Sociedade Bíblica do Brasil
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Dia 6 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

Jesus adverte contra a hipocrisia

1Visto que milhares de pessoas se aglomeraram, a ponto de se atropelarem umas às outras, Jesus começou a dizer, antes de tudo, aos seus discípulos:

— Cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2Não há nada encoberto que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido. 3Porque tudo o que vocês disseram às escuras será ouvido em plena luz; e o que disseram ao pé do ouvido no interior da casa será proclamado dos telhados.

A quem temer

Mt 10.28-31

4— Digo a vocês, meus amigos: não temam os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. 5Eu, porém, vou mostrar a quem vocês devem temer: temam aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo que a esse vocês devem temer.

6— Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Entretanto, Deus não se esquece de nenhum deles. 7Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não temam! Vocês valem bem mais do que muitos pardais.

Confessar e negar Cristo

Mt 10.32-33; 10.19-20

8— Digo mais a vocês: todo aquele que me confessar diante dos outros, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus; 9mas o que me negar diante das pessoas será negado diante dos anjos de Deus. 10Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado; mas, para o que blasfemar contra o Espírito Santo, não haverá perdão.

11— Quando levarem vocês às sinagogas ou à presença de governadores e autoridades, não se preocupem quanto à maneira como irão responder, nem quanto às coisas que tiverem de falar. 12Porque o Espírito Santo lhes ensinará, naquela mesma hora, as coisas que vocês devem dizer.

A parábola do rico tolo

13Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus:

— Mestre, diga a meu irmão que reparta comigo a herança.

14Mas Jesus lhe respondeu:

— Homem, quem me nomeou juiz ou repartidor entre vocês?

15Então lhes recomendou:

— Tenham cuidado e não se deixem dominar por qualquer tipo de avareza, porque a vida de uma pessoa não consiste na abundância dos bens que ela tem.

16E Jesus lhes contou ainda uma parábola, dizendo:

— O campo de um homem rico produziu com abundância. 17Então ele começou a pensar: “Que farei, pois não tenho onde armazenar a minha colheita?” 18Até que disse: “Já sei! Destruirei os meus celeiros, construirei outros maiores e aí armazenarei todo o meu produto e todos os meus bens. 19Então direi à minha alma: ‘Você tem em depósito muitos bens para muitos anos; descanse, coma, beba e aproveite a vida.’” 20Mas Deus lhe disse: “Louco! Esta noite lhe pedirão a sua alma; e o que você tem preparado, para quem será?”

21— Assim é o que ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para com Deus.

As preocupações

Mt 6.25-34

22A seguir, Jesus se dirigiu aos seus discípulos, dizendo:

— Por isso, digo a vocês: não se preocupem com a sua vida, quanto ao que irão comer, nem com o corpo, quanto ao que irão vestir. 23Porque a vida é mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as roupas. 24Observem os corvos, que não semeiam, não colhem, não têm despensa nem celeiros; contudo, Deus os sustenta. Vocês valem muito mais do que as aves! 25Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? 26Portanto, se não podem fazer nada quanto às coisas mínimas, por que se preocupam com as outras? 27Observem como crescem os lírios: eles não trabalham, nem fiam. Eu, porém, afirmo a vocês que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 28Ora, se Deus veste assim a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, muito mais fará por vocês, homens de pequena fé! 29Portanto, não fiquem perguntando o que irão comer ou beber e não fiquem preocupados com isso. 30Porque os gentios de todo o mundo é que procuram estas coisas; mas o Pai de vocês sabe que vocês precisam delas. 31Busquem, antes de tudo, o seu Reino, e estas coisas lhes serão acrescentadas.

32— Não tenha medo, ó pequenino rebanho; porque o Pai de vocês se agradou em dar-lhes o seu Reino. 33Vendam os seus bens e deem esmola; façam para vocês mesmos bolsas que não desgastem, tesouro inesgotável nos céus, onde o ladrão não chega, nem a traça corrói, 34porque, onde estiver o tesouro de vocês, aí estará também o seu coração.

