Sociedade Bíblica do Brasil
Sociedade Bíblica do Brasil

Plano de leitura da Bíblia – dia 41

Texto(s) da Bíblia

Melquisedeque, tipo de Cristo

1Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, foi ao encontro de Abraão, quando este voltava da matança dos reis, e o abençoou. 2Foi para ele que Abraão separou o dízimo de tudo. Primeiramente o nome dele significa “rei da justiça”; depois também é “rei de Salém”, ou seja, “rei da paz”. 3Sem pai, sem mãe, sem genealogia, ele não teve princípio de dias nem fim de existência, mas, feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.

O sacerdócio de Cristo é superior ao levítico

4Vejam como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízimo tirado dos melhores despojos. 5Ora, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, de acordo com a lei, de recolher os dízimos do povo, ou seja, dos seus irmãos, embora estes sejam descendentes de Abraão. 6Entretanto, aquele cuja genealogia não se inclui entre os filhos de Levi recebeu dízimos de Abraão e abençoou aquele que havia recebido as promessas. 7Evidentemente, não há dúvida de que o inferior é abençoado pelo superior. 8Aliás, aqui os que recebem dízimos são homens mortais, porém ali o dízimo foi recebido por aquele de quem se testifica que vive. 9E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão. 10Porque Levi, por assim dizer, já estava no corpo de seu pai Abraão, quando Melquisedeque foi ao encontro deste.

O sacerdócio de Cristo é eterno

11Portanto, se a perfeição fosse possível por meio do sacerdócio levítico — pois foi com base nele que o povo recebeu a lei —, que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e não segundo a ordem de Arão? 12Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente muda também a lei. 13Porque aquele de quem são ditas estas coisas pertence a outra tribo, da qual ninguém prestou serviço diante do altar. 14Pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca falou nada a respeito de sacerdócio. 15E isto é ainda muito mais evidente, quando, à semelhança de Melquisedeque, surge outro sacerdote, 16constituído não conforme a lei de mandamento carnal, mas segundo o poder de vida que não tem fim. 17Porque dele se testifica:

“Você é sacerdote para sempre,

segundo a ordem

de Melquisedeque.”

18Portanto, por um lado, se revoga a ordenança anterior, por causa de sua fraqueza e inutilidade, 19pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma; e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus.

20E isto não se deu sem juramento. Porque os outros são feitos sacerdotes sem juramento, 21mas este foi feito sacerdote com juramento, por aquele que lhe disse:

“O Senhor jurou

e não se arrependerá:

‘Você é sacerdote para sempre.’”

22Por isso mesmo, Jesus se tornou fiador de superior aliança.

23Ora, os outros são feitos sacerdotes em maior número, porque a morte os impede de continuar; 24Jesus, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável. 25Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se aproximam de Deus, vivendo sempre para interceder por eles.

26Porque nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e exaltado acima dos céus, 27que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer sacrifícios todos os dias, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo ofereceu. 28Porque a lei constitui homens sujeitos a fraquezas como sumos sacerdotes, mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre.

Hebreus 7NAAAbrir na Bíblia

Deus fala com Moisés

1Moisés apascentava o rebanho de Jetro, o seu sogro, sacerdote de Midiã. E, levando o rebanho para o lado oeste do deserto, chegou a Horebe, o monte de Deus. 2Ali o Anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo, no meio de uma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça estava em chamas, mas não se consumia. 3Então disse consigo mesmo:

— Vou até lá para ver essa grande maravilha. Por que a sarça não se queima?

4Quando o Senhor viu que ele se aproximava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou e disse:

— Moisés! Moisés!

Ele respondeu:

— Eis-me aqui!

5Deus continuou:

— Não se aproxime! Tire as sandálias dos pés, porque o lugar em que você está é terra santa.

6Disse mais:

— Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.

Moisés escondeu o rosto, porque teve medo de olhar para Deus.

7Então o Senhor continuou:

— Certamente vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus feitores. Conheço o sofrimento do meu povo. 8Por isso desci a fim de livrá-lo das mãos dos egípcios e para fazê-lo sair daquela terra e levá-lo para uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu. 9Pois o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo. 10Agora venha, e eu o enviarei a Faraó, para que você tire do Egito o meu povo, os filhos de Israel.

11Então Moisés perguntou a Deus:

— Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?

12Deus respondeu:

— Eu estarei com você. E este será o sinal de que eu o enviei: depois que você tiver tirado o povo do Egito, vocês adorarão a Deus neste monte.

13Moisés disse para Deus:

— Eis que, quando eu for falar com os filhos de Israel e lhes disser: “O Deus dos seus pais me enviou a vocês”, eles vão perguntar: “Qual é o nome dele?” E então o que lhes direi?

14Deus disse a Moisés:

Eu Sou o Que Sou.

Disse mais:

— Assim você dirá aos filhos de Israel: “Eu Sou me enviou a vocês.”

15Deus disse ainda mais a Moisés:

— Assim você dirá aos filhos de Israel: “O Senhor, o Deus dos seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vocês. Este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração.”

16— Vá, reúna os anciãos de Israel e diga-lhes: “O Senhor, o Deus dos seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me apareceu, dizendo: ‘Em verdade eu os tenho visitado e visto o que tem sido feito com vocês no Egito. 17E prometi tirá-los da aflição do Egito e levá-los para a terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu, para uma terra que mana leite e mel.’” 18E ouvirão o que você vai dizer. E você irá, com os anciãos de Israel, ao rei do Egito e lhe dirá: “O Senhor, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. Agora deixe-nos ir caminho de três dias ao deserto, a fim de oferecer sacrifícios ao Senhor, nosso Deus.” 19Eu sei, porém, que o rei do Egito não os deixará ir se não for obrigado por mão forte. 20Portanto, estenderei a mão e ferirei o Egito com todos os meus prodígios que farei no meio dele. Depois disso, o rei os deixará ir.

21— Eu farei com que este povo encontre favor diante dos egípcios; e, quando vocês saírem, não será de mãos vazias. 22Cada mulher pedirá à sua vizinha e à mulher que estiver hospedada em sua casa objetos de prata, objetos de ouro e roupas, que vocês porão sobre os seus filhos e sobre as suas filhas. E assim vocês despojarão os egípcios.

Êxodo 3NAAAbrir na Bíblia

Deus concede poderes a Moisés

1Moisés respondeu:

— Mas eis que eles não vão acreditar em mim, nem ouvirão o que vou dizer, pois dirão: “O Senhor não apareceu a você.”

2Então o Senhor perguntou a Moisés:

— Que é isso que você tem na mão?

Ele respondeu:

— Um bordão.

3Então lhe disse:

— Jogue-o no chão.

Ele o jogou no chão, e o bordão virou uma serpente. E Moisés fugia dela. 4Mas o Senhor disse a Moisés:

— Estenda a mão e pegue-a pela cauda.

Ele estendeu a mão, pegou-a pela cauda, e ela se transformou em bordão.

5Então o Senhor disse:

— Isto é para que creiam que o Senhor, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, apareceu a você.

6E o Senhor continuou:

— Ponha, agora, a mão no peito.

Ele o fez; e, tirando a mão do peito, eis que ela estava leprosa, branca como a neve. 7Então o Senhor disse:

— Ponha a mão no peito outra vez.

Ele a pôs no peito novamente; e, quando a tirou, eis que se havia tornado como o restante de sua carne.

8O Senhor continuou:

— Se eles não acreditarem em você, nem atenderem à evidência do primeiro sinal, talvez acreditarão na evidência do segundo. 9Se eles ainda não acreditarem mediante esses dois sinais, nem ouvirem o que você disser, pegue um pouco de água do rio e derrame na terra seca; e a água que você pegou do rio se transformará em sangue sobre a terra.

10Então Moisés disse ao Senhor:

— Ah! Senhor! Eu nunca fui eloquente, nem no passado, nem depois que falaste a teu servo, pois sou pesado de boca e pesado de língua.

11O Senhor respondeu:

— Quem fez a boca do homem? Ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o Senhor? 12Agora vá, e eu serei com a sua boca e lhe ensinarei o que você deve falar.

13Porém Moisés respondeu:

— Ah! Senhor! Envia alguém outro que quiseres enviar, menos a mim.

14Então a ira do Senhor se acendeu contra Moisés. O Senhor disse:

— Arão, o levita, não é seu irmão? Eu sei que ele fala fluentemente. Eis que ele vem ao seu encontro e, ao ver você, se alegrará em seu coração. 15Você falará com ele e lhe porá na boca as palavras; eu serei com a sua boca e com a dele e ensinarei a vocês o que devem fazer. 16Ele falará por você ao povo; ele será como se fosse a sua boca, e você será para ele como Deus. 17Leve, pois, na mão este bordão, com o qual você fará os sinais.

Moisés volta para o Egito

18Moisés voltou para Jetro, seu sogro, e lhe disse:

— Deixe-me voltar aos meus irmãos que estão no Egito para ver se ainda vivem.

Jetro respondeu:

— Vá em paz.

19O Senhor disse a Moisés, em Midiã:

— Volte para o Egito, porque já morreram todos os que queriam matar você.

20Então Moisés tomou a mulher e os filhos, fez com que montassem num jumento e voltou para a terra do Egito. Moisés levava na mão o bordão de Deus.

21O Senhor disse a Moisés:

— Quando você voltar ao Egito, trate de fazer diante de Faraó todos os milagres que pus em sua mão. Mas eu vou endurecer o coração de Faraó, para que não deixe o povo ir. 22Diga a Faraó: Assim diz o Senhor: “Israel é meu filho, meu primogênito. 23E eu digo a você: deixe o meu filho ir, para que me adore; mas, se você não quiser deixá-lo ir, eis que eu matarei seu filho, seu primogênito.”

24Estando Moisés no caminho, numa estalagem, o Senhor o encontrou e quis matá-lo. 25Então Zípora pegou uma pedra afiada, cortou o prepúcio de seu filho e com ele tocou os pés de Moisés. E lhe disse:

— Sem dúvida, você é para mim um marido de sangue.

26Assim, o Senhor o deixou. Ela disse “marido de sangue” por causa da circuncisão.

27O Senhor disse a Arão:

— Vá encontrar-se com Moisés, no deserto.

Ele foi e, encontrando-o no monte de Deus, o beijou. 28Moisés relatou a Arão todas as palavras do Senhor, com as quais o havia enviado, e todos os sinais que lhe havia mandado realizar.

29Então Moisés e Arão foram e reuniram todos os anciãos dos filhos de Israel. 30Arão falou todas as palavras que o Senhor tinha dito a Moisés, e este fez os sinais diante do povo. 31E o povo creu. E, quando ouviram que o Senhor havia visitado os filhos de Israel e visto a aflição deles, inclinaram-se e adoraram.

Êxodo 4NAAAbrir na Bíblia

Oração de um doente

Ao mestre de canto. Salmo de Davi

1Bem-aventurado é aquele

que ajuda os necessitados;

o Senhor o livra no dia do mal.

2O Senhor o protege,

preserva-lhe a vida

e o faz feliz na terra;

não o entrega à vontade

dos seus inimigos.

3O Senhor o assiste

no leito da enfermidade.

Quando doente,

tu lhe restauras a saúde.

4Eu disse: “Compadece-te

de mim, Senhor;

sara a minha alma,

porque pequei contra ti.”

5Os meus inimigos

falam mal de mim:

“Quando é que ele vai morrer

e ser esquecido?”

6Se algum deles vem me visitar,

diz coisas vãs,

amontoando maldades no coração;

ao sair, é disso que fala.

7Todos os que me odeiam

se reúnem

e ficam cochichando;

pensam o pior a respeito de mim,

dizendo:

8“Foi uma peste que deu nele”;

e: “Caiu de cama,

e não vai se levantar mais.”

9Até o meu amigo íntimo,

em quem eu confiava,

que comia do meu pão,

levantou contra mim

o seu calcanhar.

10Tu, porém, Senhor,

compadece-te de mim

e levanta-me,

para que eu lhes pague

segundo merecem.

11Com isto saberei

que te agradas de mim:

em não triunfar contra mim

o meu inimigo.

12Quanto a mim, tu me susténs

na minha integridade

e me pões na tua presença

para sempre.

13Bendito seja o Senhor,

Deus de Israel,

de eternidade a eternidade!

Amém e amém!

Salmos 41NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.18.6
SIGA A SBB: