Sociedade Bíblica do Brasil
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Dia 25 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

A parábola do semeador

Mc 4.1-9; Lc 8.4-8

1Naquele mesmo dia, Jesus saiu de casa e se assentou à beira-mar. 2E grandes multidões se reuniram em volta dele, de modo que entrou num barco e se assentou. E toda a multidão estava em pé na praia. 3E de muitas coisas lhes falou por parábolas, dizendo:

— Eis que o semeador saiu a semear. 4E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as aves, a comeram. 5Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. 6Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7Outra parte caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram. 8Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um. 9Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Por que Jesus usava parábolas

Mc 4.10-12; Lc 8.9-10

10Então os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram:

— Por que o senhor fala com eles por meio de parábolas?

11Ao que Jesus respondeu:

— Porque a vocês é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas àqueles isso não é concedido. 12Pois ao que tem, mais será dado, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 13Por isso, falo com eles por meio de parábolas: porque, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. 14Assim, neles se cumpre a profecia de Isaías:

“Ouvindo, vocês ouvirão

e de modo nenhum

entenderão;

vendo, vocês verão

e de modo nenhum

perceberão.

15Porque o coração deste povo

está endurecido;

ouviram com os ouvidos tapados

e fecharam os olhos;

para não acontecer que

vejam com os olhos,

ouçam com os ouvidos,

entendam com o coração,

se convertam

e sejam por mim curados.”

16— Bem-aventurados, porém, são os olhos de vocês, porque veem; e bem-aventurados são os ouvidos de vocês, porque ouvem. 17Pois em verdade lhes digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês estão vendo, mas não viram; e quiseram ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram.

A explicação da parábola

Mc 4.13-20; Lc 8.11-15

18— Ouçam, portanto, o que significa a parábola do semeador. 19A todos os que ouvem a palavra do Reino e não a compreendem, vem o Maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e logo a recebe com alegria. 21Mas ele não tem raiz em si mesmo, sendo de pouca duração. Quando chega a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza. 22O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém as preocupações deste mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera. 23Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.

A parábola do joio

24Jesus lhes propôs outra parábola, dizendo:

— O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. 25Mas, enquanto todos estavam dormindo, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e foi embora. 26E, quando as plantas cresceram e produziram fruto, apareceu também o joio. 27Então os servos do dono da casa chegaram e disseram: “Patrão, o senhor não semeou boa semente no seu campo? De onde, então, vem o joio?” 28Ele, porém, lhes respondeu: “Um inimigo fez isso.” Mas os servos lhe perguntaram: “O senhor quer que a gente vá e arranque o joio?” 29O dono da casa respondeu: “Não! Porque, ao separar o joio, vocês poderão arrancar também com ele o trigo. 30Deixem que cresçam juntos até a colheita. E, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ‘Ajuntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; mas recolham o trigo no meu celeiro.’”

A parábola do grão de mostarda

Mc 4.30-32; Lc 13.18-19

31Jesus lhes propôs outra parábola, dizendo:

— O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem pegou e plantou no seu campo. 32Esse grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, é maior do que as hortaliças, e chega a ser uma árvore, de modo que as aves do céu vêm se aninhar nos seus ramos.

A parábola do fermento

Lc 13.20-21

33Jesus lhes contou ainda outra parábola:

— O Reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher pegou e misturou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.

O uso das parábolas

Mc 4.33-34

34Jesus disse todas estas coisas às multidões por parábolas e sem parábolas nada lhes dizia. 35Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito por meio do profeta:

“Abrirei a minha boca

em parábolas;

publicarei coisas ocultas

desde a criação do mundo.”

A explicação da parábola do joio

36Então, despedindo as multidões, Jesus foi para casa. E, aproximando-se dele os seus discípulos, disseram:

— Explique-nos a parábola do joio do campo.

37E Jesus respondeu:

— O que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do Maligno. 39O inimigo que o semeou é o diabo. A colheita é o fim dos tempos, e os ceifeiros são os anjos. 40Pois, assim como o joio é colhido e jogado no fogo, assim será no fim dos tempos. 41O Filho do Homem mandará os seus anjos, que ajuntarão do seu Reino todos os que servem de pedra de tropeço e os que praticam o mal 42e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos resplandecerão como o sol, no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A parábola do tesouro escondido

44— O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem achou e escondeu. Então, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.

A parábola da pérola

45— O Reino dos Céus é também semelhante a um homem que negocia e procura boas pérolas. 46Quando encontrou uma pérola de grande valor, ele foi, vendeu tudo o que tinha e comprou a pérola.

A parábola da rede

47— O Reino dos Céus é ainda semelhante a uma rede que foi lançada ao mar e apanhou peixes de toda espécie. 48E, quando já estava cheia, os pescadores a arrastaram para a praia e, assentados, escolheram os bons para os cestos e jogaram fora os ruins. 49Assim será no fim dos tempos: os anjos sairão, separarão os maus dentre os justos 50e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes.

Coisas novas e velhas

51Então Jesus perguntou:

— Vocês entenderam todas estas coisas?

Eles responderam:

— Sim!

52Então Jesus lhes disse:

— Por isso, todo escriba instruído no Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu depósito coisas novas e coisas velhas.

Jesus é rejeitado em Nazaré

Mc 6.1-6; Lc 4.16-30

53Quando Jesus acabou de contar essas parábolas, retirou-se dali. 54E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de modo que se maravilhavam e diziam:

— De onde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? 55Não é este o filho do carpinteiro? A sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56Todas as suas irmãs não vivem entre nós? Então, de onde lhe vem tudo isto?

57E escandalizavam-se por causa dele. Jesus, porém, lhes disse:

— Nenhum profeta é desprezado, a não ser na sua terra e na sua casa.

58E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.

Mateus 13NAAAbrir na Bíblia

A morte de João Batista

Mc 6.14-29; Lc 9.7-9

1Por aquele tempo, o tetrarca Herodes soube da fama de Jesus 2e disse aos que o serviam:

— Este é João Batista. Ele ressuscitou dos mortos, e, por isso, forças miraculosas operam nele.

3Porque Herodes, havendo prendido João, o amarrou e pôs na prisão, por causa de Herodias, mulher do seu irmão Filipe. 4Pois João lhe dizia: “Você não tem o direito de viver com ela.” 5Embora Herodes quisesse matá-lo, tinha medo do povo, porque consideravam João como profeta.

6Mas, quando chegou o dia do aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou diante de todos e agradou a Herodes. 7Este prometeu, com juramento, dar-lhe o que ela pedisse. 8Então ela, instigada por sua mãe, disse:

— Dê-me, aqui, num prato, a cabeça de João Batista.

9O rei ficou triste, mas, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, ordenou que o pedido fosse atendido. 10Assim, deu ordens para que João fosse decapitado na prisão. 11A cabeça foi trazida num prato e dada à jovem, que a levou à sua mãe. 12Então vieram os discípulos de João, levaram o corpo e o sepultaram; depois, foram e anunciaram isso a Jesus.

A primeira multiplicação de pães e peixes

Mc 6.30-44; Lc 9.10-17; Jo 6.1-14

13Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco para um lugar deserto, à parte. Ao saberem disso, as multidões vieram das cidades seguindo-o por terra. 14Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos.

15Ao cair da tarde, os discípulos se aproximaram de Jesus e disseram:

— Este lugar é deserto, e já é tarde. Mande as multidões embora, para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer.

16Jesus, porém, lhes disse:

— Não precisam ir embora; deem vocês mesmos de comer a eles.

17Mas eles responderam:

— Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.

18Então Jesus disse:

— Tragam esses pães e peixes aqui para mim.

19E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, pegando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos para o céu, os abençoou. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes deram às multidões. 20Todos comeram e se fartaram, e ainda recolheram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram. 21E os que comeram eram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.

Jesus anda sobre o mar

Mc 6.45-52; Jo 6.15-21

22Logo a seguir, Jesus fez com que os discípulos entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. 23E, tendo despedido as multidões, ele subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Ao cair da tarde, lá estava ele, só. 24Entretanto, o barco já estava longe, a uma boa distância da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. 25De madrugada, Jesus foi até onde eles estavam, andando sobre o mar. 26Os discípulos, porém, vendo-o andar sobre o mar, ficaram apavorados e disseram:

— É um fantasma!

E, tomados de medo, gritaram. 27Mas Jesus imediatamente lhes disse:

— Coragem! Sou eu. Não tenham medo!

28Então Pedro disse:

— Se é o Senhor mesmo, mande que eu vá até aí, andando sobre as águas.

29Jesus disse:

— Venha!

E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas e foi até Jesus. 30Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a afundar, gritou:

— Salve-me, Senhor!

31E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, o segurou e disse:

— Homem de pequena fé, por que você duvidou?

32Subindo ambos para o barco, o vento cessou. 33E os que estavam no barco o adoraram, dizendo:

— Verdadeiramente o senhor é o Filho de Deus!

Jesus cura em Genesaré

Mc 6.53-56

34Estando já no outro lado, chegaram à terra de Genesaré. 35Quando as pessoas daquela terra o reconheceram, mandaram avisar em todos aqueles arredores e lhe trouxeram todos os enfermos. 36E pediam-lhe que ao menos pudessem tocar na borda da sua roupa. E todos os que tocaram nela ficaram curados.

Mateus 14NAAAbrir na Bíblia

O azeite para o candelabro

Êx 27.20-21

1O Senhor disse a Moisés:

2— Ordene aos filhos de Israel que lhe tragam azeite puro de oliveira, azeite batido, para o candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente. 3Na tenda do encontro fora do véu, que está diante da arca do testemunho, Arão a conservará em ordem, desde a tarde até pela manhã, continuamente, diante do Senhor; este será estatuto perpétuo de geração em geração. 4Sobre o candeeiro de ouro puro conservará em ordem as lâmpadas diante do Senhor, continuamente.

O pão para a mesa do Senhor

5— Pegue também da melhor farinha e dela faça doze pães, cada um deles com dois quilos. 6E coloque-os em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa de ouro puro, diante do Senhor. 7Sobre cada fileira coloque incenso puro, que será, para o pão, como porção memorial; é oferta queimada ao Senhor. 8Em cada sábado, Arão os porá em ordem diante do Senhor, continuamente, da parte dos filhos de Israel, por aliança perpétua. 9Esses pães serão de Arão e de seus filhos, os quais os comerão num lugar santo, porque são coisa santíssima para eles, das ofertas queimadas ao Senhor, como estatuto perpétuo.

A pena pelo pecado de blasfêmia

10Havia entre os filhos de Israel o filho de uma israelita, cujo pai era um egípcio. O filho dessa israelita e certo homem israelita brigaram no arraial. 11Então o filho da mulher israelita blasfemou contra o nome do Senhor e o amaldiçoou; por isso o levaram a Moisés. O nome da mãe dele era Selomite, filha de Dibri, da tribo de Dã. 12E o levaram à prisão, até que o Senhor lhes declarasse o que deviam fazer.

13O Senhor disse a Moisés:

14— Leve o homem que blasfemou para fora do arraial. E todos os que o ouviram porão as mãos sobre a cabeça dele, e toda a congregação o apedrejará. 15Você dirá aos filhos de Israel: Quem amaldiçoar o seu Deus levará sobre si o seu pecado. 16Aquele que blasfemar contra o nome do Senhor será morto; toda a congregação o apedrejará. Tanto o estrangeiro como o natural da terra, blasfemando contra o nome do Senhor, será morto.

17— Quem matar alguém será morto. 18Mas quem matar um animal deve restituí-lo: igual por igual. 19Se alguém desfigurar o seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito: 20fratura por fratura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se fará com ele. 21Quem matar um animal restituirá outro; quem matar um homem será morto. 22Vocês terão uma e a mesma lei para o estrangeiro e para o natural da terra; pois eu sou o Senhor, o Deus de vocês.

23Então Moisés disse aos filhos de Israel que levassem o que tinha blasfemado para fora do arraial e o apedrejassem; e os filhos de Israel fizeram como o Senhor havia ordenado a Moisés.

Levítico 24NAAAbrir na Bíblia

Votos particulares e a avaliação deles

1O Senhor disse ainda a Moisés:

2— Fale aos filhos de Israel e diga-lhes: Quando alguém fizer um voto especial ao Senhor com respeito a pessoas, o resgate será feito conforme a seguinte avaliação. 3Se o objeto da avaliação for um homem, da idade de vinte anos até a de sessenta, a avaliação será de seiscentos gramas de prata, segundo o peso padrão do santuário. 4Porém, se for mulher, a avaliação será de trezentos e sessenta gramas. 5Se a idade for de cinco anos até vinte, a avaliação do homem será de duzentos e quarenta gramas, e a da mulher será de cento e vinte gramas. 6Se a idade for de um mês até cinco anos, a avaliação do homem será de sessenta gramas de prata, e a avaliação pela mulher será de trinta e seis gramas de prata. 7De sessenta anos para cima, se for homem, a avaliação será de cento e oitenta gramas; se mulher, cento e vinte gramas. 8Mas, se for pobre e não puder pagar o previsto, então se apresentará ao sacerdote, para que este faça a avaliação; o sacerdote avaliará segundo o que permitem as posses de quem fez o voto.

9— Se o que foi prometido for animal dos que se oferecem ao Senhor, tudo o que desse animal se der ao Senhor será santo. 10Não se poderá substituir ou trocar um animal bom por um ruim ou um ruim por um bom; porém, se de algum modo se trocar animal por animal, tanto um como o outro serão santos. 11Se for animal impuro dos que não podem ser oferecidos ao Senhor, então apresentará o animal diante do sacerdote. 12O sacerdote o avaliará, seja bom ou mau; segundo a avaliação do sacerdote, assim será. 13Porém, se de algum modo o resgatar, então acrescentará a quinta parte ao que foi avaliado.

14— Quando alguém dedicar a sua casa para ser santa ao Senhor, o sacerdote a avaliará, seja boa ou seja má; como o sacerdote a avaliar, assim será. 15Mas, se a pessoa que a dedicou quiser resgatar a casa, então acrescentará a quinta parte do dinheiro à avaliação feita, e a casa ficará com a pessoa.

Voto de um campo e o resgate dele

16— Se alguém dedicar ao Senhor parte do campo da sua herança, então a avaliação será segundo a semente necessária para o semear: cem quilos de cevada será avaliado por seiscentos gramas de prata. 17Se dedicar o seu campo desde o Ano do Jubileu, a avaliação será pelo valor integral. 18Mas, se dedicar o seu campo depois do Ano do Jubileu, então o sacerdote calculará o valor segundo os anos restantes até o Ano do Jubileu, de modo que o preço será menor. 19Se aquele que dedicou o campo de algum modo o quiser resgatar, então acrescentará a quinta parte do dinheiro à avaliação feita, e o campo ficará com ele. 20Se não quiser resgatar o campo ou se o vender a outro homem, nunca mais poderá ser resgatado. 21Porém, havendo o campo saído livre no Ano do Jubileu, será santo ao Senhor, como campo consagrado; a posse dele será do sacerdote.

22— Se alguém dedicar ao Senhor o campo que comprou, e não for parte da sua herança, 23então o sacerdote calculará o valor da avaliação até o Ano do Jubileu; e, no mesmo dia, pagará o valor da avaliação como coisa santa ao Senhor. 24No Ano do Jubileu, o campo tornará àquele que o vendeu, àquele de quem era a posse do campo por herança. 25Toda a avaliação se fará segundo o peso padrão do santuário; o peso padrão será de doze gramas.

26— Mas o primogênito de um animal, por já pertencer ao Senhor, ninguém o dedicará; seja boi ou gado miúdo, é do Senhor. 27Mas, se for de um animal impuro, poderá ser resgatado, segundo a avaliação, com o acréscimo de uma quinta parte do valor; se não for resgatado, poderá ser vendido, segundo a avaliação.

Não há resgate para certas coisas consagradas

28— No entanto, nada do que alguém consagrar por completo ao Senhor, de tudo o que tem, seja homem, animal ou campo da sua herança, se poderá vender, nem resgatar; toda coisa assim consagrada será santíssima ao Senhor. 29Ninguém que dentre os homens for consagrado por completo ao Senhor poderá ser resgatado; terá de ser morto.

A respeito dos dízimos

30— Também todos os dízimos da terra, tanto dos cereais do campo como dos frutos das árvores, são do Senhor; são santos ao Senhor. 31Se alguém quiser resgatar alguma coisa dos seus dízimos, acrescentará a isso a quinta parte.

32— Quanto aos dízimos do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo do bordão do pastor, o dízimo será santo ao Senhor. 33Não se investigará se é bom ou mau, nem poderá ser trocado; mas, se de algum modo o trocar, tanto um quanto o outro serão santos; não poderão ser resgatados.

34São estes os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai.

Levítico 27NAAAbrir na Bíblia

Deus manda Moisés levantar o censo de Israel

1No segundo ano após a saída dos filhos de Israel do Egito, no primeiro dia do segundo mês, o Senhor falou a Moisés, no deserto do Sinai, na tenda do encontro, dizendo:

2— Levantem o censo de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, contando todos os homens, nominalmente, cabeça por cabeça. 3Da idade de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra em Israel, a esses você e Arão devem contar segundo os seus exércitos. 4De cada tribo vocês terão a ajuda de um homem que seja chefe da casa de seus pais.

5— Estes, pois, são os nomes dos homens que ajudarão vocês: de Rúben, Elizur, filho de Sedeur; 6de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai; 7de Judá, Naassom, filho de Aminadabe; 8de Issacar, Natanael, filho de Zuar; 9de Zebulom, Eliabe, filho de Helom; 10dos filhos de José: de Efraim, Elisama, filho de Amiúde; de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur; 11de Benjamim, Abidã, filho de Gideoni; 12de Dã, Aiezer, filho de Amisadai; 13de Aser, Pagiel, filho de Ocrã; 14de Gade, Eliasafe, filho de Deuel; 15de Naftali, Aira, filho de Enã. 16Estes foram os escolhidos da congregação, os chefes das tribos de seus pais, os cabeças dos milhares de Israel.

17Então Moisés e Arão reuniram estes homens, que foram designados pelos seus nomes. 18E, tendo ajuntado toda a congregação no primeiro dia do segundo mês, declararam a descendência deles, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, cabeça por cabeça. 19Como o Senhor havia ordenado a Moisés, assim os contou no deserto do Sinai.

20Dos filhos de Rúben, o primogênito de Israel, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, cabeça por cabeça, todos os homens de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 21foram contados deles, da tribo de Rúben, quarenta e seis mil e quinhentos.

22Dos filhos de Simeão, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, cabeça por cabeça, todos os homens de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 23foram contados deles, da tribo de Simeão, cinquenta e nove mil e trezentos.

24Dos filhos de Gade, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 25foram contados deles, da tribo de Gade, quarenta e cinco mil seiscentos e cinquenta.

26Dos filhos de Judá, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 27foram contados deles, da tribo de Judá, setenta e quatro mil e seiscentos.

28Dos filhos de Issacar, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 29foram contados deles, da tribo de Issacar, cinquenta e quatro mil e quatrocentos.

30Dos filhos de Zebulom, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 31foram contados deles, da tribo de Zebulom, cinquenta e sete mil e quatrocentos.

32Dos filhos de José, dos filhos de Efraim, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 33foram contados deles, da tribo de Efraim, quarenta mil e quinhentos.

34Dos filhos de Manassés, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 35foram contados deles, da tribo de Manassés, trinta e dois mil e duzentos.

36Dos filhos de Benjamim, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 37foram contados deles, da tribo de Benjamim, trinta e cinco mil e quatrocentos.

38Dos filhos de Dã, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 39foram contados deles, da tribo de Dã, sessenta e dois mil e setecentos.

40Dos filhos de Aser, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 41foram contados deles, da tribo de Aser, quarenta e um mil e quinhentos.

42Dos filhos de Naftali, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 43foram contados deles, da tribo de Naftali, cinquenta e três mil e quatrocentos.

44Estes foram os homens contados, os quais Moisés e Arão contaram com os chefes de Israel, que eram doze homens, cada um representando a casa de seus pais. 45Assim, pois, todos os contados dos filhos de Israel, segundo a casa de seus pais, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 46todos os contados foram seiscentos e três mil quinhentos e cinquenta.

Os levitas não são contados

47Mas os levitas, segundo a tribo de seus pais, não foram contados entre eles, 48porque o Senhor havia falado a Moisés, dizendo: 49“Somente não faça a contagem da tribo de Levi, nem levante o censo deles entre os filhos de Israel. 50Mas encarregue os levitas de cuidarem do tabernáculo do testemunho, de todos os seus utensílios e de tudo o que nele se encontra. Eles levarão o tabernáculo e todos os seus utensílios; eles ministrarão no tabernáculo e acamparão ao redor dele. 51Quando o tabernáculo partir, os levitas o desarmarão; e, quando o tabernáculo for armado outra vez, os levitas o farão; o estranho que se aproximar será morto. 52Os filhos de Israel acamparão, cada um no seu arraial e cada um junto ao seu estandarte, segundo as suas turmas. 53Mas os levitas acamparão ao redor do tabernáculo do testemunho, para que não haja ira sobre a congregação dos filhos de Israel. Os levitas assumirão a tarefa de cuidar do tabernáculo do testemunho.”

54Assim fizeram os filhos de Israel. Segundo tudo o que o Senhor havia ordenado a Moisés, assim o fizeram.

Números 1NAAAbrir na Bíblia

A ordem das tribos no acampamento

1O Senhor disse a Moisés e a Arão:

2— Os filhos de Israel acamparão junto ao seu estandarte, segundo as insígnias da casa de seus pais; eles acamparão ao redor da tenda do encontro e de frente para ela. 3Os que acamparem ao leste, para o lado do nascente, serão os do estandarte do arraial de Judá, segundo as suas turmas; e Naassom, filho de Aminadabe, será chefe dos filhos de Judá. 4E o seu exército, segundo o censo, foram setenta e quatro mil e seiscentos. 5E junto a ele acampará a tribo de Issacar; e Natanael, filho de Zuar, será chefe dos filhos de Issacar. 6E o seu exército, segundo o censo, foram cinquenta e quatro mil e quatrocentos. 7Depois, a tribo de Zebulom; e Eliabe, filho de Helom, será chefe dos filhos de Zebulom. 8E o seu exército, segundo o censo, foram cinquenta e sete mil e quatrocentos. 9Todos os que foram contados do arraial de Judá foram cento e oitenta e seis mil e quatrocentos, segundo as suas turmas; e estes marcharão primeiro.

10— O estandarte do arraial de Rúben, segundo as suas turmas, estará para o lado sul; e Elizur, filho de Sedeur, será chefe dos filhos de Rúben. 11E o seu exército, segundo o censo, foram quarenta e seis mil e quinhentos. 12E junto a ele acampará a tribo de Simeão; e Selumiel, filho de Zurisadai, será chefe dos filhos de Simeão. 13E o seu exército, segundo o censo, foram cinquenta e nove mil e trezentos. 14Depois, a tribo de Gade; e Eliasafe, filho de Deuel, será chefe dos filhos de Gade. 15E o seu exército, segundo o censo, foram quarenta e cinco mil seiscentos e cinquenta. 16Todos os que foram contados no arraial de Rúben foram cento e cinquenta e um mil quatrocentos e cinquenta, segundo as suas turmas; e estes marcharão em segundo lugar.

17— Então partirá a tenda do encontro com o arraial dos levitas no meio dos arraiais; como acamparem, assim marcharão, cada um no seu lugar, segundo os seus estandartes.

18— O estandarte do arraial de Efraim, segundo as suas turmas, estará para o lado oeste; e Elisama, filho de Amiúde, será chefe dos filhos de Efraim. 19E o seu exército, segundo o censo, foram quarenta mil e quinhentos. 20E junto a ele, a tribo de Manassés; e Gamaliel, filho de Pedazur, será chefe dos filhos de Manassés. 21E o seu exército, segundo o censo, foram trinta e dois mil e duzentos. 22Depois, a tribo de Benjamim; e Abidã, filho de Gideoni, será chefe dos filhos de Benjamim. 23O seu exército, segundo o censo, foram trinta e cinco mil e quatrocentos. 24Todos os que foram contados no arraial de Efraim foram cento e oito mil e cem, segundo as suas turmas; e estes marcharão em terceiro lugar.

25— O estandarte do arraial de Dã estará para o norte, segundo as suas turmas; e Aiezer, filho de Amisadai, será chefe dos filhos de Dã. 26E o seu exército, segundo o censo, foram sessenta e dois mil e setecentos. 27E junto a ele acampará a tribo de Aser; e Pagiel, filho de Ocrã, será chefe dos filhos de Aser. 28E o seu exército, segundo o censo, foram quarenta e um mil e quinhentos. 29Depois, a tribo de Naftali; e Aira, filho de Enã, será chefe dos filhos de Naftali. 30E o seu exército, segundo o censo, foram cinquenta e três mil e quatrocentos. 31Todos os que foram contados no arraial de Dã foram cento e cinquenta e sete mil e seiscentos; e estes marcharão no último lugar, segundo os seus estandartes.

32São estes os que foram contados dos filhos de Israel, segundo a casa de seus pais; todos os que foram contados dos arraiais pelas suas turmas foram seiscentos e três mil quinhentos e cinquenta. 33Mas os levitas não foram contados entre os filhos de Israel, como o Senhor havia ordenado a Moisés.

34Assim fizeram os filhos de Israel. Segundo tudo o que o Senhor havia ordenado a Moisés, assim acamparam conforme os seus estandartes e assim marcharam, cada qual segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais.

Números 2NAAAbrir na Bíblia

Tudo é vaidade

1Palavras do Pregador, filho de Davi, rei de Jerusalém.

2Vaidade de vaidades,

diz o Pregador.

Vaidade de vaidades!

Tudo é vaidade.

3Que proveito alguém tem

de todo o seu trabalho,

com que se afadiga debaixo do sol?

4Geração vai e geração vem,

mas a terra permanece

para sempre.

5O sol se levanta, e o sol se põe,

e volta ao seu lugar,

onde nasce de novo.

6O vento vai para o sul

e faz o seu giro para o norte;

dá voltas e mais voltas

e retorna aos seus circuitos.

7Todos os rios correm para o mar,

e o mar não se enche;

ao lugar para onde correm os rios,

para lá eles voltam a correr.

8Todas as coisas são canseiras tais,

que ninguém as pode exprimir;

os olhos não se fartam de ver,

nem os ouvidos

se enchem de ouvir.

9O que foi é o que há de ser;

e o que se fez, isso se tornará a fazer;

não há nada de novo debaixo do sol.

10Será que existe alguma coisa

de que se possa dizer:

“Veja! Isto é novo!”?

Não! Já existiu em tempos passados,

muito antes de nós.

11Já não há lembrança

das coisas que se foram;

e das coisas que ainda virão

também não haverá memória

entre os que hão de vir depois delas.

A experiência do Pregador

12Eu, o Pregador, venho sendo rei de Israel, em Jerusalém. 13Dediquei-me a investigar e a me informar com sabedoria a respeito de tudo o que se faz debaixo do céu. Que enfadonho trabalho Deus impôs aos filhos dos homens, para com ele os afligir!

14Vi todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo é vaidade e correr atrás do vento.

15Aquilo que é torto

não pode ser endireitado;

e o que falta

não pode ser contado.

16Eu disse a mim mesmo: “Eu me tornei importante e superei em sabedoria todos os que governaram em Jerusalém antes de mim. O meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento.” 17Assim, procurei conhecer a sabedoria e saber o que é a tolice e a falta de juízo; mas descobri que também isto é correr atrás do vento.

18Porque na muita sabedoria

há muito enfado;

e quem aumenta

o seu conhecimento

aumenta também a sua dor.

Eclesiastes 1NAAAbrir na Bíblia

Tempo para tudo

1Tudo tem o seu tempo

determinado,

e há tempo para todo propósito

debaixo do céu:

2há tempo de nascer

e tempo de morrer;

tempo de plantar

e tempo de arrancar

o que se plantou;

3tempo de matar

e tempo de curar;

tempo de derrubar

e tempo de construir;

4tempo de chorar

e tempo de rir;

tempo de prantear

e tempo de saltar de alegria;

5tempo de espalhar pedras

e tempo de ajuntar pedras;

tempo de abraçar

e tempo de deixar de abraçar;

6tempo de procurar

e tempo de perder;

tempo de guardar

e tempo de jogar fora;

7tempo de rasgar

e tempo de costurar;

tempo de ficar calado

e tempo de falar;

8tempo de amar

e tempo de odiar;

tempo de guerra

e tempo de paz.

O ser humano não conhece o seu tempo determinado

9Que proveito tem o trabalhador naquilo com que se afadiga? 10Vi o trabalho que Deus impôs aos filhos dos homens, para com ele os afligir. 11Deus fez tudo formoso no seu devido tempo. Também pôs a eternidade no coração do ser humano, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim. 12Sei que não há nada melhor para o ser humano do que alegrar-se e aproveitar a vida ao máximo. 13Sei também que poder comer, beber e desfrutar o que se conseguiu com todo o trabalho é dom de Deus. 14Sei que tudo o que Deus faz durará eternamente, sem que nada possa ser acrescentado nem tirado, e que Deus faz isto para que as pessoas o temam. 15O que é já foi, e o que será também já foi; Deus fará vir outra vez o que já passou.

O fim de seres humanos e animais

16Vi ainda debaixo do sol que no lugar do juízo reinava a maldade e no lugar da justiça havia mais maldade. 17Então eu disse a mim mesmo: “Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo propósito e para toda obra.” 18Eu disse mais: “Isto é por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove, e eles vejam que são em si mesmos como os animais.” 19Porque o mesmo que acontece com os filhos dos homens acontece com os animais: como morre um, assim morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida, e o ser humano não tem nenhuma vantagem sobre os animais. Porque tudo é vaidade. 20Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó voltarão. 21Quem sabe se o fôlego de vida dos filhos dos homens se dirige para cima e o dos animais para baixo, para a terra? 22Assim, percebi que não há nada melhor para o ser humano do que desfrutar do seu trabalho, porque essa é a sua recompensa. Pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

Eclesiastes 3NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.19.1
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