Sociedade Bíblica do Brasil
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Plano de leitura da Bíblia – dia 93

Texto(s) da Bíblia

O plano para matar Jesus

1Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, disse aos seus discípulos:

2— Vocês sabem que, daqui a dois dias, será celebrada a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.

3Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás, 4e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo. 5Mas diziam:

— Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus é ungido em Betânia

6Quando Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso, 7aproximou-se dele uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume precioso, que ela derramou sobre a cabeça de Jesus, estando ele à mesa. 8Vendo isto, os discípulos ficaram indignados e disseram:

— Para que este desperdício? 9Este perfume poderia ter sido vendido por muito dinheiro, para ser dado aos pobres.

10Mas Jesus, sabendo disto, lhes disse:

— Por que vocês estão incomodando esta mulher? Ela praticou uma boa ação para comigo. 11Porque os pobres estarão sempre com vocês, mas a mim vocês nem sempre terão. 12Porque, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento. 13Em verdade lhes digo que, onde for pregado em todo o mundo este evangelho, também será contado o que ela fez, para memória dela.

O pacto da traição

14Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi falar com os principais sacerdotes. 15Ele disse:

— Quanto me darão para que eu o entregue a vocês?

E pagaram-lhe trinta moedas de prata. 16E, desse momento em diante, Judas buscava uma boa ocasião para entregar Jesus.

Os discípulos preparam a Páscoa

17No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, os discípulos vieram a Jesus e lhe perguntaram:

— Onde quer que façamos os preparativos para que o senhor possa comer a Páscoa?

18E ele lhes respondeu:

— Vão até a cidade, procurem certo homem e digam: “O Mestre diz: O meu tempo está próximo. É em sua casa que celebrarei a Páscoa com os meus discípulos.”

19E eles fizeram como Jesus lhes havia ordenado e prepararam a Páscoa.

O traidor é indicado

20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21E, enquanto comiam, Jesus disse:

— Em verdade lhes digo que um de vocês vai me trair.

22E eles, muito entristecidos, começaram um por um a perguntar-lhe:

— Por acaso seria eu, Senhor?

23Jesus respondeu:

— O que comigo põe a mão no prato, esse vai me trair. 24O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor seria para ele se nunca tivesse nascido!

25Então Judas, que o traía, perguntou:

— Por acaso sou eu, Mestre?

Jesus respondeu:

— Você acabou de dizer isso.

Mateus 26:1-25NAAAbrir na Bíblia

As cidades dos levitas

1Nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó, o Senhor disse a Moisés:

2— Ordene aos filhos de Israel que, da herança da sua posse, deem cidades aos levitas, em que possam morar, e também campos de pastagem ao redor das cidades. 3Os levitas terão essas cidades para morar nelas. Os campos de pastagem ao redor das cidades serão para o gado, para os rebanhos e para todos os animais deles. 4Os campos de pastagem ao redor das cidades que vocês darão aos levitas, desde a muralha da cidade para fora, serão de quatrocentos e cinquenta metros ao redor. 5Fora da cidade, do lado leste, vocês devem medir novecentos metros; do lado sul, novecentos metros; do lado oeste, novecentos metros e do lado norte, novecentos metros, ficando a cidade no meio; estes lhes serão os campos de pastagem ao redor das cidades.

6— Das cidades que vocês darão aos levitas, seis serão cidades de refúgio, as quais vocês darão para que, nelas, se acolha o homicida. Além destas, vocês darão aos levitas quarenta e duas cidades. 7Todas as cidades que vocês darão aos levitas serão quarenta e oito cidades, juntamente com os campos de pastagem. 8As cidades que vocês darão aos levitas devem ser da herança dos filhos de Israel. Se a tribo for numerosa, dará muitas cidades; se a tribo for pequena, dará poucas cidades; cada tribo dará das suas cidades aos levitas, na proporção da herança que lhe couber.

Seis cidades de refúgio

Dt 4.41-43; 19.1-3

9O Senhor disse ainda a Moisés:

10— Fale com os filhos de Israel e diga-lhes: Quando passarem o Jordão para entrar na terra de Canaã, 11escolham para vocês algumas cidades que lhes sirvam de refúgio, para que, nelas, se acolha o homicida que matar alguém involuntariamente. 12Nessas cidades o homicida poderá se refugiar do vingador do sangue, para que o homicida não morra antes de ser apresentado diante da congregação para julgamento. 13Essas cidades que vocês derem serão seis cidades de refúgio para vocês. 14Três destas cidades devem ficar deste lado do Jordão e três devem ficar na terra de Canaã; serão cidades de refúgio. 15Estas seis cidades serão de refúgio para os filhos de Israel, e para o estrangeiro, e para o que se hospedar no meio deles, para que, nelas, se acolha aquele que matar alguém involuntariamente.

Execução do homicida

Dt 19.11-13

16— Mas, se alguém ferir uma pessoa com instrumento de ferro, e essa pessoa morrer, é homicida; o homicida será morto. 17Ou se alguém ferir uma pessoa, com pedra na mão, que possa causar a morte, e essa pessoa morrer, é homicida; o homicida será morto. 18Ou se alguém ferir uma pessoa com instrumento de pau que tiver na mão, que possa causar a morte, e essa pessoa morrer, é homicida; o homicida será morto. 19O vingador do sangue, ao encontrar o homicida, deverá matá-lo.

20— Se alguém empurrar uma pessoa com ódio ou com má intenção lançar contra ela alguma coisa, e essa pessoa morrer, 21ou, por inimizade, a ferir com a mão, e essa pessoa vier a morrer, aquele que feriu essa pessoa será morto; é homicida; o vingador do sangue, ao encontrar o homicida, deverá matá-lo.

Privilégios oferecidos pelas cidades de refúgio

Dt 19.4-10

22— Porém, se alguém empurrar outra pessoa subitamente, sem inimizade, ou contra ela lançar algum instrumento, sem má intenção, 23ou, sem vê-la, deixar cair sobre ela alguma pedra que possa causar-lhe a morte, e essa pessoa morrer, não sendo sua inimiga, nem tendo a intenção de causar-lhe mal, 24então a congregação julgará entre o matador e o vingador do sangue, segundo estas leis, 25e livrará o homicida da mão do vingador do sangue, e o fará voltar à sua cidade de refúgio, onde havia se refugiado; ali, ficará até a morte do sumo sacerdote, que foi ungido com o santo óleo.

26— Porém, se, em determinado momento, o homicida sair dos limites da sua cidade de refúgio, onde tinha se refugiado, 27e o vingador do sangue o encontrar fora dos limites dela, se o vingador do sangue matar o homicida, não será culpado do sangue. 28Pois deve ficar na sua cidade de refúgio até a morte do sumo sacerdote; porém, depois da morte deste, o homicida voltará à terra da sua posse. 29Estas coisas serão por estatuto de direito para vocês de geração em geração, onde quer que vocês morarem.

30— Todo aquele que matar uma pessoa será morto conforme o depoimento das testemunhas; mas uma só testemunha não deporá contra alguém para que morra. 31Não aceitem resgate pela vida do homicida que é culpado de morte; ele deve ser morto. 32Também não aceitem resgate por aquele que se acolher a uma cidade de refúgio e quiser voltar para a sua terra antes da morte do sumo sacerdote. 33Assim, não profanem a terra em que vocês estão; porque o sangue profana a terra. Nenhuma expiação se fará pela terra por causa do sangue que nela for derramado, a não ser com o sangue daquele que o derramou. 34Portanto, não contaminem a terra na qual vocês vivem, no meio da qual eu habito; pois eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel.

Números 35NAAAbrir na Bíblia

O casamento das herdeiras

1Os cabeças das casas paternas da família dos filhos de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, das famílias dos filhos de José, foram falar com Moisés e com os chefes, cabeças das casas paternas dos filhos de Israel. 2Eles disseram:

— O Senhor Deus ordenou a meu senhor que, por sorteio, dê esta terra em herança aos filhos de Israel; e a meu senhor foi ordenado pelo Senhor Deus que a herança do nosso irmão Zelofeade fosse dada às filhas dele. 3Porém, se elas casarem com algum dos filhos das outras tribos dos filhos de Israel, a herança delas seria diminuída da herança de nossos pais e acrescentada à herança da tribo a que vierem pertencer. Assim, seria tirada uma parte da herança que nos coube por sorteio. 4E, quando chegar o Ano do Jubileu dos filhos de Israel, a herança delas será acrescentada à herança da tribo daqueles a que vierem pertencer. Assim, a herança delas será tirada da tribo de nossos pais.

5Então Moisés deu ordem aos filhos de Israel, segundo o mandado do Senhor, dizendo:

— A tribo dos filhos de José está pedindo o que é justo. 6Esta é a palavra que o Senhor deu a respeito das filhas de Zelofeade, dizendo: Elas podem casar com quem quiserem, desde que se casem na família da tribo do pai delas. 7Assim, a herança dos filhos de Israel não passará de uma tribo a outra. Pois os filhos de Israel devem ficar vinculados cada um à herança da tribo de seus pais. 8Qualquer filha que possuir alguma herança das tribos dos filhos de Israel deverá casar com alguém da família da tribo de seu pai, para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais. 9Assim, a herança não passará de uma tribo a outra; pois as tribos dos filhos de Israel devem ficar vinculadas cada uma à sua herança.

10Como o Senhor havia ordenado a Moisés, assim fizeram as filhas de Zelofeade, 11pois Macla, Tirza, Hogla, Milca e Noa, filhas de Zelofeade, casaram com filhos de seus tios paternos. 12Casaram nas famílias dos filhos de Manassés, filho de José, e a herança delas permaneceu na tribo da família de seu pai.

13São estes os mandamentos e os juízos que o Senhor, por meio de Moisés, ordenou aos filhos de Israel nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó.

Números 36NAAAbrir na Bíblia

Primeiro diálogo

Caps.3—14

A queixa de Jó

Cap. 3

Jó amaldiçoa o seu nascimento

1Depois disto, Jó passou a falar e amaldiçoou o dia do seu nascimento. 2Jó disse:

3“Pereça o dia em que nasci

e a noite em que se disse:

‘Foi concebido um homem!’

4Que aquele dia

se transforme em trevas,

e Deus, lá de cima,

não se importe com ele,

nem resplandeça sobre ele a luz.

5Que as trevas

e a sombra da morte

se apoderem desse dia;

que uma nuvem habite sobre ele;

que tudo o que pode

escurecer o dia o espante.

6Aquela noite,

que dela se apoderem

densas trevas;

que ela não se alegre

entre os dias do ano,

nem entre na conta dos meses.

7Sim, que seja estéril aquela noite,

e dela sejam banidos

os gritos de alegria.

8Amaldiçoem-na

aqueles que sabem

amaldiçoar o dia

e sabem instigar o Leviatã.

9Escureçam-se as estrelas

do seu alvorecer;

que a noite espere a luz,

e a luz não venha;

que não veja

o despontar da alvorada,

10pois não fechou as portas

do ventre da minha mãe,

nem escondeu dos meus olhos

o sofrimento.”

Por que não morri ao nascer?

11“Por que não morri ao nascer?

Por que não expirei

ao sair do ventre

de minha mãe?

12Por que houve um colo

que me acolhesse,

e seios, para que eu mamasse?

13Porque agora

eu repousaria tranquilo;

dormiria, e então haveria

para mim descanso,

14com os reis e conselheiros

da terra

que construíram para si

mausoléus;

15ou com os príncipes

que tinham ouro

e encheram as suas casas de prata;

16ou, como aborto oculto,

eu não existiria,

como crianças

que nunca viram a luz.

17Ali os maus cessam de perturbar,

e ali repousam os cansados.

18Ali os presos juntamente

repousam

e não ouvem a voz do capataz.

19Ali está tanto o pequeno

como o grande,

e o servo fica livre de seu senhor.”

Por que o miserável continua vivendo?

20“Por que se concede

luz ao miserável

e vida aos de coração amargurado,

21que esperam a morte,

e ela não vem,

que cavam em procura dela

mais do que

tesouros ocultos,

22que se alegrariam

por um túmulo

e exultariam se achassem

a sepultura?

23Por que se concede

luz ao homem

cujo caminho é oculto,

e a quem Deus cercou

de todos os lados?”

24“Porque em vez do meu pão

me vêm gemidos,

e os meus lamentos

se derramam como água.

25Aquilo que temo me sobrevém,

e o que receio me acontece.

26Não tenho descanso,

não tenho sossego,

não tenho repouso;

só tenho inquietação.”

Sociedade Bíblica do Brasilv.4.18.8
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