Sociedade Bíblica do Brasil
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Plano de leitura da Bíblia – dia 91

Texto(s) da Bíblia

A parábola das dez virgens

1— Então o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens que, pegando as suas lamparinas, saíram a encontrar-se com o noivo. 2Cinco delas eram imprudentes, e cinco, prudentes. 3As imprudentes, ao pegar as suas lamparinas, não levaram óleo consigo, 4mas as prudentes, além das lamparinas, levaram óleo nas vasilhas. 5E, como o noivo estava demorando, todas ficaram sonolentas e adormeceram. 6Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis o noivo! Saiam ao encontro dele!”

7— Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lamparinas. 8E as imprudentes disseram às prudentes: “Deem a nós um pouco do óleo que vocês trouxeram, porque as nossas lamparinas estão se apagando.” 9Mas as prudentes responderam: “Não! Porque então vai faltar tanto para nós como para vocês! Vão aos que o vendem e comprem óleo para vocês.” 10E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa do casamento. E fechou-se a porta. 11Mais tarde, chegaram as virgens imprudentes, dizendo: “Senhor, senhor, abra a porta para nós!” 12Mas o noivo respondeu: “Em verdade lhes digo que não as conheço.” 13Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora.

A parábola dos talentos

14— Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. 15A um deu cinco talentos, a outro deu dois e a outro deu um, de acordo com a capacidade de cada um deles; e então partiu. 16O servo que tinha recebido cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que tinha recebido dois ganhou outros dois. 18Mas o servo que tinha recebido um talento, saindo, fez um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19— Depois de muito tempo, o senhor daqueles servos voltou e fez um ajuste de contas com eles. 20Aproximando-se o que tinha recebido cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: “O senhor me confiou cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.” 21O senhor disse: “Muito bem, servo bom e fiel; você foi fiel no pouco, sobre o muito o colocarei; venha participar da alegria do seu senhor.”

22— E, aproximando-se também o que tinha recebido dois talentos, disse: “O senhor me confiou dois talentos; eis aqui outros dois que ganhei.” 23Então o senhor disse: “Muito bem, servo bom e fiel; você foi fiel no pouco, sobre o muito o colocarei; venha participar da alegria do seu senhor.”

24— Chegando, por fim, o que tinha recebido um talento, disse: “Sabendo que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e ajunta onde não espalhou, 25fiquei com medo e escondi o seu talento na terra; aqui está o que é seu.” 26Mas o senhor respondeu: “Servo mau e preguiçoso! Você sabia que eu colho onde não plantei e ajunto onde não espalhei? 27Então você devia ter entregado o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.”

28— “Portanto, tirem dele o talento e deem ao que tem dez. 29Porque a todo o que tem, mais será dado, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30Quanto ao servo inútil, lancem-no para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.”

Mateus 25:1-30NAAAbrir na Bíblia

A respeito de votos

Dt 23.21-23

1Moisés falou aos chefes das tribos dos filhos de Israel, dizendo:

— Esta é a palavra que o Senhor ordenou: 2Quando um homem fizer um voto ao Senhor ou juramento para obrigar-se a alguma abstinência, não violará a sua palavra, mas fará segundo tudo o que prometeu. 3Quando, porém, uma mulher fizer um voto ao Senhor ou se obrigar a alguma abstinência, estando na casa de seu pai, na sua mocidade, 4e seu pai, sabendo do voto e da abstinência a que ela se obrigou, não lhe disser nada, todos os seus votos serão válidos; terá de observar toda a abstinência a que se obrigou. 5Mas, se o pai, no dia em que souber disso, o desaprovar, não será válido nenhum dos votos dela, nem lhe será preciso observar a abstinência a que se obrigou; o Senhor perdoará isso a ela, porque o pai se opôs.

6— Porém, se ela casar, ainda sob seus votos ou dito irrefletido dos seus lábios, com que a si mesma obrigou, 7e seu marido, ouvindo-o, não disser nada no dia em que souber disso, serão válidos os votos dela, e ela terá de observar a abstinência a que se obrigou. 8Mas, se seu marido o desaprovar no dia em que souber disso e anular o voto que estava sobre ela, bem como o dito irrefletido dos seus lábios, com que a si mesma obrigou, o Senhor perdoará isso a ela. 9Quanto ao voto da viúva ou da divorciada, tudo com que se obrigar lhe será válido.

10— Porém, se ela fez voto na casa de seu marido ou com juramento se obrigou a alguma abstinência, 11e seu marido o soube, mas não lhe disse nada, e não desaprovou o que ela fez, todos os votos dela serão válidos; e ela terá de observar toda a abstinência a que se obrigou. 12Porém, se o marido anulou os votos no dia em que ficou sabendo, tudo o que saiu dos lábios dela, quer dos seus votos, quer da abstinência a que se obrigou, não será válido; o marido dela anulou os votos, e o Senhor perdoará isso a ela. 13Todo voto e todo juramento com que ela se obrigou, para se humilhar, seu marido pode confirmar ou anular. 14Porém, se o marido, dia após dia, não disser nada, então confirma todos os votos dela e tudo aquilo a que ela se obrigou, porque não disse nada no dia em que ficou sabendo. 15Porém, se ele anular os votos algum tempo depois de os ter ouvido, levará sobre si a iniquidade dela.

16São estes os estatutos que o Senhor ordenou a Moisés a respeito do marido e sua mulher, e a respeito do pai e sua filha moça, se ela estiver na casa de seu pai.

Números 30NAAAbrir na Bíblia

A vitória sobre os midianitas

1O Senhor disse a Moisés:

2— Vingue os filhos de Israel dos midianitas. Depois disso você será reunido ao seu povo.

3Então Moisés falou ao povo, dizendo:

— Armem alguns de vocês para a guerra, e que eles saiam contra os midianitas, para fazerem a vingança do Senhor contra eles. 4Enviem à guerra mil homens de cada tribo entre todas as tribos de Israel.

5Assim, dos milhares de Israel foram mandados mil homens de cada tribo: doze mil ao todo, armados para a guerra. 6Moisés mandou-os para a guerra, mil de cada tribo, juntamente com Fineias, filho do sacerdote Eleazar, o qual levava consigo os utensílios sagrados e as trombetas para o toque de ataque. 7Eles atacaram os midianitas, como o Senhor havia ordenado a Moisés, 8e mataram todos os homens. Mataram, além dos que já haviam sido mortos, os reis dos midianitas, Evi, Requém, Zur, Hur e Reba, cinco reis dos midianitas. Também mataram à espada Balaão, filho de Beor.

9Porém os filhos de Israel levaram presas as mulheres dos midianitas e as suas crianças. Também levaram todos os seus animais, todo o seu gado e todos os seus bens. 10Queimaram todas as cidades em que os midianitas habitavam e todos os seus acampamentos. 11Pegaram todo o despojo e todos os prisioneiros, tanto de pessoas como de animais. 12Trouxeram a Moisés, ao sacerdote Eleazar e à congregação dos filhos de Israel os cativos, os prisioneiros e o despojo, para o arraial, nas campinas de Moabe, junto do Jordão, na altura de Jericó.

O tratamento dos cativos

13Moisés, o sacerdote Eleazar, e todos os chefes da congregação saíram a recebê-los fora do arraial. 14Moisés se indignou contra os oficiais do exército, capitães dos milhares e capitães das centenas, que vinham do campo de batalha. 15Moisés lhes disse:

— Por que vocês deixaram viver todas as mulheres? 16Eis que estas, por conselho de Balaão, fizeram com que os filhos de Israel fossem infiéis ao Senhor, no caso de Peor, e assim houve uma praga no meio da congregação do Senhor. 17Agora, pois, matem, dentre as crianças, todas as do sexo masculino. Matem também todas as mulheres que já tiveram relações com algum homem, deitando-se com ele. 18Mas todas as meninas, e as jovens que não tiveram relações com algum homem, deitando-se com ele, deixem viver para vocês.

19— Fiquem acampados durante sete dias fora do arraial. Todos os que tiverem matado alguma pessoa ou tiverem tocado em algum morto devem se purificar no terceiro dia e no sétimo dia; purifiquem a si mesmos e também aos seus prisioneiros. 20Purifiquem também todas as roupas, todos os objetos feitos de couro, todos os objetos feitos de pelos de cabra e todo artigo de madeira.

21Então o sacerdote Eleazar disse aos homens do exército que tinham ido à guerra:

— Este é o estatuto da lei que o Senhor ordenou a Moisés: 22o ouro, a prata, o bronze, o ferro, o estanho e o chumbo, 23tudo o que pode suportar o fogo vocês devem passar pelo fogo, para que fique puro; e ainda terá de ser purificado com a água purificadora. Mas tudo o que não pode suportar o fogo vocês devem passar pela água. 24Lavem também as suas roupas no sétimo dia, para que vocês fiquem puros; e, depois, poderão entrar no arraial.

A divisão do despojo

25O Senhor disse a Moisés:

26— Faça a contagem daquilo que foi aprisionado, tanto de pessoas como de animais, com a ajuda do sacerdote Eleazar e dos chefes das casas dos pais da congregação. 27Divida aquilo que foi aprisionado em duas partes iguais, uma para os soldados que saíram à guerra, e a outra para toda a congregação. 28Dos homens do exército que saíram a esta guerra, cobre um tributo para o Senhor: de cada quinhentas cabeças, uma, tanto dos homens como dos bois, dos jumentos e das ovelhas. 29Tome esse tributo da metade que toca aos soldados e entregue-o ao sacerdote Eleazar, como oferta ao Senhor. 30Mas, da metade que toca aos filhos de Israel, de cada cinquenta, tome um, tanto dos homens como dos bois, dos jumentos e das ovelhas, de todos os animais; e entregue isso aos levitas que têm a seu encargo o serviço do tabernáculo do Senhor.

31Moisés e o sacerdote Eleazar fizeram como o Senhor havia ordenado a Moisés.

32O total do despojo que os homens de guerra pegaram foi de seiscentas e setenta e cinco mil ovelhas, 33setenta e dois mil bois, 34sessenta e um mil jumentos 35e trinta e duas mil pessoas, as mulheres que ainda não haviam tido relações com homem algum, deitando-se com ele. 36E a metade, a parte que cabe aos que saíram à guerra, foi em número de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ovelhas. 37O tributo em ovelhas para o Senhor foram seiscentas e setenta e cinco. 38E os bois foram trinta e seis mil; e o seu tributo para o Senhor, setenta e dois. 39E os jumentos foram trinta mil e quinhentos; e o seu tributo para o Senhor, sessenta e um. 40As pessoas foram dezesseis mil; e o seu tributo para o Senhor, trinta e duas. 41Então Moisés deu ao sacerdote Eleazar o tributo da oferta do Senhor, como este havia ordenado a Moisés.

42Da metade que cabe aos filhos de Israel, que Moisés havia separado da parte que cabe aos homens que saíram à guerra 43— a metade para a congregação foram, em ovelhas, trezentas e trinta e sete mil e quinhentas; 44em bois, trinta e seis mil; 45em jumentos, trinta mil e quinhentos; 46e, em pessoas, dezesseis mil —, 47desta metade que cabe aos filhos de Israel, Moisés tomou um de cada cinquenta, tanto de pessoas como de animais, e os deu aos levitas que tinham a seu encargo o serviço do tabernáculo do Senhor, como o Senhor havia ordenado a Moisés.

A oferta voluntária dos capitães

48Então os oficiais que estavam sobre os milhares do exército, capitães sobre mil e capitães sobre cem, foram falar com Moisés 49e lhe disseram:

— Estes seus servos fizeram a conta dos homens de guerra que estiveram sob as nossas ordens, e não está faltando nenhum. 50Por isso trouxemos uma oferta ao Senhor, cada um o que achou: objetos de ouro, ornamentos para o braço, pulseiras, sinetes, brincos e colares, para fazer expiação por nós diante do Senhor.

51Assim, Moisés e o sacerdote Eleazar receberam deles o ouro, sendo todos os objetos finamente trabalhados. 52Todo o ouro da oferta que os capitães de mil e os capitães de cem trouxeram ao Senhor pesou duzentos e um quilos. 53Pois cada um dos homens de guerra havia tomado despojo para si. 54Moisés e o sacerdote Eleazar receberam o ouro dos capitães de mil e dos capitães de cem e o trouxeram à tenda do encontro, como memorial para os filhos de Israel diante do Senhor.

Números 31NAAAbrir na Bíblia

Jó, sua família e sua riqueza

1Havia um homem na terra de Uz cujo nome era Jó. Este homem era íntegro e reto, temia a Deus e se desviava do mal. 2Nasceram-lhe sete filhos e três filhas. 3Tinha sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas. Também tinha muitíssima gente a seu serviço, de maneira que este homem era o maior de todos os do Oriente.

4Os filhos dele iam às casas uns dos outros e faziam banquetes, cada um por sua vez, e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. 5Quando se encerrava um ciclo de banquetes, Jó chamava os seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles. Pois Jó pensava assim: “Talvez os meus filhos tenham pecado e blasfemado contra Deus em seu coração.” Jó fazia isso continuamente.

Satanás põe em dúvida a sinceridade de Jó

6Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se diante do Senhor, veio também Satanás entre eles. 7Então o Senhor perguntou a Satanás:

— De onde você vem?

Satanás respondeu ao Senhor:

— De rodear a terra e passear por ela.

8E o Senhor disse a Satanás:

— Você reparou no meu servo Jó? Não há ninguém como ele na terra. Ele é um homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal.

9Então Satanás respondeu ao Senhor:

— Será que é sem motivo que Jó teme a Deus? 10Não é verdade que tu mesmo puseste uma cerca ao redor dele, da sua casa e de tudo o que ele tem? Abençoaste a obra de suas mãos, e os seus bens se multiplicaram na terra. 11Mas estende a tua mão e toca em tudo o que ele tem, para ver se ele não blasfema contra ti na tua face.

12Então o Senhor disse a Satanás:

— Você pode fazer o que quiser com tudo o que ele tem; só não estenda a mão contra ele.

Então Satanás saiu da presença do Senhor.

Jó perde os filhos e as riquezas

13Um dia, quando os filhos e as filhas de Jó comiam e bebiam vinho na casa do irmão mais velho, 14veio um mensageiro a Jó e lhe disse:

— Os bois estavam lavrando e as jumentas estavam pastando junto a eles. 15De repente, os sabeus atacaram e levaram tudo. Mataram os servos a fio de espada. Só eu consegui escapar, para trazer a notícia.

16Enquanto este ainda falava, veio outro mensageiro e disse:

— Fogo de Deus caiu do céu e queimou as ovelhas e os servos, destruindo todos eles. Só eu consegui escapar, para trazer a notícia.

17Enquanto este ainda falava, veio outro mensageiro e disse:

— Os caldeus se dividiram em três bandos, atacaram os camelos e os levaram embora. Mataram os servos a fio de espada. Só eu consegui escapar, para trazer a notícia.

18Também este ainda falava quando veio outro e disse:

— Os seus filhos e as suas filhas estavam comendo e bebendo vinho na casa do irmão mais velho. 19De repente, eis que se levantou um vento muito forte do lado do deserto e bateu contra os quatro cantos da casa. Ela caiu sobre os jovens, e eles morreram. Só eu consegui escapar, para trazer a notícia.

20Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a cabeça, prostrou-se em terra e adorou. 21E disse:

— Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei. O Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!

22Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.

Sociedade Bíblica do Brasilv.4.19.1
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