Sociedade Bíblica do Brasil
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Plano de leitura da Bíblia – dia 140

Texto(s) da Bíblia

O testemunho de Paulo diante dos judeus e gentios

19— Assim, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, 20mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judeia, e também aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento. 21Por causa disto, alguns judeus me prenderam, quando eu estava no templo, e tentaram me matar. 22Mas, com a ajuda de Deus, permaneço até o dia de hoje, dando testemunho, tanto a pequenos como a grandes, nada dizendo, a não ser o que os profetas e Moisés disseram que ia acontecer, 23isto é, que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria a luz ao seu próprio povo e aos gentios.

Paulo é interrompido por Festo

24Quando Paulo estava dizendo estas coisas em sua defesa, Festo o interrompeu, gritando:

— Você está louco, Paulo! Ficou louco de tanto estudar!

25Paulo, porém, respondeu:

— Não estou louco, ó excelentíssimo Festo! Pelo contrário, digo palavras de verdade e de bom senso. 26Porque tudo isto é do conhecimento do rei, a quem me dirijo com franqueza, pois estou persuadido de que nenhuma destas coisas lhe é oculta, pois nada se passou em algum lugar escondido.

27— Por isso, pergunto: Rei Agripa, o senhor acredita nos profetas? Eu sei que o senhor acredita.

28Então Agripa se dirigiu a Paulo e disse:

— Por pouco você me convence a me tornar cristão.

29Paulo respondeu:

— Peço a Deus que faça com que, por pouco ou por muito, não apenas o senhor, ó rei, mas todos os que hoje me ouvem venham a ser alguém como eu, mas sem estas correntes.

30A essa altura, levantou-se o rei, e também o governador, e Berenice, bem como os que estavam assentados com eles. 31E, ao saírem, falavam uns com os outros, dizendo:

— Este homem não fez nada passível de morte ou de prisão.

32Então Agripa se dirigiu a Festo e disse:

— Este homem bem podia ser solto, se não tivesse apelado para César.

Atos 26:19-32NAAAbrir na Bíblia

Elcana e suas mulheres

1Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efraimita. 2Elcana tinha duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra se chamava Penina. Penina tinha filhos; Ana, porém, não tinha.

3Todos os anos esse homem ia da sua cidade para adorar e sacrificar ao Senhor dos Exércitos, em Siló, onde Hofni e Fineias, os dois filhos de Eli, eram sacerdotes do Senhor. 4No dia em que Elcana oferecia o seu sacrifício, ele dava porções deste a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas. 5A Ana, porém, dava uma porção dobrada, porque ele a amava, mesmo que o Senhor a tivesse deixado estéril. 6Penina, sua rival, a provocava excessivamente para a irritar, porque o Senhor a tinha deixado sem filhos. 7Isso acontecia ano após ano. Todas as vezes que Ana ia à Casa do Senhor, a outra a irritava. Por isso Ana se punha a chorar e não comia nada. 8Então Elcana, seu marido, lhe disse:

— Ana, por que você está chorando? E por que não quer comer? E por que está tão triste? Será que eu não sou melhor para você do que dez filhos?

A oração e o voto de Ana

9Certa vez após terem comido e bebido em Siló, Ana se levantou, quando o sacerdote Eli estava sentado na sua cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor. 10E Ana, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou muito. 11Ela fez um voto, dizendo:

Senhor dos Exércitos, se de fato olhares para a aflição da tua serva, e te lembrares de mim, e não te esqueceres da tua serva, e lhe deres um filho homem, eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias da sua vida, e sobre a cabeça dele não passará navalha.

12Ana continuava a orar diante do Senhor, e o sacerdote Eli começou a observar o movimento dos lábios dela, 13porque Ana só falava em seu coração. Os seus lábios se moviam, porém não se ouvia voz nenhuma. Por isso Eli pensou que ela estava embriagada 14e lhe disse:

— Até quando você vai ficar embriagada? Trate de ficar longe do vinho!

15Porém Ana respondeu:

— Não, meu senhor! Eu sou uma mulher angustiada de espírito. Não bebi vinho nem bebida forte. Apenas estava derramando a minha alma diante do Senhor. 16Não pense que esta sua serva é ímpia. Eu estava orando assim até agora porque é grande a minha ansiedade e a minha aflição.

17Então Eli disse:

— Vá em paz, e que o Deus de Israel lhe conceda o que você pediu.

18Ana respondeu:

— Que eu possa encontrar favor aos seus olhos.

Então ela seguiu o seu caminho, comeu alguma coisa, e o seu semblante já não era triste.

Nascimento e dedicação de Samuel

19Eles se levantaram de madrugada e adoraram diante do Senhor. Depois, voltaram para casa, em Ramá. Elcana teve relações com Ana, sua mulher, e o Senhor se lembrou dela. 20Ana ficou grávida e, passado o devido tempo, teve um filho, a quem deu o nome de Samuel, pois dizia:

— Do Senhor o pedi.

21Elcana, seu marido, foi com toda a sua casa para oferecer ao Senhor o sacrifício anual e para cumprir o seu voto. 22Ana, porém, não foi. Ela disse a seu marido:

— Quando o menino for desmamado, eu o levarei para ser apresentado ao Senhor e para lá ficar para sempre.

