Sociedade Bíblica do Brasil
Sociedade Bíblica do Brasil

Dia 4 na Palavra

Texto(s) da Bíblia

As instruções para os doze

Mt 10.5-15; Mc 6.7-13

1Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças. 2Também os enviou a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3E disse-lhes:

— Não levem nada para o caminho: nem bordão, nem sacola, nem pão, nem dinheiro; vocês também não devem ter duas túnicas. 4Na casa em que vocês entrarem, fiquem ali até saírem daquele lugar. 5E onde quer que não receberem vocês, ao saírem daquela cidade sacudam o pó dos pés em testemunho contra eles.

6Então, saindo, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho e fazendo curas por toda parte.

A dúvida de Herodes

Mt 14.1-12; Mc 6.14-29

7Ora, o tetrarca Herodes soube de tudo o que se passava e ficou perplexo, porque alguns diziam: “João ressuscitou dentre os mortos.” 8Outros diziam: “Elias apareceu.” E ainda outros diziam: “Um dos antigos profetas ressuscitou.” 9Herodes, porém, disse:

— Eu mandei decapitar João. Quem, então, é este a respeito do qual tenho ouvido tais coisas?

E se esforçava para vê-lo.

A primeira multiplicação de pães e peixes

Mt 14.13-21; Mc 6.30-44; Jo 6.1-14

10Ao regressarem, os apóstolos relataram a Jesus tudo o que tinham feito. Ele, levando-os consigo, retirou-se à parte para uma cidade chamada Betsaida. 11Mas as multidões souberam disso e o seguiram. Acolhendo-as, Jesus lhes falava a respeito do Reino de Deus e socorria os que tinham necessidade de cura. 12Mas o dia estava chegando ao fim. Então os doze se aproximaram de Jesus e disseram:

— Despeça a multidão, para que, indo às aldeias e campos ao redor, se hospedem e encontrem alimento; pois estamos aqui em lugar deserto.

13Jesus, porém, lhes disse:

— Deem vocês mesmos de comer a eles.

Os discípulos responderam:

— Não temos mais que cinco pães e dois peixes, a não ser que nós mesmos vamos e compremos comida para todo este povo.

14Porque estavam ali cerca de cinco mil homens. Então Jesus disse aos seus discípulos:

— Façam com que se assentem em grupos de cinquenta.

15Eles atenderam, fazendo com que todos se assentassem. 16E Jesus, pegando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos para o céu, os abençoou, partiu e deu aos discípulos para que os distribuíssem entre o povo. 17Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobraram foram recolhidos doze cestos.

A confissão de Pedro. Jesus prediz a própria morte

Mt 16.13-21; Mc 8.27-31

18E aconteceu que, enquanto Jesus estava orando em particular, achavam-se presentes os discípulos, a quem perguntou:

— Quem as multidões dizem que eu sou?

19Eles responderam:

— Uns dizem que é João Batista; outros dizem que é Elias; e ainda outros dizem que um dos antigos profetas ressuscitou.

20Então Jesus perguntou:

— E vocês, quem dizem que eu sou?

Respondendo, Pedro disse:

— O Cristo de Deus.

21Jesus, porém, advertindo-os, mandou que a ninguém declarassem tal coisa, 22dizendo:

— É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, seja morto e, no terceiro dia, ressuscite.

Tome a sua cruz

Mt 16.24-28; Mc 8.34—9.1

23Jesus dizia a todos:

— Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. 25De que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou causar dano a si mesma? 26Pois quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos. 27Em verdade lhes digo que alguns dos que aqui se encontram não passarão pela morte até que vejam o Reino de Deus.

A transfiguração de Jesus

Mt 17.1-13; Mc 9.2-8

28Cerca de oito dias depois de proferidas estas palavras, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte com o propósito de orar. 29E aconteceu que, enquanto ele orava, a aparência do seu rosto se transfigurou e a roupa dele ficou de um branco brilhante. 30E eis que dois homens falavam com ele: eram Moisés e Elias, 31que apareceram em glória e falavam da morte de Jesus, que ele estava para cumprir em Jerusalém. 32Pedro e seus companheiros estavam caindo de sono; mas, conservando-se acordados, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. 33Quando estes começaram a se afastar de Jesus, Pedro lhe disse:

— Mestre, bom é estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias.

