Sociedade Bíblica do Brasil
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Plano de leitura da Bíblia – dia 17

Texto(s) da Bíblia

A parábola do grão de mostarda

18Jesus disse:

— A que é semelhante o Reino de Deus, e a que o compararei? 19É semelhante a um grão de mostarda, que um homem plantou na sua horta; e cresceu e fez-se árvore; e as aves do céu se aninharam nos seus ramos.

A parábola do fermento

20Disse mais:

— A que compararei o Reino de Deus? 21É semelhante ao fermento que uma mulher pegou e misturou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.

A porta estreita

22Jesus passava por cidades e aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém. 23E alguém lhe perguntou:

— Senhor, são poucos os que são salvos?

24Jesus respondeu:

— Esforcem-se por entrar pela porta estreita! Pois eu afirmo a vocês que muitos procurarão entrar, mas não conseguirão. 25Quando o dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e vocês, do lado de fora, começarem a bater, dizendo: “Senhor, abra a porta para nós”, ele responderá: “Não sei de onde vocês são.” 26Então vocês dirão: “Comíamos e bebíamos com o senhor. Além disso, o senhor ensinava em nossas ruas.” 27Mas ele dirá a vocês: “Não sei de onde vocês são; afastem-se de mim, vocês todos que praticam o mal.” 28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando vocês virem Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, mas vocês lançados fora. 29Muitos virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30Porém, de fato, há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos.

O lamento sobre Jerusalém

31Naquela mesma hora, alguns fariseus vieram para dizer a Jesus:

— Vá embora daqui, porque Herodes quer matá-lo.

32Ele, porém, lhes respondeu:

— Vão e digam a essa raposa que hoje e amanhã expulso demônios e curo doentes, e no terceiro dia terminarei. 33Porém, preciso caminhar hoje, amanhã e depois, porque não se espera que um profeta morra fora de Jerusalém.

34— Jerusalém, Jerusalém! Você mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, mas vocês não quiseram! 35Eis que a casa de vocês ficará deserta. E eu afirmo a vocês que não me verão mais, até que venham a dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”

Lucas 13:18-35NAAAbrir na Bíblia

Uma esposa para Isaque

1Abraão já era velho, de idade bem avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo. 2Abraão disse ao mais antigo servo da sua casa, que governava tudo o que possuía:

— Ponha a sua mão por baixo da minha coxa, 3para que eu faça com que você jure pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que você não buscará uma esposa para o meu filho entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais estou morando, 4mas que você irá à minha parentela e ali buscará uma esposa para Isaque, meu filho.

5Então o servo disse:

— Talvez a mulher não queira vir comigo para esta terra. Nesse caso, devo levar o seu filho à terra de onde o senhor veio?

6Abraão respondeu:

— Cuidado! Não faça o meu filho voltar para lá. 7O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e da terra dos meus parentes, e que me falou, e jurou, dizendo: “À sua descendência darei esta terra”, ele enviará o seu Anjo adiante de você, para que lá você encontre uma esposa para o meu filho. 8Caso a mulher não queira vir, você ficará desobrigado do seu juramento; entretanto, não leve o meu filho para lá.

9Com isso, o servo pôs a sua mão por baixo da coxa de Abraão, seu senhor, e jurou fazer segundo o resolvido.

10O servo pegou dez dos camelos do seu senhor e, levando consigo uma parte dos bens dele, levantou-se e partiu para a Mesopotâmia, para a cidade onde Naor havia morado.

11Fora da cidade, fez os camelos se ajoelharem junto a um poço de água. Era de tardinha, a hora em que as moças saem para tirar água. 12Então o servo orou:

— Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, peço-te que me ajudes hoje e sejas bondoso para com o meu senhor Abraão! 13Eis que estou ao pé da fonte de água, e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar água. 14Concede, pois, que a moça a quem eu disser: “Incline o cântaro para que eu beba”; e ela me responder: “Beba, e darei ainda de beber aos seus camelos”, seja a que designaste para o teu servo Isaque; e nisso verei que foste bondoso para com o meu senhor.

15Antes que ele acabasse de orar, eis que surgiu Rebeca, filha de Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, trazendo um cântaro sobre o ombro. 16A moça era muito bonita, virgem, a quem nenhum homem havia possuído. Ela desceu até a fonte, encheu o seu cântaro e subiu. 17Então o servo correu ao encontro dela e disse:

— Peço que me deixe beber um pouco da água do seu cântaro.

18Ela respondeu:

— Beba, meu senhor.

