Sociedade Bíblica do Brasil
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Dia 44 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

Paulo e Silas em Tessalônica

1Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, Paulo e Silas chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga dos judeus. 2Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, discutiu com eles a respeito das Escrituras, 3expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos. Paulo dizia:

— Este Jesus, que eu anuncio a vocês, é o Cristo.

4Alguns deles foram persuadidos e se juntaram a Paulo e Silas. O mesmo aconteceu com numerosa multidão de gregos piedosos e muitas mulheres importantes. 5Os judeus, porém, movidos de inveja, trazendo consigo alguns homens maus dentre a malandragem, reuniram uma multidão e provocaram um tumulto na cidade. E, atacando de surpresa a casa de Jasom, procuravam trazer Paulo e Silas para o meio do povo. 6Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos diante das autoridades, gritando:

— Estes que promovem tumulto em todo o mundo chegaram também aqui, 7e Jasom os hospedou na casa dele. Todos estes agem contra os decretos de César, dizendo que existe outro rei, chamado Jesus.

8Tanto a multidão como as autoridades ficaram agitadas ao ouvir estas palavras. 9Porém, depois de terem recebido deles a fiança estipulada, as autoridades soltaram Jasom e os outros.

Paulo e Silas em Bereia

10E logo, durante a noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Bereia. Ali chegados, dirigiram-se à sinagoga dos judeus. 11Ora, estes de Bereia eram mais nobres do que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. 12Com isso, muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição social e muitos homens. 13Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus era anunciada por Paulo também em Bereia, foram lá agitar e perturbar o povo. 14Então os irmãos fizeram com que Paulo fosse imediatamente para os lados do mar. Porém Silas e Timóteo continuaram em Bereia. 15Os responsáveis por Paulo levaram-no até Atenas e regressaram trazendo ordem a Silas e Timóteo para que fossem encontrá-lo o mais depressa possível.

O discurso de Paulo em Atenas

16Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade. 17Por isso, falava na sinagoga com os judeus e os gentios piedosos; também na praça, todos os dias, com os que se encontravam ali. 18E alguns dos filósofos epicureus e estoicos discutiam com ele, havendo quem perguntasse:

— Que quer dizer esse tagarela?

Outros diziam:

— Parece pregador de deuses estranhos.

Diziam isso porque Paulo pregava Jesus e a ressurreição.

19Então, tomando-o consigo, levaram-no ao Areópago, dizendo:

— Podemos saber que nova doutrina é essa que você ensina? 20Pois você nos traz aos ouvidos coisas estranhas e queremos saber o que vem a ser isso.

21Acontece que todos os de Atenas e os estrangeiros residentes não se ocupavam com outra coisa senão dizer ou ouvir as últimas novidades. 22Então Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse:

— Senhores atenienses! Percebo que em tudo vocês são bastante religiosos, 23porque, andando pela cidade e observando os objetos de culto que vocês têm, encontrei também um altar no qual aparece a seguinte inscrição: “Ao Deus Desconhecido”. Pois esse que vocês adoram sem conhecer é precisamente aquele que eu lhes anuncio.

24— O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas; 25nem é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa, pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais. 26De um só homem fez todas as nações para habitarem sobre a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; 27para buscarem Deus se, porventura, tateando, o possam achar, ainda que não esteja longe de cada um de nós; 28pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como alguns dos poetas de vocês disseram: “Porque dele também somos geração.” 29Portanto, visto que somos geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. 30Deus não levou em conta os tempos da ignorância, mas agora ele ordena a todas as pessoas, em todos os lugares, que se arrependam. 31Porque Deus estabeleceu um dia em que julgará o mundo com justiça, por meio de um homem que escolheu. E deu certeza disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.

Uns zombam, outros creem

32Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns zombaram, e outros disseram:

— A respeito disso ouviremos você em outra ocasião.

33A essa altura, Paulo se retirou do meio deles. 34Houve, porém, alguns homens que se juntaram a ele e creram; entre eles estava Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, mais algumas pessoas.

