Sociedade Bíblica do Brasil
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Dia 38 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

A defesa de Estêvão

1Então o sumo sacerdote perguntou a Estêvão:

— Isso de fato é assim?

2Estêvão respondeu:

— Irmãos e pais, escutem. O Deus da glória apareceu a Abraão, nosso pai, quando este estava na Mesopotâmia, antes de morar em Harã, 3e lhe disse: “Saia da sua terra e do meio da sua parentela e vá para a terra que eu lhe mostrarei.” 4Então Abraão saiu da terra dos caldeus e foi morar em Harã. E dali, com a morte de seu pai, Deus o trouxe para esta terra em que vocês agora estão morando. 5Nela, não lhe deu herança, nem sequer o espaço de um pé; mas prometeu dar-lhe a posse dela e, depois dele, à sua descendência, embora Abraão ainda não tivesse filhos. 6E Deus falou que a descendência dele seria peregrina em terra estrangeira, onde seriam escravizados e maltratados durante quatrocentos anos.

7— Deus disse ainda: “Castigarei a nação da qual forem escravos; e, depois disso, sairão daí e me servirão neste lugar.” 8Então lhe deu a aliança da circuncisão. Assim, Abraão gerou Isaque e o circuncidou no oitavo dia; e Isaque gerou Jacó, e Jacó gerou os doze patriarcas.

9— Os patriarcas, invejosos de José, venderam-no para ser levado para o Egito. Mas Deus estava com ele 10e o livrou de todas as suas aflições, concedendo-lhe também graça e sabedoria diante de Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador daquela nação e de toda a casa real. 11Depois houve fome e grande sofrimento em todo o Egito e em Canaã, e nossos pais não achavam o que comer. 12Mas, quando Jacó ouviu que no Egito havia trigo, mandou, pela primeira vez, os nossos pais até lá. 13Na segunda vez, José se fez reconhecer pelos seus irmãos, e o Faraó veio a conhecer a família de José. 14Então José mandou chamar Jacó, seu pai, e toda a sua parentela, isto é, setenta e cinco pessoas. 15Jacó foi para o Egito, e ali morreu ele e também os nossos pais. 16Depois eles foram transportados para Siquém e postos no túmulo que Abraão tinha comprado dos filhos de Hamor, em Siquém, pagando um certo preço.

17— E, quando já estava próximo o tempo em que Deus cumpriria a promessa feita a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egito, 18até que se levantou ali outro rei, que não conhecia José. 19Este outro rei tratou com astúcia a nossa gente e torturou os nossos pais, a ponto de forçá-los a abandonar seus meninos recém-nascidos, para que não sobrevivessem. 20Por esse tempo nasceu Moisés, que era formoso aos olhos de Deus. Durante três meses ele foi mantido na casa de seu pai. 21Quando tiveram de abandoná-lo, a filha de Faraó o recolheu e criou como seu próprio filho. 22E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras.

23— Quando completou quarenta anos, Moisés teve a ideia de visitar os seus irmãos, os filhos de Israel. 24Vendo um homem ser maltratado, saiu em defesa dele e vingou o oprimido, matando o egípcio. 25Ora, Moisés pensava que seus irmãos entenderiam que Deus queria salvá-los por meio dele; eles, porém, não entenderam. 26No dia seguinte, Moisés aproximou-se de uns que brigavam e procurou reconduzi-los à paz, dizendo: “Homens, vocês são irmãos; por que estão maltratando um ao outro?” 27Mas o que agredia o seu próximo repeliu Moisés, dizendo: “Quem colocou você como chefe e juiz sobre nós? 28Será que quer me matar, assim como ontem matou o egípcio?” 29Ao ouvir isto, Moisés fugiu e se tornou peregrino na terra de Midiã, onde lhe nasceram dois filhos.

