nem os arcos de vocês que fizeram isso. 13Eu lhes dei uma terra em que vocês não trabalharam e cidades que vocês não haviam construído. Vocês estão vivendo nessas cidades, e comem das vinhas e dos olivais que não plantaram.”

Renovação da aliança

14— Agora, pois, temam o Senhor e o sirvam com integridade e com fidelidade. Joguem fora os deuses que os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates e no Egito e sirvam o Senhor. 15Mas, se vocês não quiserem servir o Senhor, escolham hoje a quem vão servir: se os deuses a quem os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates ou os deuses dos amorreus em cuja terra vocês estão morando. Eu e a minha casa serviremos o Senhor.

16Então o povo respondeu:

— Longe de nós abandonar o Senhor para servir outros deuses! 17Porque o Senhor é o nosso Deus. Ele é quem nos tirou, a nós e aos nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão. Ele é quem fez estes grandes sinais aos nossos olhos e nos guardou por todo o caminho em que andamos e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos. 18O Senhor expulsou de diante de nós todas estas gentes, até o amorreu, morador da terra. Portanto, nós também serviremos o Senhor, pois ele é o nosso Deus.

19Então Josué disse ao povo:

— Vocês não poderão servir o Senhor, porque é Deus santo, Deus zeloso, que não perdoará a transgressão e os pecados de vocês. 20Se abandonarem o Senhor e servirem deuses estranhos, ele se voltará contra vocês, e lhes fará mal, e os destruirá, depois de lhes ter feito bem.

21Então o povo disse a Josué:

— Não! O que queremos é servir o Senhor.

22Josué disse ao povo:

— Vocês são testemunhas contra vocês mesmos de que escolheram o Senhor para o servir.

E eles disseram:

— Sim, somos testemunhas.

23E Josué continuou:

— Agora, pois, joguem fora os deuses estranhos que há no meio de vocês e inclinem o coração ao Senhor, Deus de Israel.

24O povo disse a Josué:

— Ao Senhor, nosso Deus, serviremos e obedeceremos à sua voz.

25Assim, naquele dia, Josué fez aliança com o povo e lhes deu estatutos e juízos em Siquém. 26Josué escreveu estas palavras no Livro da Lei de Deus. Pegou uma grande pedra e a erigiu ali debaixo do carvalho que estava junto ao santuário do Senhor. 27Então Josué disse a todo o povo:

— Eis que esta pedra nos será testemunha, pois ouviu todas as palavras que o Senhor nos tem dito. Portanto, será testemunha contra vocês, para que não mintam ao Deus de vocês.

28Então Josué despediu o povo, cada um para a sua herança.

A morte de Josué e de Eleazar

Jz 2.6-9

29Depois destas coisas, Josué, filho de Num, servo do Senhor, morreu com a idade de cento e dez anos. 30Foi sepultado na sua própria herança, em Timnate-Sera, que fica na região montanhosa de Efraim, para o norte do monte Gaás.

31Israel serviu o Senhor todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo depois de Josué e que sabiam de todas as obras que o Senhor tinha feito por Israel.

32Os ossos de José, que os filhos de Israel trouxeram do Egito, foram sepultados em Siquém, naquela parte do campo que Jacó havia comprado dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de prata, e que veio a ser a herança dos filhos de José.

33Morreu também Eleazar, filho de Arão, e o sepultaram em Gibeá, cidade que pertencia a Fineias, seu filho, e que lhe tinha sido dada na região montanhosa de Efraim.

Josué 24NAAAbrir na Bíblia
Que Deus me pese numa balança justa

1“Fiz uma aliança

com os meus olhos:

de não olhar para uma virgem.

2Do contrário, qual seria

a minha porção

do Deus lá de cima,

e que herança receberia

do Todo-Poderoso

desde as alturas?

3Por acaso, não é a perdição

para o ímpio,

e a desgraça para os que praticam

a maldade?

4Será que Deus não vê

os meus caminhos

e não conta todos os meus passos?

5Se andei com falsidade

ou se o meu pé se apressou

para o engano

6— que Deus me pese

numa balança justa

e conhecerá a minha integridade!”

Nunca cobicei, nem adulterei

7“Se os meus passos se desviaram

do caminho,

se o meu coração

segue os meus olhos,

e se alguma mancha

se apegou às minhas mãos,

8então que outros comam

o que eu semeei,

e que seja arrancado

o que se produz no meu campo.

9Se o meu coração se deixou

seduzir por uma mulher,

se fiquei rondando

a porta do meu próximo,

10então que a minha mulher

moa os cereais

para outro homem,

e que outros se deitem com ela.

11Pois eu teria cometido

um crime hediondo,

um delito a ser punido pelos juízes.

12Isso seria fogo que consome

até a destruição

e arrancaria toda a minha colheita

pela raiz.”

Sempre fui justo e caridoso

13“Se não reconheci

o direito do meu servo

ou da minha serva

quando eles reclamavam

contra mim,

14então que faria eu

quando Deus se levantasse

no tribunal?

E, se ele me interrogasse,

que lhe responderia eu?

15Aquele que me formou

no ventre de minha mãe

não os fez também a eles?

Ou não é o mesmo Deus

que nos formou

no ventre materno?”

16“Se retive o que os pobres

desejavam

ou deixei que os olhos das viúvas

esperassem em vão;

17ou, se sozinho

comi o meu bocado,

sem reparti-lo com os órfãos

18— porque

desde a minha mocidade

eu os criei como se fosse

pai deles,

durante toda a minha vida

fui o guia das viúvas —;

19se vi alguém perecer

por falta de roupa

ou notava que o necessitado

não tinha com que se cobrir;

20se ele não me agradeceu

do fundo do coração,

quando se aquecia

com a lã dos meus cordeiros;

21se eu levantei a mão

contra o órfão,

sabendo que eu tinha

o apoio dos juízes,

22então que a omoplata caia

do meu ombro,

e que o meu braço

seja arrancado da articulação.

23Porque o castigo de Deus

seria para mim um assombro,

e eu não poderia enfrentar

a sua majestade.”

Nunca neguei a Deus

24“Se no ouro pus

a minha esperança

ou se eu disse ao ouro fino:

‘Você é a minha garantia’;

25se me alegrei por ser grande

a minha riqueza

e por ter a minha mão

alcançado muito;

26se olhei para o sol,

quando resplandecia,

ou para a lua, que caminhava

em seu esplendor,

27e o meu coração se deixou

seduzir em segredo,

e eu lhes atirei beijos com a mão,

28também isto seria um delito

a ser punido pelos juízes,

pois eu teria negado a Deus,

que está lá em cima.”

Nunca me alegrei com o mal

29“Se me alegrei com a desgraça

do que me odeia

e se exultei quando o mal o atingiu

30— eu que não deixei

a minha boca pecar,

rogando praga

para que morresse —;

31se as pessoas que moram

na minha tenda não disseram:

‘Quem nos dera encontrar

alguém que não se saciou

da carne provida por ele’

32— pois o estrangeiro

não pernoitava na rua;

as minhas portas estavam

sempre abertas

para os viajantes! —;

33se, como Adão, encobri

as minhas transgressões,

ocultando a minha iniquidade

em meu íntimo,

34porque eu tinha medo

da grande multidão,

e o desprezo das famílias

me apavorava,

fazendo com que eu me calasse

e não saísse da porta…”

Eis aqui a minha defesa

35“Quem dera que eu tivesse

quem me ouvisse!

Eis aqui a minha defesa assinada!

Que o Todo-Poderoso

me responda!

Que o meu adversário escreva

a sua acusação!

36Por certo que a levaria

sobre o meu ombro,

e a poria sobre mim

como se fosse uma coroa.