Porém, Pedro não sabia o que estava dizendo. 34Enquanto assim falava, veio uma nuvem e os envolveu. E ficaram com medo ao entrar na nuvem. 35E dela veio uma voz que dizia:

— Este é o meu Filho, o meu eleito; escutem o que ele diz!

36Depois daquela voz, perceberam que Jesus estava sozinho. Eles ficaram calados e, naqueles dias, não contaram nada a ninguém a respeito do que tinham visto.

A cura de um jovem

Mt 17.14-21; Mc 9.14-29

37No dia seguinte, quando eles desceram do monte, uma grande multidão veio ao encontro de Jesus. 38E eis que, do meio da multidão, surgiu um homem, dizendo em alta voz:

— Mestre, peço que o senhor olhe o meu filho, porque é o único que tenho. 39Um espírito se apodera dele, e, de repente, o menino grita, e o espírito o convulsiona até espumar; e dificilmente o deixa, depois de o ter maltratado. 40Pedi aos seus discípulos que o expulsassem, mas eles não puderam.

41Jesus exclamou:

— Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei com vocês e terei de suportá-los? Traga o seu filho aqui.

42Quando o menino estava se aproximando, o demônio o atirou no chão e o convulsionou; mas Jesus repreendeu o espírito imundo, curou o menino e o entregou ao pai. 43E todos ficaram maravilhados com a majestade de Deus.

De novo Jesus prediz a sua morte

Mt 17.22-23; Mc 9.30-32

Como todos estavam admirados com tudo o que Jesus fazia, ele disse aos seus discípulos:

44— Prestem bem atenção nas seguintes palavras: o Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens.

45Eles, porém, não entendiam isso, e lhes foi encoberto para que não o compreendessem. E temiam fazer perguntas a Jesus a respeito deste assunto.

O maior no Reino de Deus

Mt 18.1-5; Mc 9.33-37

46Surgiu entre os discípulos uma discussão sobre qual deles seria o maior. 47Mas Jesus, sabendo o que se passava no coração deles, pegou uma criança, colocou-a junto de si 48e lhes disse:

— Quem receber esta criança em meu nome é a mim que recebe; e quem receber a mim recebe aquele que me enviou; porque aquele que for o menor de todos entre vocês, esse é que é grande.

Quem não é contra vocês é a favor de vocês

Mc 9.38-40

49João tomou a palavra e disse:

— Mestre, vimos certo homem que expulsava demônios em seu nome, mas nós o proibimos de fazer isso, porque não segue conosco.

50Mas Jesus lhe disse:

— Não proíbam, pois quem não é contra vocês é a favor de vocês.

Os samaritanos não recebem Jesus

51E aconteceu que, ao se completarem os dias em que seria elevado ao céu, Jesus manifestou, no semblante, a firme resolução de ir para Jerusalém. 52E enviou mensageiros que fossem na frente. Indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos para lhe preparar pousada. 53Mas não o receberam, porque o aspecto dele era de quem, decisivamente, ia para Jerusalém. 54Vendo isto, os discípulos Tiago e João perguntaram:

— Senhor, quer que mandemos descer fogo do céu para os consumir?

55Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu. 56E seguiram para outra aldeia.

Jesus põe à prova os que querem segui-lo

Mt 8.19-22

57Enquanto seguiam pelo caminho, alguém disse a Jesus:

— Vou segui-lo para onde quer que o senhor for.

58Mas Jesus lhe respondeu:

— As raposas têm as suas tocas e as aves do céu têm os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.

59A outro Jesus disse:

— Siga-me!

Mas ele respondeu:

— Senhor, deixe-me ir primeiro sepultar o meu pai.

60Mas Jesus insistiu:

— Deixe que os mortos sepultem os seus mortos. Você, porém, vá e anuncie o Reino de Deus.

61Outro lhe disse:

— Senhor, quero segui-lo, mas permita que antes disso eu me despeça das pessoas da minha casa.

62Mas Jesus lhe respondeu:

— Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.