A parábola do servo vigilante

Mt 24.45-51

35— Estejam preparados, com o corpo cingido e as lamparinas acesas. 36Façam como os homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que logo abram a porta, quando vier e bater. 37Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, encontrar vigilantes. Em verdade lhes digo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá. 38Quer ele venha à meia-noite ou de madrugada, bem-aventurados serão eles, se os encontrar vigilantes. 39Porém, considerem isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 40Estejam também vocês preparados, porque o Filho do Homem virá à hora em que vocês menos esperam.

41Então Pedro perguntou:

— Senhor, esta parábola é só para nós ou também para todos?

42O Senhor respondeu:

— Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor deixará encarregado dos demais servos da casa, para lhes dar o sustento no devido tempo? 43Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. 44Em verdade lhes digo que lhe confiará todos os seus bens. 45Mas o que acontecerá se aquele servo disser consigo mesmo: “Meu senhor demora para vir”, e começar a espancar os empregados e as empregadas, a comer, a beber e a embriagar-se? 46Virá o senhor daquele servo, em dia em que não o espera e em hora que não sabe, e irá aplicar-lhe um castigo severo, condenando-o com os infiéis.

47— Aquele servo que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade, será punido com muitos açoites. 48Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.

Jesus traz fogo e divisão à terra

Mt 10.34-36

49— Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e bem que eu gostaria que já estivesse aceso. 50Mas existe um batismo pelo qual tenho de passar, e como me angustio até que o mesmo se cumpra! 51Vocês pensam que vim para dar paz à terra? Eu afirmo a vocês que não; pelo contrário, vim para trazer divisão. 52Porque, daqui em diante, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três. 53Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora e nora contra sogra.

Os sinais dos tempos

Mt 16.2-3

54Jesus disse ainda às multidões:

— Quando vocês veem uma nuvem subindo no oeste, logo dizem que vai chover, e assim acontece. 55E, quando notam que sopra o vento sul, dizem que fará calor, e assim acontece. 56Hipócritas! Vocês sabem interpretar a aparência da terra e do céu, mas não sabem discernir esta época?

O acordo com o adversário

Mt 5.25-26

57— E por que não julgam também por vocês mesmos o que é justo? 58Quando você for com o seu adversário ao magistrado, faça o possível para chegar a um acordo com ele enquanto vocês estão a caminho, para não acontecer que ele arraste você ao juiz, o juiz entregue você ao oficial de justiça e o oficial de justiça ponha você na prisão. 59Digo-lhe que você não sairá dali enquanto não pagar o último centavo.

Lucas 12NAAAbrir na Bíblia

A morte de Sara

1Sara viveu cento e vinte e sete anos. 2Morreu em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã. Abraão veio lamentar Sara e chorar por ela. 3Depois, Abraão levantou-se da presença da falecida e falou aos filhos de Hete:

4— Sou estrangeiro e morador entre vocês. Deixem-me adquirir uma sepultura na terra de vocês, para que eu possa sepultar a minha falecida mulher.

5Os filhos de Hete responderam a Abraão, dizendo:

6— Escute: o senhor é um príncipe de Deus em nosso meio. Sepulte a falecida numa das nossas melhores sepulturas. Nenhum de nós se recusará a ceder a sua própria sepultura, para que você sepulte a sua falecida.

7Então Abraão se levantou e se inclinou diante do povo da terra, diante dos filhos de Hete. 8E lhes falou, dizendo:

— Se é do agrado de vocês que eu sepulte a minha falecida, escutem-me e intercedam por mim junto a Efrom, filho de Zoar, 9para que ele me ceda a caverna de Macpela, que pertence a ele e que fica no extremo do seu campo. Que ele a entregue a mim pelo devido preço, para que eu tenha uma sepultura entre vocês.

10Ora, Efrom, o heteu, estava sentado no meio dos filhos de Hete. Ele respondeu a Abraão, de maneira que pudesse ser ouvido pelos filhos de Hete, a saber, por todos os que entravam pelo portão da cidade:

11— De modo nenhum, meu senhor. Escute: eu lhe dou o campo e também a caverna que nele está. Na presença dos filhos do meu povo eu lhe dou isso; sepulte a sua falecida.

12Então Abraão se inclinou diante do povo da terra 13e falou a Efrom, na presença do povo da terra, dizendo:

— Mas, se você concorda, escute: pagarei o preço do campo; aceite-o de mim, e sepultarei ali a minha falecida.

14Efrom respondeu:

15— Meu senhor, escute: um terreno que vale quatrocentas barras de prata, que é isso entre mim e você? Sepulte ali a sua falecida.

16Abraão ouviu Efrom dizer isso e pesou-lhe a prata de que este lhe tinha falado na presença dos filhos de Hete, a saber, quatro quilos e meio de prata, segundo o peso usado entre os mercadores.

17Assim, o campo de Efrom, que estava em Macpela, em frente de Manre, o campo, a caverna e todo o arvoredo que nele havia, e todo o terreno ao redor 18passaram a ser propriedade de Abraão, na presença dos filhos de Hete, a saber, de todos os que entravam pelo portão da cidade. 19Depois, Abraão sepultou Sara, a sua mulher, na caverna do campo de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã. 20E assim, pelos filhos de Hete, se confirmou a Abraão o direito do campo e da caverna que nele estava, como propriedade para servir de sepultura.

Gênesis 23NAAAbrir na Bíblia

Descendentes de Abraão e Quetura

1Cr 1.32-33

1Abraão casou com outra mulher, que se chamava Quetura. 2Ela lhe deu à luz Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Sua. 3Jocsã gerou Seba e Dedã. Os filhos de Dedã foram: Assurim, Letusim e Leumim. 4Os filhos de Midiã foram: Efá, Éfer, Enoque, Abida e Elda. Todos estes foram filhos de Quetura.

5Abraão deu tudo o que tinha a Isaque. 6Porém, aos filhos das concubinas que tinha, Abraão deu presentes e, ainda em vida, os separou de seu filho Isaque, enviando-os para a terra do Oriente.

A morte de Abraão

7Os dias da vida de Abraão foram cento e setenta e cinco anos. 8Abraão expirou e morreu após uma longa velhice, e foi reunido ao seu povo. 9Os filhos dele, Isaque e Ismael, o sepultaram na caverna de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, o heteu, em frente de Manre, 10o campo que Abraão havia comprado dos filhos de Hete. Ali foram sepultados Abraão e Sara, sua mulher.

11Depois da morte de Abraão, Deus abençoou Isaque, o filho dele. Isaque morava perto de Beer-Laai-Roi.

Descendentes de Ismael

1Cr 1.28-31

12São estas as gerações de Ismael, filho de Abraão, que Agar, egípcia, serva de Sara, lhe deu à luz. 13Estes são os nomes dos filhos de Ismael, por ordem de nascimento: o primogênito de Ismael foi Nebaiote; depois, Quedar, Abdeel, Mibsão, 14Misma, Dumá, Massá, 15Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá. 16Estes são os filhos de Ismael e estes são os seus nomes pelas suas aldeias e pelos seus acampamentos: doze príncipes de seus povos. 17E os anos da vida de Ismael foram cento e trinta e sete; e morreu e foi reunido ao seu povo. 18Os filhos de Ismael habitaram desde Havilá até Sur, nas imediações do Egito, no caminho para a Assíria. Ele se estabeleceu diante de todos os seus irmãos.

Descendentes de Isaque

19São estas as gerações de Isaque, filho de Abraão. Abraão gerou Isaque. 20Ele tinha quarenta anos quando tomou por esposa Rebeca, filha de Betuel, o arameu de Padã-Arã, e irmã de Labão, o arameu.

21Isaque orou ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril. O Senhor ouviu as orações dele, e Rebeca, a mulher de Isaque, ficou grávida. 22Os filhos lutavam no ventre dela. Então ela disse: “Por que isso está acontecendo comigo?” E ela foi consultar o Senhor. 23E o Senhor lhe respondeu:

“Duas nações estão no seu ventre,

dois povos, nascidos de você,

se dividirão:

um povo será mais forte

do que o outro,

e o mais velho

servirá o mais moço.”

24Cumpridos os dias para que desse à luz, eis que havia gêmeos no seu ventre. 25Nasceu o primeiro, ruivo, todo revestido de pelo; por isso, deram-lhe o nome de Esaú. 26Depois, nasceu o irmão. Com a mão segurava o calcanhar de Esaú, e por isso lhe deram o nome de Jacó. Isaque tinha sessenta anos quando Rebeca deu à luz.

