Sociedade Bíblica do Brasil
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Plano de leitura da Bíblia – dia 207

Texto(s) da Bíblia

Sobre os dons espirituais

1Irmãos, não quero que vocês estejam desinformados a respeito dos dons espirituais. 2Vocês sabem que, quando eram gentios, se deixavam conduzir aos ídolos mudos, conforme vocês eram guiados. 3Por isso, quero que entendam que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: “Anátema, Jesus!” Por outro lado, ninguém pode dizer: “Senhor Jesus!”, senão pelo Espírito Santo.

4Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. 5E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. 6E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos. 7A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando um fim proveitoso. 8Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento. 9A um é dada, no mesmo Espírito, a fé; a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; 10a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos. A um é dada a variedade de línguas e a outro, capacidade para interpretá-las. 11Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas essas coisas, distribuindo-as a cada um, individualmente, conforme ele quer.

A unidade da igreja

12Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, constituem um só corpo, assim também é com respeito a Cristo. 13Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

14Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. 15Se o pé disser: “Porque não sou mão, não sou do corpo”, nem por isso deixa de ser do corpo. 16Se o ouvido disser: “Porque não sou olho, não sou do corpo”, nem por isso deixa de ser do corpo. 17Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo ele fosse ouvido, onde estaria o olfato? 18Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como ele quis. 19Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20O certo é que há muitos membros, mas um só corpo.

21Os olhos não podem dizer à mão: “Não precisamos de você.” E a cabeça não pode dizer aos pés: “Não preciso de vocês.” 22Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários, 23e os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra. Também os que em nós não são decorosos revestimos de especial honra, 24ao passo que os nossos membros nobres não têm necessidade disso. Contudo, Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha, 25para que não haja divisão no corpo, mas para que os membros cooperem, com igual cuidado, em favor uns dos outros. 26De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, todos os outros se alegram com ele.

27Ora, vocês são o corpo de Cristo e, individualmente, membros desse corpo. 28A uns Deus estabeleceu na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, os que têm dons de curar, ou de ajudar, ou de administrar, ou de falar em variedade de línguas. 29Será que são todos apóstolos? Será que são todos profetas? Será que são todos mestres? São todos operadores de milagres? 30Todos têm dons de curar? Todos falam em línguas? Todos têm o dom de interpretar essas línguas? 31Entretanto, procurem, com zelo, os melhores dons.

O amor é o dom supremo

E eu passo a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente.

1Coríntios 12NAAAbrir na Bíblia

Eliseu faz flutuar um machado

1Os discípulos dos profetas disseram a Eliseu:

— Eis que o lugar em que moramos com o senhor é pequeno demais para nós. 2Vamos até o Jordão, tomemos de lá cada um de nós uma viga e construamos um lugar para morar.

Ele respondeu:

— Vão.

3Mas um deles disse:

— Tenha a bondade de ir com estes seus servos.

Eliseu disse:

— Eu irei.

4E foi com eles. Quando chegaram ao Jordão, cortaram madeira. 5Aconteceu que, enquanto um deles derrubava um tronco, o machado caiu na água. Ele gritou:

— Ai! Meu senhor! O machado era emprestado.

6O homem de Deus perguntou:

— Onde caiu?

Ele mostrou-lhe o lugar. Então Eliseu cortou um galho, jogou-o na água naquele lugar, e fez o ferro flutuar. 7Então disse:

— Pegue-o.

O homem estendeu a mão e o pegou.

A ação de Eliseu na guerra contra os sírios

8O rei da Síria estava em guerra contra Israel. E, em conselho com os seus oficiais, disse:

— Em tal e tal lugar estará o meu acampamento.

9Mas o homem de Deus mandou dizer ao rei de Israel:

— Evite passar por tal lugar, porque os sírios estão descendo para ali.

10O rei de Israel enviou tropas ao lugar de que o homem de Deus lhe havia falado e de que o tinha avisado, e, assim, se salvou mais do que uma ou duas vezes.

11O rei da Síria ficou angustiado com este incidente. Então chamou os seus servos e perguntou:

— Vocês não vão me dizer quem dos nossos está do lado do rei de Israel?

12Um dos servos respondeu:

— Ninguém, ó rei, meu senhor. Mas o profeta Eliseu, que está em Israel, conta ao rei de Israel as palavras que o senhor fala no seu quarto de dormir.

13Então o rei disse:

— Vão e descubram onde ele está, para que eu mande prendê-lo.

E contaram ao rei:

— Eis que ele está em Dotã.

14Então o rei enviou para lá cavalos, carros de guerra e um grande exército. Eles chegaram de noite e cercaram a cidade.

15O servo do homem de Deus levantou-se bem cedo e, ao sair, eis que tropas, cavalos e carros de guerra haviam cercado a cidade. Então o moço disse a Eliseu:

— Ai, meu senhor! Que faremos?

16Ele respondeu:

— Não tenha medo, porque são mais os que estão conosco do que os que estão com eles.

17E Eliseu orou e disse:

Senhor, peço-te que abras os olhos dele para que veja.

O Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, ao redor de Eliseu. 18E, quando os sírios desceram contra ele, Eliseu orou ao Senhor e disse:

— Peço-te que firas esta gente de cegueira.

E ele os feriu de cegueira, conforme a palavra de Eliseu. 19Então Eliseu lhes disse:

— Não é este o caminho, nem esta a cidade; sigam-me, e eu os guiarei ao homem que vocês estão procurando.

E os guiou à cidade de Samaria.

20Quando eles chegaram a Samaria, Eliseu disse:

— Ó Senhor, abre os olhos destes homens para que vejam.

E o Senhor abriu os olhos deles, e viram; e eis que estavam dentro de Samaria. 21Quando o rei de Israel os viu, perguntou a Eliseu:

— Meu pai, devo matá-los? Devo matá-los?

22Ele respondeu:

— Não os mate! Você mataria aqueles que fizesse prisioneiros com a sua espada e o seu arco? Ordene que lhes deem pão e água, para que comam, bebam e voltem para o seu senhor.

23Então o rei ofereceu-lhes um grande banquete, e comeram e beberam. Ele os despediu e eles voltaram para o seu senhor. E da parte da Síria não houve mais investidas na terra de Israel.

A fome em Samaria

24Depois disto, Ben-Hadade, rei da Síria, ajuntou todo o seu exército, foi e sitiou a cidade de Samaria. 25Houve grande fome em Samaria. Eis que a sitiaram, a ponto de se vender a cabeça de um jumento por oitenta moedas de prata e um pouco de esterco de pomba por cinco moedas de prata.

26Quando o rei de Israel vinha passando, andando sobre a muralha, uma mulher gritou:

— Ajude-me, ó rei, meu senhor!

27Ele respondeu:

— Se o Senhor Deus não ajudar você, com que poderei eu ajudá-la? Com a eira ou com o lagar?

28E o rei acrescentou:

— Qual é o seu problema?

Ela respondeu:

— Esta mulher me disse: “Dê o seu filho, para que hoje o comamos, e amanhã comeremos o meu.” 29Assim, cozinhamos o meu filho e o comemos. Mas no outro dia, quando eu disse a ela: “Dê o seu filho, para que o comamos”, ela o escondeu.

30Ao ouvir as palavras da mulher, o rei rasgou as suas roupas. Como ele estava andando sobre a muralha, o povo olhou e viu que, por baixo, sobre a pele, o rei estava usando pano de saco.

31Então o rei disse:

— Que Deus me castigue se até o final do dia Eliseu, filho de Safate, ainda estiver com a cabeça sobre os ombros.

32Eliseu estava sentado em sua casa, juntamente com os anciãos. O rei enviou um homem à sua frente. Mas, antes que o mensageiro chegasse, Eliseu disse aos anciãos:

— Vocês estão vendo como aquele filho de um assassino mandou alguém para cortar a minha cabeça? Quando o mensageiro vier, fechem a porta e empurrem-no com ela. Não é fato que logo depois dele se ouvirá o barulho dos passos de seu senhor?

33Enquanto Eliseu ainda falava com eles, chegou o rei, que disse:

— Eis que este mal vem do Senhor Deus. Que mais poderia eu esperar do Senhor?

2Reis 6NAAAbrir na Bíblia

1Então Eliseu disse:

— Ouçam a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor: “Amanhã, a estas horas mais ou menos, junto ao portão de Samaria, uma medida da melhor farinha será vendida por uma moeda de prata, e duas medidas de cevada serão vendidas por uma moeda de prata.”

2Porém o capitão em cujo braço o rei se apoiava respondeu ao homem de Deus:

— Mesmo que o Senhor Deus fizesse janelas no céu, será que isso poderia acontecer?

O profeta respondeu:

— Eis que você verá isso com os seus próprios olhos, mas não comerá disso.

2Reis 7:1-2NAAAbrir na Bíblia

O chamado de Jonas, a sua fuga e o seu castigo

1A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai, dizendo:

2— Levante-se, vá à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença.

3Jonas se levantou, mas para fugir da presença do Senhor, para Társis. Desceu a Jope, e encontrou um navio que ia para Társis. Pagou a passagem e embarcou no navio, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor.

4Mas o Senhor lançou sobre o mar um forte vento, e levantou-se uma tempestade tão violenta, que parecia que o navio estava a ponto de se despedaçar. 5Então os marinheiros ficaram com medo e clamavam cada um ao seu deus. Lançaram no mar a carga que estava no navio, para que ele ficasse mais leve. Jonas, porém, havia descido ao porão do navio; ali havia se deitado, e dormia profundamente.

6O capitão do navio se aproximou de Jonas e lhe disse:

— O que está acontecendo com você? Agarrado no sono? Levante-se, invoque o seu deus! Talvez assim esse deus se lembre de nós, para que não pereçamos.

7Os marinheiros diziam uns aos outros:

— Vamos lançar sortes para descobrir quem é o culpado desse mal que caiu sobre nós.

Lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. 8Então lhe disseram:

— Agora nos diga: Quem é o culpado por este mal que nos aconteceu? Qual é a sua ocupação? De onde você vem? Qual a sua terra? E de que povo você é?

9Jonas respondeu:

— Eu sou hebreu e temo o Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra.

10Então os homens ficaram com muito medo e lhe perguntaram:

— O que é isso que você fez?

Pois aqueles homens sabiam que Jonas estava fugindo da presença do Senhor, porque ele lhes havia contado.

11Então lhe perguntaram:

— O que devemos fazer com você, para que o mar se acalme?

Disseram isto porque o mar ia se tornando cada vez mais tempestuoso. 12Jonas respondeu:

— Peguem-me e me lancem no mar; então o mar ficará calmo. Porque eu sei que, por minha causa, esta grande tempestade caiu sobre vocês.

13Em vez disso, os homens remavam, esforçando-se por alcançar a terra, mas não podiam, porque o mar ia se tornando cada vez mais tempestuoso contra eles. 14Então clamaram ao Senhor e disseram:

— Ah! Senhor! Rogamos-te que não nos deixes perecer por causa da vida deste homem, e não faças cair sobre nós este sangue inocente. Porque tu, Senhor, fizeste o que foi do teu agrado.

15Em seguida, os marinheiros pegaram Jonas e o lançaram no mar; e a fúria do mar se acalmou. 16Então esses homens temeram muito o Senhor; ofereceram sacrifícios ao Senhor e fizeram votos.

17O Senhor ordenou que um grande peixe engolisse Jonas. E Jonas esteve três dias e três noites no ventre do peixe.

Jonas 1NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.18.6
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