Lucas 9NAAAbrir na Bíblia

A aliança e a circuncisão

1Quando Abrão atingiu a idade de noventa e nove anos, o Senhor apareceu a ele e disse:

— Eu sou o Deus Todo-Poderoso; ande na minha presença e seja perfeito. 2Farei uma aliança entre mim e você e darei a você uma descendência muito numerosa.

3Abrão se prostrou com o rosto em terra e Deus lhe falou:

4— Quanto a mim, esta é a minha aliança com você: você será pai de muitas nações. 5O seu nome não será mais Abrão, e sim Abraão, porque eu o constituí pai de muitas nações. 6Farei com que você seja extraordinariamente fecundo. De você farei surgir nações, e reis procederão de você. 7Estabelecerei uma aliança entre mim e você e a sua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o seu Deus e o Deus da sua descendência. 8Darei a você e à sua descendência a terra onde agora você é estrangeiro, toda a terra de Canaã, como propriedade perpétua, e serei o Deus deles.

9Deus disse ainda a Abraão:

— Guarde a minha aliança, você e a sua descendência no decurso das suas gerações. 10Esta é a aliança que vocês guardarão entre mim e vocês e a sua descendência: todos do sexo masculino que estão no meio de vocês deverão ser circuncidados. 11Vocês devem circuncidar a carne do prepúcio e isso servirá como sinal de aliança entre mim e vocês. 12O menino que tem oito dias será circuncidado entre vocês. Todos do sexo masculino nas suas gerações devem ser circuncidados, também o escravo nascido em casa e o comprado de qualquer estrangeiro, que não for da sua linhagem. 13Deve ser circuncidado o que nasceu em sua casa e o que você comprou com dinheiro. A minha aliança estará na carne de vocês e será aliança perpétua. 14O incircunciso, que não tiver sido circuncidado na carne do prepúcio, deve ser eliminado do meio do seu povo, pois quebrou a minha aliança.

Deus muda o nome de Sarai

15Deus disse a Abraão:

— A Sarai, sua mulher, você não chamará mais de Sarai, porém de Sara. 16Eu a abençoarei e darei a você um filho que nascerá dela. Sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela.

17Então Abraão se prostrou com o rosto em terra, e riu, dizendo consigo mesmo: “Pode nascer um filho a um homem de cem anos? E será que Sara, com os seus noventa anos, ainda poderá dar à luz?”

18Então Abraão disse para Deus:

— Quem dera que Ismael vivesse sob a tua bênção!

19Deus lhe respondeu:

— Na verdade, Sara, a sua mulher, lhe dará um filho, e você o chamará de Isaque. Estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência. 20Quanto a Ismael, eu ouvi o pedido que você me fez: vou abençoá-lo, farei com que seja fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; ele será pai de doze príncipes, e dele farei uma grande nação. 21Mas a minha aliança eu estabelecerei com Isaque, o filho que Sara dará à luz para você, neste mesmo tempo, daqui a um ano.

22Quando acabou de falar com Abraão, Deus se retirou dele, elevando-se.

A instituição da circuncisão

23Naquele mesmo dia, Abraão tomou o seu filho Ismael, e todos os escravos nascidos em sua casa, e todos os que ele tinha comprado com o seu dinheiro, todos os do sexo masculino que havia em sua casa, e circuncidou a carne do prepúcio de cada um, como Deus lhe havia ordenado. 24Abraão tinha noventa e nove anos de idade quando foi circuncidado na carne do seu prepúcio. 25Ismael, seu filho, tinha treze anos quando foi circuncidado na carne do seu prepúcio. 26Abraão e seu filho, Ismael, foram circuncidados no mesmo dia. 27E também foram circuncidados todos os homens de sua casa, tanto os escravos nascidos nela como os comprados de estrangeiros.

Gênesis 17NAAAbrir na Bíblia

Ló recebe em sua casa os dois anjos

1Ao anoitecer, os dois anjos chegaram a Sodoma. Ló estava sentado junto ao portão da cidade. Quando viu os anjos, levantou-se e, indo ao encontro deles, prostrou-se com o rosto em terra 2e lhes disse:

— Por favor, meus senhores, venham para a casa deste servo de vocês. Poderão passar a noite, lavar os pés, levantar-se de madrugada e seguir o seu caminho.

Mas eles responderam:

— Não; passaremos a noite na praça.

3Ló insistiu tanto, que eles foram e entraram na casa dele. Deu-lhes um banquete, fez assar uns pães sem fermento, e eles comeram. 4Mas, antes que eles se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa. Eram os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados. 5E chamaram Ló e lhe disseram:

— Onde estão os homens que, à noitinha, entraram na sua casa? Traga-os aqui fora para que abusemos deles.

6Então Ló foi até a porta, fechou-a atrás de si 7e lhes disse:

— Meus irmãos, peço-lhes que não cometam essa maldade. 8Olhem aqui! Tenho duas filhas, virgens, e vou trazê-las para vocês. Façam com elas o que quiserem, porém não façam nada a estes homens, porque se acham sob a proteção do meu teto.

9Eles, porém, disseram:

— Saia daí!

E acrescentaram:

— Ele é estrangeiro, veio morar entre nós e pretende ser juiz em tudo? Vamos fazer com você pior do que com eles.

E atiraram-se contra o homem, contra Ló, e se aproximaram para arrombar a porta. 10Porém os homens, estendendo a mão, puxaram Ló para dentro e fecharam a porta. 11E feriram de cegueira os que estavam do lado de fora, desde o menor até o maior, de modo que se cansaram à procura da porta.

12Então os homens disseram a Ló:

— Você tem aqui mais alguém dos seus? Genro, filhos, filhas, todos quantos você tem na cidade, faça-os sair daqui, 13pois vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem aumentado, chegando até a presença do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo.

14Então Ló saiu e foi falar com os seus genros, os que estavam para casar com as suas filhas. Ele disse:

— Levantem-se e saiam deste lugar, porque o Senhor vai destruir a cidade.

Mas eles pensaram que Ló estava brincando.

15Ao amanhecer, os anjos apressaram Ló, dizendo:

— Levante-se, pegue a sua mulher e as suas duas filhas, que aqui se encontram, e saia daqui, para que você não morra quando a cidade for castigada.

16Como, porém, ele se demorasse, aqueles homens o pegaram pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade. 17Havendo-os levado para fora, um deles disse:

— Corra, para sair daqui com vida! Não olhe para trás, nem pare em toda a campina. Fuja para o monte, para que você não morra.

18Mas Ló disse a eles:

— Assim não, meu Senhor! 19Eis que o teu servo encontrou favor diante dos teus olhos, e engrandeceste a tua misericórdia para comigo, salvando-me a vida. Mas não posso fugir para o monte, pois receio que a destruição vá me alcançar, e eu morra. 20Eis aqui perto uma cidadezinha para a qual eu posso fugir. Ela é bem pequena. Permite que eu fuja para lá — ela é bem pequena, não é verdade? —, e nela poderei salvar a minha vida.

21O anjo respondeu:

— Quanto a isso, estou de acordo, para não destruir a cidade de que você acaba de falar. 22Vá depressa e refugie-se nela; pois nada posso fazer, enquanto você não tiver chegado lá. Por isso, a cidade recebeu o nome de Zoar.

A destruição de Sodoma e Gomorra

23O sol estava nascendo sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar. 24Então o Senhor fez chover enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra. Isso veio da parte do Senhor, desde os céus. 25Ele destruiu aquelas cidades, e toda a campina, e todos os moradores das cidades, e o que nascia na terra. 26E a mulher de Ló olhou para trás e virou uma estátua de sal.

27Na manhã seguinte, Abraão se levantou de madrugada e foi para o lugar onde tinha estado na presença do Senhor. 28Abraão olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a terra da campina e viu que da terra subia fumaça, como se fosse a fumaça de uma fornalha.

29Assim, quando destruiu as cidades da campina, Deus se lembrou de Abraão e tirou Ló do meio da destruição, quando subverteu as cidades em que Ló tinha morado.

A origem dos moabitas e dos amonitas

30Ló partiu de Zoar e habitou no monte, ele e as duas filhas, porque receavam permanecer em Zoar. Ló habitou numa caverna, e com ele as duas filhas. 31Então a primogênita disse à mais moça:

— Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco, segundo o costume de toda terra. 32Venha, vamos embebedá-lo com vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai.