Esaú vende o seu direito de primogenitura

27Cresceram os meninos. Esaú tornou-se perito caçador, homem do campo; Jacó, porém, era homem pacato e morava em tendas. 28Isaque amava Esaú, porque se saboreava de sua caça; Rebeca, porém, amava Jacó.

29Jacó tinha feito um ensopado, quando Esaú, exausto, veio do campo 30e lhe disse:

— Por favor, me deixe comer um pouco da coisa vermelha, essa coisa vermelha aí, pois estou exausto. (Por isso deram-lhe o nome de Edom.)

31Jacó respondeu:

— Primeiro me venda o seu direito de primogenitura.

32Ele respondeu:

— Estou morrendo de fome; de que me vale o direito de primogenitura?

33Então Jacó disse:

— Primeiro jure.

Esaú jurou e vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó. 34E Jacó deu a Esaú pão e o ensopado de lentilhas; ele comeu e bebeu, levantou-se e saiu. Assim, Esaú desprezou o seu direito de primogenitura.

Gênesis 25NAAAbrir na Bíblia

O Santo de Deus

Hino de Davi

1Guarda-me, ó Deus,

porque em ti me refugio.

2Digo ao Senhor:

“Tu és o meu Senhor;

outro bem não possuo,

senão a ti somente.”

3Quanto aos santos

que há na terra,

eles são os notáveis

nos quais tenho todo o meu prazer.

4Muitas serão as dores

dos que trocam o Senhor

por outros deuses;

não oferecerei as suas libações

de sangue,

e os meus lábios não pronunciarão

os nomes deles.

5O Senhor é a porção

da minha herança

e o meu cálice;

tu sustentas a minha sorte.

6As minhas divisas caíram

em lugares agradáveis;

é linda a minha herança.

7Bendigo o Senhor,

que me aconselha;

pois até durante a noite

o meu coração me ensina.

8Tenho o Senhor sempre

diante de mim;

estando ele à minha direita,

não serei abalado.

9Por isso o meu coração se alegra

e o meu espírito exulta;

até o meu corpo repousará seguro.

10Pois não deixarás

a minha alma na morte,

nem permitirás que o teu Santo

veja corrupção.

11Tu me farás ver

os caminhos da vida;

na tua presença

há plenitude de alegria,

à tua direita,

há delícias perpetuamente.

Salmos 16NAAAbrir na Bíblia

Cântico de vitória

2Sm 22.1-51

Ao mestre de canto. Salmo de Davi, servo do Senhor, o qual dirigiu ao Senhor as palavras deste cântico, no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul. Ele disse:

1Eu te amo, ó Senhor,

força minha.

2O Senhor é a minha rocha,

a minha fortaleza,

o meu libertador;

o meu Deus, o meu rochedo

em que me refugio;

o meu escudo,

a força da minha salvação,

o meu alto refúgio.

3Invoco o Senhor,

digno de ser louvado,

e serei salvo dos meus inimigos.

4Laços de morte me cercaram;

torrentes de perdição

me impuseram terror.

5Cadeias infernais me envolveram,

e tramas de morte

me surpreenderam.

6Na minha angústia,

invoquei o Senhor;

gritei por socorro ao meu Deus.

Do seu templo ele ouviu

a minha voz,

e o meu clamor

chegou aos seus ouvidos.

7Então a terra se abalou e tremeu;

vacilaram também os fundamentos

dos montes

e se abalaram, porque Deus

estava irado.

8Das suas narinas subiu fumaça,

e fogo devorador

saiu da sua boca;

dele saíram brasas ardentes.

9Ele baixou os céus e desceu,

e teve sob os pés densa escuridão.

10Cavalgava um querubim e voou;

foi levado sobre as asas

do vento.

11Das trevas fez um manto

em que se ocultou;

escuridão de águas

e espessas nuvens dos céus

eram o seu abrigo.

12Do resplendor

que diante dele havia,

as densas nuvens se desfizeram

em granizo e brasas de fogo.

13O Senhor trovejou nos céus;

o Altíssimo levantou a sua voz,

e houve granizo e brasas de fogo.

14Atirou as suas flechas

e espalhou os meus inimigos;

multiplicou os seus raios

e os dispersou.

15Então se viu o leito das águas,

e se descobriram os fundamentos

do mundo,

pela tua repreensão, Senhor,

pelo sopro impetuoso das tuas narinas.

16Do alto o Senhor me estendeu

a mão e me segurou;

ele me tirou das águas profundas.

17Livrou-me de forte inimigo

e dos que me odiavam,

pois eram mais poderosos do que eu.

18Eles me atacaram no dia

da minha calamidade,

mas o Senhor me serviu

de amparo.

19Trouxe-me

para um lugar espaçoso;

livrou-me,

porque ele se agradou de mim.

20O Senhor me retribuiu

segundo a minha justiça;

recompensou-me

conforme a pureza

das minhas mãos.

21Pois tenho guardado

os caminhos do Senhor

e não me afastei perversamente

do meu Deus.

22Porque todos os seus juízos

estão diante de mim,

e não rejeitei os seus preceitos.

23Também fui íntegro para com ele

e me guardei da iniquidade.

24Por isso, o Senhor me retribuiu

segundo a minha justiça,

conforme a pureza

das minhas mãos,

na sua presença.

25Para com quem é fiel,

fiel te mostras;

com o íntegro, também íntegro.

26Com o puro, puro te mostras;

com o perverso, inflexível.

27Porque tu salvas o povo humilde,

mas os olhos soberbos,

tu os abates.

28Porque fazes resplandecer

a minha lâmpada;

o Senhor, meu Deus,

derrama luz nas minhas trevas.

29Pois contigo posso

atacar exércitos;

com o meu Deus salto muralhas.

30O caminho de Deus é perfeito;

a palavra do Senhor é confiável;

ele é escudo para todos os que

nele se refugiam.

31Pois quem é Deus

além do Senhor?

E quem é rochedo,

a não ser o nosso Deus?

32O Deus que me revestiu de força

e aperfeiçoou o meu caminho,

33ele deu aos meus pés

a ligeireza das corças

e me firmou nas minhas alturas.

34Ele treinou as minhas mãos

para o combate,

tanto que os meus braços

vergaram um arco de bronze.

35Também me deste

o escudo da tua salvação;

a tua mão direita me susteve,

e a tua clemência

me engrandeceu.

36Alargaste o caminho

sob meus passos,

e os meus pés não vacilaram.

37Persegui os meus inimigos

e os alcancei,

e só voltei depois de ter acabado

com eles.

38Esmaguei-os a tal ponto,

que não puderam se levantar;

caíram sob os meus pés.

39Pois me cingiste de força

para o combate

e me submeteste os que

se levantaram contra mim.

40Também puseste em fuga

os meus inimigos,

e os que me odiavam,

eu os exterminei.

41Gritaram por socorro,

mas não houve

quem os salvasse;

clamaram ao Senhor,

mas ele não respondeu.

42Então os reduzi a pó,

o pó que o vento leva;

lancei-os fora

como a lama das ruas.

43Dos conflitos do povo

me livraste

e me fizeste cabeça das nações;

um povo que eu não conhecia

me serviu.

44Bastou-lhe ouvir a minha voz,

logo me obedeceu;

os estrangeiros se mostram

submissos a mim.

45Os estrangeiros fraquejaram

e, tremendo, saíram

das suas fortalezas.

46O Senhor vive!

Bendita seja a minha rocha!

Exaltado seja o Deus

da minha salvação,

47o Deus que por mim

tomou vingança

e me submeteu povos;

48o Deus que me livrou

dos meus inimigos;

sim, tu que me exaltaste

acima dos meus adversários

e me livraste

dos homens violentos.

49Por isso, eu te glorificarei

entre os gentios, ó Senhor,

e cantarei louvores ao teu nome.

50É ele quem dá grandes vitórias

ao seu rei

e usa de misericórdia

para com o seu ungido,

com Davi e sua posteridade,

para sempre.

Salmos 18NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.20.14
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