Sociedade Bíblica do Brasil
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Dia 60 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

Jesus e a tradição dos anciãos

Mt 15.1-20

1Os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém, reuniram-se em volta de Jesus. 2Eles viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam pão com as mãos impuras, isto é, sem lavar. 3Porque os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos. 4Quando voltam da praça, não comem sem se lavar. E há muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal e camas. 5Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus:

— Por que os seus discípulos não vivem conforme a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos impuras?

6Jesus respondeu:

— Bem profetizou Isaías a respeito de vocês, hipócritas, como está escrito:

“Este povo me honra

com os lábios,

mas o seu coração

está longe de mim.

7E em vão me adoram,

ensinando doutrinas

que são preceitos humanos.”

8— Rejeitando o mandamento de Deus, vocês guardam a tradição humana.

9E disse-lhes ainda:

— Vocês sempre encontram uma maneira de rejeitar o mandamento de Deus para guardarem a própria tradição. 10Pois Moisés disse: “Honre o seu pai e a sua mãe.” E: “Quem maldisser o seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.” 11Vocês, porém, dizem que, se alguém disser ao seu pai ou à sua mãe: “A ajuda que você poderia receber de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor”, 12então vocês o dispensam de fazer qualquer coisa em favor do seu pai ou da sua mãe, 13invalidando a palavra de Deus por meio da tradição que vocês mesmos passam de pai para filho. E fazem muitas outras coisas semelhantes.

14E, convocando outra vez a multidão, Jesus disse:

— Escutem todos e entendam: 15Não existe nada fora da pessoa que, entrando nela, possa contaminá-la; mas o que sai da pessoa é o que a contamina. 16[Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.]

17Quando entrou em casa, deixando a multidão, os seus discípulos o interrogaram a respeito da parábola. 18Jesus lhes disse:

— Então vocês também não entendem? Não compreendem que tudo o que está fora da pessoa, entrando nela, não a pode contaminar, 19porque não entra no coração dela, mas no estômago, e depois é eliminado?

E, assim, Jesus considerou puros todos os alimentos. 20E dizia:

— O que sai da pessoa, isso é o que a contamina. 21Porque de dentro, do coração das pessoas, é que procedem os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os furtos, os homicídios, 22os adultérios, a avareza, as maldades, o engano, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, o orgulho, a falta de juízo. 23Todos estes males vêm de dentro e contaminam a pessoa.

A mulher siro-fenícia

Mt 15.21-28

24Levantando-se Jesus, saiu dali e foi para as terras de Tiro e Sidom. Tendo entrado numa casa, não queria que ninguém soubesse onde ele estava. No entanto, não pôde ocultar-se, 25porque uma mulher, cuja filhinha estava possuída de espírito imundo, logo ouviu falar a respeito de Jesus. Ela veio e se ajoelhou aos pés dele. 26Essa mulher era estrangeira, de origem siro-fenícia, e pedia a Jesus que expulsasse o demônio da sua filha. 27Mas Jesus lhe disse:

— Deixe primeiro que os filhos se fartem, porque não é correto pegar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorrinhos.

28A mulher respondeu a ele:

— Senhor, os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças.

29Então Jesus disse à mulher:

— Por causa desta palavra, você pode ir; o demônio já saiu da sua filha.

30Quando a mulher voltou para casa, achou a menina sobre a cama, pois o demônio tinha saído dela.

A cura de um surdo e gago

31De novo, Jesus se retirou das terras de Tiro e foi por Sidom até o mar da Galileia, através do território de Decápolis. 32Então lhe trouxeram um surdo e gago e lhe suplicaram que impusesse as mãos sobre ele. 33Jesus, tirando-o da multidão, à parte, pôs os dedos nos ouvidos dele; depois, cuspindo, aplicou saliva na língua do homem. 34Então, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse:

— Efatá! — que quer dizer: “Abra-se!”

35E logo os ouvidos do homem se abriram, e o empecilho da língua se soltou, e ele falava sem dificuldade. 36Jesus lhes ordenou que não contassem isso a ninguém; porém, quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam. 37Ficavam muito admirados, dizendo:

— Tudo ele tem feito muito bem; faz até os surdos ouvirem e os mudos falarem.