Atos 17NAAAbrir na Bíblia

Paulo em Corinto

1Depois disso, deixando Atenas, Paulo foi a Corinto. 2Lá, encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, porque o imperador Cláudio havia decretado que todos os judeus deviam sair de Roma. Paulo aproximou-se deles. 3E, como tinham o mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava. O ofício deles era fazer tendas. 4E todos os sábados Paulo falava na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos.

5Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que Jesus é o Cristo. 6Como eles se opuseram e blasfemaram, Paulo sacudiu as roupas e disse-lhes:

— Que o sangue de vocês caia sobre a cabeça de vocês! Eu estou limpo dele e, a partir de agora, vou para os gentios.

7Saindo dali, entrou na casa de um homem chamado Tício Justo, que era temente a Deus; a casa dele ficava ao lado da sinagoga. 8Crispo, o chefe da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo, creram e foram batizados.

9Certa noite Paulo teve uma visão em que o Senhor lhe disse:

— Não tenha medo! Pelo contrário, fale e não fique calado, 10porque eu estou com você, e ninguém ousará lhe fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.

11Assim, Paulo permaneceu em Corinto um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.

Paulo diante de Gálio

12Quando Gálio era procônsul da Acaia, os judeus, de comum acordo, se levantaram contra Paulo e o levaram ao tribunal, 13dizendo:

— Este homem quer persuadir as pessoas a adorar a Deus de um modo contrário à lei.

14Quando Paulo ia falar, Gálio disse aos judeus:

— Se fosse, de fato, alguma injustiça ou crime de maior gravidade, ó judeus, eu teria motivo para acolher a queixa que vocês estão trazendo. 15Mas como é uma questão de palavras, de nomes e da própria lei de vocês, resolvam isso vocês mesmos; eu não quero ser juiz dessas coisas!

16E os expulsou do tribunal. 17Então todos agarraram Sóstenes, o chefe da sinagoga, e começaram a espancá-lo diante do tribunal; Gálio, todavia, não se incomodava com estas coisas.

O final da segunda viagem missionária de Paulo

18Paulo ficou ainda muitos dias em Corinto. Por fim, despedindo-se dos irmãos, navegou para a Síria, levando em sua companhia Priscila e Áquila. Antes de embarcar, rapou a cabeça em Cencreia, porque tinha feito um voto. 19Quando chegaram a Éfeso, Paulo deixou ali Priscila e Áquila. Ele, porém, entrando na sinagoga, pregava aos judeus. 20Pediram-lhe que ficasse mais algum tempo, mas Paulo não quis. 21Ao se despedir, disse:

— Se Deus quiser, virei visitá-los outra vez.

E, embarcando, partiu de Éfeso. 22Chegando a Cesareia, foi logo para Jerusalém. E, tendo saudado a igreja, seguiu para Antioquia. 23Havendo passado ali algum tempo, saiu, atravessando sucessivamente a região da Galácia e Frígia, fortalecendo todos os discípulos.

A terceira viagem missionária de Paulo. Apolo em Éfeso

24Nesse meio-tempo, chegou a Éfeso um judeu, natural de Alexandria, chamado Apolo, homem eloquente e poderoso nas Escrituras. 25Ele era instruído no caminho do Senhor; e, sendo fervoroso de espírito, falava e ensinava com precisão a respeito de Jesus, conhecendo apenas o batismo de João. 26Apolo começou a falar ousadamente na sinagoga. Quando Priscila e Áquila o ouviram falar, levaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus. 27Quando ele resolveu percorrer a Acaia, os irmãos o animaram e escreveram aos discípulos para que o recebessem bem. Tendo chegado, Apolo auxiliou muito aqueles que, mediante a graça, haviam crido; 28porque, com grande poder, convencia publicamente os judeus, provando, por meio das Escrituras, que Jesus é o Cristo.

Atos 18NAAAbrir na Bíblia

Jefté

1Jefté, o gileadita, era homem valente, porém filho de uma prostituta. O pai dele se chamava Gileade. 2Gileade também teve filhos da sua esposa. Esses filhos cresceram e expulsaram Jefté, dizendo:

— Você não herdará nada na casa de nosso pai, porque é filho de outra mulher.

3Então Jefté fugiu da presença de seus irmãos e foi morar na terra de Tobe. Ali alguns homens sem valor se juntaram a ele e o seguiam.

4Passado algum tempo, os filhos de Amom entraram em guerra contra Israel. 5Quando os filhos de Amom atacaram, os anciãos de Gileade foram buscar Jefté na terra de Tobe. 6E disseram a Jefté:

— Venha ser o nosso chefe, para podermos lutar contra os filhos de Amom.

7Porém Jefté disse aos anciãos de Gileade:

— Vocês não são aqueles que me odiaram e me expulsaram da casa de meu pai? Por que vêm a mim agora, quando estão em aperto?

8Os anciãos de Gileade responderam a Jefté:

— É por isso que agora estamos voltando a você. Venha conosco e lute contra os filhos de Amom. Seja o nosso chefe sobre todos os moradores de Gileade.

9Então Jefté perguntou aos anciãos de Gileade:

— Se vocês me fizerem voltar para combater os filhos de Amom, e o Senhor os entregar nas minhas mãos, então eu serei o chefe de vocês?

10Os anciãos de Gileade responderam:

— O Senhor é nossa testemunha de que faremos como você diz.

11Então Jefté foi com os anciãos de Gileade, e o povo o pôs por cabeça e chefe sobre si. E Jefté proferiu todas as suas palavras diante do Senhor, em Mispa.

12Jefté enviou mensageiros ao rei dos filhos de Amom, dizendo:

— O que você tem contra mim, para vir e atacar a minha terra?

13O rei dos filhos de Amom respondeu aos mensageiros de Jefté:

— É porque, quando Israel saiu do Egito, tomou a minha terra desde o Arnom até o Jaboque e até o Jordão. Devolva-me agora essa terra, pacificamente.

14Porém Jefté tornou a enviar mensageiros ao rei dos filhos de Amom, 15dizendo:

— Assim diz Jefté: “Israel não tomou nem a terra dos moabitas nem a terra dos filhos de Amom. 16Porque, quando Israel saiu do Egito, andou pelo deserto até o mar Vermelho e chegou a Cades. 17Então Israel enviou mensageiros ao rei dos edomitas, dizendo: ‘Peço que você me deixe passar pela sua terra.’ Porém o rei dos edomitas não lhe deu ouvidos. Israel mandou pedir a mesma coisa ao rei dos moabitas, mas ele também não quis atender. E, assim, Israel ficou em Cades. 18Depois, andou pelo deserto, e rodeou a terra dos edomitas e a terra dos moabitas, e chegou a leste da terra destes, e acampou do outro lado do Arnom. Não entrou no território dos moabitas, porque o Arnom é a fronteira deles. 19Então Israel enviou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, rei de Hesbom. Israel lhe disse: ‘Por favor, deixe-nos passar pela sua terra até o nosso destino.’ 20Porém Seom, não confiando em Israel, recusou deixá-lo passar pelo seu território; pelo contrário, reuniu todo o seu povo, acampou em Jaza, e lutou contra Israel. 21O Senhor, Deus de Israel, entregou Seom e todo o seu povo nas mãos de Israel, que os derrotou. E Israel tomou posse das terras dos amorreus, que moravam naquele lugar. 22Os israelitas tomaram posse de todo o território dos amorreus, desde o Arnom até o Jaboque e desde o deserto até o Jordão. 23Assim, o Senhor, Deus de Israel, expulsou os amorreus de diante do seu povo de Israel. E você pretende ser dono desta terra? 24Não é fato que você considera como sua propriedade aquilo que Quemos, seu deus, lhe dá? Assim nós possuiremos o território de todos os que o Senhor, nosso Deus, expulsou de diante de nós. 25Você pensa que é melhor do que Balaque, filho de Zipor, rei dos moabitas? Será que alguma vez ele entrou em conflito com Israel ou lutou contra ele? 26Enquanto Israel morou durante trezentos anos em Hesbom e nas suas vilas, e em Aroer e nas suas vilas, e em todas as cidades que ficam às margens do Arnom, por que vocês, amonitas, não as recuperaram durante esse tempo? 27Portanto, não sou eu quem pecou contra você! Porém você faz mal em lutar contra mim. O Senhor, que é juiz, julgue hoje entre os filhos de Israel e os filhos de Amom.”

28Porém o rei dos filhos de Amom não deu ouvidos à mensagem que Jefté lhe havia mandado.

O voto de Jefté

29Então o Espírito do Senhor veio sobre Jefté. Ele atravessou Gileade e Manassés e, passando por Mispa de Gileade, foi até os filhos de Amom. 30Jefté fez um voto ao Senhor, dizendo:

— Se, de fato, entregares os filhos de Amom nas minhas mãos, 31quem primeiro sair da porta da minha casa para se encontrar comigo, quando eu voltar vitorioso sobre os filhos de Amom, esse será do Senhor, e eu o oferecerei em holocausto.

32Assim, Jefté foi de encontro aos filhos de Amom, para lutar contra eles, e o Senhor os entregou nas mãos de Jefté. 33Ele os derrotou desde Aroer até as proximidades de Minite — vinte cidades ao todo — e até Abel-Queramim. Foi uma grande derrota para os filhos de Amom, que, assim, foram subjugados pelos filhos de Israel.

34Quando Jefté voltou para a sua casa, em Mispa, a filha saiu ao seu encontro, tocando o tamborim e dançando. E ela era filha única; ele não tinha outro filho nem filha. 35Quando Jefté a viu, rasgou as suas roupas e disse:

— Ah! Minha filha! Você me prostra por completo! Você passou a ser a causa da minha ruína, porque fiz um voto ao Senhor e não posso voltar atrás.

36E ela lhe disse:

— Meu pai, você fez um voto ao Senhor. Faça comigo segundo o voto que fez, agora que o Senhor o vingou dos seus inimigos, os filhos de Amom.

37E ela disse mais ao seu pai:

— Que me seja concedido isto: deixa-me por dois meses, para que eu vá, e desça pelos montes, e chore a minha virgindade, eu e as minhas companheiras.

38E o pai consentiu, dizendo:

— Vá.

Deixou-a ir por dois meses. Então ela se foi com as suas companheiras e chorou a sua virgindade pelos montes. 39Ao fim dos dois meses, ela voltou para seu pai, que lhe fez segundo o voto que tinha feito. Assim, ela nunca teve relações com homem algum. Daqui veio o costume em Israel 40de as filhas de Israel saírem por quatro dias, todos os anos, a chorar pela filha de Jefté, o gileadita.

Juízes 11NAAAbrir na Bíblia

Sansão põe fogo nos campos dos filisteus

1Passado algum tempo, nos dias da colheita do trigo, Sansão, levando um cabrito, foi visitar a sua mulher. E dizia:

— Vou entrar no quarto da minha mulher.

Porém o pai dela não o deixou entrar 2e lhe disse:

— Eu realmente pensei que você tinha muito ódio por ela e, por isso, a dei ao seu companheiro. Mas você não concorda que a irmã mais nova é mais bonita do que ela? Fique com ela em lugar da outra.

3Mas Sansão disse:

— Desta vez sou inocente para com os filisteus, quando lhes fizer algum mal.

4Então saiu, apanhou trezentas raposas e pegou um bom número de tochas. Amarrou as raposas duas a duas pela cauda e prendeu uma tocha em cada par. 5Pôs fogo nas tochas e largou as raposas nas plantações dos filisteus. Assim, incendiou tanto os feixes como o cereal que ainda estava por ser colhido, além das vinhas e dos olivais. 6Os filisteus perguntaram:

— Quem fez isso?