E prontamente, baixando o cântaro para a mão, deu-lhe de beber. 19Depois de lhe dar de beber, disse:

— Vou tirar água também para os seus camelos, até que todos bebam.

20E, apressando-se em despejar o cântaro no bebedouro, correu outra vez ao poço para tirar mais água; ela tirou água para todos os camelos. 21O homem a observava, em silêncio, atentamente, para saber se o Senhor teria levado a bom termo a sua jornada ou não.

22Quando os camelos acabaram de beber, o homem pegou um pendente de ouro pesando seis gramas e duas pulseiras para as mãos dela, pesando cento e vinte gramas de ouro. 23Em seguida perguntou:

— Diga-me: De quem você é filha? Será que na casa de seu pai haveria lugar para eu e os que estão comigo passarmos a noite?

24Ela respondeu:

— Sou filha de Betuel, que é filho de Milca e de Naor.

25E acrescentou:

— Temos palha, muito pasto e lugar para passar a noite.

26Então o homem se inclinou e adorou o Senhor. 27E disse:

— Bendito seja o Senhor, Deus de meu senhor Abraão, que não retirou a sua bondade e a sua verdade do meu senhor. Quanto a mim, estando no caminho, o Senhor me guiou à casa dos parentes do meu senhor.

28E a moça correu e contou tudo aos da casa de sua mãe. 29Ora, Rebeca tinha um irmão, chamado Labão. Este correu ao encontro do homem junto à fonte. 30Acontece que Labão tinha visto o pendente e as pulseiras nas mãos de sua irmã e ouvido as palavras de Rebeca, sua irmã, que dizia: “Ele me falou assim e assim.” Por isso foi até onde ele estava e o encontrou em pé junto aos camelos, ao lado da fonte. 31E Labão disse:

— Entre, bendito do Senhor! Por que você está aí fora? Já preparei a casa e o lugar para os camelos.

32Então o homem entrou na casa. Descarregaram os camelos e lhes deram forragem e pasto. Também trouxeram água para que ele e os homens que estavam com ele lavassem os pés. 33Puseram comida diante dele. Porém ele disse:

— Não vou comer enquanto não disser o que tenho para dizer.

Labão respondeu:

— Diga.

34Então ele disse:

— Sou servo de Abraão. 35O Senhor tem abençoado muito o meu senhor, e ele se tornou um grande homem. O Senhor lhe deu ovelhas e bois, prata e ouro, servos e servas, camelos e jumentos. 36Sara, mulher do meu senhor, já era idosa quando lhe deu à luz um filho, a quem o meu senhor deu tudo o que tem. 37E meu senhor me fez jurar, dizendo: “Não busque uma esposa para o meu filho entre as mulheres dos cananeus, em cuja terra estou morando. 38Pelo contrário, vá à casa de meu pai e à minha família e ali busque uma esposa para o meu filho.” 39Respondi ao meu senhor: “Talvez a mulher não queira me acompanhar.” 40Ele me disse: “O Senhor, em cuja presença eu ando, enviará o seu Anjo com você e levará a bom termo a sua jornada, para que, da minha família e da casa de meu pai, você traga uma esposa para o meu filho. 41Você estará desobrigado do seu juramento, caso você for até a minha família e eles não quiserem dar a moça a você; neste caso, você estará desobrigado do juramento.”

42— Hoje, pois, quando cheguei à fonte, eu disse: “Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, leva a bom termo a jornada em que sigo. 43Eis-me agora junto à fonte de água. A moça que sair para tirar água, a quem eu disser: ‘Dê-me um pouco de água do seu cântaro’, 44e ela me responder: ‘Beba, e também tirarei água para os seus camelos’, seja essa a mulher que o Senhor designou para o filho de meu senhor.”

45— Antes que eu acabasse de orar em meu íntimo, eis que veio Rebeca trazendo o seu cântaro sobre o ombro. Ela desceu à fonte e tirou água. E eu lhe disse: “Peço que me dê de beber.” 46Ela prontamente baixou o cântaro do ombro e disse: “Beba, e também darei de beber aos seus camelos.” Bebi, e ela deu de beber aos camelos. 47Daí lhe perguntei: “De quem você é filha?” Ela respondeu: “Filha de Betuel, que é filho de Naor e Milca.” Então lhe pus o pendente no nariz e as pulseiras nas mãos. 48E, prostrando-me, adorei o Senhor e louvei o Senhor, Deus do meu senhor Abraão, que me havia conduzido por um caminho direito, a fim de encontrar para o filho do meu senhor uma filha do seu parente. 49Agora, pois, se estiverem dispostos a usar de bondade e de fidelidade para com o meu senhor, digam; do contrário, digam também, para que eu siga o meu caminho, para a direita ou para a esquerda.

