Sociedade Bíblica do Brasil
Israel Belo de Azevedo

No vale da sombra | episódio 6

Maior

“É importante não esconder a depressão, nem tratá-la na clandestinidade. É importante aceitá-la e combatê-la, e todo o silêncio de todo o doente e de quem está à sua volta dificulta a recuperação.” (Richard Boechat)

Texto(s) da Bíblia

Nada nos separa do amor de Deus

31Que diremos, então, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32Aquele que não poupou o seu próprio Filho, mas por todos nós o entregou, será que não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? 33Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. 35Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo ou a espada? 36Como está escrito:

“Por amor de ti, somos entregues

à morte continuamente;

fomos considerados como

ovelhas para o matadouro.”

37Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. 38Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, 39nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Romanos 8:31-39NAAAbrir na Bíblia

Das dores, a maior é ver uma pessoa que amamos vergando sob o peso da doença mental. Quando a mente que controla a mente está doente, a sombra prevalece sobre a luz, o medo jaz sob o horizonte, as perguntas fazem fila em curvas. 

Quanto maior a consciência, maior a dor. Maior pode ser também a compreensão da enfermidade. As dores das perguntas não respondidas abrem cicatrizes que parecem não fechar. 

No convívio com uma pessoa que tem uma doença mental, precisamos saber que ela não escolheu adoecer, nada fez para adoecer, nem seus pais a adoeceram. Cuidemos para que os estereótipos não se tornem camisas de força. Nosso doente nãé doente. Ele tem uma doença. Essa compreensão tem que morar em nossa casa. Mesmo com as emoções afloradas, a razão precisa ser ouvida. 

O cuidado não pode ser desesperado, mas cheio de esperança, e a esperança nunca desiste. O cuidado deve ser amigo da ciência, pela qual devemos orar, para que possa conhecer melhor os segredos da mente enferma e agir até que a cura venha, nesta geração ou na próxima. O cuidado deve incluir a solidariedade, contra os preconceitos, a favor de mais recursos para a saúde, com ajuda mútua, uma vez que a dor nos iguala. 

Em nosso sofrimento, devemos permitir que nos conforte e nos renove a certeza do amor de Deus, que é maior que a Ansiedade, maior que a Bipolaridade, maior que a Compulsão, maior que a Depressão, maior que a Esquizofrenia, maior que a Fobia, maior que a Hipocondria, maior que a Insônia, maior que a Síndrome do Pânico, maior que qualquer Transtorno. 

Sociedade Bíblica do Brasilv.4.20.14
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