Marcos 7NAAAbrir na Bíblia

A segunda multiplicação de pães e peixes

Mt 15.32-39

1Naqueles dias, quando outra vez se reuniu grande multidão, e não tendo o que comer, Jesus chamou os discípulos e lhes disse:

2— Tenho compaixão desta gente, porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm o que comer. 3Se eu os mandar para casa em jejum, desfalecerão pelo caminho; e alguns deles vieram de longe.

4Mas os discípulos lhe responderam:

— Como poderá alguém saciá-los de pão neste deserto?

5Então Jesus perguntou:

— Quantos pães vocês têm?

Eles responderam:

— Sete.

6Então mandou o povo assentar-se no chão. E, pegando os sete pães, partiu-os, após ter dado graças, e os deu aos seus discípulos, para que estes os distribuíssem, repartindo entre o povo. 7Tinham também alguns peixinhos. E, abençoando-os, mandou que estes igualmente fossem distribuídos. 8Comeram e se fartaram; e dos pedaços restantes recolheram sete cestos. 9Eram cerca de quatro mil homens. Então Jesus os despediu. 10Logo a seguir, tendo entrado no barco juntamente com os seus discípulos, foi para a região de Dalmanuta.

O pedido por um sinal

Mt 16.1-4

11Os fariseus chegaram e começaram a discutir com Jesus. E, tentando-o, pediram-lhe um sinal vindo do céu. 12Jesus, porém, arrancou do íntimo do seu espírito um gemido e disse:

— Por que esta geração pede um sinal? Em verdade lhes digo que nenhum sinal será dado a esta geração.

13E, deixando-os, tornou a embarcar e foi para o outro lado.

O fermento dos fariseus e o fermento de Herodes

Mt 16.5-12

14Ora, os discípulos se esqueceram de levar pão e, no barco, não tinham consigo senão um só. 15Jesus os preveniu, dizendo:

— Fiquem atentos e tomem cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes.

16E eles começaram a discutir entre si, dizendo:

— Ele diz isso porque não temos pão.

17Jesus percebeu isso e perguntou:

— Por que vocês estão discutindo sobre o fato de não terem pão? Vocês ainda não percebem nem compreendem? Têm o coração endurecido? 18Tendo olhos, não veem? E, tendo ouvidos, não ouvem? Não se lembram 19de quando parti os cinco pães para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços vocês recolheram?

Eles responderam:

— Doze!

20— E de quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços vocês recolheram?

Responderam:

— Sete!

21Ao que Jesus lhes disse:

— Vocês ainda não compreendem?

A cura de um cego em Betsaida

22Então chegaram a Betsaida. E lhe trouxeram um cego e pediram a Jesus que tocasse nele. 23Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia. Então cuspiu nos olhos do homem e, impondo-lhe as mãos, perguntou:

— Você vê alguma coisa?

24O homem, recuperando a visão, respondeu:

— Vejo pessoas, mas elas parecem árvores que andam.

25Então Jesus novamente pôs as mãos sobre os olhos dele. E o homem, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e distinguia tudo de modo perfeito. 26E Jesus o mandou para casa, recomendando-lhe:

— Não entre na aldeia.

A confissão de Pedro

Mt 16.13-20; Lc 9.18-21

27Então Jesus e os seus discípulos foram para as aldeias de Cesareia de Filipe. No caminho, perguntou-lhes:

— Quem os outros dizem que eu sou?

28Os discípulos responderam:

— Uns dizem que é João Batista; outros dizem que é Elias; e ainda outros dizem que é um dos profetas.

29Então Jesus perguntou:

— E vocês, quem dizem que eu sou?

Respondendo, Pedro lhe disse:

— O senhor é o Cristo.

30Então Jesus os advertiu de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito.

Jesus prediz a sua morte e ressurreição

Mt 16.21-23; Lc 9.22

31Então Jesus começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. 32E isto ele expunha claramente. Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo. 33Mas Jesus, voltando-se e vendo os seus discípulos, repreendeu Pedro e disse:

— Saia da minha frente, Satanás! Porque você não leva em consideração as coisas de Deus, e sim as dos homens.