30— Passados quarenta anos, apareceu-lhe, no deserto do monte Sinai, um anjo, por entre as chamas de uma sarça que estava queimando. 31Moisés ficou maravilhado diante daquela visão e, aproximando-se para contemplá-la, ouviu-se a voz do Senhor, que disse: 32“Eu sou o Deus dos seus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.” Moisés, tremendo de medo, não ousava contemplar a sarça. 33Então o Senhor disse: “Tire as sandálias dos pés, porque o lugar em que você está é terra santa. 34Certamente vi o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido e desci para libertá-lo. Venha, agora; vou mandar você para o Egito.”

35— A este Moisés, a quem tinham rejeitado, dizendo: “Quem colocou você como chefe e juiz?”, Deus enviou como chefe e libertador, com a assistência do anjo que lhe apareceu na sarça. 36Foi Moisés quem os tirou de lá, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, no mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos. 37Foi ainda Moisés quem disse aos filhos de Israel: “Deus fará com que, do meio dos irmãos de vocês, se levante um profeta semelhante a mim.” 38É este Moisés quem esteve na congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai e com os nossos pais. Foi ele quem recebeu palavras vivas para nos transmitir.

39— Nossos pais não quiseram obedecer a Moisés, mas o rejeitaram e, no seu coração, voltaram para o Egito, 40dizendo a Arão: “Faça para nós deuses que vão adiante de nós; porque, quanto a este Moisés, que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu.” 41Naqueles dias, fizeram um bezerro e ofereceram sacrifício ao ídolo, alegrando-se com as obras das suas mãos. 42Mas Deus se afastou e os entregou à adoração das estrelas do céu, como está escrito no Livro dos Profetas:

“Ó casa de Israel,

será que foi para mim

que vocês ofereceram vítimas

e sacrifícios no deserto,

durante quarenta anos?

43Não é verdade

que vocês levantaram

o tabernáculo de Moloque

e a estrela de Renfã,

o deus de vocês,

imagens que vocês fizeram

para as adorar?

Por isso, vou mandar vocês

ao exílio

para além da Babilônia.”

44— O tabernáculo do testemunho estava entre nossos pais no deserto, como havia ordenado aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que tinha visto. 45Também nossos pais, com Josué, tendo recebido o tabernáculo, o levaram, quando tomaram posse das nações que Deus expulsou da presença deles. Foi assim até os dias de Davi, 46que obteve o favor de Deus e pediu autorização para construir uma casa para o Deus de Jacó. 47Mas foi Salomão quem lhe edificou a casa. 48Entretanto, o Altíssimo não habita em casas feitas por mãos humanas. Como diz o profeta:

49“O céu é o meu trono,

e a terra é o estrado dos meus pés.

Que casa vocês edificarão

para mim, diz o Senhor,

ou qual é o lugar do meu repouso?

50Não é fato que a minha mão

fez todas estas coisas?”

51— Homens teimosos e incircuncisos de coração e de ouvidos, vocês sempre resistem ao Espírito Santo. Vocês fazem exatamente o mesmo que fizeram os seus pais. 52Qual dos profetas os pais de vocês não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vocês agora se tornaram traidores e assassinos, 53vocês que receberam a lei por ministério de anjos e não a guardaram.

A morte de Estêvão

54Ao ouvirem isto, ficaram com o coração cheio de raiva e rangiam os dentes contra ele. 55Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus. 56Então disse:

— Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à direita de Deus.

57Eles, porém, gritando bem alto, taparam os ouvidos e, unânimes, avançaram contra ele. 58E, expulsando-o da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram as capas deles aos pés de um jovem chamado Saulo. 59E enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo:

— Senhor Jesus, recebe o meu espírito!

60Então, ajoelhando-se, gritou bem alto:

— Senhor, não os condenes por causa deste pecado!

E, depois que ele disse isso, morreu.

1E Saulo consentia na morte de Estêvão.

Saulo persegue a igreja

Naquele dia, teve início uma grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e da Samaria. 2Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grande lamentação por ele. 3Saulo, porém, queria destruir a igreja. Indo de casa em casa, arrastava homens e mulheres, lançando-os na prisão.