33Naquela noite, deram de beber vinho a seu pai. E, entrando a primogênita, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. 34No dia seguinte, a primogênita disse à mais nova:

— Ontem à noite, deitei-me com o meu pai. Vamos embebedá-lo também esta noite; entre e deite-se com ele, para que preservemos a descendência de nosso pai.

35De novo, naquela noite, deram de beber vinho a seu pai. E, entrando a mais nova, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou.

36E assim as duas filhas de Ló ficaram grávidas do próprio pai. 37A primogênita deu à luz um filho e lhe deu o nome de Moabe. Este é o pai dos moabitas, até o dia de hoje. 38A mais nova também deu à luz um filho e lhe deu o nome de Ben-Ami. Este é o pai dos amonitas, até o dia de hoje.

Gênesis 19NAAAbrir na Bíblia

Oração pedindo justiça

1Por que, Senhor,

te conservas longe?

Por que te escondes

nas horas de angústia?

2Com arrogância, os ímpios

perseguem os pobres;

que eles sejam apanhados

nas ciladas que armaram!

3Pois o perverso se gloria

da sua própria cobiça,

o avarento maldiz o Senhor

e blasfema contra ele.

4Em sua soberba,

o perverso não investiga;

tudo o que ele pensa

é que Deus não existe.

5São prósperos os caminhos dele

em todo tempo;

muito acima e longe dele

estão os teus juízos;

quanto aos seus adversários,

ele a todos trata com desprezo.

6Pois lá no seu íntimo diz:

“Jamais serei abalado;

de geração em geração,

nenhum mal me sobrevirá.”

7A sua boca está cheia

de maldição,

enganos e opressão;

debaixo da língua ele tem

insulto e maldade.

8Põe-se de tocaia nas aldeias,

trucida os inocentes

nos lugares ocultos;

seus olhos espreitam

o desamparado.

9Ele se põe de emboscada,

como o leão na sua caverna;

está de emboscada

para enlaçar o pobre:

apanha-o e o arrasta

com a sua rede.

10Abaixa-se, rasteja;

nas suas garras

caem os necessitados.

11Diz ele, no seu íntimo:

“Deus se esqueceu,

virou o rosto

e nunca verá isto.”

12Levanta-te, Senhor!

Ó Deus, ergue a tua mão!

Não te esqueças dos pobres.

13Por que o ímpio despreza Deus,

dizendo no seu íntimo que Deus

não lhe pedirá contas?

14Tu, porém, tens visto isso,

porque atentas

ao sofrimento e à dor,

para que os possas tomar

em tuas mãos.

A ti se entrega o desamparado;

tu tens sido o defensor do órfão.

15Quebra o braço do perverso

e do malvado;

pede contas da sua maldade,

até que a descubras de todo.

16O Senhor é rei eterno:

da sua terra somem as nações.

17Tens ouvido, Senhor,

o desejo dos humildes;

tu lhes firmarás o coração

e ouvirás o seu clamor,

18para fazeres justiça ao órfão

e ao oprimido,

a fim de que o ser humano,

que é da terra,

não volte a espalhar o terror.

Salmos 10NAAAbrir na Bíblia

Auxílio contra a falsidade

Ao mestre de canto, para instrumentos de oito cordas. Salmo de Davi

1Salva-nos, Senhor!

Porque já não há

quem seja piedoso;

desaparecem os fiéis

entre os filhos dos homens.

2Falam com falsidade

uns aos outros,

falam com lábios bajuladores

e coração fingido.

3Que o Senhor corte

todos os lábios bajuladores

e a língua que fala soberbamente.

4Pois dizem: “Com a nossa língua

prevaleceremos;

os lábios são nossos;

quem é senhor sobre nós?”

5“Por causa da opressão

dos pobres

e do gemido dos necessitados,

eu me levantarei agora”,

diz o Senhor,

“e porei a salvo aquele que

anseia por isso.”

6As palavras do Senhor

são palavras puras,

prata refinada em forno de barro,

depurada sete vezes.

7Sim, Senhor, tu nos guardarás;

tu nos livrarás desta geração

para sempre.

8Os perversos andam

por toda parte,

quando aquilo que não presta

é exaltado entre os filhos

dos homens.

Salmos 12NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.20.14
SIGA A SBB: