Sociedade Bíblica do Brasil
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Plano de leitura da Bíblia – dia 35

Texto(s) da Bíblia

Os discípulos no caminho de Emaús

13Naquele mesmo dia, dois discípulos estavam indo para uma aldeia chamada Emaús, que ficava a uns dez quilômetros de Jerusalém. 14E iam conversando a respeito de tudo o que tinha acontecido. 15Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. 16Porém os olhos deles estavam como que impedidos de o reconhecer. 17Então ele lhes perguntou:

— O que é que vocês estão discutindo pelo caminho?

E eles pararam entristecidos. 18Um, porém, chamado Cleopas, respondeu:

— Será que você é o único que esteve em Jerusalém e não sabe o que aconteceu lá, nestes últimos dias?

19Ele lhes perguntou:

— Do que se trata?

Eles explicaram:

— Aquilo que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que era profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, 20e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir Israel. Mas, depois de tudo isto, já estamos no terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. 22É verdade também que algumas mulheres do nosso grupo nos surpreenderam. Indo de madrugada ao túmulo 23e não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo que tinham tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. 24De fato, alguns dos nossos foram ao túmulo e verificaram a exatidão do que as mulheres disseram; mas não o viram.

25Então ele lhes disse:

— Como vocês são insensatos e demoram para crer em tudo o que os profetas disseram! 26Não é verdade que o Cristo tinha de sofrer e entrar na sua glória?

27E, começando por Moisés e todos os Profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras.

28Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, ele fez menção de passar adiante. 29Mas eles o convenceram a ficar, dizendo:

— Fique conosco, porque é tarde, e o dia já está chegando ao fim.

E entrou para ficar com eles. 30E aconteceu que, quando estavam à mesa, ele pegou o pão e o abençoou; depois, partiu o pão e o deu a eles. 31Então os olhos deles se abriram, e eles reconheceram Jesus; mas ele desapareceu da presença deles. 32E disseram um ao outro:

— Não é verdade que o coração nos ardia no peito, quando ele nos falava pelo caminho, quando nos explicava as Escrituras?

33E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém, onde acharam reunidos os onze e outros com eles, 34os quais diziam:

— De fato, o Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão!

35Então os dois contaram o que lhes tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido o Senhor no partir do pão.

Jesus aparece aos discípulos

36Falavam eles ainda estas coisas quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse:

— Que a paz esteja com vocês!

37Eles, porém, ficaram assustados e com medo, pensando que estavam vendo um espírito. 38Mas ele lhes disse:

— Por que vocês estão assustados? E por que surgem dúvidas no coração de vocês? 39Vejam as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo. Toquem em mim e vejam que é verdade, porque um espírito não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho.

40Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41E, por não acreditarem eles ainda, por causa da alegria, e como estavam admirados, Jesus lhes disse:

— Vocês têm aqui alguma coisa para comer?

42Então lhe apresentaram um pedaço de peixe assado, 43e ele comeu na presença deles.

44A seguir, Jesus lhes disse:

— São estas as palavras que eu lhes falei, estando ainda com vocês: era necessário que se cumprisse tudo o que está escrito a respeito de mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.

45Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras. 46E disse-lhes:

— Assim está escrito que o Cristo tinha de sofrer, ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia, 47e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando em Jerusalém. 48Vocês são testemunhas destas coisas. 49Eis que envio sobre vocês a promessa de meu Pai; permaneçam, pois, na cidade, até que vocês sejam revestidos do poder que vem do alto.

A ascensão de Jesus

50Então Jesus os levou para fora, até Betânia. E, erguendo as mãos, os abençoou. 51Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu. 52Então eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém cheios de alegria. 53E estavam sempre no templo, louvando a Deus.

Lucas 24:13-53NAAAbrir na Bíblia

O copo de José

1José deu esta ordem ao administrador da sua casa:

— Encha de mantimento os sacos que estes homens trouxeram, quanto puderem levar, e ponha o dinheiro de cada um na boca do saco de mantimento. 2E coloque o meu copo de prata na boca do saco de mantimento do mais novo, junto com o dinheiro do seu cereal.

E o administrador fez como José havia ordenado. 3De manhã, quando já estava claro, os homens partiram, eles com os seus jumentos. 4Saíram da cidade e, antes que pudessem ter se distanciado, José disse ao administrador de sua casa:

— Levante-se e vá atrás daqueles homens. E, alcançando-os, diga o seguinte: “Por que vocês pagaram o bem com o mal? 5Não é este o copo em que bebe o meu senhor e que ele usa para fazer as suas adivinhações? Vocês fizeram algo muito errado.”

6O administrador os alcançou e lhes falou essas palavras. 7Então eles responderam:

— Por que o meu senhor está dizendo uma coisa dessas? Longe de nós, seus servos, fazer uma coisa assim. 8O dinheiro que achamos na boca dos sacos de mantimento nós trouxemos de volta da terra de Canaã; como, então, iríamos roubar prata ou ouro da casa do seu senhor? 9Se algum de nós tiver esse copo, será morto; e nós ainda seremos escravos do meu senhor.

10O administrador respondeu:

— Que seja como vocês disseram. Aquele com quem for encontrado o copo será meu escravo; os outros ficam livres.

11Eles se apressaram; cada um colocou o seu saco de mantimento no chão e o abriu. 12O administrador os examinou, começando do mais velho e acabando no mais novo; e o copo foi encontrado no saco de mantimento de Benjamim. 13Então eles rasgaram as suas roupas; cada um carregou de novo o seu jumento, e eles voltaram para a cidade.

14Quando Judá e seus irmãos chegaram à casa de José, este ainda estava ali. E prostraram-se em terra diante dele. 15José lhes perguntou:

— O que é isso que vocês fizeram? Vocês não sabiam que um homem como eu é capaz de adivinhar?

16Então Judá respondeu:

— Que podemos dizer a meu senhor? Que podemos falar? E como vamos nos justificar? Deus descobriu a nossa culpa. Eis que somos escravos de meu senhor, tanto nós como aquele em cuja mão se achou o copo.

17Mas José disse:

— Longe de mim fazer uma coisa dessas! O homem em cuja mão foi encontrado o copo, esse será meu escravo; os outros podem voltar em paz para junto de seu pai.

18Então Judá se aproximou dele e disse:

— Meu senhor, permita que este seu servo diga uma palavra aos ouvidos do meu senhor, e não se acenda a sua ira contra este seu servo, pois o senhor é como o próprio Faraó. 19Meu senhor perguntou a seus servos: “Vocês têm pai ou mais algum irmão?” 20E respondemos a meu senhor: “Temos um pai já velho e um filho da sua velhice, o mais novo, cujo irmão é morto; e só ele ficou de sua mãe, e seu pai o ama.” 21Então o senhor disse a estes seus servos: “Tragam o jovem, para que eu o veja.” 22Respondemos ao meu senhor: “O jovem não pode deixar o pai; se deixar o pai, este morrerá.” 23Então meu senhor disse a estes seus servos: “Se o irmão mais novo não vier com vocês, nunca mais vocês verão o meu rosto.”

24— Quando voltamos à casa de meu pai, que é seu servo, e repetimos a ele as palavras de meu senhor, 25nosso pai disse: “Voltem e comprem um pouco de mantimento.” 26Nós respondemos: “Não podemos ir para lá. Mas, se o nosso irmão mais moço for conosco, iremos. Porque não podemos ver a face do homem, se este nosso irmão mais moço não estiver conosco.” 27Então nos disse o seu servo, nosso pai: “Vocês sabem que a minha mulher me deu dois filhos. 28Um se ausentou de mim, e eu disse: ‘Certamente foi despedaçado, e até agora não mais o vi.’ 29Se agora vocês me tirarem também este da minha presença, e lhe acontecer algum desastre, farão descer os meus cabelos brancos com tristeza à sepultura.”

30— Agora, pois, se eu voltar para junto de meu pai, seu servo, sem que o jovem vá conosco, visto que a alma de meu pai está ligada com a alma dele, 31vendo ele que o jovem não está conosco, morrerá; e estes seus servos farão descer os cabelos brancos de nosso pai, seu servo, com tristeza à sepultura. 32Porque este seu servo ficou responsável por este jovem diante de meu pai, dizendo: “Se eu não o trouxer de volta, serei culpado para com o meu pai pelo resto da minha vida.” 33Agora, pois, que este seu servo fique em lugar do jovem como escravo de meu senhor, e que o jovem volte com os seus irmãos. 34Porque como poderei voltar a meu pai, se o jovem não for comigo? Eu não poderia ver esse mal se abatendo sobre o meu pai.

Gênesis 44NAAAbrir na Bíblia

Oração pedindo a ajuda de Deus

Salmo de Davi

1Ó Senhor, defende a minha causa

contra os que me acusam;

luta contra aqueles

que me atacam.

2Embraça o escudo e a couraça

e ergue-te em meu auxílio.

3Empunha a lança

e reprime o passo

dos meus perseguidores.

Dize à minha alma:

“Eu sou a sua salvação.”

4Sejam confundidos

e cobertos de vexame

os que buscam tirar-me a vida;

retrocedam

e sejam envergonhados

os que tramam contra mim.

5Sejam como a palha

que o vento leva,

impelindo-os o anjo do Senhor.

6Que o caminho deles fique escuro

e se torne escorregadio,

e que o anjo do Senhor os persiga.

7Pois sem razão me armaram

ciladas,

sem motivo abriram

uma cova para mim.

8Venha sobre o inimigo

a destruição,

quando ele menos esperar;

e prendam-no os laços

que tramou ocultamente;

caia neles para a sua própria ruína.

9Então a minha alma

se alegrará no Senhor

e se regozijará na sua salvação.

10Todos os meus ossos dirão:

Senhor, quem é semelhante a ti?

Pois livras o aflito daquele que é

mais forte do que ele;

livras o pobre e o necessitado

daqueles que os exploram.”

11Falsas testemunhas se levantam

e me interrogam sobre coisas

que eu não sei.

12Pagam-me o mal pelo bem,

o que é desolação

para a minha alma.

13Quanto a mim, porém,

estando eles enfermos,

as minhas roupas

eram pano de saco;

eu afligia a minha alma com jejum

e em oração me reclinava

sobre o peito.

14Portava-me como se eles fossem

meus amigos ou meus irmãos;

andava curvado, de luto,

como quem chora por sua mãe.

15Quando, porém, tropecei,

eles se alegraram

e se reuniram;

reuniram-se contra mim;

homens sem valor,

que eu não conhecia,

dilaceraram-me sem tréguas;

16como hipócritas zombadores

numa festa,

rangiam os dentes contra mim.

17Até quando, Senhor,

ficarás olhando?

Livra-me da violência deles;

salva dos leões

a minha preciosa vida.

18Renderei graças

na grande congregação,

te louvarei

no meio da multidão poderosa.

19Não se alegrem de mim os que,

sem razão, são meus inimigos;

não pisquem os olhos os que

sem motivo me odeiam.

20Não é de paz que eles falam;

pelo contrário, tramam enganos

contra os pacíficos da terra.

21Escancaram contra mim a boca

e dizem: “Pegamos! Pegamos!

Vimos tudo

com os nossos próprios olhos!”

22Tu, Senhor, tens visto isso;

não te cales;

Senhor, não te ausentes de mim.

23Acorda e desperta

para me fazeres justiça!

Defende a minha causa,

Deus meu e Senhor meu.

24Julga-me, Senhor, Deus meu,

segundo a tua justiça;

não permitas que se alegrem

à minha custa.

25Não digam eles lá no seu íntimo:

“Agora, sim! Cumpriu-se

o nosso desejo!”

Não digam: “Acabamos com ele!”

26Envergonhem-se e, juntos,

sejam cobertos de vexame

os que se alegram com o meu mal!

Cubram-se de vergonha

e humilhação

os que se engrandecem

contra mim!

27Cantem de júbilo e se alegrem

os que têm prazer

na minha retidão!

Que eles digam sempre:

“Glorificado seja o Senhor,

que se compraz na prosperidade

do seu servo!”

28E a minha língua

celebrará a tua justiça

e o teu louvor todo o dia.

Salmos 35NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.18.8
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