Sociedade Bíblica do Brasil
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Dia 37 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

Ananias e Safira

1Entretanto, certo homem chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, 2mas reteve uma parte do dinheiro. E Safira estava ciente disso. Levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos.

3Então Pedro disse:

— Ananias, por que você permitiu que Satanás enchesse o seu coração, para que você mentisse ao Espírito Santo, retendo parte do valor do campo? 4Não é verdade que, conservando a propriedade, seria sua? E, depois de vendida, o dinheiro não estaria em seu poder? Por que você decidiu fazer uma coisa dessas? Você não mentiu para os homens, mas para Deus.

5Ouvindo estas palavras, Ananias caiu morto. E sobreveio grande temor a todos os que souberam do que tinha acontecido. 6Levantando-se os moços, cobriram o corpo de Ananias e, levando-o para fora, o sepultaram.

7Quase três horas depois, entrou a mulher de Ananias, sem saber o que tinha acontecido. 8Então Pedro, dirigindo-se a ela, perguntou:

— Diga-me: foi por este valor que vocês venderam aquela terra?

Ela respondeu:

— Sim, foi por esse valor.

9Então Pedro disse:

— Por que vocês entraram em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o seu marido, e eles levarão você também.

10No mesmo instante, ela caiu aos pés de Pedro e morreu. Entrando os moços, viram que ela estava morta e, levando-a, sepultaram-na ao lado do marido. 11E sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos aqueles que ouviram falar destes acontecimentos.

Sinais e prodígios

12Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E todos costumavam se reunir, de comum acordo, no Pórtico de Salomão. 13Mas, dos restantes, ninguém ousava juntar-se a eles; porém o povo tinha grande admiração por eles. 14E aumentava sempre mais o número de crentes no Senhor, uma multidão de homens e mulheres, 15a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse sobre alguns deles. 16Vinha também muita gente das cidades vizinhas de Jerusalém, levando doentes e atormentados por espíritos imundos, e todos eram curados.

A perseguição aos apóstolos

17Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele, isto é, o partido dos saduceus, ficaram com muita inveja, 18prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública. 19Mas, de noite, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, levando-os para fora, lhes disse:

20— Vão ao templo e digam ao povo todas as palavras desta Vida.

21Tendo ouvido isto, logo ao amanhecer entraram no templo e ensinavam.

Quando chegaram o sumo sacerdote e os que estavam com ele, convocaram o Sinédrio e todo o conselho dos anciãos do povo de Israel e mandaram buscar os apóstolos na prisão. 22Mas, quando os guardas chegaram lá, não os encontraram no cárcere. E, voltando, relataram, 23dizendo:

— Encontramos a prisão fechada com toda a segurança e as sentinelas nos seus postos junto às portas; mas, abrindo as portas, não encontramos ninguém dentro.

24Quando o capitão do templo e os principais sacerdotes ouviram estas informações, ficaram perplexos a respeito deles e do que viria a ser isto. 25Nesse momento, alguém chegou e lhes comunicou:

— Vejam! Os homens que os senhores prenderam estão no templo ensinando o povo.

26Então o capitão e os guardas foram e os trouxeram sem violência, porque temiam ser apedrejados pelo povo. 27Trouxeram os apóstolos, apresentando-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote os interrogou, 28dizendo:

— Não é verdade que ordenamos expressamente que vocês não ensinassem nesse nome? No entanto, vocês encheram Jerusalém com a doutrina de vocês e ainda querem lançar sobre nós o sangue desse homem.

29Então Pedro e os demais apóstolos afirmaram:

— É mais importante obedecer a Deus do que aos homens. 30O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vocês mataram, pendurando-o num madeiro. 31Deus, porém, com a sua mão direita, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados. 32E nós somos testemunhas destes fatos — nós e o Espírito Santo, que Deus deu aos que lhe obedecem.

33Eles, porém, ouvindo isso, se enfureceram e queriam matá-los.

O parecer de Gamaliel

34Mas, levantando-se no Sinédrio um fariseu chamado Gamaliel, mestre da lei, respeitado por todo o povo, mandou que os apóstolos fossem levados para fora, por um momento. 35Então disse ao Sinédrio:

— Israelitas, tenham cuidado com o que vão fazer a estes homens. 36Porque algum tempo atrás se levantou Teudas, dizendo ser alguém muito importante, ao qual se juntaram cerca de quatrocentos homens. Mas ele foi morto, e todos os que lhe obedeciam se dispersaram e foram reduzidos a nada. 37Depois desse, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos consigo. Também este foi morto, e todos os que lhe obedeciam foram dispersos. 38Neste caso de agora, digo a vocês: Não façam nada contra esses homens. Deixem que vão embora, porque, se este plano ou esta obra vem de homens, será destruído; 39mas, se vem de Deus, vocês não poderão destruí-los e correm o risco de estar lutando contra Deus.

E os membros do Sinédrio concordaram com Gamaliel. 40Então chamaram os apóstolos e os açoitaram. E, ordenando-lhes que não falassem no nome de Jesus, os soltaram. 41E eles se retiraram do Sinédrio muito alegres por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome. 42E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar que Jesus é o Cristo.

A escolha dos sete

1Naqueles dias, aumentando o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. 2Então os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram:

— Não é correto que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. 3Por isso, irmãos, escolham entre vocês sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, para os encarregarmos desse serviço. 4Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra.

5O parecer agradou a todos. Então elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. 6Apresentaram estes homens aos apóstolos, que, orando, lhes impuseram as mãos.

7A palavra de Deus crescia e, em Jerusalém, o número dos discípulos aumentava. Também um grande grupo de sacerdotes obedecia à fé.

Estêvão diante do Sinédrio

8Estêvão, cheio de graça e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9Então alguns dos que eram da sinagoga chamada dos Libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Cilícia e da província da Ásia se levantaram e discutiam com Estêvão. 10Mas eles não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava. 11Então subornaram alguns homens para que dissessem:

— Ouvimos este homem proferir blasfêmias contra Moisés e contra Deus.

12Atiçaram o povo, os anciãos e os escribas e, investindo contra Estêvão, o agarraram e levaram ao Sinédrio. 13Apresentaram testemunhas falsas, que disseram:

— Este homem não para de falar contra o lugar santo e contra a lei. 14Nós o ouvimos dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos deu.

15Todos os que estavam sentados no Sinédrio, fitando os olhos em Estêvão, viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo.

As últimas disposições

31.1—32.47

Josué, sucessor de Moisés

1Moisés foi e falou estas palavras a todo o Israel. 2Ele disse:

— Hoje estou com cento e vinte anos de idade. Já não tenho forças para fazer o meu trabalho, e o Senhor me disse: “Você não passará o Jordão.” 3O Senhor, o Deus de vocês, passará adiante de vocês. Ele destruirá as nações que estão diante de vocês, e vocês tomarão posse delas. Josué passará adiante de vocês, como o Senhor falou. 4O Senhor fará com essas nações o que fez com Seom e Ogue, reis dos amorreus, e com a terra deles, que ele destruiu. 5Quando, pois, o Senhor entregar nas suas mãos esses povos que estão diante de vocês, façam com eles segundo todo o mandamento que ordenei a vocês. 6Sejam fortes e corajosos, não tenham medo, nem fiquem apavorados diante deles, porque o Senhor, seu Deus, é quem vai com vocês; ele não os deixará, nem os abandonará.

7Moisés chamou Josué e lhe disse na presença de todo o Israel:

— Seja forte e corajoso, porque, com este povo, você entrará na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a seus pais; e você os fará herdá-la. 8O Senhor é quem irá à sua frente. Ele estará com você, não o deixará, nem o abandonará. Não tenha medo, nem fique assustado.

A leitura da Lei

9Moisés escreveu esta Lei e a entregou aos sacerdotes, filhos de Levi, que levavam a arca da aliança do Senhor, e a todos os anciãos de Israel. 10Moisés lhes deu a seguinte ordem:

— Ao final de cada sete anos, precisamente no ano do perdão das dívidas, na Festa dos Tabernáculos, 11quando todo o Israel se apresentar diante do Senhor, seu Deus, no lugar que este escolher, vocês devem ler esta Lei diante de todo o Israel. 12Reúnam o povo, os homens, as mulheres, as crianças e os estrangeiros que se encontram nas cidades onde vocês moram, para que ouçam, aprendam e temam o Senhor, o Deus de vocês, e cuidem de cumprir todas as palavras desta Lei, 13e para que os seus filhos que não a souberem ouçam e aprendam a temer o Senhor, seu Deus, todos os dias que viverem na terra em que, passando o Jordão, vocês vão entrar e da qual tomarão posse.

A futura rebeldia de Israel

14O Senhor disse a Moisés:

— Eis que está chegando o dia em que você vai morrer. Chame Josué, e apresentem-se na tenda do encontro, para que eu lhe dê ordens.

Assim, Moisés e Josué foram e se apresentaram na tenda do encontro. 15Então o Senhor apareceu, ali, na coluna de nuvem, a qual se deteve sobre a porta da tenda. 16O Senhor disse a Moisés:

— Eis que em breve você vai morrer e então este povo se levantará, e se prostituirá, seguindo deuses estranhos na terra em que vão entrar. Eles me deixarão, e anularão a aliança que fiz com eles. 17Nesse dia, a minha ira se acenderá contra eles; eu os abandonarei e deles esconderei o rosto, para que sejam destruídos. E tantos males e angústias os alcançarão, que naquele dia dirão: “Não é verdade que estes males nos alcançaram porque o nosso Deus não está entre nós?” 18Certamente esconderei o rosto naquele dia, por todo o mal que tiverem feito, por terem se voltado para outros deuses.

19— Escrevam para vocês este cântico e tratem de ensiná-lo aos filhos de Israel. Ponham este cântico na boca de cada um deles, para que me seja por testemunha contra os filhos de Israel. 20Quando eu tiver introduzido o meu povo na terra que mana leite e mel, a qual, sob juramento, prometi aos pais deles, e eles tiverem comido, se fartado e engordado, então eles se voltarão para outros deuses, os servirão e me desprezarão, anulando a minha aliança. 21E, quando muitos males e angústias os tiverem alcançado, este cântico será minha testemunha contra eles, pois os descendentes deles sempre o trarão na boca. Porque conheço os desígnios que hoje estão formulando, antes que os leve para a terra que, sob juramento, prometi.

22Assim, naquele mesmo dia, Moisés escreveu este cântico e o ensinou aos filhos de Israel.

23O Senhor deu esta ordem a Josué, filho de Num:

— Seja forte e corajoso, porque você levará os filhos de Israel para a terra que, sob juramento, lhes prometi; e eu estarei com você.

O Livro da Lei é posto ao lado da arca

24Tendo Moisés acabado de escrever, integralmente, as palavras desta Lei num livro, 25deu ordem aos levitas que levavam a arca da aliança do Senhor, dizendo:

26— Peguem este Livro da Lei e coloquem-no ao lado da arca da aliança do Senhor, seu Deus, para que fique ali como testemunha contra vocês. 27Porque conheço a rebeldia e teimosia de vocês. Porque se hoje, durante a minha vida, enquanto ainda estou aqui, vocês já são rebeldes contra o Senhor, o que vai acontecer depois da minha morte? 28Reúnam diante de mim todos os anciãos das tribos e os oficiais, para que eu fale aos seus ouvidos estas palavras e tome o céu e a terra por testemunhas contra eles. 29Porque sei que, depois da minha morte, vocês certamente se deixarão corromper e se desviarão do caminho que lhes tenho ordenado. Então, nos últimos dias, este mal os alcançará, porque vocês farão o que é mau aos olhos do Senhor, provocando-o à ira com as obras das suas mãos.

O cântico de Moisés

30Então Moisés pronunciou, integralmente, as palavras deste cântico aos ouvidos de toda a congregação de Israel:

Deuteronômio 31NAAAbrir na Bíblia

A morte de Moisés

1Então Moisés subiu das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao alto do monte Pisga, que está em frente de Jericó. E o Senhor lhe mostrou toda a terra de Gileade até Dã; 2e todo o Naftali, e a terra de Efraim e Manassés; e toda a terra de Judá até o mar ocidental; 3e o Neguebe e a campina do vale de Jericó, a cidade das palmeiras, até a região de Zoar. 4E o Senhor disse a Moisés:

— Esta é a terra que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo que a daria à descendência deles. Estou permitindo que você a veja com os seus próprios olhos, mas você não entrará nela.

5Assim Moisés, servo do Senhor, morreu ali, na terra de Moabe, segundo a palavra do Senhor. 6Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, diante de Bete-Peor, mas até hoje ninguém sabe o lugar da sua sepultura. 7Moisés tinha cento e vinte anos quando morreu, mas os seus olhos não se haviam enfraquecido, e ele não havia perdido o vigor. 8Os filhos de Israel prantearam Moisés durante trinta dias, nas campinas de Moabe; então se cumpriram os dias do pranto do luto por Moisés.

9Josué, filho de Num, estava cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés havia imposto as mãos sobre ele. Assim, os filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram como o Senhor havia ordenado a Moisés.

10Nunca mais se levantou em Israel um profeta como Moisés, com quem o Senhor tratava face a face. 11Nunca houve ninguém que fizesse todos os sinais e maravilhas que, por ordem do Senhor, ele fez na terra do Egito, a Faraó, a todos os seus oficiais e a toda a sua terra. 12Nunca houve quem tivesse tanto poder e fizesse os grandes e terríveis feitos que Moisés realizou à vista de todo o Israel.

Deuteronômio 34NAAAbrir na Bíblia

Deus anima Josué

1Depois que Moisés, servo do Senhor, morreu, o Senhor falou a Josué, filho de Num, auxiliar de Moisés, dizendo:

2— Moisés, meu servo, está morto. Prepare-se, agora, e passe este Jordão, você e todo este povo, e entre na terra que eu vou dar aos filhos de Israel. 3Todo lugar em que puserem a planta do pé eu darei a vocês, como prometi a Moisés. 4O território de vocês irá desde o deserto e o Líbano até o grande rio, o rio Eufrates, estendendo-se através de toda a terra dos heteus e até o mar Grande, na direção do poente do sol. 5Ninguém poderá resistir a você todos os dias da sua vida. Assim como estive com Moisés, estarei com você. Não o deixarei, nem o abandonarei. 6Seja forte e corajoso, porque você fará este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar aos pais deles. 7Tão somente seja forte e muito corajoso para que você tenha o cuidado de fazer segundo toda a Lei que o meu servo Moisés lhe ordenou. Não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que seja bem-sucedido por onde quer que você andar. 8Não cesse de falar deste Livro da Lei; pelo contrário, medite nele dia e noite, para que você tenha o cuidado de fazer segundo tudo o que nele está escrito; então você prosperará e será bem-sucedido. 9Não foi isso que eu ordenei? Seja forte e corajoso! Não tenha medo, nem fique assustado, porque o Senhor, seu Deus, estará com você por onde quer que você andar.

Preparação para atravessar o Jordão

10Então Josué deu ordens aos chefes do povo, dizendo:

11— Passem pelo meio do arraial e ordenem ao povo, dizendo: “Preparem a comida, porque, daqui a três dias, vocês vão atravessar este Jordão, para que entrem na terra que o Senhor, seu Deus, lhes dá para que tomem posse dela.”

12Josué falou aos rubenitas, aos gaditas e à meia tribo de Manassés, dizendo:

13— Lembrem-se do que Moisés, servo do Senhor, ordenou a vocês, dizendo: “O Senhor, seu Deus, está dando descanso a vocês e lhes dará esta terra. 14Que as mulheres de vocês, as crianças e o gado fiquem na terra que Moisés lhes deu deste lado do Jordão. Mas vocês, todos os valentes, passarão armados na frente de seus irmãos e os ajudarão, 15até que o Senhor conceda descanso aos irmãos de vocês, como deu descanso a vocês, e eles também tomem posse da terra que o Senhor, o Deus de vocês, lhes dá. Depois, vocês poderão voltar e tomar posse da terra que Moisés, servo do Senhor, lhes deu por herança deste lado do Jordão, para o nascente do sol.”

16Eles responderam a Josué:

— Tudo o que você nos ordenou faremos e aonde quer que você nos enviar iremos. 17Como em tudo obedecemos a Moisés, assim obedeceremos a você; tão somente esteja com você o Senhor, seu Deus, como esteve com Moisés. 18Todo homem que se rebelar contra as ordens que você der e não obedecer às suas palavras em tudo o que você lhe ordenar será morto; tão somente seja forte e corajoso.

Josué 1NAAAbrir na Bíblia

Os espias e Raabe

1Da localidade de Sitim, Josué, filho de Num, enviou secretamente dois espias, dizendo:

— Vão e observem a terra e a cidade de Jericó.

Eles foram e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e pousaram ali. 2Então a seguinte notícia chegou aos ouvidos do rei de Jericó:

— Eis que, esta noite, vieram aqui uns homens dos filhos de Israel para espiar a terra.

3Por isso, o rei de Jericó mandou dizer a Raabe:

— Traga para fora esses homens que vieram a você e que estão aí em sua casa, porque vieram espiar toda a terra.

4Mas a mulher, que havia escondido os dois homens, respondeu:

— É verdade que os homens vieram a mim, mas eu não sabia de onde eram. 5Quando o portão da cidade ia ser fechado, sendo já escuro, eles saíram. Não sei para onde foram. Se forem depressa atrás deles, ainda os alcançarão.

6Ela, porém, os tinha levado para o terraço da casa e os havia escondido entre as canas de linho que havia colocado em ordem no terraço.

7Aqueles homens foram atrás dos espias pelo caminho que leva aos vaus do Jordão. E, depois que eles saíram, fechou-se o portão da cidade.

8Antes que os espias se deitassem, Raabe foi aonde eles estavam, no terraço, 9e lhes disse:

— Bem sei que o Senhor deu esta terra a vocês, e que o pavor que vocês estão causando caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão se derretendo de medo. 10Porque ouvimos que o Senhor secou as águas do mar Vermelho diante de vocês, quando saíram do Egito. Também ouvimos o que vocês fizeram com os dois reis dos amorreus, Seom e Ogue, que estavam do outro lado do Jordão, os quais vocês destruíram. 11Quando ouvimos isso, o nosso coração se derreteu, todos ficamos desanimados, por causa da presença de vocês. Porque o Senhor, o Deus de vocês, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra. 12E agora jurem pelo Senhor que, assim como usei de misericórdia para com vocês, vocês também usarão de misericórdia para com a casa de meu pai e que me darão um sinal certo 13de que conservarão a vida de meu pai e de minha mãe, dos meus irmãos e das minhas irmãs, com tudo o que eles têm, e de que livrarão a nossa vida da morte.

14Então os homens lhe disseram:

— A nossa vida responderá pela de vocês, se vocês não denunciarem esta nossa missão. E, quando o Senhor nos der esta terra, usaremos de bondade e de fidelidade para com você.

15Então ela os fez descer por uma corda pela janela, porque a casa em que ela morava estava construída sobre a muralha da cidade. 16E disse a eles:

— Vão para o monte, para que os perseguidores não os encontrem. Escondam-se lá durante três dias, até que eles voltem; e, depois, sigam o seu caminho.

17Os homens lhe disseram:

— Estaremos desobrigados deste seu juramento que você nos fez jurar, 18se, quando entrarmos nesta terra, você não amarrar este cordão de fio de escarlate na janela por onde você nos fez descer; e se você não reunir em sua casa o seu pai, a sua mãe, os seus irmãos e toda a família de seu pai. 19Quem sair para fora da porta da casa será responsável pelo que lhe acontecer, e nós seremos inocentes; mas, se alguém puser a mão em alguém que estiver com você dentro de casa, nós seremos responsáveis. 20E, se você denunciar esta nossa missão, estaremos desobrigados do juramento que você nos fez jurar.

21E ela disse:

— Que seja assim como vocês disseram.

Então Raabe os despediu, e eles se foram. E ela amarrou o cordão de escarlate na janela.

22Os espias foram e chegaram ao monte. E ficaram lá durante três dias, até que os perseguidores voltaram a Jericó; porque os perseguidores os procuraram por todo o caminho, porém não os acharam. 23Assim, os dois homens voltaram. Desceram do monte, passaram o rio, e vieram a Josué, filho de Num, e lhe contaram tudo o que lhes havia acontecido. 24E disseram a Josué:

— Certamente o Senhor entregou toda esta terra em nossas mãos, e todos os seus moradores estão se derretendo de medo por causa de nós.

Josué 2NAAAbrir na Bíblia

Resposta de Jó

Cap. 19

Vocês me insultaram

1Então Jó respondeu:

2“Até quando vocês vão

me atormentar

e me esmagar

com as suas palavras?

3Já dez vezes vocês

me insultaram

e não se envergonham

de me injuriar.

4Se eu tivesse realmente

cometido algum erro,

isso interessaria somente a mim.

5Se vocês querem se engrandecer

contra mim

e usam a minha vergonha

como argumento contra mim,

6então saibam que Deus

foi injusto comigo

e me cercou com a sua rede.”

Deus me arruinou

7“Eis que clamo: ‘Violência!’,

mas não sou ouvido;

grito: ‘Socorro!’,

porém não há justiça.

8Deus fechou o meu caminho,

e não consigo passar;

e nas minhas veredas pôs trevas.

9Despojou-me da minha honra

e tirou a coroa da minha cabeça.

10Arruinou-me de todos os lados,

e eu me vou;

tirou-me a esperança,

como se arranca uma árvore.

11Acendeu contra mim a sua ira

e me trata como um

dos seus adversários.

12Juntas vieram as suas tropas;

prepararam contra mim

o seu caminho

e acamparam

ao redor da minha tenda.”

Todos me abandonaram

13“Deus levou os meus irmãos

para longe de mim,

e os que me conhecem,

como estranhos,

se afastaram de mim.

14Os meus parentes

me abandonaram,

e os meus conhecidos

se esqueceram de mim.

15Os que se abrigam

na minha casa

e as minhas servas me consideram

como um estranho;

vim a ser um estrangeiro

aos olhos deles.

16Chamo o meu servo,

e ele não me responde;

tenho de suplicar-lhe, eu mesmo.

17O meu hálito é intolerável

à minha mulher,

e pelo mau cheiro sou repugnante

aos meus irmãos.

18Até as crianças me desprezam,

e, quando tento me levantar,

zombam de mim.

19Todos os meus amigos íntimos

me detestam,

e até os que eu amava

se voltaram contra mim.

20Os meus ossos se apegam

à minha pele e à minha carne;

escapei só com a pele

dos meus dentes.

21Tenham pena de mim,

meus amigos,

tenham pena de mim,

porque a mão de Deus

me atingiu.

22Por que vocês me perseguem

como Deus me persegue

e não cessam de devorar

a minha carne?”

Eu sei que o meu Redentor vive

23“Quem dera fossem agora

escritas as minhas palavras!

Quem dera fossem gravadas

em livro!

24Que, com pena de ferro

e com chumbo,

para sempre fossem esculpidas

na rocha!

25Porque eu sei

que o meu Redentor vive

e por fim se levantará

sobre a terra.

26Depois, revestido

este meu corpo

da minha pele,

em minha carne verei a Deus.

27Eu o verei por mim mesmo,

os meus olhos o verão,

e não outros;

de saudade o meu coração

desfalece dentro de mim.”

28“Se vocês disserem:

‘Como o perseguiremos?’

E: ‘A causa deste mal

se acha nele mesmo’,

29então tenham medo da espada,

porque tais acusações

merecem o seu furor,

para que vocês saibam

que há um juízo.”

Resposta de Jó

Cap. 21

Será que é do homem que eu me queixo?

1Então Jó respondeu:

2“Ouçam com atenção

as minhas palavras;

seja esta a consolação

que vocês me trazem.

3Tenham paciência, e eu falarei;

e, havendo eu falado,

poderão zombar de mim.

4Será que é do homem

que eu me queixo?

Não tenho motivo

para ficar impaciente?

5Olhem para mim

e fiquem pasmos,

e ponham a mão sobre a boca.

6Porque só de pensar nisso

fico apavorado,

e sinto um calafrio

passar pelo meu corpo.”

Os maus cantam e se alegram

7“Como é que os ímpios

continuam vivos,

envelhecem e ainda se tornam

mais poderosos?

8Os seus filhos se estabelecem

na sua presença;

e os seus descendentes,

diante dos seus olhos.

9As suas casas têm paz

e estão livres do medo;

e a vara de Deus não os fustiga.

10Os seus touros geram

e não falham;

as suas novilhas têm a cria

e não abortam.

11Deixam as suas crianças correr

como um rebanho;

os seus filhos saltam de alegria.

12Cantam com tamborim e harpa

e alegram-se ao som da flauta.

13Passam os seus dias

em prosperidade

e em paz descem à sepultura.”

14“E são estes os que se dirigem

a Deus, dizendo:

‘Deixa-nos em paz.

Não queremos conhecer

os teus caminhos.

15Quem é o Todo-Poderoso,

para que o sirvamos?

E o que ganhamos,

se lhe fizermos orações?’

16Vejam que não provém deles

a sua prosperidade.

Longe de mim

o conselho dos ímpios!”

Que Deus castigue os ímpios

17“Quantas vezes se apaga

a lâmpada dos ímpios?

Quantas vezes lhes sobrevém

a destruição?

Quantas vezes Deus, na sua ira,

os faz sofrer?

18Quantas vezes são como a palha

diante do vento

e como a poeira que é levada

pela tempestade?”

19“Vocês dizem que Deus

reserva o castigo do perverso

para os filhos dele.

Mas é ao perverso que Deus

deveria punir,

para que o sinta.

20Seus próprios olhos devem

ver a sua ruína;

que ele beba do furor

do Todo-Poderoso!

21Porque depois de morto,

e acabada a contagem

dos seus meses,

que interessa a ele a sua casa?

22Será que alguém pode

ensinar algo a Deus,

a ele que julga

os que estão nos céus?”

23“Um morre em pleno vigor,

despreocupado e tranquilo,

24com os seus baldes

cheios de leite

e os ossos repletos de tutano.

25Outro, ao contrário,

morre com o coração

cheio de amargura,

não havendo provado o bem.

26Juntamente jazem no pó,

onde os vermes os cobrem.”

Vocês querem me consolar com palavras vazias?

27“Eis que eu conheço

os pensamentos de vocês

e os planos injustos que fazem

para me prejudicar.

28Porque vocês perguntam:

‘Onde está agora

a casa do príncipe?’

E: ‘Onde ficou a tenda

em que moravam os ímpios?’”

29“Será que vocês

nunca interrogaram

os que viajam?

E não levaram em conta

as suas declarações,

30que o mau é poupado

no dia da calamidade,

e é socorrido no dia do furor?

31Quem lhe jogará na cara

o que ele fez?

Quem o fará pagar pelo que fez?

32Finalmente, é levado à sepultura,

e sobre o seu túmulo

se faz vigilância.

33A terra do vale que o cobre

é leve;

todos os homens o seguem,

assim como são inumeráveis

os que foram adiante dele.

34Como, então, vocês querem

me consolar

com palavras vazias?

Nas respostas de vocês

só há falsidade.”

Sociedade Bíblica do Brasilv.4.20.15
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