Sociedade Bíblica do Brasil
Sociedade Bíblica do Brasil

Plano de leitura da Bíblia – dia 133

Texto(s) da Bíblia

Paulo chega a Tiro

1Depois de nos separarmos deles, navegamos diretamente para a ilha de Cós. No dia seguinte, chegamos a Rodes, e dali fomos a Pátara. 2Encontrando um navio que ia para a Fenícia, embarcamos nele, seguindo viagem. 3Quando a ilha de Chipre já estava à vista, deixando-a à esquerda, navegamos para a Síria e chegamos a Tiro, pois o navio devia ser descarregado ali. 4Encontrando os discípulos, permanecemos lá durante sete dias. Movidos pelo Espírito, eles recomendavam a Paulo que não fosse a Jerusalém. 5Passados aqueles dias, saímos para continuar a viagem. Todos os discípulos, cada um com a sua mulher e os seus filhos, nos acompanharam até fora da cidade; e, ajoelhados na praia, oramos. 6Despedindo-nos uns dos outros, embarcamos; e eles voltaram para casa.

Paulo em Cesareia

7Quanto a nós, concluindo a viagem iniciada em Tiro, chegamos a Ptolemaida, onde saudamos os irmãos, passando um dia com eles. 8No dia seguinte, partimos e fomos para Cesareia. E, entrando na casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. 9Filipe tinha quatro filhas solteiras, que profetizavam. 10Demorando-nos ali alguns dias, veio da Judeia um profeta chamado Ágabo, 11que, aproximando-se de nós, pegou o cinto de Paulo e, amarrando com ele os próprios pés e mãos, declarou:

— Assim diz o Espírito Santo: É isto que os judeus em Jerusalém farão ao dono deste cinto para entregá-lo nas mãos dos gentios.

12Quando ouvimos estas palavras, tanto nós como os daquele lugar rogamos a Paulo que não fosse a Jerusalém. 13Mas ele respondeu:

— O que estão fazendo, ao chorar assim e partir o meu coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.

14Como Paulo não se deixou persuadir, conformados, dissemos:

— Seja feita a vontade do Senhor!

15Passados aqueles dias, tendo feito os preparativos, fomos para Jerusalém. 16Alguns dos discípulos também vieram de Cesareia conosco, trazendo consigo Mnasom, natural de Chipre, velho discípulo, com quem nos deveríamos hospedar.

Paulo chega a Jerusalém

17Quando chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam com alegria. 18No dia seguinte, Paulo foi conosco encontrar-se com Tiago, e todos os presbíteros se reuniram. 19E, tendo-os saudado, contou em detalhes o que Deus tinha feito entre os gentios por seu ministério. 20Ouvindo isso, eles deram glória a Deus e lhe disseram:

— Você percebe, irmão, que há milhares de judeus que creram, e todos são zelosos da Lei. 21Eles foram informados que você ensina todos os judeus entre os gentios a apostatarem de Moisés, dizendo-lhes que não devem circuncidar os filhos, nem andar segundo os costumes da Lei. 22Que faremos, então? Certamente saberão que você já chegou. 23Faça, portanto, o que vamos dizer: Estão entre nós quatro homens que, voluntariamente, fizeram um voto. 24Leve esses homens, participe da cerimônia de purificação com eles e pague a despesa deles, para que rapem a cabeça. Assim todos saberão que não procede a informação que receberam a respeito de você e que, pelo contrário, você mesmo vive de conformidade com a lei. 25Quanto aos gentios que creram, já lhes transmitimos decisões para que se abstenham das coisas sacrificadas a ídolos, do sangue, da carne de animais sufocados e da imoralidade sexual.

26Então Paulo, levando aqueles homens, no dia seguinte, tendo-se purificado com eles, entrou no templo, acertando o cumprimento dos dias da purificação, até que se fizesse a oferta em favor de cada um deles.

Paulo é preso no templo

27Quando já estavam por findar os sete dias, os judeus que tinham vindo da província da Ásia, ao verem Paulo no templo, alvoroçaram todo o povo e o agarraram, 28gritando:

— Israelitas, socorro! Este é o homem que por toda parte anda ensinando todos a serem contra o povo, contra a Lei e contra este lugar. E mais ainda: introduziu até gregos no templo e profanou este recinto sagrado.

29Disseram isso, pois antes tinham visto Trófimo, o efésio, em sua companhia na cidade e pensavam que Paulo o havia levado para dentro do templo. 30Toda a cidade ficou em grande alvoroço, e o povo veio correndo. Agarraram Paulo e o arrastaram para fora do templo; e imediatamente as portas foram fechadas. 31Procurando eles matá-lo, chegou ao conhecimento do comandante das tropas romanas que toda a Jerusalém estava amotinada. 32Então este, levando logo soldados e centuriões, correu para o meio do povo. Ao verem chegar o comandante e os soldados, pararam de espancar Paulo. 33O comandante se aproximou e ordenou que Paulo fosse preso e amarrado com duas correntes. Então perguntou quem era e o que havia feito. 34Na multidão, uns gritavam uma coisa, outros gritavam outra. Não podendo ele, porém, saber a verdade por causa do tumulto, ordenou que Paulo fosse recolhido à fortaleza. 35Ao chegar às escadas, foi preciso que os soldados o carregassem, por causa da violência da multidão, 36pois a massa de povo o seguia gritando:

— Mate-o!

Atos 21:1-36NAAAbrir na Bíblia

Sansão em Gaza

1Sansão foi a Gaza, viu ali uma prostituta e teve relações com ela. 2Foi dito aos gazitas:

— Sansão chegou aqui.

Eles cercaram o local e ficaram a noite toda esperando por ele, às escondidas, no portão da cidade. Ficaram em silêncio durante toda a noite, pois diziam:

— Vamos esperar até o raiar do dia. Então nós o matamos.

3Porém Sansão ficou deitado somente até a meia-noite. Então se levantou, pegou ambas as folhas do portão da cidade e as arrancou juntamente com os seus batentes e a tranca. Pôs tudo sobre os ombros e levou ao alto do monte que está em frente de Hebrom.

Sansão e Dalila

4Depois disto, Sansão se apaixonou por uma mulher do vale de Soreque, a qual se chamava Dalila. 5Então os governantes dos filisteus foram falar com ela e lhe disseram:

— Convença-o a revelar em que consiste a sua grande força e como poderíamos dominá-lo e amarrá-lo, para que assim possamos subjugá-lo. Cada um de nós dará a você mil e cem moedas de prata.

6Então Dalila disse a Sansão:

— Peço que você me conte em que consiste a sua grande força e com que você poderia ser amarrado e subjugado.

7Sansão respondeu:

— Se me amarrarem com sete cordas de arco ainda úmidas, ficarei fraco e serei como qualquer outro homem.

8Os governantes dos filisteus trouxeram a Dalila sete cordas de arco, ainda úmidas; e com as cordas ela o amarrou. 9Dalila havia deixado alguns homens escondidos no seu quarto. Então ela disse:

— Sansão, os filisteus vêm vindo aí!

Mas ele arrebentou as cordas de arco como se arrebenta o fio da estopa chamuscada que é colocada perto do fogo. Assim, não se soube em que consistia a força que ele tinha.

10Então Dalila disse a Sansão:

— Eis que você tem zombado de mim e me falou mentiras. Agora, por favor, conte-me como você pode ser amarrado.

11Ele lhe disse:

— Se me amarrarem bem com cordas novas, que nunca foram usadas, ficarei fraco e serei como qualquer outro homem. 12Dalila pegou cordas novas e o amarrou. Depois disse:

— Sansão, os filisteus vêm vindo aí!

Dalila havia deixado alguns homens escondidos no seu quarto. Mas Sansão arrebentou as cordas de seus braços como se fossem um fio de linha. 13Dalila disse a Sansão:

— Até agora você tem zombado de mim e só me falou mentiras. Diga-me como você poderia ser amarrado.

Ele respondeu:

— Se você tecer num tear as sete tranças da minha cabeça e se as prender com um pino de tear, ficarei fraco e serei como qualquer outro homem.

Enquanto ele dormia, ela pegou e teceu as sete tranças dele num tear. 14Prendeu-as com um pino de tear e depois gritou:

— Sansão, os filisteus vêm vindo aí!

Mas ele despertou do sono, arrancou o pino e tirou o cabelo do tear.

15Então ela lhe disse:

— Como você pode dizer que me ama, se não me revela o seu segredo? Por três vezes você zombou de mim e ainda não me contou em que consiste a sua grande força.

16Ela o importunava e pressionava todos os dias com a mesma pergunta, de modo que a alma dele se angustiou até a morte. 17Então ele contou o seu segredo, dizendo:

— Nunca foi passada uma navalha na minha cabeça, porque sou nazireu consagrado a Deus desde o ventre de minha mãe. Se o meu cabelo for cortado, a minha força irá embora, ficarei fraco e serei como qualquer outro homem.

18Quando Dalila viu que ele lhe havia contado o seu segredo, mandou chamar os governantes dos filisteus, dizendo:

— Venham mais esta vez, porque agora ele me contou o seu segredo.

Então os governantes dos filisteus vieram até ela e trouxeram com eles o dinheiro. 19Dalila fez com que Sansão dormisse no colo dela e, tendo chamado um homem, mandou rapar-lhe as sete tranças da cabeça, e assim começou a subjugá-lo. Sansão havia perdido a sua força. 20Então ela gritou:

— Sansão, os filisteus vêm vindo aí!

Ele despertou do sono e disse consigo mesmo:

— Vou sair como nas outras vezes e me livrarei.

Mas ele não sabia ainda que o Senhor já se havia retirado dele. 21Então os filisteus o agarraram, furaram os olhos dele e o levaram para Gaza. Amarraram-no com correntes de bronze e o puseram a virar um moinho na prisão. 22Mas o cabelo da sua cabeça, logo após ser rapado, começou a crescer de novo.

A morte de Sansão

23Os governantes dos filisteus se reuniram para oferecer um grande sacrifício ao seu deus Dagom e para se alegrar. Diziam:

— O nosso deus entregou o nosso inimigo Sansão nas nossas mãos.

24O povo, quando viu Sansão, louvava o seu deus, dizendo:

— O nosso deus entregou nas nossas mãos o nosso inimigo, aquele que destruía a nossa terra e multiplicava os nossos mortos.

25Com alegria no coração, disseram:

— Mandem vir Sansão, para que ele nos divirta.

Trouxeram Sansão do cárcere, e ele os divertia. Quando o fizeram ficar em pé entre as colunas, 26Sansão disse ao moço que o guiava pela mão:

— Deixe-me apalpar as colunas que sustentam o templo, para que eu possa me encostar nelas.

27Ora, o templo estava cheio de homens e mulheres, e também ali estavam todos os governantes dos filisteus. E sobre o teto havia uns três mil homens e mulheres, que olhavam enquanto Sansão os divertia.

28Sansão clamou ao Senhor e disse:

— Senhor Deus, peço-te que te lembres de mim. Dá-me força só mais esta vez, ó Deus, para que eu me vingue dos filisteus, que furaram os meus olhos.

29Em seguida, Sansão abraçou-se às duas colunas do meio, que sustentavam o templo, e fez força sobre elas, com a mão direita em uma e com a esquerda na outra. 30E disse:

— Que eu morra com os filisteus.

E empurrou com toda a sua força, e o templo caiu sobre os governantes e sobre todo o povo que ali estava. Assim, foram mais os que Sansão matou quando morreu do que os que ele havia matado durante toda a sua vida.

31Então os seus irmãos e toda a casa de seu pai foram buscar o corpo. Eles o levaram e sepultaram entre Zorá e Estaol, no túmulo de Manoá, seu pai.

Sansão julgou Israel durante vinte anos.

Juízes 16NAAAbrir na Bíblia

Livro II

Salmos 42—72

A alma suspira por Deus

Ao mestre de canto. Salmo didático dos filhos de Corá

1Assim como a corça suspira

pelas correntes das águas,

assim, por ti, ó Deus, suspira

a minha alma.

2A minha alma tem sede de Deus,

do Deus vivo.

Quando irei e me apresentarei

diante da face de Deus?

3As minhas lágrimas têm sido

o meu alimento dia e noite,

enquanto me dizem

continuamente:

“E o seu Deus, onde está?”

4Lembro-me destas coisas —

e dentro de mim

se derrama a minha alma —,

de como eu passava

com a multidão de povo

e os guiava em procissão

à Casa de Deus,

entre gritos de alegria e louvor,

multidão em festa.

5Por que você está abatida,

ó minha alma?

Por que se perturba

dentro de mim?

Espere em Deus,

pois ainda o louvarei,

a ele, meu auxílio

e Deus meu.

6Sinto abatida dentro de mim

a minha alma;

lembro-me, portanto, de ti,

nas terras do Jordão, no Hermom,

e no monte Mizar.

7Um abismo chama outro abismo,

ao ruído das tuas cachoeiras;

todas as tuas ondas e vagas

passaram sobre mim.

8Contudo, o Senhor, durante o dia,

me concede a sua misericórdia,

e de noite está comigo

o seu cântico,

uma oração

ao Deus da minha vida.

9Pergunto a Deus, minha rocha:

“Por que te esqueceste de mim?

Por que hei de andar

eu lamentando

sob a opressão

dos meus inimigos?”

10Os meus ossos se esmigalham,

quando os meus adversários

me insultam,

perguntando sem parar:

“E o seu Deus, onde está?”

11Por que você está abatida,

ó minha alma?

Por que se perturba

dentro de mim?

Espere em Deus,

pois ainda o louvarei,

a ele, meu auxílio

e Deus meu.

Salmos 42NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.18.6
SIGA A SBB: