Sociedade Bíblica do Brasil
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Plano de leitura da Bíblia – dia 7

Texto(s) da Bíblia

A cura do endemoniado geraseno

26Então rumaram para a terra dos gerasenos, que fica de frente para a Galileia. 27Logo que Jesus desembarcou, veio da cidade ao seu encontro um homem possuído de demônios que, havia muito, não se vestia, nem habitava em casa alguma, porém vivia nos túmulos. 28Quando ele viu Jesus, prostrou-se diante dele, dizendo com voz forte:

— O que você quer comigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-lhe que não me atormente.

29Porque Jesus havia ordenado ao espírito imundo que saísse do homem, pois muitas vezes se havia apoderado dele. E, embora procurassem conservá-lo preso com cadeias e correntes, despedaçava tudo e era impelido pelo demônio para o deserto. 30Jesus perguntou a ele:

— Qual é o seu nome?

Ele respondeu:

— Legião.

Isto porque muitos demônios tinham entrado nele. 31Estes pediram a Jesus que não os mandasse para o abismo. 32Ora, uma grande manada de porcos estava pastando ali no monte. E os demônios pediram a Jesus que os deixasse entrar naqueles porcos. E Jesus o permitiu. 33Tendo os demônios saído do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do lago, e se afogou. 34Vendo o que tinha acontecido, os que tratavam dos porcos fugiram e foram anunciá-lo na cidade e pelos campos.

35Então o povo saiu para ver o que tinha acontecido. Aproximando-se de Jesus, encontraram o homem de quem tinham saído os demônios, vestido, em perfeito juízo, sentado aos pés de Jesus; e temeram. 36E algumas pessoas que tinham presenciado os fatos contaram-lhes também como o endemoniado tinha sido salvo. 37Todo o povo da terra dos gerasenos pediu a Jesus que se retirasse, pois ficaram com muito medo. E Jesus, entrando de novo no barco, voltou. 38O homem de quem tinham saído os demônios lhe pediu que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, o despediu, dizendo:

39— Volte para a sua casa e conte tudo o que Deus fez por você.

Então ele foi, proclamando por toda a cidade o que Jesus lhe tinha feito.

O pedido de Jairo

40Quando Jesus voltou, a multidão o recebeu com alegria, porque todos o estavam esperando. 41Eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, suplicou-lhe que fosse até a sua casa. 42Pois tinha uma filha única de uns doze anos, que estava morrendo.

A cura de uma mulher enferma

Enquanto Jesus caminhava, as multidões o apertavam. 43Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia e que havia gastado todos os seus bens com os médicos, sem que ninguém a pudesse curar, 44veio por trás de Jesus e tocou na borda da capa dele. E logo a hemorragia dela estancou. 45Mas Jesus perguntou:

— Quem me tocou?

Como todos negassem, Pedro disse:

— Mestre, é a multidão que o rodeia e aperta!

46Mas Jesus insistiu:

— Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder.

47A mulher, vendo que não podia passar despercebida, aproximou-se trêmula e, prostrando-se diante de Jesus, declarou, à vista de todo o povo, o motivo por que havia tocado nele e como imediatamente tinha sido curada. 48Então Jesus lhe disse:

— Filha, a sua fé salvou você. Vá em paz.

A ressurreição da filha de Jairo

49Enquanto Jesus ainda falava, veio uma pessoa da casa do chefe da sinagoga, dizendo:

— A sua filha já morreu; não incomode mais o Mestre.

50Mas Jesus, ouvindo isto, lhe disse:

— Não tenha medo; apenas creia, e ela será salva.

51Tendo chegado à casa, Jesus não permitiu que ninguém entrasse com ele, a não ser Pedro, João e Tiago, além do pai e da mãe da menina. 52E todos choravam e a pranteavam. Mas Jesus disse:

— Não chorem; ela não está morta, mas dorme.

53E riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta. 54Mas Jesus, tomando-a pela mão, disse em voz alta:

— Menina, levante-se!

55Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou, e Jesus mandou que lhe dessem de comer. 56Seus pais ficaram maravilhados, mas ele lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido.

Lucas 8:26-56NAAAbrir na Bíblia

Abrão e Ló se separam

1Abrão saiu do Egito e foi para o Neguebe, ele e a sua mulher e tudo o que tinha. E Ló foi com ele. 2Abrão era muito rico; possuía gado, prata e ouro. 3Fez as suas jornadas do Neguebe até Betel, até o lugar onde primeiro tinha armado a sua tenda, entre Betel e Ai, 4até o lugar do altar, que anteriormente tinha feito. E ali Abrão invocou o nome do Senhor.

5Ló, que ia com Abrão, também tinha rebanhos, gado e tendas. 6E a terra não podia sustentá-los, para que morassem juntos, porque eram muitos os seus bens, de maneira que não podiam morar um na companhia do outro. 7Houve desentendimento entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Nesse tempo os cananeus e os ferezeus habitavam essa terra.

8Então Abrão disse a Ló:

— Não deveria haver conflito entre mim e você e entre os meus pastores e os seus pastores, porque somos parentes chegados. 9Não está toda a terra aí diante de você? Peço que você se afaste de mim. Se você for para a esquerda, irei para a direita; se você for para a direita, irei para a esquerda.

10Ló ergueu os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem-regada, como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, até a região de Zoar. Isto foi antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra. 11Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu para o Oriente. E assim separaram-se um do outro. 12Abrão habitou na terra de Canaã, e Ló foi morar nas cidades da campina. E ia armando as suas tendas até Sodoma. 13Ora, os moradores de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor.

Deus promete a Abrão a terra de Canaã

14O Senhor disse a Abrão, depois que Ló se separou dele:

— Erga os olhos e olhe de onde você está para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste; 15porque toda essa terra que você está vendo, eu a darei a você e à sua descendência, para sempre. 16Farei a sua descendência como o pó da terra, de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então será possível também contar os seus descendentes. 17Levante-se e percorra essa terra no seu comprimento e na sua largura, porque eu a darei a você.

18E Abrão, mudando as suas tendas, foi morar nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom. E ali edificou um altar ao Senhor.

Gênesis 13NAAAbrir na Bíblia

Guerra de quatro reis contra cinco

1Naquele tempo Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, 2fizeram guerra contra Bera, rei de Sodoma, contra Birsa, rei de Gomorra, contra Sinabe, rei de Admá, contra Semeber, rei de Zeboim, e contra o rei de Bela, também chamada de Zoar. 3Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim, onde fica o mar Salgado. 4Durante doze anos serviram Quedorlaomer, porém no décimo terceiro eles se rebelaram. 5No décimo quarto ano, veio Quedorlaomer e os reis que estavam com ele e derrotaram os refains em Asterote-Carnaim, e os zuzins em Hã, e os emins em Savé-Quiriataim, 6e os horeus no seu monte Seir, até El-Parã, que está junto ao deserto. 7De volta passaram em En-Mispate, que é Cades, e conquistaram toda a terra dos amalequitas e dos amorreus, que moravam em Hazazom-Tamar.

8Então saíram os reis de Sodoma, de Gomorra, de Admá, de Zeboim e de Bela, que é Zoar, e se prepararam para a batalha contra eles no vale de Sidim, 9contra Quedorlaomer, rei de Elão, contra Tidal, rei de Goim, contra Anrafel, rei de Sinar, contra Arioque, rei de Elasar. Eram quatro reis contra cinco. 10Ora, o vale de Sidim estava cheio de poços de betume. Os reis de Sodoma e de Gomorra fugiram. Alguns caíram nesses poços, e os restantes fugiram para um monte. 11Os reis vitoriosos pegaram todos os bens de Sodoma e de Gomorra e todo o seu mantimento e se foram.

Ló é preso

12Apossaram-se também de Ló, sobrinho de Abrão, que morava em Sodoma, e dos seus bens; e partiram. 13Porém um homem que conseguiu escapar veio e contou tudo a Abrão, o hebreu. Este morava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol e de Aner, os quais eram aliados de Abrão.

14Quando Abrão soube que o seu sobrinho estava preso, fez sair trezentos e dezoito homens dos mais capazes, nascidos em sua casa, e perseguiu os inimigos até Dã. 15E, de noite, Abrão dividiu os seus homens em grupos, derrotou os inimigos e os perseguiu até Hobá, que fica ao norte de Damasco. 16Trouxe de novo todos os bens, e também o seu sobrinho Ló, os bens dele, e ainda as mulheres, e o povo.

Melquisedeque abençoa Abrão

17Quando Abrão regressava, depois de derrotar Quedorlaomer e os reis que estavam com ele, o rei de Sodoma foi ao encontro dele no vale de Savé, que é o vale do Rei. 18E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho. Ele era sacerdote do Deus Altíssimo. 19Ele abençoou Abrão e disse:

“Abrão seja abençoado

pelo Deus Altíssimo,

que criou os céus e a terra.

20E bendito seja o Deus Altíssimo,

que entregou os adversários

de você nas suas mãos.”

E Abrão deu a Melquisedeque o dízimo de tudo.

21Então o rei de Sodoma disse a Abrão:

— Dê-me as pessoas e fique com os bens para você.

22Mas Abrão lhe respondeu:

— Juro pelo Senhor, o Deus Altíssimo, que criou os céus e a terra, 23que nada tomarei de tudo o que é seu, nem um fio, nem uma correia de sandália, para que você não diga: “Fui eu que enriqueci Abrão.” 24Nada quero para mim, a não ser o que os rapazes comeram e a parte que toca a Aner, Escol e Manre, os homens que foram comigo; que estes fiquem com a parte deles.

Gênesis 14NAAAbrir na Bíblia

Oração pedindo justiça

Cântico de Davi. Entoado ao Senhor, com respeito às palavras de Cuxe, benjamita

1Senhor, meu Deus,

em ti me refugio;

salva-me de todos

os que me perseguem

e livra-me,

2para que ninguém, como leão,

me arrebate,

despedaçando-me, não havendo

quem me livre.

3Senhor, meu Deus, se eu fiz isso

de que me culpam,

se cometi alguma injustiça,

4se paguei com o mal

a quem estava em paz comigo,

eu, que poupei aquele

que sem razão me oprimia,

5então que o inimigo me persiga

e me alcance,

pisoteie no chão a minha vida

e reduza a pó a minha glória.

6Levanta-te, Senhor,

na tua indignação,

mostra a tua grandeza contra

a fúria dos meus adversários

e desperta-te em meu favor,

segundo o juízo que designaste.

7Reúnam-se os povos

ao redor de ti,

e das alturas domina sobre eles.

8O Senhor julga os povos;

julga-me, Senhor,

segundo a minha justiça

e segundo a integridade

que há em mim.

9Que cesse a maldade dos ímpios.

Fortalece o justo,

pois sondas a mente e o coração,

ó Deus justo.

10Deus é o meu escudo;

ele salva os retos de coração.

11Deus é justo juiz,

Deus que sente indignação

todos os dias.

12Se alguém não se converter,

Deus afiará a sua espada;

já armou e deixou pronto

o seu arco;

13para ele já preparou

armas mortais,

fez as suas setas inflamadas.

14Eis que o ímpio está com dores

de iniquidade;

concebeu a maldade

e dá à luz a mentira.

15Abre e aprofunda uma cova,

e cai nesse mesmo poço que faz.

16A sua maldade recai

sobre a cabeça,

e sobre o próprio crânio

desce a sua violência.

17Eu, porém, louvarei o Senhor,

segundo a sua justiça,

e cantarei louvores

ao nome do Senhor Altíssimo.

Salmos 7NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.19.1
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