Responderam:

— Sansão, o genro do timnita, porque o sogro lhe tirou a mulher e a deu ao amigo dele.

Então os filisteus foram e queimaram a mulher e o pai dela. 7E Sansão disse a eles:

— Se é assim que vocês fazem, não desistirei enquanto não me vingar.

8E ele os atacou com fúria, matando muitos deles. Depois desceu e habitou numa caverna da rocha de Etã.

Os homens de Judá amarram Sansão

9Então os filisteus subiram e acamparam em Judá, espalhando-se por Leí. 10Os homens de Judá perguntaram aos filisteus:

— Por que vocês estão nos atacando?

Responderam:

— Viemos prender Sansão, para fazer com ele o mesmo que ele fez conosco.

11Então três mil homens de Judá foram até a caverna da rocha de Etã e disseram a Sansão:

— Você não sabia que os filisteus dominam sobre nós? Por que, então, você nos fez isto?

Ele lhes respondeu:

— Assim como fizeram comigo eu fiz com eles.

12Os homens de Judá disseram a Sansão:

— Viemos para amarrar você, para o entregar nas mãos dos filisteus.

Sansão disse:

— Jurem para mim que vocês não me matarão.

13Eles lhe disseram:

— Não! Nós somente vamos amarrar você e entregá-lo nas mãos dos filisteus. Mas de maneira nenhuma vamos matar você.

Então o amarraram com duas cordas novas e o fizeram sair da caverna.

Sansão mata mil homens com uma queixada de jumento

14Quando Sansão chegou a Leí, os filisteus foram gritando ao encontro dele. Mas o Espírito do Senhor de tal maneira se apossou de Sansão, que as cordas que ele tinha nos braços se tornaram como fios de linho queimados, e as amarras que ele tinha nas mãos se soltaram. 15Achou uma queixada de jumento, ainda fresca, pegou-a na mão e com ela matou mil homens. 16E disse:

“Com uma queixada de jumento

um montão, outro montão.

Com uma queixada de jumento

matei mil homens.”

17Quando acabou de falar, jogou fora a queixada. E aquele lugar foi chamado de Ramate-Leí.

18Sentindo muita sede, Sansão clamou ao Senhor e disse:

— Por meio de teu servo deste esta grande salvação. Será que agora vou morrer de sede e cair nas mãos desses incircuncisos?

19Então o Senhor fendeu a cavidade que estava em Leí, e dela saiu água. Sansão bebeu, recobrou alento e reviveu. Por isso aquele lugar se chama En-Hacoré até o dia de hoje.

20Sansão julgou Israel, nos dias dos filisteus, durante vinte anos.

Juízes 15NAAAbrir na Bíblia

1O Senhor disse mais a Jó:

2“Será que alguém

que usa de censuras

poderá discutir

com o Todo-Poderoso?

Que responda a isso

aquele que critica Deus!”

Primeira resposta de Jó a Deus

40.3-5

3Então Jó respondeu ao Senhor e disse:

4“Sou indigno.

Que te responderia eu?

Ponho a mão sobre a minha boca.

5Uma vez falei,

e não direi mais nada;

aliás, duas vezes,

porém não prosseguirei.”

Segunda e última resposta de Deus a Jó

40.6—41.34

Você tem um braço tão forte como o braço de Deus?

6Então o Senhor, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó e disse:

7“Cinja os lombos como homem,

pois eu lhe farei perguntas,

e você me responderá.

8Será que você está querendo

anular a minha justiça?

Ou me condenará,

para se justificar?

9Você tem um braço tão forte

como o braço de Deus?

Você pode trovejar

com a voz como ele troveja?

10Adorne-se, então,

de excelência e grandeza,

e vista-se de majestade e glória.

11Derrame as torrentes da sua ira;

olhe para os orgulhosos

e humilhe-os.