Filipe prega em Samaria

4Enquanto isso, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra. 5Filipe foi à cidade de Samaria e anunciava Cristo ao povo dali. 6As multidões, unânimes, davam atenção às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele fazia. 7Pois os espíritos imundos, gritando em alta voz, saíam de muitos que estavam possuídos por eles; e muitos paralíticos e coxos foram curados. 8E houve grande alegria naquela cidade.

Simão, o mago

9Havia naquela cidade um homem chamado Simão, que praticava artes mágicas e deixava o povo de Samaria admirado. Dizia ser alguém muito importante, 10e todos lhe davam ouvidos, do menor ao maior, dizendo:

— Este homem é o poder de Deus, chamado “o Grande Poder”.

11Davam atenção a ele porque durante muito tempo os havia impressionado com as suas artes mágicas. 12Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, tanto homens como mulheres. 13O próprio Simão abraçou a fé e, tendo sido batizado, acompanhava Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados.

Pedro e João em Samaria

14Quando os apóstolos, que estavam em Jerusalém, ouviram que o povo de Samaria tinha recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João. 15Chegando ali, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo, 16pois o Espírito ainda não havia descido sobre nenhum deles. Tinham apenas sido batizados em nome do Senhor Jesus. 17Então lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo.

18Quando Simão viu que, pelo fato de os apóstolos imporem as mãos, era concedido o Espírito Santo, ofereceu-lhes dinheiro, 19dizendo:

— Deem também a mim este poder, para que a pessoa sobre a qual eu impuser as mãos receba o Espírito Santo.

20Mas Pedro respondeu:

— Que o seu dinheiro seja destruído junto com você, pois você pensou que com ele poderia adquirir o dom de Deus! 21Não existe porção nem parte para você neste ministério, porque o seu coração não é reto diante de Deus. 22Portanto, arrependa-se desse mal e ore ao Senhor. Talvez ele o perdoe por esse intento do seu coração. 23Pois vejo que você está cheio de inveja e preso em sua maldade.

24Simão disse aos apóstolos:

— Peço que vocês orem ao Senhor por mim, para que não me sobrevenha nada do que vocês disseram.

25Eles, porém, tendo dado o seu testemunho e pregado a palavra do Senhor, voltaram para Jerusalém e evangelizavam muitas aldeias dos samaritanos.

Filipe e o eunuco

26Um anjo do Senhor disse a Filipe:

— Levante-se e vá para o Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto.

27Filipe se levantou e foi.

Havia um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro. Ele tinha vindo adorar em Jerusalém 28e estava regressando ao seu país. E, assentado na sua carruagem, vinha lendo o profeta Isaías. 29Então o Espírito disse a Filipe:

— Aproxime-se dessa carruagem e acompanhe-a.

30Correndo para lá, Filipe ouviu que o homem estava lendo o profeta Isaías. Então perguntou:

— O senhor entende o que está lendo?

31Ele respondeu:

— Como poderei entender, se ninguém me explicar?

E convidou Filipe a subir e sentar-se ao seu lado. 32Ora, a passagem da Escritura que ele estava lendo era esta:

“Foi levado como ovelha

ao matadouro;

e, como um cordeiro mudo

diante do seu tosquiador,

ele não abriu a boca.

33Na sua humilhação,

lhe negaram justiça;

quem poderá falar

da sua descendência?

Porque a vida dele

é tirada da terra.”

34Então o eunuco disse a Filipe:

— Peço que você me explique a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de outra pessoa?

35Então Filipe explicou. E, começando com esta passagem da Escritura, anunciou-lhe a mensagem de Jesus.

36Seguindo pelo caminho, chegaram a certo lugar onde havia água. Então o eunuco disse:

— Eis aqui água. O que impede que eu seja batizado?

37[Filipe respondeu:

— É lícito, se você crê de todo o coração.

Então ele disse:

— Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.]

38Então mandou parar a carruagem, ambos desceram à água, e Filipe batizou o eunuco. 39Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe, e o eunuco não o viu mais; e este foi seguindo o seu caminho, cheio de alegria. 40Mas Filipe foi visto outra vez em Azoto; e, seguindo viagem, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia.

A passagem do Jordão

1Josué se levantou de madrugada, e, tendo ele e todos os filhos de Israel partido de Sitim, vieram até o Jordão e pousaram ali antes que passassem. 2Ao fim de três dias, os oficiais passaram pelo meio do arraial 3e deram ordens ao povo, dizendo:

— Quando vocês virem que os sacerdotes levitas estão levando a arca da aliança do Senhor, seu Deus, saiam também do lugar em que vocês estão e sigam a arca. 4Contudo, deixem uma distância de cerca de um quilômetro entre vocês e a arca; não se aproximem dela. Dessa forma, vocês saberão o caminho pelo qual devem ir, visto que nunca antes passaram por tal caminho.

5Josué disse ao povo:

— Santifiquem-se, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vocês.

6E também falou aos sacerdotes, dizendo:

— Levantem a arca da aliança e passem adiante do povo.

Levantaram, pois, a arca da aliança e foram andando adiante do povo.

7Então o Senhor disse a Josué:

— Hoje começarei a engrandecer você aos olhos de todo o Israel, para que saibam que, como estive com Moisés, assim estarei com você. 8Portanto, você dará uma ordem aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo: “Quando chegarem às margens das águas do Jordão, parem ali.”

9Então Josué disse aos filhos de Israel:

— Venham cá e ouçam as palavras do Senhor, seu Deus.

10Josué continuou:

— Nisto vocês saberão que o Deus vivo está no meio de vocês e que sem falta expulsará de diante de vocês os cananeus, os heteus, os heveus, os ferezeus, os girgaseus, os amorreus e os jebuseus. 11Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai passar o Jordão na frente de vocês. 12E agora escolham doze homens das tribos de Israel, um de cada tribo. 13Quando as plantas dos pés dos sacerdotes que levam a arca do Senhor Deus, o Senhor de toda a terra, tocarem nas águas do Jordão, elas serão cortadas, a saber, as águas que vêm de cima, e se amontoarão.

14Quando o povo saiu das suas tendas, para passar o Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança iam adiante do povo. 15E, quando os que levavam a arca chegaram ao Jordão, e os seus pés se molharam na beira das águas (porque o Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, durante todo o tempo da colheita), 16as águas que vinham de cima pararam de correr; levantaram-se num montão, numa grande distância, até a cidade de Adã, que fica ao lado de Sartã; e as águas que desciam ao mar da Arabá, que é o mar Salgado, foram completamente cortadas. Então o povo passou diante de Jericó. 17Porém os sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor pararam firmes no meio do Jordão, e todo o Israel passou a pé enxuto, atravessando o Jordão.

Josué 3NAAAbrir na Bíblia

A cidade de Ai é destruída

1O Senhor disse a Josué:

— Não tenha medo, nem fique assustado. Leve com você toda a gente de guerra, prepare-se e marche contra a cidade de Ai. Eis que entreguei em suas mãos o rei de Ai, o seu povo, a sua cidade, e a sua terra. 2Você fará com a cidade de Ai e com o seu rei o que fez com Jericó e com o seu rei, exceto que desta vez vocês poderão saquear os seus despojos e o seu gado. Ponha emboscadas à cidade, por detrás dela.

3Então Josué se preparou com toda a gente de guerra para marchar contra a cidade de Ai. Josué escolheu trinta mil homens valentes e os enviou de noite. 4Deu-lhes uma ordem, dizendo:

— Ponham-se de emboscada contra a cidade, por detrás dela; não se distanciem muito da cidade; e todos estejam alertas. 5Eu e todo o povo que está comigo nos aproximaremos da cidade; e, quando eles saírem contra nós, como da primeira vez, fugiremos deles. 6Vamos deixar que saiam atrás de nós, até que os tiremos da cidade; porque dirão: “Estão fugindo de nós como da primeira vez.” Assim, fugiremos deles. 7Então vocês sairão da emboscada e tomarão a cidade; porque o Senhor, o seu Deus, entregará a cidade nas mãos de vocês. 8Depois de tomar a cidade, ponham fogo nela. Façam segundo a palavra do Senhor. Vejam bem: é isto que estou ordenando a vocês.

9Assim, Josué os enviou, e eles se foram à emboscada; e ficaram entre Betel e Ai, a oeste da cidade de Ai. Porém Josué passou aquela noite no meio do povo.

10Josué se levantou de madrugada, convocou o povo, e marcharam ele e os anciãos de Israel, diante do povo, contra a cidade de Ai. 11Marcharam também todos os homens de guerra que estavam com ele. Aproximaram-se e chegaram em frente da cidade; e acamparam do lado norte de Ai. Havia um vale entre eles e a cidade de Ai. 12Josué reuniu uns cinco mil homens e os pôs entre Betel e Ai, em emboscada, a oeste da cidade. 13Assim foi disposto o povo: todo o acampamento ao norte da cidade e a emboscada a oeste dela. E naquela noite Josué foi até o meio do vale.

14E aconteceu que, ao ver isso, o rei da cidade de Ai e os homens daquele lugar se apressaram e, levantando-se de madrugada, saíram de encontro a Israel, à batalha, diante das campinas. Porque o rei não sabia que uma emboscada estava armada contra ele atrás da cidade. 15Josué e todo o Israel fizeram de conta que estavam sendo derrotados por eles e fugiram pelo caminho do deserto. 16Por isso todo o povo que estava na cidade foi convocado para os perseguir; e perseguiram Josué e foram afastados da cidade. 17Nem um só homem ficou em Ai, nem em Betel; todos saíram atrás dos israelitas. Deixaram a cidade aberta e perseguiram Israel.

18Então o Senhor disse a Josué:

— Estenda na direção da cidade de Ai a lança que você tem na mão, porque entregarei a cidade nas suas mãos.

E Josué estendeu a sua lança na direção da cidade. 19Então a emboscada se levantou apressadamente do seu lugar, e, ao estender ele a mão, vieram à cidade e a tomaram; e apressaram-se e puseram fogo nela. 20Quando os homens da cidade de Ai se viraram para trás, olharam, e eis que a fumaça da cidade subia ao céu, e não puderam fugir nem para um lado nem para outro; porque o povo que fugia para o deserto se voltou contra os que os perseguiam.

21Quando Josué e todo o Israel viram que a emboscada havia tomado a cidade e que a fumaça da cidade subia, voltaram e atacaram os homens de Ai. 22Da cidade saíram os outros ao encontro do inimigo, que, assim, ficou no meio de Israel, uns de uma parte, outros de outra. E os atacaram de tal maneira, que nenhum deles sobreviveu, nem escapou. 23Porém o rei da cidade de Ai foi capturado com vida e levado a Josué.

24Quando os israelitas acabaram de matar todos os moradores da cidade de Ai no campo e no deserto onde os tinham perseguido, e todos tinham caído a fio de espada e já estavam mortos, todo o Israel voltou à cidade de Ai, e a passaram a fio de espada. 25Os que morreram naquele dia, tanto homens como mulheres, foram doze mil, todos os moradores da cidade de Ai. 26Porque Josué não retirou a mão que havia estendido com a lança até haver destruído totalmente os moradores da cidade. 27Os israelitas saquearam para si o gado e os despojos daquela cidade, segundo a palavra do Senhor, que havia ordenado a Josué. 28Então Josué pôs fogo na cidade de Ai e a reduziu, para sempre, a um montão, a ruínas até o dia de hoje. 29Enforcou o rei da cidade de Ai numa árvore e o deixou ali até a tarde; ao pôr do sol, por ordem de Josué, tiraram o cadáver da árvore e o jogaram na entrada do portão da cidade. E sobre ele levantaram um montão de pedras, que permanece até o dia de hoje.

Renovação da aliança

30Então Josué edificou um altar ao Senhor, Deus de Israel, no monte Ebal, 31como Moisés, servo do Senhor, havia ordenado aos filhos de Israel, segundo o que está escrito no Livro da Lei de Moisés, a saber, um altar de pedras toscas, que não tinham sido trabalhadas com instrumentos de ferro. Sobre esse altar ofereceram holocaustos ao Senhor e apresentaram ofertas pacíficas. 32Ali Josué escreveu, em pedras, uma cópia da lei de Moisés, que este já havia escrito diante dos filhos de Israel.

33Todo o Israel, tanto estrangeiros como naturais, com os seus anciãos, os seus chefes e os seus juízes estavam de um e de outro lado da arca, diante dos sacerdotes levitas que levavam a arca da aliança do Senhor. Metade deles se postou em frente do monte Gerizim, e a outra metade, em frente do monte Ebal, como Moisés, servo do Senhor, havia ordenado anteriormente, para que o povo de Israel fosse abençoado. 34Depois, Josué leu todas as palavras da lei, a bênção e a maldição, segundo tudo o que está escrito no Livro da Lei. 35Não houve uma só palavra, de tudo o que Moisés havia ordenado, que Josué não lesse para toda a congregação de Israel, e para as mulheres, as crianças e os estrangeiros que viviam no meio deles.

Josué 8NAAAbrir na Bíblia

Terceiro diálogo

Caps.22—27

Terceira fala de Elifaz

Cap. 22

Você cometeu muitos pecados

1Então Elifaz, o temanita, tomou a palavra e disse:

2“Pode o homem ser

de algum proveito para Deus?

Não! O sábio só é útil a si mesmo.

3Será que o Todo-Poderoso

tem interesse

em que você seja justo?

Será que ele tem algum lucro,

se você for perfeito

em todos os seus caminhos?

4Ou será que é por causa

do seu temor a Deus

que ele o repreende

ou entra em juízo contra você?

5Não é fato que é grande

a sua maldade,

e incalculável a sua iniquidade?

6Porque sem motivo você exigiu

penhores do seu irmão

e despojou das roupas

os que estavam seminus.

7Você não deu água ao cansado

e ao faminto você se recusou

a dar pão.

8A terra pertencia

ao homem poderoso,

e só os privilegiados

moravam nela.

9Você despediu as viúvas

de mãos vazias,

e os braços dos órfãos

foram quebrados.

10Por isso, você está cercado

de laços,

e repentino pavor

toma conta de você.

11Está submerso por trevas,

que impedem você de enxergar,

e pelas águas transbordantes

que o cobrem.”

Você quer seguir os iníquos?

12“Não está Deus

nas alturas do céu?

Olhe para as estrelas mais altas!

Que altura!

13E você diz:

‘O que é que Deus sabe?

Será que ele pode julgar

através de densa escuridão?

14Grossas nuvens o encobrem,

de modo que não pode ver;

ele só passeia

pela abóbada do céu.’”

15“Você quer seguir a rota antiga,

que os iníquos percorreram?

16Estes foram levados

antes do tempo;

uma torrente arrastou

os seus alicerces.

17Diziam a Deus:

‘Deixa-nos em paz.’

E perguntavam:

‘O que pode fazer-nos

o Todo-Poderoso?’

18Contudo, foi Deus

quem encheu de bens

as casas deles.

Longe de mim

o conselho dos ímpios!

19Os justos veem

a destruição deles

e se alegram;

o inocente zomba deles,

20dizendo: ‘Na verdade,

os nossos adversários

foram destruídos,

e o fogo consumiu o resto deles.’”

Reconcilie-se com Deus

21“Portanto, reconcilie-se

com Deus, viva em paz com ele

e assim lhe sobrevirá o bem.

22Aceite a instrução

que vem da boca de Deus

e guarde as palavras dele

em seu coração.

23Se você se converter

ao Todo-Poderoso,

será restabelecido;

se afastar da sua tenda a injustiça

24e lançar ao pó o seu ouro —

o ouro de Ofir

entre pedras dos ribeiros —,

25então o Todo-Poderoso

será o seu ouro

e a sua prata escolhida.

26Então você encontrará prazer

no Todo-Poderoso

e levantará o seu rosto para Deus.

27Você fará oração,

e Deus o ouvirá;

e você pagará os seus votos.

28Se você projetar alguma coisa,

ela lhe será bem-sucedida,

e a luz brilhará em seus caminhos.

29Se forem humilhados,

você dirá: ‘Para cima!’

E Deus salvará o humilde.

30Livrará até o que não é inocente;

sim, será libertado,

porque você tem

as mãos limpas.”

Os maus roubam

1“Por que o Todo-Poderoso

não designa

tempos de julgamento?

E por que os que o conhecem

não veem tais dias?

2Há os que removem

os marcos de divisa,

roubam os rebanhos

e os apascentam.

3Levam o jumento

que pertence ao órfão,

e, como penhor,

ficam com o boi da viúva.

4Desviam do caminho

os necessitados,

e os pobres da terra

todos têm de se esconder.”

Os pobres são explorados pelos maus

5“Como jumentos selvagens

no deserto,

os pobres saem

para o seu trabalho,

à procura de alimento;

em campo aberto

encontram comida

para eles e para os seus filhos.

6Cortam o seu pasto no campo,

e apanham as uvas que ficaram

nas vinhas dos ímpios.

7Passam a noite nus

por falta de roupa

e não têm cobertas contra o frio.

8São encharcados

pelas chuvas das montanhas

e, por falta de abrigo,

abraçam-se às rochas.

9Orfãozinhos são arrancados

do peito,

e dos pobres se toma penhor.

10Os pobres andam nus,

sem roupa,

e, famintos, carregam os feixes.

11Entre os muros desses perversos

espremem o azeite;

pisam as uvas no lagar,

enquanto padecem sede.

12Desde as cidades gemem

os que estão para morrer,

e a alma dos feridos pede socorro,

mas Deus não considera isso

anormal.”

Perversos, assassinos, adúlteros, ladrões

13“Os perversos são

inimigos da luz,

não conhecem os seus caminhos,

nem permanecem

nas suas veredas.

14O assassino se levanta

de madrugada,

mata o pobre e o necessitado,

e de noite se torna ladrão.

15O olho do adúltero

aguarda o crepúsculo,

dizendo: ‘Ninguém me verá’;

e cobre o rosto.

16Nas trevas,

ladrões invadem as casas,

mas de dia ficam escondidos;

não querem nada com a luz.

17Pois a manhã é para todos eles

como sombra de morte,

mas os terrores da noite

lhes são familiares.”

Deus atenta ao perverso

18“Os perversos são levados

rapidamente

na superfície das águas;

a porção deles na terra é maldita,

e por isso já não andam

pelo caminho das vinhas.

19A seca e o calor

desfazem as águas da neve;

a sepultura faz o mesmo

com os que pecaram.

20A mãe se esquecerá deles,

os vermes os comerão com gosto;

nunca mais haverá

lembrança deles.

A injustiça será quebrada

como uma árvore.

21Maltratam as estéreis,

que não têm filhos,

e não fazem o bem às viúvas.

22Mas Deus, por sua força,

prolonga os dias dos valentes;

eles se veem em pé

quando desesperavam da vida.

23Ele lhes dá descanso,

e nisso se apoiam;

mas os olhos de Deus

estão atentos

aos caminhos deles.

24São exaltados por breve tempo;

depois, passam, colhidos

como todos os demais;

são cortados

como as espigas do trigo.

25Se não é assim,

quem me desmentirá

e anulará as minhas palavras?”

Sociedade Bíblica do Brasilv.4.19.1
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