Tome a sua cruz

Mt 16.24-28; Lc 9.23-27

34Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, Jesus lhes disse:

— Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 35Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a vida por minha causa e por causa do evangelho, esse a salvará. 36De que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? 37Que daria uma pessoa em troca de sua alma? 38Pois quem, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória do seu Pai com os santos anjos.

Marcos 8NAAAbrir na Bíblia

A revolta de Seba

1Aconteceu que estava ali um homem perverso, cujo nome era Seba, filho de Bicri, homem de Benjamim. Ele tocou a trombeta e disse:

— Não temos parte em Davi, nem herança no filho de Jessé. Cada um para as suas tendas, ó Israel.

2Então todos os homens de Israel se separaram de Davi e seguiram Seba, filho de Bicri. Mas os homens de Judá se apegaram ao seu rei, conduzindo-o desde o Jordão até Jerusalém.

3E Davi foi para o seu palácio em Jerusalém. O rei tomou as dez concubinas, que tinha deixado para cuidar do palácio, e as pôs em custódia, e as sustentou, porém não teve relações com elas. Elas ficaram enclausuradas até o dia em que morreram, vivendo como viúvas.

4O rei disse a Amasa:

— Convoque, para dentro de três dias, os homens de Judá e apresente-se aqui.

5Amasa saiu para convocar os homens de Judá, mas demorou-se além do tempo que lhe havia sido dado. 6Então Davi disse a Abisai:

— Agora Seba, o filho de Bicri, nos fará mais mal do que Absalão. Por isso, pegue os servos do seu senhor e vá atrás dele, para que não ache para si cidades fortificadas e nos escape.

7Então saíram com ele os soldados de Joabe, a guarda real e todos os valentes. Saíram de Jerusalém para perseguir Seba, filho de Bicri. 8Quando chegaram à pedra grande que está em Gibeão, Amasa veio ao encontro deles. Joabe usava trajes militares e sobre eles um cinto, no qual, presa aos seus lombos, estava uma espada dentro da bainha. Quando Joabe se adiantou, sua espada caiu. 9Então Joabe disse a Amasa:

— Você vai bem, meu irmão?

E, com a mão direita, pegou na barba de Amasa, para o beijar. 10Amasa não reparou na espada que estava na mão de Joabe. Assim, este o feriu com ela na barriga e lhe derramou por terra os intestinos. Amasa morreu, sem que fosse preciso dar um segundo golpe. Então Joabe e o seu irmão Abisai perseguiram Seba, filho de Bicri. 11Mas um dos moços de Joabe parou junto do corpo de Amasa e disse:

— Quem está do lado de Joabe e é por Davi, siga Joabe!

12Amasa estava envolto no seu sangue no meio do caminho. Quando o moço viu que todo o povo parava, arrastou Amasa do caminho para o campo e lançou um manto sobre ele. Porque ele via que todo aquele que chegava perto dele parava. 13Depois que o corpo foi afastado do caminho, todos os homens seguiram Joabe, para perseguirem Seba, filho de Bicri.

14Seba passou por todas as tribos de Israel até Abel-Bete-Maaca, e apenas os beritas se ajuntaram todos e o seguiram. 15Joabe e os seus homens vieram e o cercaram em Abel-Bete-Maaca. E levantaram contra a cidade um montão da altura da muralha. E todo o povo que estava com Joabe batia na muralha para a derrubar. 16Então uma mulher sábia gritou de dentro da cidade:

— Escutem! Escutem! Digam a Joabe que venha cá, para que eu fale com ele.

17Quando ele chegou perto, a mulher perguntou:

— Você é Joabe?

Ele respondeu:

— Eu sou.

Ela lhe disse:

— Ouça as palavras desta sua serva.

Joabe respondeu:

— Estou ouvindo.

18Então ela disse:

— Antigamente se costumava dizer: “Peçam conselho na cidade de Abel”; e assim as questões eram resolvidas. 19Eu sou uma das pacíficas e das fiéis em Israel, e você procura destruir uma cidade que é mãe em Israel. Por que você quer devorar a herança do Senhor?

20Então Joabe respondeu:

— Longe, longe de mim que eu devore e destrua! 21A coisa não é assim. Porém um homem da região montanhosa de Efraim, chamado Seba, filho de Bicri, levantou a mão contra o rei, contra Davi. Entreguem-me só este, e eu vou me retirar da cidade.

Então a mulher disse a Joabe:

— Eis que a cabeça dele será jogada por cima da muralha para você.

22Então a mulher, na sua sabedoria, foi falar com todo o povo. E cortaram a cabeça de Seba, filho de Bicri, e a jogaram para Joabe. Então Joabe tocou a trombeta, e eles se retiraram da cidade, cada um para a sua casa. E Joabe voltou a Jerusalém, para junto do rei.

Oficiais de Davi

2Sm 8.15-18; 1Cr 18.14-17

23Joabe era comandante de todo o exército de Israel. Benaia, filho de Joiada, era comandante da guarda real. 24Adorão era chefe dos que estavam sujeitos a trabalhos forçados. Josafá, filho de Ailude, era o cronista. 25Seva era o escrivão. Zadoque e Abiatar eram os sacerdotes. 26E também Ira, o jairita, era ministro de Davi.

2Samuel 20NAAAbrir na Bíblia

O levantamento do censo

1Cr 21.1-6

1Mais uma vez a ira do Senhor se acendeu contra os israelitas, e ele incitou Davi contra eles, dizendo:

— Vá e levante o censo de Israel e de Judá.

2O rei disse a Joabe, comandante do seu exército:

— Percorra todas as tribos de Israel, desde Dã até Berseba, e levante o censo do povo, para que eu saiba o seu número.

3Então Joabe disse ao rei:

— Que o Senhor, seu Deus, multiplique este povo cem vezes mais, e que o rei, meu senhor, o veja! Mas por que o rei, meu senhor, quer fazer uma coisa dessas?

4Porém a palavra do rei prevaleceu contra Joabe e contra os chefes do exército. Então eles saíram da presença do rei, para levantar o censo do povo de Israel. 5Passaram o Jordão e acamparam em Aroer, à direita da cidade que está no meio do vale de Gade, e foram a Jazer. 6Dali foram a Gileade e chegaram até Cades, na terra dos heteus. Seguiram a Dã-Jaã e viraram-se para Sidom. 7Chegaram à fortaleza de Tiro e a todas as cidades dos heveus e dos cananeus, de onde saíram para o Sul de Judá, a Berseba. 8Assim, percorreram toda a terra e, depois de nove meses e vinte dias, chegaram a Jerusalém. 9Joabe apresentou ao rei o resultado do recenseamento do povo: havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que puxavam da espada; e em Judá eram quinhentos mil.

Davi escolhe o castigo

1Cr 21.7-17

10Depois de haver recenseado o povo, Davi ficou com dor no coração. Ele disse ao Senhor:

— Cometi um grande pecado ao fazer o que fiz. Mas agora, ó Senhor, peço-te que perdoes a iniquidade do teu servo, porque fiz uma grande loucura.

11Quando Davi se levantou pela manhã, a palavra do Senhor veio ao profeta Gade, vidente de Davi, dizendo:

12— Vá e diga a Davi: Assim diz o Senhor: “Eu lhe ofereço três opções; escolha uma delas, para que eu a execute contra você.”

13Gade foi falar com Davi e lhe comunicou isso, dizendo:

— Você quer sete anos de fome na sua terra, três meses fugindo dos seus inimigos, que vão persegui-lo, ou três dias de peste na sua terra? Decida, agora, e diga que resposta devo dar ao que me enviou.

14Então Davi disse a Gade:

— Estou muito angustiado. Porém é preferível que caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias; não quero cair nas mãos dos homens.

15Então o Senhor enviou a peste a Israel, desde a manhã até o tempo que havia determinado. E, desde Dã até Berseba, morreram setenta mil homens do povo. 16Quando o Anjo do Senhor estendeu a mão sobre Jerusalém, para a destruir, o Senhor mudou de ideia quanto a este mal e disse ao Anjo que fazia a destruição entre o povo:

— Basta! Retire a sua mão.

O Anjo estava junto à eira de Araúna, o jebuseu. 17Ao ver o Anjo que feria o povo, Davi falou ao Senhor e disse:

— Eu é que pequei. Eu é que fiz essa perversidade. Mas estas ovelhas o que fizeram? Que a tua mão seja contra mim e contra a casa de meu pai.