12Sim, olhe para eles e humilhe-os;

esmague os ímpios

no lugar onde estiverem.

13Cubra-os todos no pó;

prenda todos eles no sepulcro.

14Então também eu confessarei

a seu respeito

que a sua mão direita

lhe dá vitória.”

Quem é capaz de apanhar o monstro Beemote?

15“Contemple agora

o Beemote, que eu criei

junto com você,

e que come capim como o boi.

16A força dele está

nos seus lombos,

e o seu poder,

nos músculos do seu ventre.

17Ele endurece a sua cauda

como cedro;

os tendões das suas coxas

estão entretecidos.

18Os seus ossos

são como tubos de bronze;

as suas pernas

são como barras de ferro.

19Ele é obra-prima

dos feitos de Deus;

aquele que o fez

o proveu de espada.

20Na verdade,

os montes lhe produzem pasto,

onde todos os animais selvagens

se divertem.

21Deita-se debaixo

das árvores de lótus,

no esconderijo da lama,

no meio dos juncos.

22As árvores de lótus

o cobrem com sua sombra;

os salgueiros do ribeiro o rodeiam.

23Se um rio transborda,

ele não se apressa;

fica tranquilo mesmo que o Jordão

se levante até a sua boca.

24Será que alguém pode apanhá-lo

quando ele está olhando?

Ou lhe meter um laço pelo nariz?”

Última resposta de Jó ao Senhor

42.1-6

1Então Jó respondeu ao Senhor e disse:

2“Bem sei que tudo podes,

e nenhum dos teus planos

pode ser frustrado.

3Tu perguntaste: ‘Quem é este

que, sem conhecimento,

encobre os meus planos?’

Na verdade,

falei do que eu não entendia,

coisas que são maravilhosas

demais para mim,

coisas que eu não conhecia.

4Disseste: ‘Escute,

porque eu vou falar;

farei perguntas,

e você me responderá.’

5Eu te conhecia só de ouvir,

mas agora os meus olhos te veem.

6Por isso, me abomino

e me arrependo no pó e na cinza.”

Cena final

42.7-17

Os três amigos de Jó

7Depois que o Senhor falou estas palavras a Jó, o Senhor disse também a Elifaz, o temanita:

— A minha ira se acendeu contra você e contra os seus dois amigos, porque vocês não falaram a meu respeito o que é reto, como o meu servo Jó falou. 8Agora peguem sete novilhos e sete carneiros, e vão até o meu servo Jó, e ofereçam holocaustos em favor de vocês. O meu servo Jó orará por vocês, e eu aceitarei a intercessão dele, para que eu não os trate segundo a falta de juízo de vocês. Porque vocês não falaram a meu respeito o que é reto, como o meu servo Jó falou.

9Então Elifaz, o temanita, Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, foram e fizeram o que o Senhor lhes havia ordenado; e o Senhor aceitou a oração de Jó.

A nova família de Jó

10O Senhor restaurou a sorte de Jó, quando este orou pelos seus amigos, e o Senhor lhe deu o dobro de tudo o que tinha tido antes. 11Então vieram a ele todos os seus irmãos, todas as suas irmãs e todos os que o haviam conhecido antes, e comeram com ele em sua casa. E se condoeram dele, e o consolaram por todo o mal que o Senhor tinha enviado sobre ele. E cada um lhe deu dinheiro e um anel de ouro.

12O Senhor abençoou o último estado de Jó mais do que o primeiro. Ele veio a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. 13Também teve outros sete filhos e três filhas. 14À primeira filha deu o nome de Jemima; à segunda chamou de Quézia; e à terceira, Quéren-Hapuque. 15Em toda aquela terra não havia mulheres tão bonitas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. 16Depois disto, Jó viveu mais cento e quarenta anos; e viu os seus filhos e os filhos de seus filhos, até a quarta geração. 17E assim Jó morreu, após uma longa velhice.

Sociedade Bíblica do Brasilv.4.20.14
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