37Eu lhe mostraria

o número dos meus passos;

como príncipe

eu me aproximaria dele.”

38“Se a minha terra clamar

contra mim,

e se os seus sulcos

juntamente chorarem;

39se comi os seus frutos

sem pagar

ou se causei a morte

aos seus donos,

40que ela produza espinhos

em vez de trigo,

e joio em lugar de cevada.”

Fim das palavras de Jó.

Os meus lábios proferem o puro saber

1“E agora, Jó, escute

os meus argumentos

e dê ouvidos

a todas as minhas palavras.

2Passo agora a falar;

em minha boca fala a língua.

3Os meus argumentos provam

a sinceridade do meu coração,

e os meus lábios

proferem o puro saber.

4O Espírito de Deus me fez,

e o sopro do Todo-Poderoso

me dá vida.”

5“Responda-me, se for capaz;

prepare os seus argumentos

e apresente-se diante de mim.

6Eis que diante de Deus

sou igual a você;

também eu fui formado do barro.

7Por isso, não tenha medo

de mim;

a minha mão não será pesada

sobre você.”

Você disse que não tem iniquidade

8“Na verdade, você falou

diante de mim;

eu ouvi o som das suas palavras,

dizendo:

9‘Estou limpo, sem transgressão;

sou puro e não tenho iniquidade.

10Eis que Deus procura

pretextos contra mim

e me considera seu inimigo.

11Prendeu os meus pés

com correntes

e observa

todas as minhas veredas.’”

Deus é maior do que o homem

12“Devo lhe dizer que nisto

você não tem razão;

porque Deus é maior

do que o homem.

13Por que você discute com ele,

afirmando que ele

não presta contas

de nenhum dos seus atos?

14Pelo contrário, Deus fala

de um modo,

sim, de dois modos,

mas o homem

não atenta para isso.

15Em sonho ou em visão de noite,

quando o sono profundo cai

sobre as pessoas,

quando adormecem na cama,

16então lhes abre os ouvidos

e lhes sela a sua instrução,

17para afastar o ser humano

dos seus planos

e livrá-lo do orgulho;

18para guardar a sua alma da cova

e a sua vida de passar

pela espada.”

Deus lhe restitui a sua justiça

19“Também no seu leito

é castigado com dores,

com incessante conflito

em seus ossos;

20de modo que abomina o pão,

e detesta até

a comida mais saborosa.

21A sua carne, que se via,

agora desaparece,

e os seus ossos, que não se viam,

agora aparecem.

22A sua alma está perto da morte,

e a sua vida se aproxima

dos que trazem a morte.”

23“Se com ele houver

um anjo intercessor,

um dos milhares,

para declarar ao homem

o que é certo,

24então Deus

terá misericórdia dele

e dirá ao anjo:

‘Livre-o, para que

não desça à cova;

já achei um resgate para ele.’

25Então a sua carne recupera

o vigor da infância,

e ele volta aos dias da juventude.

26Ele ora a Deus,

que se agrada dele;

com alegria vê a face de Deus,

e Deus lhe restitui a sua justiça.

27Depois, cantará

diante de todos e dirá:

‘Pequei, perverti o direito

e não fui punido como merecia.

28Deus livrou a minha alma

de ir para a cova,

e a minha vida verá a luz.’”

29“Eis que Deus faz tudo isto

duas e três vezes no seu trato

com o ser humano,

30para reconduzir da cova

a sua alma

e iluminá-lo

com a luz dos viventes.”

31“Agora, Jó, preste atenção

e escute o que vou dizer;

fique calado, porque vou falar.

32Se você tem alguma coisa

a dizer, diga;

fale, porque gostaria

de lhe dar razão.

33Se não, escute o que vou dizer;

fique calado, e eu lhe ensinarei

a sabedoria.”

Sociedade Bíblica do Brasilv.4.19.1
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