Sociedade Bíblica do Brasil
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Dia 17 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

A natureza da fé

1Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem. 2Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. 3Pela fé, entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não são visíveis.

Exemplos de fé

Os primeiros heróis

4Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício mais excelente do que Caim, pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio da fé, mesmo depois de morto, ainda fala.

5Pela fé, Enoque foi levado a fim de não passar pela morte; não foi achado, porque Deus o havia levado. Pois, antes de ser levado, obteve testemunho de que havia agradado a Deus. 6De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que recompensa os que o buscam.

7Pela fé, Noé, divinamente instruído a respeito de acontecimentos que ainda não se viam e sendo temente a Deus, construiu uma arca para a salvação de sua família. Assim, ele condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem da fé.

Os patriarcas

8Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber como herança; e partiu sem saber para onde ia. 9Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. 10Porque Abraão aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor.

11Pela fé, também, a própria Sara, apesar de não poder ter filhos e já ser idosa, recebeu poder para ser mãe, pois considerou fiel aquele que lhe havia feito a promessa. 12Por isso, também de um só homem, praticamente morto, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar.

13Todos estes morreram na fé. Não obtiveram as promessas, mas viram-nas de longe e se alegraram com elas, confessando que eram estrangeiros e peregrinos na terra. 14Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. 15E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. 16Mas, agora, desejam uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porque lhes preparou uma cidade.

17Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque. Aquele que acolheu as promessas de Deus estava a ponto de sacrificar o seu único filho, 18do qual havia sido dito: “A sua descendência virá por meio de Isaque.” 19Abraão considerou que Deus era poderoso até para ressuscitar Isaque dentre os mortos, de onde também figuradamente o recebeu de volta.

20Pela fé, igualmente Isaque abençoou Jacó e Esaú, a respeito de coisas que ainda estavam para vir.

21Pela fé, Jacó, quando estava para morrer, abençoou cada um dos filhos de José e, apoiado sobre a extremidade do seu bordão, adorou a Deus.

22Pela fé, José, próximo do seu fim, fez menção do êxodo dos filhos de Israel, bem como deu ordens a respeito de seus próprios ossos.

Moisés

23Pela fé, Moisés, depois de nascer, foi escondido por seus pais durante três meses, porque viram que era um menino bonito e não temeram o decreto do rei.

24Pela fé, Moisés, sendo homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, 25preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado. 26Ele entendeu que ser desprezado por causa de Cristo era uma riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a recompensa.

27Pela fé, Moisés abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a ira do rei, pois permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível. 28Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas. 29Pela fé, os israelitas atravessaram o mar Vermelho como por terra seca. Quando os egípcios tentaram fazer o mesmo, foram engolidos pelo mar.

Os israelitas em Canaã

30Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias. 31Pela fé, Raabe, a prostituta, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu os espias com paz.

32E que mais direi? Certamente me faltará o tempo necessário para falar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas, 33os quais, por meio da fé, conquistaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, 34extinguiram a violência do fogo, escaparam de ser mortos à espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros. 35Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos.

Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; 36outros, por sua vez, passaram pela prova de zombarias e açoites, sim, até de algemas e prisões. 37Foram apedrejados, serrados ao meio, mortos ao fio da espada. Andaram como peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras; passaram por necessidades, foram afligidos e maltratados. 38O mundo não era digno deles. Andaram errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra.

39Todos estes, mesmo tendo obtido bom testemunho por meio da fé, não obtiveram a concretização da promessa, 40porque Deus tinha previsto algo melhor para nós, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.

Hebreus 11NAAAbrir na Bíblia

Os deveres sociais

1Seja constante o amor fraternal. 2Não se esqueçam da hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos.

3Lembrem-se dos presos, como se estivessem na cadeia com eles; dos que sofrem maus-tratos, como se vocês mesmos fossem os maltratados.

4Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito conjugal sem mácula; porque Deus julgará os impuros e os adúlteros.

5Que a vida de vocês seja isenta de avareza. Contentem-se com as coisas que vocês têm, porque Deus disse: “De maneira alguma deixarei você, nunca jamais o abandonarei.” 6Assim, afirmemos confiantemente:

“O Senhor é o meu auxílio,

não temerei.

O que é que alguém

pode me fazer?”

Os deveres espirituais

7Lembrem-se dos seus líderes, os quais pregaram a palavra de Deus a vocês; e, considerando atentamente o fim da vida deles, imitem a fé que tiveram. 8Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre. 9Não se deixem levar por doutrinas diferentes e estranhas, porque o que vale é ter o coração confirmado com graça e não com alimentos, que nunca trouxeram proveito aos que se preocupam com isso.

10Temos um altar do qual os que ministram no tabernáculo não têm o direito de comer. 11Pois aqueles animais cujo sangue é trazido pelo sumo sacerdote para dentro do Santo dos Santos, como sacrifício pelo pecado, têm o corpo queimado fora do acampamento. 12Por isso, também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da cidade. 13Saiamos, pois, a ele, fora do acampamento, levando a mesma desonra que ele suportou. 14De fato, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. 15Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome. 16Não se esqueçam da prática do bem e da mútua cooperação, pois de tais sacrifícios Deus se agrada.

17Obedeçam aos seus líderes e sejam submissos a eles, pois zelam pela alma de vocês, como quem deve prestar contas. Que eles possam fazer isto com alegria e não gemendo; do contrário, isso não trará proveito nenhum para vocês.

Recomendações pessoais

18Orem por nós, pois estamos certos de que temos a consciência limpa, querendo em todas as circunstâncias fazer o que é correto. 19Peço, com insistência, que vocês façam isto, para que eu lhes seja restituído o mais depressa possível.

Doxologia

20Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos o nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, 21aperfeiçoe vocês em todo o bem, para que possam fazer a vontade dele. Que ele opere em nós o que é agradável diante dele, por meio de Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém!

Saudações

22Irmãos, peço que escutem com paciência esta palavra de exortação, porque, na verdade, escrevi de forma bem resumida. 23Saibam que o irmão Timóteo foi posto em liberdade. Se ele vier logo, irei vê-los na companhia dele.

24Saúdem todos os seus líderes, bem como todos os santos. Os da Itália mandam saudações.

Bênção

25A graça esteja com todos vocês.

Hebreus 13NAAAbrir na Bíblia

Jetro visita Moisés

1Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito por Moisés e por Israel, seu povo; ouviu como o Senhor havia tirado Israel do Egito. 2Jetro, sogro de Moisés, foi até ele, levando consigo Zípora, a mulher de Moisés, depois que este a havia enviado até ele, 3juntamente com os dois filhos dela. Um dos filhos se chamava Gérson, pois Moisés tinha dito: “Fui peregrino em terra estranha.” 4O outro se chamava Eliézer, pois Moisés tinha dito: “O Deus de meu pai foi a minha ajuda e me livrou da espada de Faraó.”

5Jetro, o sogro de Moisés, juntamente com os filhos e a mulher deste, veio a Moisés no deserto onde estava acampado, junto ao monte de Deus. 6E Jetro mandou dizer a Moisés: “Eu, seu sogro Jetro, estou chegando, com a sua mulher e os seus dois filhos.” 7Então Moisés foi ao encontro do sogro, inclinou-se e o beijou; e, indagando pelo bem-estar um do outro, entraram na tenda. 8Moisés contou a seu sogro tudo o que o Senhor havia feito a Faraó e aos egípcios por amor de Israel, e todas as aflições que enfrentaram no Egito, e como o Senhor os havia livrado.

9Jetro ficou contente com todo o bem que o Senhor havia feito a Israel, livrando-o das mãos dos egípcios. 10E disse:

— Bendito seja o Senhor, que libertou vocês das mãos dos egípcios e da mão de Faraó. 11Agora sei que o Senhor é maior do que todos os deuses, porque livrou este povo das mãos dos egípcios, quando agiram arrogantemente contra o povo.

12Então Jetro, sogro de Moisés, ofereceu um holocausto e sacrifícios a Deus. E Arão e todos os anciãos de Israel vieram para comer com o sogro de Moisés, na presença de Deus.

A nomeação de auxiliares

Dt 1.9-18

13No dia seguinte Moisés sentou-se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até o pôr do sol. 14Quando o sogro de Moisés viu tudo o que ele fazia ao povo, perguntou:

— Que é isto que você está fazendo ao povo? Por que você fica sentado sozinho e todo o povo está em pé diante de você, desde a manhã até o pôr do sol?

15Moisés respondeu a seu sogro:

— É porque o povo vem a mim para consultar a Deus. 16Quando eles têm alguma questão, vêm a mim, para que eu julgue entre um e outro, e eu lhes dou a conhecer os estatutos de Deus e as suas leis.

17O sogro de Moisés, porém, lhe disse:

— Não é bom o que você está fazendo. 18Com certeza todos ficarão cansados, tanto você como este povo que está com você. Isto é pesado demais para você; você não pode fazer isso sozinho. 19Escute agora o que vou dizer. Eu o aconselharei, e que Deus esteja com você. Represente o povo diante de Deus, leve as suas causas a Deus, 20ensine-lhes os estatutos e as leis e faça com que conheçam o caminho em que devem andar e a obra que devem fazer. 21Procure entre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens que amam a verdade e odeiam a corrupção. Coloque-os como chefes do povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez, 22para que julguem este povo em todo tempo. Toda causa grave trarão a você, mas toda causa pequena eles mesmos julgarão; assim será mais fácil para você, e eles o ajudarão a levar essa carga. 23Se você fizer isto, e se essa for a ordem de Deus, então você poderá suportar e também todo este povo voltará em paz ao seu lugar.

24Moisés atendeu às palavras de seu sogro e fez tudo o que este lhe tinha dito. 25Escolheu homens capazes, de todo o Israel, e os constituiu por chefes sobre o povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez. 26Estes julgaram o povo em todo tempo; a causa grave trouxeram a Moisés e toda causa simples eles mesmos julgaram. 27Então Moisés se despediu de seu sogro, e este voltou para a sua terra.

Êxodo 18NAAAbrir na Bíblia

Justiça e misericórdia

1— Não espalhe notícias falsas e não entre em acordo com o ímpio, para ser testemunha maldosa. 2Não siga a multidão para fazer o mal e, num processo, não deponha com a maioria, para torcer a justiça. 3Não seja parcial nem mesmo com o pobre nas suas demandas.

4— Se você encontrar desgarrado o boi ou o jumento do seu inimigo, leve-o sem falta de volta para ele. 5Se você vir prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que odeia você, não o abandone, mas ajude o dono a erguer o animal.

Deveres dos juízes

Dt 16.18-20

6— Não perverta o direito do pobre que vem até você com a sua causa. 7Fique longe da falsa acusação. Não mate o inocente e o justo, porque não justificarei o ímpio. 8Não aceite suborno, porque o suborno cega até o perspicaz e perverte as palavras dos justos.

9— Não oprima o estrangeiro; vocês sabem o que é ser estrangeiro, pois foram estrangeiros na terra do Egito.

O sétimo ano e o sétimo dia

Lv 25.1-7; 23.3

10— Durante seis anos você semeará a sua terra e recolherá os seus frutos. 11Porém, no sétimo ano, deixe a terra descansar e não a cultive, para que os pobres do seu povo achem o que comer e os animais do campo comam do que sobrar. Faça o mesmo com a sua vinha e com o seu olival.

12— Seis dias você fará o seu trabalho, mas, no sétimo dia, descanse, para que descanse também o seu boi e o seu jumento, e para que o filho da sua escrava e o estrangeiro se revigorem.

13— Deem atenção a tudo o que eu tenho dito a vocês. O nome de outros deuses não deve ser lembrado nem pronunciado por vocês.

As três festas

Êx 34.18-26; Lv 23.4-21,33-44; Dt 16.1-17

14— Três vezes no ano celebrem uma festa para mim. 15Celebrem a Festa dos Pães sem Fermento; durante sete dias vocês comerão pães sem fermento, como ordenei a vocês. Façam isso no tempo indicado no mês de abibe, porque nesse mês vocês saíram do Egito. Ninguém apareça diante de mim de mãos vazias. 16Celebrem a Festa da Ceifa, dos primeiros frutos do seu trabalho, do que vocês semeiam no campo, e a Festa da Colheita, ao final do ano, quando vocês recolhem do campo o fruto do seu trabalho. 17Três vezes por ano, todo homem deve comparecer diante do Senhor Deus.

18— Não ofereçam o sangue do meu sacrifício com pão fermentado, nem deixem que a gordura da minha festa fique durante a noite até a manhã seguinte. 19Tragam as primícias dos frutos de sua terra à casa do Senhor, seu Deus. Não cozinhem o cabrito no leite da sua própria mãe.

Deus promete a posse da terra

20— Eis que eu envio um Anjo adiante de vocês, para que os guarde pelo caminho e os leve ao lugar que tenho preparado. 21Deem atenção a ele e ouçam o que ele diz. Não se rebelem contra ele, porque não perdoará a transgressão de vocês; pois nele está o meu nome. 22Mas, se vocês ouvirem atentamente o que ele disser e fizerem tudo o que eu ordeno, então serei inimigo dos que são inimigos de vocês e adversário dos que são adversários de vocês. 23Porque o meu Anjo irá adiante de vocês e os levará aos amorreus, aos heteus, aos ferezeus, aos cananeus, aos heveus e aos jebuseus; e eu os destruirei. 24Não se curvem diante dos deuses deles, nem os adorem, nem sigam os costumes deles; pelo contrário, destruam totalmente esses ídolos e despedacem as suas colunas. 25Adorem o Senhor, o Deus de vocês, e ele abençoará o pão e a água de vocês. Tirarei as enfermidades do meio de vocês. 26Na sua terra não haverá mulher que aborte, nem estéril. Darei a vocês uma vida longa.

27— Enviarei o meu terror diante de vocês, confundindo todos os povos que vocês encontrarem. Farei com que todos os seus inimigos virem as costas e fujam de vocês. 28Também enviarei vespas diante de vocês, que expulsem os heveus, os cananeus e os heteus de diante de vocês. 29Não os expulsarei de diante de vocês num só ano, para que a terra não se torne em desolação, e as feras do campo não se multipliquem contra vocês. 30Pouco a pouco os expulsarei de diante de vocês, até que vocês se multipliquem e tomem posse da terra. 31Porei as suas fronteiras desde o mar Vermelho até o mar dos filisteus e desde o deserto até o Eufrates; porque entregarei nas suas mãos os moradores da terra, para que vocês os expulsem de diante de vocês. 32Não façam nenhuma aliança com eles, nem com os deuses deles. 33Eles não habitarão na sua terra, para que não façam com que vocês pequem contra mim; se adorarem os deuses deles, isso será uma cilada para vocês.

Êxodo 23NAAAbrir na Bíblia

A excelência da Sabedoria

1Por acaso, não clama

a Sabedoria?

E o Entendimento

não faz ouvir a sua voz?

2A Sabedoria se coloca no topo

dos lugares elevados,

junto ao caminho,

nas encruzilhadas das veredas.

3Junto aos portões,

à entrada da cidade,

à entrada dos portões

ela está gritando:

4“É para vocês, homens,

que eu clamo;

e a minha voz se dirige

aos filhos dos homens.

5Vocês, ingênuos,

entendam a prudência;

e vocês, tolos,

entendam a sabedoria.

6Escutem, pois falarei

coisas excelentes;

os meus lábios dirão

o que é reto.

7Porque a minha boca

proclamará a verdade;

os meus lábios

detestam a maldade.

8Todas as palavras da minha boca

são justas;

não há nelas nenhuma coisa torta,

nem perversa.

9Todas são retas

para os que têm compreensão

e justas, para os que acham

o conhecimento.

10Aceitem o meu ensino,

em vez da prata,

e o conhecimento,

em lugar do ouro escolhido.

11Porque a sabedoria

é melhor do que as joias,

e tudo o que se possa desejar

não se compara com ela.”

12“Eu, a Sabedoria,

moro com a prudência

e disponho de conhecimento

e de conselhos.

13O temor do Senhor consiste

em odiar o mal.

Eu odeio a soberba, a arrogância,

o mau caminho e a boca

que fala coisas perversas.

14Meu é o conselho

e a verdadeira sabedoria;

eu sou o Entendimento,

minha é a fortaleza.

15Por meio de mim

os reis governam,

e os príncipes decretam justiça.

16Por meio de mim

governam os príncipes,

os nobres e todos os juízes

da terra.”

17“Eu amo os que me amam;

os que me procuram

me encontram.

18Riquezas e honra estão comigo,

bens duráveis e justiça.

19O meu fruto é melhor

do que o ouro,

do que o ouro refinado;

e o meu rendimento é maior

do que a prata escolhida.

20Ando pelo caminho da justiça

e sigo as veredas do juízo,

21para dotar de bens os que me amam

e encher os seus tesouros.”

A eternidade da Sabedoria

22“O Senhor me possuía

no início da sua obra,

antes das suas obras mais antigas.

23Fui estabelecida

desde a eternidade,

desde o princípio,

antes do começo da terra.

24Nasci antes de haver abismos,

quando ainda não havia fontes

carregadas de águas.

25Antes que os montes

fossem firmados,

antes de haver colinas, eu nasci.

26Deus ainda não tinha feito

a terra, nem os seus campos,

nem sequer o princípio

do pó do mundo.

27Eu estava lá

quando ele preparava os céus,

quando traçava o horizonte

sobre a face do abismo.

28Estava lá quando ele firmava

as nuvens de cima,

quando estabelecia

as fontes do abismo,

29quando fixava ao mar

os seus limites,

para que as águas

não transgredissem

a sua ordem.

Quando ele compunha

os fundamentos da terra,

30eu estava com ele

e era o seu arquiteto.

Dia após dia eu era a sua alegria,

divertindo-me em todo o tempo

na sua presença,

31divertindo-me

no seu mundo habitável

e achando alegria

junto aos filhos dos homens.”

32“Agora, meus filhos,

escutem o que eu digo,

porque felizes são os que guardam

os meus caminhos.

33Ouçam o ensino, sejam sábios

e não o rejeitem.

34Feliz é aquele que me ouve,

vigiando dia após dia

diante das minhas portas,

esperando na entrada

da minha casa.

35Pois quem me encontra

encontra a vida

e alcança favor do Senhor.

36Mas quem peca contra mim

violenta a própria alma.

Todos os que me odeiam

amam a morte.”

Provérbios 8NAAAbrir na Bíblia

O justo em contraste com o ímpio

1Provérbios de Salomão.

O filho sábio

é a alegria do seu pai,

mas o filho tolo

é a tristeza da sua mãe.

2Os tesouros conseguidos

de forma iníqua

não servem para nada,

mas a justiça livra da morte.

3O Senhor não deixa

o justo passar fome,

mas rechaça a avidez dos ímpios.

4Quem trabalha

com a mão ociosa fica pobre,

mas o que trabalha

com diligência enriquece.

5Quem ajunta no verão

é filho sábio,

mas o que dorme

no tempo da colheita

é filho que envergonha.

6Sobre a cabeça do justo

há bênçãos,

mas na boca dos ímpios

mora a violência.

7A memória do justo

é abençoada,

mas o nome dos ímpios

irá apodrecer.

8Quem tem coração sábio aceita

os mandamentos,

mas o que fala tolices

acaba em ruína.

9Quem anda com integridade

anda seguro,

mas o que perverte

os seus caminhos

será descoberto.

10Quem pisca os olhos

traz desgosto,

e o que fala tolices acaba em ruína.

11A boca do justo

é manancial de vida,

mas na boca dos ímpios

mora a violência.

12O ódio provoca conflitos,

mas o amor cobre

todas as transgressões.

13Nos lábios do sábio

se acha sabedoria,

mas a vara é para as costas

de quem não tem juízo.

14Os sábios acumulam

conhecimento,

mas a fala dos insensatos

é ruína iminente.

15Os bens do rico

são a sua fortaleza;

o que leva os pobres à ruína

é a sua pobreza.

16A obra do justo conduz à vida,

e o rendimento do ímpio

leva ao pecado.

17O caminho para a vida

é de quem guarda o ensino,

mas o que abandona a repreensão

anda errante.

18O que encobre o ódio

tem lábios mentirosos,

e o que difama é tolo.

19Quem fala demais acaba caindo

em transgressão,

mas quem controla a língua

é sábio.

20A fala dos justos

é prata escolhida,

mas o coração dos ímpios

vale muito pouco.

21As palavras dos justos

alimentam muitos,

mas os insensatos

morrem por falta de juízo.

22A bênção do Senhor enriquece,

e ele não acrescenta

nenhum desgosto a ela.

23Praticar a maldade

é como um divertimento

para o insensato;

o homem inteligente

se diverte com a sabedoria.

24Aquilo que o ímpio teme,

isso lhe sobrevém;

o que os justos desejam

Deus lhes concede.

25O ímpio desaparece assim

como passa a tempestade,

mas o justo

tem um alicerce eterno.

26Como vinagre para os dentes

e fumaça para os olhos,

assim é o preguiçoso

para aqueles que o enviam.

27O temor do Senhor prolonga

os dias da vida,

mas o tempo dos ímpios

será abreviado.

28A esperança dos justos é alegria,

mas a expectativa dos ímpios

perecerá.

29O caminho do Senhor

é fortaleza para os íntegros,

mas ruína para os que praticam

a iniquidade.

30O justo nunca será abalado,

mas os ímpios

não habitarão na terra.

31A boca do justo

produz sabedoria,

mas a língua da perversidade

será arrancada.

32Os lábios do justo

sabem o que agrada,

mas da boca dos ímpios

só saem perversidades.

Provérbios 10NAAAbrir na Bíblia
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