50Labão e Betuel responderam:

— Isto procede do Senhor. Nada temos a dizer, nem a favor nem contra. 51Aqui está Rebeca; leve-a com você e que ela seja a mulher do filho do seu senhor, segundo a palavra do Senhor Deus.

52Quando o servo de Abraão ouviu tais palavras, prostrou-se em terra diante do Senhor. 53Tirou joias de ouro e de prata e vestidos e os deu a Rebeca. Também deu ricos presentes ao irmão e à mãe dela. 54Depois, comeram e beberam, ele e os homens que estavam com ele, e passaram a noite. De madrugada, quando se levantaram, o servo disse:

— Permitam que eu volte ao meu senhor.

55Mas o irmão e a mãe da moça disseram:

— Deixe que ela fique conosco mais alguns dias, pelo menos dez; e depois poderá ir.

56Ele, porém, lhes disse:

— Não me detenham, pois o Senhor me tem levado a bom termo na jornada; deixem que eu volte ao meu senhor.

57Disseram:

— Vamos chamar a moça para ver o que ela diz.

58Chamaram, pois, Rebeca e lhe perguntaram:

— Você quer ir com este homem?

Ela respondeu:

— Sim, quero.

59Então deixaram que Rebeca, a irmã deles, partisse, junto com a sua ama, com o servo de Abraão e os homens que estavam com ele. 60Abençoaram Rebeca e lhe disseram:

— Que você, nossa irmã, seja a mãe de milhares de milhares, e que a sua descendência tome posse das cidades dos seus inimigos.

61Então Rebeca se levantou com as suas servas e, montando os camelos, seguiram o homem. O servo de Abraão tomou Rebeca e partiu.

62Ora, Isaque veio de Beer-Laai-Roi, porque morava na terra do Neguebe. 63Ao cair da tarde, Isaque saiu para meditar no campo. Erguendo os olhos, viu, e eis que vinham camelos. 64Também Rebeca levantou os olhos e, vendo Isaque, desceu do camelo, 65e perguntou ao servo:

— Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro?

O servo respondeu:

— É o meu senhor.

Então ela pegou o véu e se cobriu.

66O servo contou a Isaque todas as coisas que havia feito. 67Isaque a conduziu até a tenda de Sara, a mãe dele. Ele tomou Rebeca, e esta se tornou sua mulher. Ele a amou; e assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe.

Gênesis 24NAAAbrir na Bíblia

Súplica por proteção divina

Oração de Davi

1Ouve, Senhor, a causa justa,

atende o meu clamor!

Dá ouvidos à minha oração,

pois ela não procede

de lábios enganosos.

2Venha da tua presença

o julgamento a meu respeito;

os teus olhos veem com equidade.

3Sondas o meu coração,

de noite me visitas,

provas-me no fogo

e não encontras em mim

nenhuma iniquidade;

a minha boca não transgride.

4Quanto às obras humanas,

pela palavra dos teus lábios

eu tenho me guardado

dos caminhos do violento.

5Os meus passos se acostumaram

às tuas veredas,

os meus pés não resvalaram.

6Eu te invoco, ó Deus,

pois tu me respondes;

inclina os ouvidos para mim

e ouve as minhas palavras.

7Mostra as maravilhas

da tua bondade,

ó Salvador daqueles que

à tua direita se refugiam

dos seus adversários.

8Guarda-me

como a menina dos olhos;

esconde-me

à sombra das tuas asas.

9Protege-me dos perversos

que me oprimem,

dos inimigos que me assediam

de morte.

10Insensíveis,

eles cerram o coração

e falam com lábios insolentes;

11andam agora cercando

os nossos passos

e fixam em nós os olhos

para nos derrubar.

12Parecem-se com o leão,

ávido por sua presa,

ou o leãozinho,

que espreita de emboscada.

13Levanta-te, Senhor!

Enfrenta-os e arrasa-os!

Com a tua espada livra

a minha alma do ímpio.

14Com a tua mão, Senhor,

livra-me dos homens

deste mundo,

cuja porção é desta vida

e cujo ventre tu enches

com os teus tesouros;

os quais se fartam de filhos

e o que lhes sobra deixam

aos seus pequeninos.

15Eu, porém, na justiça

contemplarei a tua face;

quando acordar, me satisfarei

com a tua semelhança.

Salmos 17NAAAbrir na Bíblia
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