Sociedade Bíblica do Brasil
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Dia 12 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

O plano para matar Jesus

Mt 26.1-5; Mc 14.1-2; Jo 11.45-53

1Estava próxima a Festa dos Pães sem Fermento, chamada Páscoa. 2Os principais sacerdotes e os escribas procuravam uma forma de matar Jesus; porque temiam o povo.

O pacto da traição

Mt 26.14-16; Mc 14.10-11

3Ora, Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era um dos doze. 4Judas foi entender-se com os principais sacerdotes e os capitães sobre como lhes entregaria Jesus. 5Eles se alegraram e combinaram em lhe dar dinheiro. 6Judas concordou e buscava uma boa ocasião para lhes entregar Jesus, longe da multidão.

Os discípulos preparam a Páscoa

Mt 26.17-25; Mc 14.12-21; Jo 13.21-30

7Chegou o dia da Festa dos Pães sem Fermento, em que era necessário fazer o sacrifício do cordeiro pascal. 8Então Jesus enviou Pedro e João, dizendo:

— Vão e preparem a Páscoa para que a comamos.

9Eles lhe perguntaram:

— Onde o senhor quer que a preparemos?

10Jesus lhes explicou:

— Ao entrar na cidade, vocês encontrarão um homem com um cântaro de água; sigam esse homem até a casa em que ele entrar 11e digam ao dono da casa: “O Mestre pergunta: ‘Onde fica o aposento no qual comerei a Páscoa com os meus discípulos?’” 12Ele lhes mostrará um espaçoso cenáculo mobiliado; ali façam os preparativos.

13E, indo, acharam tudo como Jesus lhes tinha dito e prepararam a Páscoa.

A Ceia do Senhor

Mt 26.26-30; Mc 14.22-26; 1Co 11.23-25

14Chegada a hora, Jesus se pôs à mesa, e os apóstolos estavam com ele. 15Então Jesus lhes disse:

— Tenho desejado ansiosamente comer esta Páscoa com vocês, antes do meu sofrimento. 16Pois eu lhes digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no Reino de Deus.

17E, pegando um cálice, depois de ter dado graças, disse:

— Peguem e repartam entre vocês. 18Pois eu digo a vocês que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus.

19E, pegando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo:

— Isto é o meu corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim.

20Do mesmo modo, depois da ceia, pegou o cálice, dizendo:

— Este cálice é a nova aliança no meu sangue derramado por vocês.

21— Mas eis que a mão do traidor está comigo à mesa. 22Pois o Filho do Homem vai segundo o que está determinado, mas ai daquele por quem ele está sendo traído!

23Então começaram a perguntar entre si qual deles seria o que estava para fazer isso.

Quem é o maior

24Houve também entre eles uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior. 25Mas Jesus lhes disse:

— Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados de benfeitores. 26Mas vocês não são assim; pelo contrário, o maior entre vocês seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. 27Pois qual é maior: aquele que está à mesa ou aquele que serve? Não é verdade que é aquele que está à mesa? Pois, no meio de vocês, eu sou como quem serve. 28Vocês são os que têm permanecido comigo nas minhas tentações. 29E eu confio a vocês um reino, assim como o meu Pai confiou a mim, 30para que comam e bebam à minha mesa no meu Reino; e vocês se assentarão em tronos para julgar as doze tribos de Israel.

Pedro é avisado

Mt 26.31-35; Mc 14.27-31; Jo 13.36-38

31— Simão, Simão, eis que Satanás pediu para peneirar vocês como trigo! 32Eu, porém, orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E você, quando voltar para mim, fortaleça os seus irmãos.

33Porém Pedro respondeu:

— Estou pronto para ir com o Senhor, tanto para a prisão como para a morte.

34Mas Jesus lhe disse:

— Eu lhe digo, Pedro, que hoje, antes que o galo cante, você negará três vezes que me conhece.

As duas espadas

35A seguir, Jesus perguntou aos discípulos:

— Quando eu os enviei sem bolsa, sem sacola e sem sandálias, por acaso faltou-lhes alguma coisa?

Eles responderam:

— Não faltou nada!

36Então Jesus lhes disse:

— Agora, porém, quem tem bolsa, pegue-a, e faça o mesmo com a sacola; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma. 37Pois eu lhes digo que é preciso que se cumpra em mim o que está escrito: “Ele foi contado com os malfeitores.” Pois o que a mim se refere está sendo cumprido.

38Então lhe disseram:

— Senhor, aqui estão duas espadas!

Jesus lhes respondeu:

— Basta!

Jesus no monte das Oliveiras

Mt 26.36-46; Mc 14.32-42

39E, saindo, Jesus foi, como de costume, para o monte das Oliveiras; e os discípulos o acompanharam. 40Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse:

— Orem, para que vocês não caiam em tentação.

41Ele, por sua vez, se afastou um pouco, e, de joelhos, orava, 42dizendo:

— Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.

43Então lhe apareceu um anjo do céu que o confortava. 44E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o suor dele se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra. 45Levantando-se da oração, Jesus foi até onde os discípulos estavam, e os encontrou dormindo de tristeza. 46E disse:

— Por que vocês estão dormindo? Levantem-se e orem, para que não caiam em tentação.

Jesus é preso

Mt 26.47-56; Mc 14.43-50; Jo 18.1-11

47Enquanto Jesus ainda falava, eis que chegou uma multidão. E um dos doze, que se chamava Judas, vinha à frente deles e se aproximou de Jesus para o beijar. 48Jesus, porém, lhe disse:

— Judas, com um beijo você trai o Filho do Homem?

49Os que estavam ao redor de Jesus, vendo o que estava por acontecer, perguntaram:

— Senhor, devemos atacar com as espadas?

50Um deles golpeou o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha direita. 51Mas Jesus interveio, dizendo:

— Deixem! Basta!

E, tocando na orelha do homem, o curou. 52Então Jesus disse aos principais sacerdotes, capitães do templo e anciãos que vieram prendê-lo:

— Vocês vieram com espadas e porretes como para prender um salteador? 53Todos os dias, estando eu com vocês no templo, vocês não tentaram me prender. Esta, porém, é a hora de vocês e a hora do poder das trevas.

Pedro nega Jesus

Mt 26.57-58,69-75; Mc 14.53-54,66-72; Jo 18.12-18,25-27

54Então, prendendo Jesus, levaram-no e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe. 55Quando acenderam um fogo no meio do pátio e se assentaram juntos, Pedro tomou lugar entre eles. 56Uma empregada, vendo-o sentado perto do fogo, fixou os olhos nele e disse:

— Este também estava com ele.

57Mas Pedro negou, dizendo:

— Mulher, não o conheço.

58Pouco depois, outro homem, ao ver Pedro, disse:

— Você também é um deles.

Mas Pedro disse:

— Homem, eu não sou um deles.

59E, tendo passado cerca de uma hora, outro afirmou, dizendo:

— Com certeza este também estava com ele, porque também é galileu.

60Mas Pedro insistiu:

— Homem, não sei do que você está falando.

E logo, enquanto Pedro ainda falava, o galo cantou. 61Então, o Senhor voltou-se e fixou os olhos em Pedro. E Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe tinha dito: “Hoje, antes que o galo cante, você me negará três vezes.” 62E Pedro, saindo dali, chorou amargamente.

Os guardas zombam de Jesus

Mt 26.67-68; Mc 14.65

63Os homens que detinham Jesus zombavam dele, davam-lhe pancadas e, 64colocando uma venda sobre os olhos dele, diziam:

— Profetize! Quem foi que bateu em você?

65E muitas outras coisas diziam contra ele, blasfemando.

Jesus diante do Sinédrio

Mt 26.63-65; 27.1; Mc 14.61-64; 15.1

66Logo que amanheceu, reuniu-se a assembleia dos anciãos do povo, tanto os principais sacerdotes como os escribas, e o conduziram ao Sinédrio, onde lhe disseram:

67— Se você é o Cristo, diga-nos.

Então Jesus lhes respondeu:

— Se disser, vocês não vão acreditar. 68E, se eu perguntar, vocês não me darão resposta. 69Desde agora, o Filho do Homem estará sentado à direita do Deus Todo-Poderoso.

70Todos perguntaram:

— Então você é o Filho de Deus?

Jesus respondeu:

— Vocês dizem que eu sou.

71Eles disseram:

— Que necessidade ainda temos de testemunho? Porque nós mesmos ouvimos o que ele falou.

Lucas 22NAAAbrir na Bíblia

Jesus diante de Pilatos

Mt 27.2,11-14; Mc 15.2-5; Jo 18.28-38

1Levantando-se toda a assembleia, levaram Jesus a Pilatos. 2E ali começaram a acusá-lo, dizendo:

— Encontramos este homem pervertendo a nossa nação, impedindo que se pague imposto a César e afirmando ser ele o Cristo, o Rei.

3Então Pilatos perguntou a Jesus:

— Você é o rei dos judeus?

Jesus respondeu:

— O senhor está dizendo isso.

4Então Pilatos disse aos principais sacerdotes e às multidões:

— Não vejo neste homem crime algum.

5Mas eles insistiam cada vez mais, dizendo:

— Ele agita o povo, ensinando por toda a Judeia. Começou na Galileia e agora chegou aqui.

Jesus diante de Herodes

6Quando Pilatos ouviu isso, perguntou se o homem era galileu. 7Ao saber que Jesus era da região governada por Herodes, e estando este em Jerusalém naqueles dias, Pilatos enviou Jesus a Herodes.

8Quando Herodes viu Jesus, ficou muito contente, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a respeito dele. Esperava também vê-lo fazer algum sinal. 9E de muitas maneiras o interrogava, mas Jesus não lhe respondia nada. 10Os principais sacerdotes e os escribas ali presentes o acusavam com veemência. 11Mas Herodes, juntamente com os seus soldados, tratou Jesus com desprezo. E, para zombar de Jesus, mandou que o vestissem com um manto luxuoso, e o devolveu a Pilatos. 12Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois antes eram inimigos.

Jesus é condenado à morte

Mt 27.15-26; Mc 15.6-15; Jo 18.39b—19.16

13Pilatos, então, reuniu os principais sacerdotes, as autoridades e o povo 14e lhes disse:

— Vocês me apresentaram este homem como sendo um agitador do povo. Mas, tendo-o interrogado na presença de vocês, nada verifiquei contra ele dos crimes de que vocês o acusam. 15Nem mesmo Herodes, pois o mandou de volta para cá. Assim, é claro que ele não fez nada que mereça a pena de morte. 16Portanto, após castigá-lo, ordenarei que seja solto.

17[E ele era obrigado a soltar-lhes um detento por ocasião da festa.] 18Toda a multidão, porém, gritava:

— Fora com este! Solte-nos Barrabás!

19Barrabás estava preso por causa de uma revolta na cidade e também por homicídio. 20Pilatos, querendo soltar Jesus, falou outra vez ao povo. 21Eles, porém, gritavam mais ainda:

— Crucifique! Crucifique-o!

22Então, pela terceira vez, Pilatos lhes perguntou:

— Que mal fez este? De fato, não achei nada contra ele para condená-lo à morte. Portanto, depois de o castigar, mandarei soltá-lo.

23Mas eles insistiam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E o clamor deles prevaleceu.

24Então Pilatos decidiu atender-lhes o pedido. 25Soltou aquele que estava encarcerado por causa da revolta e do homicídio, a quem eles pediam; e, quanto a Jesus, entregou-o à vontade deles.

A crucificação de Jesus

Mt 27.32-44; Mc 15.21-32; Jo 19.17-27

26E, enquanto o conduziam, eles agarraram um cireneu, chamado Simão, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus.

27Uma grande multidão de povo o seguia, e também mulheres que batiam no peito e o lamentavam. 28Porém Jesus, voltando-se para elas, disse:

— Filhas de Jerusalém, não chorem por mim; chorem antes por vocês mesmas e por seus filhos! 29Porque virão dias em que se dirá: “Bem-aventuradas as estéreis, que não geraram, nem amamentaram.” 30Nesses dias, dirão aos montes: “Caiam em cima de nós!” E às colinas: “Cubram-nos!” 31Porque, se isto é feito com a madeira verde, o que será da madeira seca?

32E também eram levados outros dois, que eram malfeitores, para serem executados com Jesus.

33Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à sua direita, outro à sua esquerda. 34Mas Jesus dizia:

— Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.

Então, para repartir as roupas dele, lançaram sortes. 35O povo estava ali e observava tudo. Também as autoridades zombavam e diziam:

— Salvou os outros. Que salve a si mesmo, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido.

36Igualmente os soldados zombavam dele e, aproximando-se, trouxeram-lhe vinagre, dizendo:

37— Se você é o rei dos judeus, salve a si mesmo.

38Acima de Jesus estava a seguinte inscrição: “Este é o Rei dos Judeus”.

Os dois malfeitores

39Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Jesus, dizendo:

— Você não é o Cristo? Salve a si mesmo e a nós também.

40Porém o outro malfeitor o repreendeu, dizendo:

— Você nem ao menos teme a Deus, estando sob igual sentença? 41A nossa punição é justa, porque estamos recebendo o castigo que os nossos atos merecem; mas este não fez mal nenhum.

42E acrescentou:

— Jesus, lembre-se de mim quando você vier no seu Reino.

43Jesus lhe respondeu:

— Em verdade lhe digo que hoje você estará comigo no paraíso.

A morte de Jesus

Mt 27.45-56; Mc 15.33-41; Jo 19.28-30

44Já era quase meio-dia, e, escurecendo-se o sol, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde. 45E o véu do santuário se rasgou pelo meio. 46Então Jesus clamou em alta voz:

— Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!

E, dito isto, expirou.

47O centurião, vendo o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo:

— Verdadeiramente este homem era justo.

48E todas as multidões reunidas para aquele espetáculo, vendo o que havia acontecido, retiraram-se, batendo no peito. 49Entretanto, todos os conhecidos de Jesus e as mulheres que o tinham seguido desde a Galileia ficaram de longe, contemplando estas coisas.

O sepultamento de Jesus

Mt 27.57-61; Mc 15.42-47; Jo 19.38-42

50E eis que havia um homem, chamado José, membro do Sinédrio, homem bom e justo, 51que não tinha concordado com o plano e a ação dos outros; era natural de Arimateia, cidade dos judeus, e esperava o Reino de Deus. 52Ele foi até Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. 53E, tirando-o da cruz, envolveu-o num lençol de linho e o depositou num túmulo aberto numa rocha, onde ninguém havia sido sepultado ainda. 54Era o dia da preparação, e o sábado estava para começar. 55As mulheres que tinham vindo com Jesus desde a Galileia seguiram José e viram o túmulo e como o corpo foi colocado ali. 56Então se retiraram para preparar óleos aromáticos e perfumes.

E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento.

Lucas 23NAAAbrir na Bíblia

Os irmãos de José voltam ao Egito

1A fome continuava gravíssima na terra. 2Quando eles acabaram de consumir o cereal que tinham trazido do Egito, Jacó disse aos filhos:

— Voltem e comprem mais um pouco de mantimento para nós.

3Mas Judá lhe disse:

— Aquele homem nos advertiu solenemente, dizendo: “Vocês não verão o meu rosto, se o outro irmão não vier com vocês.” 4Se o senhor resolver enviar conosco o nosso irmão, iremos e compraremos mantimento para o senhor. 5Mas, se o senhor não o enviar, não iremos, pois o homem nos disse: “Vocês não verão o meu rosto, se o outro irmão não vier com vocês.”

6Israel respondeu:

— Por que vocês me fizeram esse mal, dando a saber àquele homem que vocês tinham outro irmão?

7Eles responderam:

— O homem nos fez perguntas específicas a respeito de nós e de nossa parentela, dizendo: “O pai de vocês ainda é vivo? Vocês têm outro irmão?” Nós apenas respondemos o que ele nos perguntou. Como podíamos adivinhar que ele nos diria: “Tragam o outro irmão?”

