Sociedade Bíblica do Brasil
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Dia 58 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

A parábola do semeador

Mt 13.1-9; Lc 8.4-8

1Jesus começou a ensinar outra vez à beira-mar. E uma numerosa multidão se reuniu em volta dele, de modo que entrou num barco, onde se assentou, afastando-se da praia. E todo o povo estava à beira-mar, na praia. 2Assim, ensinava-lhes muitas coisas por parábolas e, durante o seu ensino, dizia:

3— Escutem! Eis que o semeador saiu a semear. 4E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. 5Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. 6Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto. 8Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto; a semente brotou, cresceu e produziu a trinta, a sessenta e a cem por um.

9E Jesus acrescentou:

— Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Por que Jesus usava parábolas

Mt 13.10-17; Lc 8.9-10

10Quando Jesus ficou só, os que estavam junto dele com os doze começaram a lhe fazer perguntas a respeito das parábolas. 11Jesus disse a eles:

— A vocês é dado conhecer o mistério do Reino de Deus, mas aos de fora tudo se ensina por meio de parábolas, 12para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se e sejam perdoados.

A explicação da parábola

Mt 13.18-23; Lc 8.11-15

13Então Jesus lhes perguntou:

— Se vocês não entendem esta parábola, como compreenderão todas as outras? 14O semeador semeia a palavra. 15Estes são os da beira do caminho, onde a palavra é semeada: quando a ouvem, logo Satanás vem e tira a palavra semeada neles. 16E estes são os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria. 17Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo de pouca duração. Quando chega a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. 18Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, 19mas as preocupações deste mundo, a fascinação da riqueza e outras ambições aparecem e sufocam a palavra, e ela fica infrutífera. 20Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um.

A luz

Lc 8.16-18

21Jesus também lhes disse:

— Será que alguém traz uma lamparina para que seja colocada debaixo de um cesto ou da cama? Por acaso não a coloca num lugar em que ilumine bem? 22Porque não há nada oculto, senão para ser manifesto; e nada escondido, senão para ser revelado. 23Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.

24Então lhes disse:

— Prestem bem atenção no que vocês ouvem. Com a medida com que tiverem medido vocês serão medidos, e mais ainda lhes será acrescentado. 25Pois ao que tem, mais será dado; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.

A parábola da semente

26Jesus disse ainda:

— O Reino de Deus é como um homem que lança a semente na terra. 27Ele dorme e acorda, de noite e de dia, e a semente germina e cresce, sem que ele saiba como. 28A terra por si mesma frutifica: primeiro aparece a planta, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga. 29E, quando o fruto já está maduro, logo manda cortar com a foice, porque chegou a colheita.

A parábola do grão de mostarda

Mt 13.31-32; Lc 13.18-19

30Disse mais:

— Com que poderemos comparar o Reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? 31Ele é como um grão de mostarda, que, quando semeado, é a menor de todas as sementes sobre a terra; 32mas, uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças; cria ramos tão grandes, que as aves do céu podem se aninhar à sua sombra.

O uso das parábolas

Mt 13.34-35

33E com muitas parábolas semelhantes Jesus lhes expunha a palavra, conforme podiam compreendê-la. 34E sem parábolas não lhes falava; tudo, porém, explicava em particular aos seus próprios discípulos.

Jesus acalma uma tempestade

Mt 8.23-27; Lc 8.22-25

35Naquele dia, sendo já tarde, Jesus disse aos discípulos:

— Vamos passar para a outra margem.

36E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam. 37Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava se enchendo de água. 38E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro. Os discípulos o acordaram e lhe disseram:

— Mestre, o senhor não se importa que pereçamos?

39E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar:

— Acalme-se! Fique quieto!

O vento se aquietou, e tudo ficou bem calmo. 40Então Jesus lhes perguntou:

— Por que vocês são tão medrosos? Como é que ainda não têm fé?

41E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros:

— Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?

Marcos 4NAAAbrir na Bíblia

Absalão volta para Jerusalém

1Joabe, filho de Zeruia, vendo que o coração do rei começava a inclinar-se para Absalão, 2mandou trazer de Tecoa uma mulher sábia e lhe disse:

— Finja que está muito triste, vista as suas roupas de luto, não se unja com óleo e faça de conta que é uma mulher que há muito tempo está de luto por algum morto. 3Apresente-se ao rei e diga-lhe tais e tais palavras.

E Joabe lhe pôs as palavras na boca. 4A mulher tecoíta apresentou-se ao rei, e, inclinando-se, prostrou-se com o rosto em terra e disse:

— Ajude-me, ó rei!

5Então o rei perguntou:

— Em que posso ajudá-la?

Ela respondeu:

— Ai de mim! Sou viúva; o meu marido morreu. 6Esta sua serva tinha dois filhos, que brigaram entre si no campo. Como não houve quem os apartasse, um deles matou o outro. 7Eis que toda a parentela se levantou contra esta sua serva, e estão dizendo: “Entregue-nos aquele que matou o seu irmão, para que o matemos, em vingança da vida que ele tirou e para que destruamos também o herdeiro.” Assim, querem apagar a última brasa que me restou, não deixando a meu marido nome, nem sobrevivente na terra.

8O rei disse à mulher:

— Vá para a sua casa, e eu darei ordens a seu respeito.

9Mas a mulher tecoíta disse ao rei:

— Ó rei, meu senhor, que a culpa caia sobre mim e sobre a casa de meu pai. O rei e o seu trono sejam inocentes.

10Então o rei disse:

— Se alguém falar contra você, traga-o aqui, e ele nunca mais a incomodará.

11A mulher acrescentou:

— Que o rei se lembre do Senhor, seu Deus, para que os vingadores do sangue não se multipliquem e exterminem o meu filho.

Davi respondeu:

— Tão certo como vive o Senhor, não há de cair no chão nem um só dos cabelos de seu filho.

12Então a mulher disse:

— Permita que esta sua serva fale uma palavra ao rei, meu senhor.

Ele disse:

— Fale.

13E a mulher prosseguiu:

— Por que o senhor, meu rei, imaginou tal coisa contra o povo de Deus? Pois, ao pronunciar tal juízo, o rei condena a si mesmo, visto que não quer fazer voltar o seu desterrado. 14Porque todos temos de morrer; somos como água derramada na terra que já não se pode juntar. Porque Deus não tira a vida, mas encontra meios para que o banido não permaneça afastado de sua presença. 15Se vim, agora, falar esta palavra ao rei, meu senhor, é porque o povo me atemorizou. Porque esta sua serva dizia: “Vou falar com o rei, porque talvez ele fará segundo a palavra desta sua serva. 16Porque o rei atenderá, para livrar a sua serva da mão do homem que quer destruir tanto a mim como a meu filho da herança de Deus.” 17Dizia mais esta sua serva: “Seja, agora, a palavra do rei, meu senhor, para a minha tranquilidade, porque, como um anjo de Deus, assim é o rei, meu senhor, para discernir entre o bem e o mal.” Que o Senhor, seu Deus, esteja com o rei, meu senhor.

18Então o rei disse à mulher:

— Não me encubra nada do que vou lhe perguntar.

A mulher respondeu:

— Pois fale o rei, meu senhor.

19O rei perguntou:

— Não é verdade que a mão de Joabe está com você em tudo isto?

Ela respondeu:

— Juro pela sua vida, ó rei, meu senhor, que ninguém poderá se desviar, nem para a direita nem para a esquerda, de tudo o que o rei, meu senhor, tem dito. Sim, foi o seu servo Joabe quem me deu ordem e foi ele quem ditou a esta sua serva todas estas palavras. 20Foi para mudar o aspecto deste caso que o seu servo Joabe fez isto. Porém o meu senhor é tão sábio como um anjo de Deus, para entender tudo o que se passa na terra.

21Então o rei disse a Joabe:

— Atendi ao seu pedido. Vá e traga o jovem Absalão.

22Joabe se inclinou, prostrou-se em terra, abençoou o rei e disse:

— Hoje reconheço que obtive favor aos seus olhos, ó rei, meu senhor, porque o rei fez segundo a palavra do seu servo.

23Então Joabe se levantou, foi a Gesur e trouxe Absalão a Jerusalém. 24Mas o rei disse:

— Que ele volte para a sua casa e não veja a minha face.

Assim Absalão voltou para a sua casa e não viu a face do rei.

A beleza de Absalão

25Em todo o Israel não havia homem tão celebrado por sua beleza como Absalão. Desde a planta do pé até o alto da cabeça, não havia nele defeito algum. 26Quando cortava o cabelo — e isto se fazia no fim de cada ano, porque o cabelo lhe ficava pesado demais —, seu peso era de mais de dois quilos, segundo o peso real. 27Também nasceram a Absalão três filhos e uma filha. A filha se chamava Tamar e era uma mulher muito bonita.

Absalão é admitido à presença de Davi

28Absalão ficou dois anos em Jerusalém sem ver a face do rei. 29Então mandou chamar Joabe, para o enviar ao rei, mas Joabe não quis vir. Mandou chamá-lo segunda vez, mas Joabe ainda não quis vir. 30Então Absalão disse aos seus servos:

— Vejam, Joabe tem um pedaço de campo pegado ao meu, e tem cevada nele. Vão lá e ponham fogo.

E os servos de Absalão meteram fogo nesse pedaço de campo. 31Então Joabe se levantou, foi à casa de Absalão e lhe disse:

— Por que os seus servos meteram fogo no pedaço de campo que é meu?

32Absalão respondeu:

— Mandei chamá-lo, dizendo: “Venha cá”, para que o envie ao rei, para dizer-lhe o seguinte: “Para que vim de Gesur? Melhor seria ter ficado lá.” Agora quero ver o rei. Se há em mim alguma culpa, que ele me mate.

33Então Joabe foi ao rei e lhe entregou a mensagem de Absalão. O rei chamou Absalão, e este se apresentou diante dele e inclinou-se sobre o rosto em terra. E o rei o beijou.

2Samuel 14NAAAbrir na Bíblia

Davi e Ziba

1Davi tinha acabado de passar o alto do monte das Oliveiras quando Ziba, servo de Mefibosete, veio ao encontro dele com dois jumentos encilhados, trazendo duzentos pães, cem cachos de passas, cem frutas de verão e um odre de vinho. 2O rei perguntou a Ziba:

— O que você pretende com isto?

Ziba respondeu:

— Os jumentos são para a casa do rei, para serem montados; o pão e as frutas de verão, para os moços comerem; o vinho, para os cansados no deserto beberem.

3Então o rei perguntou:

— Onde está o neto de seu senhor?

Ziba respondeu:

— Eis que ficou em Jerusalém, pois disse: “Hoje a casa de Israel me restituirá o reino de meu avô.”

4Então o rei disse a Ziba:

— Tudo o que pertence a Mefibosete é seu.

Ziba respondeu:

— Eu me inclino e que eu encontre favor diante do rei, meu senhor.

Davi amaldiçoado por Simei

5Quando o rei Davi chegou a Baurim, eis que dali saiu um homem da família da casa de Saul, cujo nome era Simei, filho de Gera; saiu e ia amaldiçoando. 6Atirava pedras contra Davi e contra todos os seus servos, embora todo o povo e todos os valentes estivessem à direita e à esquerda do rei. 7Enquanto amaldiçoava, Simei dizia:

— Fora daqui! Fora daqui, assassino! Homem maligno! 8O Senhor Deus o está castigando por todo o sangue derramado na casa de Saul, cujo reino você usurpou. O Senhor já entregou o reino nas mãos de seu filho Absalão. Agora você caiu em desgraça, porque é um assassino!

9Então Abisai, filho de Zeruia, disse ao rei:

— Por que este cão morto amaldiçoaria meu senhor, o rei? Deixe que eu vá até lá e corte a cabeça dele.

10Mas o rei disse:

— Que tenho eu a ver com vocês, filhos de Zeruia? Deixem que amaldiçoe! Pois, se o Senhor lhe disse: “Amaldiçoe Davi”, quem poderia perguntar: “Por que você está fazendo isso?”

11E Davi disse a Abisai e a todos os seus servos:

— Se o meu próprio filho quer me matar, que dizer desse benjamita? Deixem-no em paz. Que amaldiçoe, pois o Senhor lhe ordenou. 12Talvez o Senhor olhe para a minha aflição e o Senhor reverta em bênção a maldição que ele está proferindo no dia de hoje.

13E assim Davi e os seus homens prosseguiam o seu caminho. Também Simei ia pela encosta do monte, ao lado dele, caminhando e amaldiçoando, e atirava pedras e terra contra ele. 14O rei e todo o povo que ia com ele chegaram exaustos ao Jordão e ali descansaram.

Absalão em Jerusalém

15Absalão e todo o povo, homens de Israel, entraram em Jerusalém, e Aitofel estava com ele. 16Quando Husai, o arquita, amigo de Davi, se apresentou a Absalão, disse a ele:

— Viva o rei! Viva o rei!

17Porém Absalão disse a Husai:

— É esta a sua fidelidade para com o seu amigo Davi? Por que você não foi com o seu amigo?

18Husai respondeu a Absalão:

— Não! Aquele a quem o Senhor elegeu e que foi escolhido por todo este povo e todos os homens de Israel, dele serei e com ele ficarei. 19Além disso, a quem serviria eu? Será que não seria ao filho do rei? Como servi ao seu pai, assim servirei a você.

20Então Absalão perguntou a Aitofel:

— O que vocês aconselham que devemos fazer?

21Aitofel respondeu a Absalão:

— Tenha relações com as concubinas de seu pai, que ele deixou para cuidar do palácio. Todo o Israel ficará sabendo que você se fez odioso para com o seu pai, e todos os que estão com você ficarão animados.

22Então armaram uma tenda para Absalão no terraço, e ali, à vista de todo o Israel, ele teve relações com as concubinas de seu pai. 23O conselho que Aitofel dava, naqueles dias, era como resposta de Deus a uma consulta; tanto Davi como Absalão seguiam os conselhos de Aitofel.

2Samuel 16NAAAbrir na Bíblia

A visão sobre um carneiro e um bode

1No terceiro ano do reinado do rei Belsazar, eu, Daniel, tive uma visão. Isto aconteceu depois daquela visão que eu tive anteriormente. 2Quando tive a visão, parecia que eu estava na cidadela de Susã, que fica na província de Elão. Nessa visão, eu estava junto ao rio Ulai. 3Levantei os olhos e eis que, diante do rio, estava um carneiro, que tinha dois chifres. Os dois chifres eram compridos, mas um era mais comprido do que o outro; e o mais comprido apareceu por último. 4Vi que o carneiro dava chifradas para o oeste, para o norte e para o sul, e nenhum animal podia resistir a ele, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder. Ele fazia o que bem queria e, assim, se engrandeceu cada vez mais.

5Enquanto eu procurava entender isso, eis que um bode vinha do oeste percorrendo toda a terra, mas sem tocar no chão. Esse bode tinha um chifre bem visível entre os olhos. 6Foi na direção do carneiro que tinha os dois chifres, que eu tinha visto diante do rio, e correu contra ele com todo o seu furioso poder. 7Eu vi quando o bode chegou perto do carneiro e, enfurecido contra ele, o atacou e lhe quebrou os dois chifres. O carneiro não tinha força para resistir ao bode. O bode jogou o carneiro no chão e o pisou com os pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro do poder do bode. 8O bode se engrandeceu cada vez mais. Porém, quando estava no auge do seu poder, o seu grande chifre foi quebrado, e em seu lugar saíram quatro chifres bem visíveis, que cresceram na direção dos quatro ventos do céu.

9De um deles saiu um chifre pequeno, que se engrandeceu na direção do sul, do leste e da terra gloriosa. 10Ele se engrandeceu tanto, que alcançou o exército dos céus. Lançou por terra alguns desse exército e das estrelas e os pisou com os pés. 11Ele se engrandeceu tanto, que chegou a desafiar o príncipe desse exército. Tirou dele o sacrifício diário e destruiu o lugar do seu santuário. 12O exército lhe foi entregue, com o sacrifício diário, por causa das transgressões. Lançou por terra a verdade, e tudo o que ele fez prosperou.

13Depois, ouvi um santo que falava; e outro santo lhe perguntou:

— Até quando vai durar a visão do sacrifício diário suprimido e da transgressão desoladora? Até quando o santuário e o exército ficarão entregues, para que sejam pisados aos pés?

14Ele me disse:

— Até duas mil e trezentas tardes e manhãs. Depois, o santuário será purificado.

15Depois que tive a visão, eu, Daniel, procurei entendê-la. Foi quando se apresentou diante de mim um ser que tinha a aparência de homem. 16E ouvi uma voz de homem que vinha das margens do rio Ulai e que gritou assim:

— Gabriel, explique a visão a esse homem.

17Ele veio para perto de onde eu estava. Quando chegou, fiquei com muito medo e caí com o rosto em terra. Mas ele me disse:

— Filho do homem, você precisa entender que esta visão se refere ao tempo do fim.

18Ele ainda falava comigo quando caí sem sentidos, com o rosto em terra. Ele, porém, me tocou, me pôs em pé 19e disse:

— Eis que vou lhe contar o que há de acontecer no último tempo da ira, porque esta visão se refere ao tempo determinado do fim. 20Aquele carneiro com dois chifres, que você viu, são os reis da Média e da Pérsia. 21O bode peludo é o rei da Grécia, e o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei. 22O fato de o chifre ter sido quebrado, levantando-se quatro chifres em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com força igual à que ele tinha. 23Quando se aproximar o fim desses reinos e as transgressões tiverem chegado ao máximo, surgirá um rei cruel e mestre em intrigas. 24Grande será o seu poder, mas não por sua própria força. Causará destruições terríveis, e prosperará naquilo que fizer. Destruirá os poderosos e o povo santo. 25Por sua astúcia, fará prosperar o engano. No seu coração ele se engrandecerá, e destruirá muitos que vivem despreocupadamente. Ele se levantará contra o Príncipe dos príncipes, mas será destruído sem intervenção humana.

26— A visão das tardes e das manhãs, que lhe foi dada, é verdadeira. Mas guarde a visão em segredo, porque se refere a dias ainda bem distantes.

27Eu, Daniel, enfraqueci e fiquei doente durante vários dias. Depois, me levantei e tratei dos negócios do rei. Fiquei espantado com a visão, e não havia quem a entendesse.

Daniel 8NAAAbrir na Bíblia

A visão de Daniel no rio Tigre

1No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, uma palavra foi revelada a Daniel, cujo nome é Beltessazar. A palavra era verdadeira e envolvia grande conflito. Ele entendeu a palavra e teve entendimento da visão. 2Naqueles dias, eu, Daniel, fiquei de luto por três semanas. 3Não comi nada que fosse saboroso, não provei carne nem vinho, e não me ungi com óleo algum, até que passaram as três semanas.

4No dia vinte e quatro do primeiro mês, estando eu na margem do grande rio Tigre, 5levantei os olhos e vi um homem vestido de linho, com um cinto de ouro puro de Ufaz na cintura. 6O seu corpo era como o berilo, o seu rosto parecia um relâmpago, os seus olhos eram como tochas de fogo, os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido, e a voz das suas palavras era como o barulho de uma multidão.

7Só eu, Daniel, tive aquela visão. Os homens que estavam comigo nada viram, mas ficaram com muito medo, fugiram e se esconderam. 8Assim, fiquei sozinho e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim. O meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e perdi as forças. 9Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo essa voz, caí sem sentidos, com o rosto em terra.

10Eis que a mão de alguém tocou em mim, e me ajudou a ficar de joelhos, apoiado nas palmas das mãos. 11Ele me disse:

— Daniel, homem muito amado, esteja atento às palavras que vou lhe dizer. Fique em pé, porque fui enviado para falar com você.

Enquanto ele falava comigo, eu me pus em pé, tremendo. 12Então ele me disse:

— Não tenha medo, Daniel, porque as suas palavras foram ouvidas, desde o primeiro dia em que você dispôs o coração a compreender e a se humilhar na presença do seu Deus. Foi por causa dessas suas palavras que eu vim. 13Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu durante vinte e um dias. Porém Miguel, um dos príncipes mais importantes, veio me ajudar, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. 14Agora, vim para fazer com que você entenda o que vai acontecer com o seu povo nos últimos dias. Porque a visão se refere a dias ainda distantes.

15Enquanto ele me dizia essas palavras, dirigi o olhar para o chão e fiquei mudo. 16Então um ser semelhante aos filhos dos homens me tocou os lábios, e passei a falar. Eu disse àquele que estava diante de mim:

— Meu senhor, essa visão me causou muita dor, e eu fiquei sem força alguma. 17Como pode este seu servo falar com o meu senhor? Porque, quanto a mim, não me resta mais nenhuma força, e quase não posso respirar.

18Então aquele ser semelhante a um homem tocou em mim outra vez e me fortaleceu. 19E disse:

— Não tenha medo, homem muito amado! Que a paz esteja com você! Anime-se! Sim, anime-se!

Enquanto ele falava comigo, fiquei fortalecido e disse:

— Fale agora, meu senhor, pois as suas palavras me fortaleceram.

20E ele disse:

— Você sabe por que eu vim? Agora voltarei a lutar contra o príncipe da Pérsia. Quando eu sair, eis que virá o príncipe da Grécia. 21Mas eu direi a você o que está expresso no Livro da Verdade. E na minha luta contra eles não há ninguém que esteja ao meu lado, a não ser Miguel, o príncipe de vocês.

Daniel 10NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.20.14
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