Davi edifica um altar na eira de Araúna

1Cr 21.18-27

18Naquele mesmo dia, Gade foi falar com Davi e lhe disse:

— Vá e edifique um altar ao Senhor na eira de Araúna, o jebuseu.

19Davi foi segundo a palavra de Gade, como o Senhor lhe havia ordenado. 20Araúna viu, do alto, que o rei e os seus homens vinham ao seu encontro. Saiu e se inclinou diante do rei, com o rosto em terra. 21E perguntou:

— Por que o rei, meu senhor, vem até este seu servo?

Davi respondeu:

— Para comprar de você esta eira, a fim de edificar nela um altar ao Senhor, para que cesse a praga no meio do povo.

22Então Araúna disse a Davi:

— Que o rei, meu senhor, tome e ofereça o que bem quiser. Aqui estão os bois para o holocausto, o debulhador de cereais e a canga dos bois para a lenha. 23Tudo isto, ó rei, Araúna oferece ao rei.

E acrescentou:

— Que o Senhor, seu Deus, aceite a sua oferta.

24Porém o rei disse a Araúna:

— Não! Eu vou comprar de você pelo que vale. Porque não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que não me custem nada.

Assim, Davi comprou a eira e os bois por cinquenta moedas de prata. 25Davi edificou ali um altar ao Senhor e apresentou holocaustos e ofertas pacíficas. Assim, o Senhor se tornou favorável para com a terra, e a praga cessou no meio de Israel.

2Samuel 24NAAAbrir na Bíblia

1Palavra do Senhor que foi dirigida a Oseias, filho de Beeri, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel.

A mulher e os filhos de Oseias

2Quando, pela primeira vez, o Senhor falou por meio de Oseias, o Senhor lhe disse:

— Vá e case com uma prostituta, e tenha com ela filhos de uma prostituta. Porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor.

3Então Oseias foi e casou com Gômer, filha de Diblaim, que ficou grávida e lhe deu um filho. 4E o Senhor disse a Oseias:

— Ponha nele o nome de Jezreel, porque daqui a pouco castigarei a casa de Jeú por causa do sangue derramado em Jezreel. Vou acabar com o reino da casa de Israel. 5Naquele dia, quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel.

6Gômer ficou grávida outra vez e deu à luz uma filha. Então o Senhor disse a Oseias:

— Ponha nela o nome de Lo-Ruamá, porque não voltarei a ter compaixão da casa de Israel, para lhe perdoar. 7Porém da casa de Judá eu terei compaixão e os salvarei pelo Senhor, seu Deus. Porque não os salvarei pelo arco, nem pela espada, nem pela guerra, nem pelos cavalos, nem pelos cavaleiros.

8Depois de ter desmamado Lo-Ruamá, Gômer ficou grávida mais uma vez e deu à luz um filho. 9E o Senhor disse:

— Ponha nele o nome de Lo-Ami, porque vocês não são o meu povo, nem eu serei o seu Deus.

A futura grandeza de Israel

10Todavia, o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não se pode medir, nem contar. E acontecerá que, no lugar em que lhes foi dito: “Vocês não são o meu povo”, ali mesmo se dirá a eles: “Vocês são filhos do Deus vivo.” 11Os filhos de Judá e os filhos de Israel serão reunidos, e constituirão sobre si uma só cabeça. Eles se levantarão da terra, porque grande será o dia de Jezreel.

Oseias 1NAAAbrir na Bíblia

O amor de Deus pelo povo infiel

1O Senhor me disse:

— Vá outra vez e ame uma mulher, que é amada por outro e é adúltera, assim como o Senhor ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas.

2Assim, comprei-a por quinze peças de prata e cento e cinquenta quilos de cevada. 3E eu disse a ela:

— Você vai ficar comigo por muito tempo. Você não deve se prostituir, nem se entregar a outro homem. E eu farei o mesmo em relação a você.

4Porque os filhos de Israel ficarão por muito tempo sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos do lar. 5Depois, os filhos de Israel voltarão e buscarão o Senhor, seu Deus, e Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do Senhor e da sua bondade.

Oseias 3NAAAbrir na Bíblia
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