8Então Judá disse a Israel, seu pai:

— Deixe o jovem ir comigo, e nos levantaremos e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem o senhor, nem os nossos filhinhos. 9Eu serei responsável por ele; da minha mão o senhor poderá requerê-lo. Se eu não o trouxer de volta e não o puser diante do senhor, serei culpado para com o senhor pelo resto da minha vida. 10Se não nos tivéssemos demorado, já teríamos ido e voltado duas vezes.

11Então Israel, seu pai, disse:

— Se é assim, então façam o seguinte: peguem do mais precioso desta terra, ponham nos sacos para o mantimento e levem de presente a esse homem: um pouco de bálsamo e um pouco de mel, especiarias e mirra, nozes de pistácia e amêndoas. 12Levem dinheiro em dobro. E devolvam o dinheiro restituído na boca dos sacos de cereal; é possível que tenha havido algum engano. 13Levem também o irmão de vocês. Levantem-se e voltem àquele homem. 14Deus Todo-Poderoso lhes dê misericórdia diante do homem, para que restitua o outro irmão e deixe que Benjamim volte com vocês. Quanto a mim, se eu perder os filhos, sem filhos ficarei.

José hospeda seus irmãos

15Então os homens pegaram os presentes, o dinheiro em dobro e Benjamim; levantaram-se, foram ao Egito e se apresentaram diante de José. 16Quando José viu que Benjamim estava com eles, disse ao administrador de sua casa:

— Leve estes homens para casa, mate um animal e prepare tudo, pois estes homens comerão comigo ao meio-dia.

17Ele fez como José lhe havia ordenado e levou os homens para a casa de José. 18Os homens tiveram medo, porque foram levados à casa de José. E diziam:

— É por causa do dinheiro que da outra vez voltou nos sacos de cereal que nós fomos trazidos para cá, para que possa nos acusar e atacar, nos escravizar e tomar os nossos jumentos.

19E se aproximaram do administrador da casa de José, e lhe falaram à porta, 20e disseram:

— Meu senhor, já estivemos aqui uma vez para comprar mantimento. 21Mas, quando chegamos à estalagem, ao abrir os sacos de cereal, eis que o dinheiro de cada um estava na boca do saco de cereal, nosso dinheiro intacto. Por isso, trouxemos esse dinheiro de volta. 22Trouxemos também outro dinheiro conosco, para comprar mantimento. Não sabemos quem pôs o nosso dinheiro nos sacos de cereal.

23O administrador disse:

— Que a paz esteja com vocês! Não tenham medo. O seu Deus e o Deus do pai de vocês colocou esse tesouro nos sacos de cereal. Eu recebi o dinheiro que vocês trouxeram.

Então ele trouxe Simeão para fora. 24Depois, o administrador levou aqueles homens à casa de José e lhes deu água, e eles lavaram os pés. Também deu ração aos seus jumentos. 25Então prepararam o presente, para quando José viesse ao meio-dia, pois ouviram que ali haviam de comer.

26Quando José chegou à sua casa, trouxeram-lhe para dentro o presente que tinham em mãos e se inclinaram até o chão diante dele. 27Ele lhes perguntou como tinham passado e disse:

— O pai de vocês, aquele velho de quem me falaram, vai bem? Ainda vive?

28Responderam:

— O seu servo, nosso pai, vai bem e ainda vive.

E abaixaram a cabeça e se inclinaram. 29Quando José levantou os olhos, viu Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e disse:

— É este o irmão mais novo de vocês, de quem me falaram?

E acrescentou:

— Deus lhe conceda a sua graça, meu filho.

30José, profundamente emocionado por causa do seu irmão, apressou-se e procurou um lugar onde chorar. Entrou no quarto e ali chorou. 31Depois, lavou o rosto e saiu; conteve-se e disse:

— Sirvam a refeição.

32Serviram a comida dele numa mesa à parte, e a comida deles também numa mesa à parte. Também os egípcios que comiam com ele foram servidos numa mesa à parte, porque os egípcios não podiam comer com os hebreus, pois isso é abominação para os egípcios. 33E sentaram-se diante dele por ordem de idade, desde o mais velho ao mais novo. Eles olhavam uns para os outros cheios de espanto. 34Então José lhes apresentou as porções que estavam diante dele, e a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que a dos outros. E beberam com ele até ficarem alegres.

Gênesis 43NAAAbrir na Bíblia

José se dá a conhecer a seus irmãos

1Então José, não conseguindo se conter diante de todos os que estavam com ele, gritou:

— Saiam todos da minha presença!

E ninguém ficou com ele, quando José se deu a conhecer a seus irmãos. 2E levantou a voz em choro, de maneira que os egípcios o ouviam e também a casa de Faraó. 3E disse a seus irmãos:

— Eu sou José. Meu pai ainda está vivo?

E seus irmãos não lhe puderam responder, de tão assustados que ficaram diante dele.

4E José disse aos seus irmãos:

— Agora cheguem perto de mim.

E eles chegaram. Então ele disse:

— Eu sou José, o irmão de vocês, que vocês venderam para o Egito. 5Agora, pois, não fiquem tristes nem irritados contra vocês mesmos por terem me vendido para cá, porque foi para a preservação da vida que Deus me enviou adiante de vocês. 6Porque já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem colheita. 7Deus me enviou adiante de vocês, para que fosse conservado para vocês um remanescente na terra e para que a vida de vocês fosse salva por meio de um grande livramento. 8Assim, não foram vocês que me enviaram para cá, e sim Deus, que fez de mim como que um pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito. 9Voltem depressa para junto de meu pai e digam a ele: “Assim manda dizer o seu filho José: Deus me pôs por senhor em toda a terra do Egito. Venha para junto de mim; não demore. 10O senhor habitará na terra de Gósen e estará perto de mim — o senhor, os seus filhos, os filhos de seus filhos, os seus rebanhos, o seu gado e tudo o que lhe pertence. 11Ali eu o sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome. Do contrário, acabará empobrecendo — o senhor, a sua casa e tudo o que lhe pertence.”

12José continuou:

— Eis que vocês mesmos estão vendo, e meu irmão Benjamim vê também, que sou eu mesmo quem está falando com vocês. 13Anunciem a meu pai toda a minha glória no Egito e tudo o que vocês puderam ver. Vão depressa e tragam o meu pai para cá.

14E, lançando-se ao pescoço de seu irmão Benjamim, chorou. E, abraçado com ele, Benjamim também chorou. 15José beijou todos os seus irmãos e chorou, abraçado com eles. Depois, os seus irmãos falaram com ele.

Faraó ouve falar dos irmãos de José

16Fez-se ouvir na casa de Faraó esta notícia: “Chegaram os irmãos de José.” E Faraó e seus oficiais ficaram contentes com a notícia. 17Então Faraó disse a José:

— Diga aos seus irmãos que façam o seguinte: carreguem os animais e voltem para a terra de Canaã; 18peguem o pai e as famílias de vocês e venham para junto de mim. Eu lhes darei o melhor da terra do Egito e vocês comerão a fartura da terra.

19— Ordene que façam também isto: levem da terra do Egito carretas para trazer os filhinhos e as mulheres de vocês; tragam o pai de vocês e venham. 20Não se preocupem com as suas coisas, porque o melhor de toda a terra do Egito será de vocês.

21E os filhos de Israel fizeram assim. José lhes deu carretas, conforme a ordem de Faraó; também lhes deu mantimento para a viagem. 22A cada um deles deu roupas novas, mas a Benjamim deu trezentas moedas de prata e cinco roupas novas. 23Também enviou a seu pai dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentas carregadas de cereais e pão, e mantimento para a viagem do pai. 24E despediu os seus irmãos. Ao partirem, disse-lhes:

— Não briguem pelo caminho.

25Então partiram do Egito e vieram à terra de Canaã, a Jacó, seu pai, 26e lhe disseram:

— José ainda vive e é governador de toda a terra do Egito.

Com isto, o coração lhe ficou como sem bater, porque não podia acreditar no que diziam. 27Mas, quando eles lhe contaram tudo o que José havia falado e quando ele viu as carretas que José havia mandado para levá-lo ao Egito, o espírito de Jacó, o pai deles, reviveu. 28E Israel disse:

— Basta! O meu filho José ainda vive. Irei e o verei antes que eu morra.

Gênesis 45NAAAbrir na Bíblia

O Senhor é bom!

Salmo de Davi, quando se fingiu de louco na presença de Aimeleque e, por este expulso, ele se foi

1Bendirei o Senhor

em todo o tempo,

o seu louvor estará sempre

nos meus lábios.

2A minha alma se gloriará

no Senhor;

os humildes ouvirão isso

e se alegrarão.

3Louvem comigo

a grandeza do Senhor,

e todos juntos

lhe exaltemos o nome.

4Busquei o Senhor,

e ele me acolheu;

livrou-me de todos

os meus temores.

5Os que olham para ele

ficarão radiantes;

o rosto deles jamais se cobrirá

de vexame.

6Clamou este aflito,

e o Senhor o ouviu

e o livrou de todas

as suas angústias.

7O anjo do Senhor acampa-se

ao redor dos que o temem

e os livra.

8Provem e vejam

que o Senhor é bom;

bem-aventurado é

quem nele se refugia.

9Temam o Senhor,

vocês que são os seus santos,

pois nada falta aos que o temem.

10Os leõezinhos

passam necessidade

e sentem fome,

porém aos que buscam o Senhor

bem nenhum lhes faltará.

11Venham, meus filhos, e escutem;

eu lhes ensinarei

o temor do Senhor.

12Quem de vocês

ama a vida

e quer longevidade

para ver o bem?

13Refreie a língua do mal

e os lábios de falarem

palavras enganosas.

14Afaste-se do mal

e pratique o bem;

procure a paz

e empenhe-se por alcançá-la.

15Os olhos do Senhor repousam

sobre os justos,

e os seus ouvidos estão abertos

ao seu clamor.

16O rosto do Senhor está contra

os que praticam o mal,

para extirpar da terra

a memória deles.

17Clamam os justos,

e o Senhor os escuta

e os livra

de todas as suas angústias.

18Perto está o Senhor dos que têm

o coração quebrantado;

ele salva os de espírito oprimido.

19Muitas são as aflições do justo,

mas o Senhor de todas o livra.

20Preserva-lhe todos os ossos,

nem um deles sequer

será quebrado.

21A desgraça matará o ímpio,

e os que odeiam o justo

serão condenados.

22O Senhor resgata a alma

dos seus servos,

e dos que nele confiam

nenhum será condenado.

Salmos 34NAAAbrir na Bíblia

A maldade humana e a bondade de Deus

Ao mestre de canto. De Davi, servo do Senhor

1Há no coração do ímpio

a voz da transgressão;

não há temor de Deus

diante de seus olhos.

2Porque a transgressão

o lisonjeia a seus olhos

e lhe diz que a sua iniquidade

não há de ser descoberta,

nem detestada.

3As palavras de sua boca

são maldade e engano;

deixou de lado o discernimento

e a prática do bem.

4No seu leito, planeja maldades,

detém-se em caminho

que não é bom,

e não rejeita aquilo que é mau.

5A tua misericórdia, Senhor,

chega até os céus,

a tua fidelidade vai até as nuvens.

6A tua justiça é como

as grandes montanhas;

os teus juízos são como

um abismo profundo.

Tu, Senhor, preservas as pessoas

e os animais.

7Como é preciosa, ó Deus,

a tua misericórdia!

Por isso, os filhos dos homens

se acolhem à sombra

das tuas asas.

8Fartam-se da abundância

da tua casa,

e na torrente das tuas delícias

lhes dás de beber.

9Pois em ti está a fonte da vida;

na tua luz, vemos a luz.

10Estende a tua misericórdia

aos que te conhecem,

e a tua justiça,

aos retos de coração.

11Não deixes que

os pés dos soberbos

me esmaguem,

nem que a mão dos ímpios

me obrigue a fugir.

12Tombaram os que praticam

a iniquidade;

foram derrubados

e não conseguem

mais se levantar.

Salmos 36NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.19.1
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