Sociedade Bíblica do Brasil
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Plano de leitura da Bíblia – dia 12

Texto(s) da Bíblia

Jesus ensina a orar

1Jesus estava orando em certo lugar e, quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu:

— Senhor, ensine-nos a orar como também João ensinou os discípulos dele.

2Então Jesus disse:

— Quando vocês orarem, digam:

“Pai,

santificado seja o teu nome;

venha o teu Reino;

3o pão nosso de cada dia

dá-nos diariamente;

4perdoa-nos os nossos pecados,

pois também nós perdoamos

a todo o que nos deve;

e não nos deixes cair em tentação.”

A parábola do amigo que incomoda

5Jesus disse ainda:

— Se um de vocês tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, dizendo: “Amigo, me empreste três pães, 6porque outro amigo meu chegou de viagem e eu não tenho nada para lhe oferecer”; 7e se o outro lhe responder lá de dentro: “Deixe-me em paz! A porta já está fechada, e eu e os meus filhos já estamos deitados. Não posso me levantar para lhe dar os pães”, 8digo a vocês que, se ele não se levantar para dar esses pães por ser seu amigo, ele o fará por causa do incômodo e lhe dará tudo de que tiver necessidade.

Jesus encoraja a oração

9— Por isso, digo a vocês: Peçam e lhes será dado; busquem e acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. 10Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, a porta será aberta. 11Quem de vocês, sendo pai, daria uma cobra ao filho que lhe pede um peixe? 12Ou daria um escorpião ao filho que lhe pede um ovo? 13Ora, se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai celeste dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!

Jesus e Belzebu

14Certo dia, Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. E aconteceu que, ao sair o demônio, o mudo passou a falar. E as multidões se admiravam. 15Mas alguns deles diziam:

— Ele expulsa os demônios pelo poder de Belzebu, o maioral dos demônios.

16E outros, tentando-o, pediam dele um sinal vindo do céu. 17Mas Jesus, sabendo o que passava pela mente deles, disse-lhes:

— Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e casa sobre casa cairá. 18Se também Satanás estiver dividido contra si mesmo, como o seu reino subsistirá? Isto porque vocês dizem que eu expulso os demônios por Belzebu. 19E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os filhos de vocês os expulsam? Por isso, eles mesmos serão os juízes de vocês. 20Se, porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado o Reino de Deus sobre vocês. 21Quando o valente, bem-armado, guarda a sua própria casa, todos os seus bens ficam em segurança. 22Mas, se aparece alguém mais valente do que ele, vence-o, tira-lhe a armadura em que confiava e reparte os seus despojos. 23Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.

A volta do espírito imundo

24— Quando o espírito imundo sai de uma pessoa, anda por lugares áridos, procurando repouso. E, não o achando, diz: “Voltarei para a minha casa, de onde saí.” 25E, voltando, a encontra varrida e arrumada. 26Então vai e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali. E o último estado daquela pessoa se torna pior do que o primeiro.

A exclamação de uma mulher

27Aconteceu que, ao dizer Jesus estas palavras, uma mulher, que estava no meio da multidão, disse a ele, erguendo a voz:

— Bem-aventurado o ventre que concebeu você e os seios que o amamentaram!

28Jesus, porém, respondeu:

— Pelo contrário! Mais bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!

Lucas 11:1-28NAAAbrir na Bíblia

Ló recebe em sua casa os dois anjos

1Ao anoitecer, os dois anjos chegaram a Sodoma. Ló estava sentado junto ao portão da cidade. Quando viu os anjos, levantou-se e, indo ao encontro deles, prostrou-se com o rosto em terra 2e lhes disse:

— Por favor, meus senhores, venham para a casa deste servo de vocês. Poderão passar a noite, lavar os pés, levantar-se de madrugada e seguir o seu caminho.

Mas eles responderam:

— Não; passaremos a noite na praça.

3Ló insistiu tanto, que eles foram e entraram na casa dele. Deu-lhes um banquete, fez assar uns pães sem fermento, e eles comeram. 4Mas, antes que eles se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa. Eram os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados. 5E chamaram Ló e lhe disseram:

— Onde estão os homens que, à noitinha, entraram na sua casa? Traga-os aqui fora para que abusemos deles.

6Então Ló foi até a porta, fechou-a atrás de si 7e lhes disse:

— Meus irmãos, peço-lhes que não cometam essa maldade. 8Olhem aqui! Tenho duas filhas, virgens, e vou trazê-las para vocês. Façam com elas o que quiserem, porém não façam nada a estes homens, porque se acham sob a proteção do meu teto.

9Eles, porém, disseram:

— Saia daí!

E acrescentaram:

— Ele é estrangeiro, veio morar entre nós e pretende ser juiz em tudo? Vamos fazer com você pior do que com eles.

E atiraram-se contra o homem, contra Ló, e se aproximaram para arrombar a porta. 10Porém os homens, estendendo a mão, puxaram Ló para dentro e fecharam a porta. 11E feriram de cegueira os que estavam do lado de fora, desde o menor até o maior, de modo que se cansaram à procura da porta.

12Então os homens disseram a Ló:

— Você tem aqui mais alguém dos seus? Genro, filhos, filhas, todos quantos você tem na cidade, faça-os sair daqui, 13pois vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem aumentado, chegando até a presença do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo.

14Então Ló saiu e foi falar com os seus genros, os que estavam para casar com as suas filhas. Ele disse:

— Levantem-se e saiam deste lugar, porque o Senhor vai destruir a cidade.

Mas eles pensaram que Ló estava brincando.

15Ao amanhecer, os anjos apressaram Ló, dizendo:

— Levante-se, pegue a sua mulher e as suas duas filhas, que aqui se encontram, e saia daqui, para que você não morra quando a cidade for castigada.

16Como, porém, ele se demorasse, aqueles homens o pegaram pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade. 17Havendo-os levado para fora, um deles disse:

— Corra, para sair daqui com vida! Não olhe para trás, nem pare em toda a campina. Fuja para o monte, para que você não morra.

18Mas Ló disse a eles:

— Assim não, meu Senhor! 19Eis que o teu servo encontrou favor diante dos teus olhos, e engrandeceste a tua misericórdia para comigo, salvando-me a vida. Mas não posso fugir para o monte, pois receio que a destruição vá me alcançar, e eu morra. 20Eis aqui perto uma cidadezinha para a qual eu posso fugir. Ela é bem pequena. Permite que eu fuja para lá — ela é bem pequena, não é verdade? —, e nela poderei salvar a minha vida.

21O anjo respondeu:

— Quanto a isso, estou de acordo, para não destruir a cidade de que você acaba de falar. 22Vá depressa e refugie-se nela; pois nada posso fazer, enquanto você não tiver chegado lá. Por isso, a cidade recebeu o nome de Zoar.

A destruição de Sodoma e Gomorra

23O sol estava nascendo sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar. 24Então o Senhor fez chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. Isso veio da parte do Senhor, desde os céus. 25Ele destruiu aquelas cidades, e toda a campina, e todos os moradores das cidades, e o que nascia na terra. 26E a mulher de Ló olhou para trás e virou uma estátua de sal.

27Na manhã seguinte, Abraão se levantou de madrugada e foi para o lugar onde tinha estado na presença do Senhor. 28Abraão olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a terra da campina e viu que da terra subia fumaça, como se fosse a fumaça de uma fornalha.

29Assim, quando destruiu as cidades da campina, Deus se lembrou de Abraão e tirou Ló do meio da destruição, quando subverteu as cidades em que Ló tinha morado.

A origem dos moabitas e dos amonitas

30Ló partiu de Zoar e habitou no monte, ele e as duas filhas, porque receavam permanecer em Zoar. Ló habitou numa caverna, e com ele as duas filhas. 31Então a primogênita disse à mais moça:

— Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco, segundo o costume de toda terra. 32Venha, vamos embebedá-lo com vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai.

33Naquela noite, deram de beber vinho a seu pai. E, entrando a primogênita, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. 34No dia seguinte, a primogênita disse à mais nova:

— Ontem à noite, deitei-me com o meu pai. Vamos embebedá-lo também esta noite; entre e deite-se com ele, para que preservemos a descendência de nosso pai.

35De novo, naquela noite, deram de beber vinho a seu pai. E, entrando a mais nova, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou.

36E assim as duas filhas de Ló ficaram grávidas do próprio pai. 37A primogênita deu à luz um filho e lhe deu o nome de Moabe. Este é o pai dos moabitas, até o dia de hoje. 38A mais nova também deu à luz um filho e lhe deu o nome de Ben-Ami. Este é o pai dos amonitas, até o dia de hoje.

Gênesis 19NAAAbrir na Bíblia

Auxílio contra a falsidade

Ao mestre de canto, para instrumentos de oito cordas. Salmo de Davi

1Salva-nos, Senhor!

Porque já não há

quem seja piedoso;

desaparecem os fiéis

entre os filhos dos homens.

2Falam com falsidade

uns aos outros,

falam com lábios bajuladores

e coração fingido.

3Que o Senhor corte

todos os lábios bajuladores

e a língua que fala soberbamente.

4Pois dizem: “Com a nossa língua

prevaleceremos;

os lábios são nossos;

quem é senhor sobre nós?”

5“Por causa da opressão

dos pobres

e do gemido dos necessitados,

eu me levantarei agora”,

diz o Senhor,

“e porei a salvo aquele que

anseia por isso.”

6As palavras do Senhor

são palavras puras,

prata refinada em forno de barro,

depurada sete vezes.

7Sim, Senhor, tu nos guardarás;

tu nos livrarás desta geração

para sempre.

8Os perversos andam

por toda parte,

quando aquilo que não presta

é exaltado entre os filhos

dos homens.

Salmos 12NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.18.6
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