23Elcana, seu marido, respondeu:

— Faça o que achar melhor. Fique aqui até desmamá-lo. E que o Senhor confirme a promessa que você fez.

Assim, Ana ficou em casa e amamentou o filho, até que o desmamou. 24Depois de o ter desmamado, ela o levou consigo, com um novilho de três anos, uma medida de farinha e um odre de vinho, e o apresentou à Casa do Senhor, em Siló. O menino ainda era muito pequeno. 25Depois de terem sacrificado o novilho, levaram o menino a Eli. 26E Ana disse:

— Ah! Meu senhor, tão certo como você vive, eu sou aquela mulher que esteve aqui ao seu lado, orando ao Senhor. 27Era por este menino que eu orava, e o Senhor Deus me concedeu o pedido que eu fiz. 28Por isso também o entrego ao Senhor. Por todos os dias que viver, será dedicado ao Senhor.

E ali eles adoraram o Senhor.

1Samuel 1NAAAbrir na Bíblia

O cântico de Ana

1Então Ana orou assim:

“O meu coração exulta no Senhor.

A minha força está exaltada

no Senhor.

A minha boca se ri

dos meus inimigos,

porque me alegro na tua salvação.

2Ninguém é santo como o Senhor,

porque não há outro além de ti,

e não há rocha

como o nosso Deus.

3Não multipliquem

palavras de orgulho;

que não saiam palavras arrogantes

da boca de vocês.

Porque o Senhor

é o Deus da sabedoria

e ele pesa na sua balança

todos os feitos das pessoas.

4O arco dos fortes é quebrado,

porém os fracos

são revestidos de força.

5Os que antes estavam fartos

hoje trabalham pela comida,

mas os que andavam famintos

não têm mais fome.

Até a mulher estéril

tem sete filhos,

e a que tinha muitos filhos

perde o vigor.”

6“O Senhor é quem tira a vida

e quem a dá;

ele faz descer à sepultura

e faz subir.

7O Senhor empobrece

e enriquece;

humilha e também exalta.

8Levanta o pobre do pó

e tira o necessitado

do monte de lixo,

para o fazer assentar

ao lado de príncipes,

para o fazer herdar

o trono de glória.

Porque do Senhor

são as colunas da terra,

e ele firmou o mundo sobre elas.”

9“Ele guarda os pés

dos seus santos,

mas os perversos emudecem

nas trevas da morte,

porque o homem não prevalece

pela força.

10O Senhor destrói

os seus inimigos;

dos céus troveja contra eles.

O Senhor julga

as extremidades da terra,

dá força ao seu rei

e exalta o poder do seu ungido.”

11Então Elcana voltou para a sua casa, em Ramá. Mas o menino ficou servindo o Senhor, diante do sacerdote Eli.

1Samuel 2:1-11NAAAbrir na Bíblia

A vaidade das riquezas

Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Corá

1Povos todos, escutem isto;

deem ouvidos,

todos os moradores da terra,

2tanto os humildes

como os poderosos,

todos juntamente,

os ricos e os pobres.

3Os meus lábios falarão sabedoria,

e o meu coração terá

pensamentos profundos.

4Inclinarei os meus ouvidos

a uma parábola,

decifrarei o meu enigma

ao som da harpa.

5Por que temerei nos dias maus,

quando me cercar a iniquidade

dos que me perseguem,

6dos que confiam nos seus bens

e se gloriam na sua muita riqueza?

7Ao irmão, verdadeiramente,

ninguém o pode remir,

nem pagar por ele a Deus

o seu resgate —

8pois a redenção da alma deles

é caríssima,

e cessará a tentativa

para sempre —,

9para que continue a viver

perpetuamente

e não venha a morrer.

10Porque vê-se

que os sábios morrem,

e que perecem também

os tolos e estúpidos,

os quais deixam as suas riquezas

para os outros.

11Em seu íntimo pensam

que as suas casas

serão perpétuas

e, as suas moradas,

para todas as gerações;

chegam a dar o seu próprio nome

às suas terras.

12Todavia, o ser humano

não permanece

em sua ostentação;

pelo contrário, é como os animais,

que perecem.

13Tal proceder é tolice deles;

mas os seus seguidores aplaudem

o que eles dizem.

14Como ovelhas

são postos na sepultura;

a morte é o seu pastor;

eles descem diretamente

para a cova,

onde a sua formosura se consome;

o mundo dos mortos é o lugar

em que habitam.

15Mas Deus remirá a minha alma

do poder da morte,

pois ele me tomará para si.

16Não tenha medo,

quando alguém enriquecer,

quando aumentar

a glória de sua casa;

17pois, quando morrer,

nada levará consigo,

a sua glória não o acompanhará.

18Ainda que durante a vida

ele tenha se lisonjeado,

e ainda que o louvem

quando faz o bem a si mesmo,

19irá juntar-se à geração

de seus pais,

os quais já não verão a luz.

20O ser humano,

revestido de honrarias,

mas sem entendimento,

é como os animais, que perecem.

Salmos 49NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.18.8
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