Sociedade Bíblica do Brasil
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Plano de leitura da Bíblia – dia 48

Texto(s) da Bíblia

Jesus, Autor e Consumador da fé

1Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de todo peso e do pecado que tão firmemente se apega a nós e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, 2olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, sem se importar com a vergonha, e agora está sentado à direita do trono de Deus. 3Portanto, pensem naquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem desanimem.

A disciplina de Deus é para o nosso bem

4Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o sangue. 5E vocês se esqueceram da exortação que lhes é dirigida, como a filhos:

“Filho meu, não despreze

a correção que vem do Senhor,

nem desanime quando

você é repreendido por ele;

6porque o Senhor corrige

a quem ama

e castiga todo filho

a quem aceita.”

7É para disciplina que vocês perseveram. Deus os trata como filhos. E qual é o filho a quem o pai não corrige? 8Mas, se estão sem essa correção, da qual todos se tornaram participantes, então vocês são bastardos e não filhos. 9Além disso, tínhamos os nossos pais humanos, que nos corrigiam, e nós os respeitávamos. Será que, então, não nos sujeitaremos muito mais ao Pai espiritual, para vivermos? 10Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para o nosso próprio bem, a fim de sermos participantes da sua santidade. 11Na verdade, toda disciplina, ao ser aplicada, não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza. Porém, mais tarde, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.

12Por isso, levantem as mãos cansadas e fortaleçam os joelhos vacilantes. 13Façam caminhos retos para os seus pés, para que o manco não se desvie, mas seja curado.

Firmes na graça de Deus

14Procurem viver em paz com todos e busquem a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. 15Cuidem para que ninguém fique afastado da graça de Deus, e que nenhuma raiz de amargura, brotando, cause perturbação, e, por meio dela, muitos sejam contaminados. 16E cuidem para que não haja nenhum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um prato de comida, vendeu o seu direito de primogenitura. 17Vocês sabem também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado.

18Ora, vocês não chegaram ao fogo palpável e aceso, à escuridão, às trevas, à tempestade, 19ao toque da trombeta e ao som de palavras tais, que aqueles que ouviram isso pediram que não lhes fosse dito mais nada, 20pois já não suportavam o que lhes era ordenado: “Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado.” 21Na verdade, o espetáculo era tão horrível, que Moisés disse: “Estou apavorado e trêmulo!” 22Pelo contrário, vocês chegaram ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a milhares de anjos. Vocês chegaram à assembleia festiva, 23a igreja dos primogênitos arrolados nos céus. Vocês chegaram a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, 24e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o sangue de Abel.

25Tenham cuidado e não se recusem a ouvir aquele que fala. Pois, se os que se recusaram a ouvir quem divinamente os advertia na terra não escaparam, muito menos escaparemos nós, se nos desviarmos daquele que dos céus nos adverte. 26Naquele tempo, a voz dele abalou a terra, mas agora ele promete, dizendo: “Mais uma vez eu farei tremer não só a terra, mas também o céu.” 27Ora, as palavras “mais uma vez” significam a remoção dessas coisas abaladas, ou seja, das coisas criadas, para que permaneçam as coisas que não podem ser abaladas.

28Por isso, recebendo nós um Reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e temor. 29Porque o nosso Deus é fogo consumidor.

Hebreus 12NAAAbrir na Bíblia

Deus manda o maná

1Partiram de Elim, e toda a congregação dos filhos de Israel veio para o deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês, depois que saíram da terra do Egito. 2Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto. 3Os filhos de Israel disseram a Moisés e Arão:

— Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão à vontade! Pois vocês nos trouxeram a este deserto a fim de matarem de fome toda esta multidão.

4Então o Senhor disse a Moisés:

— Eis que farei chover do céu pão para vocês, e o povo sairá e recolherá diariamente a porção para cada dia. Eu os porei à prova para ver se andam na minha lei ou não. 5No sexto dia prepararão o que recolherem, e será o dobro do que recolhem nos outros dias.

6Então Moisés e Arão disseram a todos os filhos de Israel:

— Hoje à tarde vocês saberão que foi o Senhor quem os tirou da terra do Egito, 7e, pela manhã, vocês verão a glória do Senhor, porque ele ouviu as murmurações de vocês contra o Senhor. Pois quem somos nós, para que vocês fiquem murmurando contra nós?

8Moisés continuou:

— Isso acontecerá quando o Senhor, à tarde, lhes der carne para comer e, pela manhã, pão à vontade, porque o Senhor ouviu as murmurações, com que vocês se queixam contra ele. Pois quem somos nós? Vocês não estão murmurando contra nós, mas contra o Senhor.

9Então Moisés disse a Arão:

— Diga a toda a congregação dos filhos de Israel: “Cheguem-se à presença do Senhor, pois ele ouviu as murmurações de vocês.”

10Enquanto Arão falava a toda a congregação dos filhos de Israel, olharam para o deserto, e eis que a glória do Senhor apareceu na nuvem.

Deus manda codornizes

11E o Senhor disse a Moisés:

12— Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel. Diga-lhes: “Ao crepúsculo da tarde, vocês comerão carne, e, pela manhã, vocês comerão pão à vontade, e saberão que eu sou o Senhor, seu Deus.”

13À tarde, apareceram codornizes e cobriram o arraial. Pela manhã, havia orvalho ao redor do arraial. 14E, quando o orvalho que havia caído se evaporou, na superfície do deserto restava uma coisa fina e semelhante a escamas, fina como a geada sobre a terra. 15Quando os filhos de Israel viram aquilo, perguntaram uns aos outros:

— Que é isso?

Pois não sabiam o que era. Moisés respondeu:

— Isso é o pão que o Senhor dá a vocês para comerem. 16Isto é o que o Senhor ordenou: “Que cada um recolha o que se consegue comer: dois litros por cabeça, segundo o número de pessoas. Cada um pegará para todos os que vivem em sua tenda.”

17Assim o fizeram os filhos de Israel. E recolheram, uns, mais, outros, menos, 18conforme a medida fixada. E não sobrava para quem havia recolhido muito, nem faltava para quem havia recolhido pouco, pois cada um recolhia o quanto conseguia comer. 19Então Moisés disse:

— Ninguém deixe nada para a manhã seguinte.

20Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, e alguns deixaram do maná para a manhã seguinte, mas deu bichos e cheirava mal. E Moisés se indignou contra eles. 21Colhiam-no, pois, manhã após manhã, cada um quanto conseguia comer; porque, vindo o calor do sol, o maná se derretia.

O povo de Israel recolhe o maná

22No sexto dia, colheram alimento em dobro, quatro litros para cada um. E os principais da congregação vieram e contaram isso a Moisés. 23Ele respondeu:

— Isto é o que disse o Senhor: “Amanhã é repouso, o santo sábado dedicado ao Senhor. O que vocês quiserem assar no forno, assem, e o que quiserem cozinhar em água, cozinhem; e tudo o que sobrar separem, guardando para a manhã seguinte.”

24E guardaram-no até a manhã seguinte, como Moisés havia ordenado; e não cheirou mal, nem deu bichos. 25Então Moisés disse:

— Comam isto hoje, pois hoje é o sábado dedicado ao Senhor; hoje vocês não encontrarão nada no campo. 26Seis dias vocês o recolherão, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá nada a recolher.

27No sétimo dia algumas pessoas saíram para o recolher, porém não o acharam. 28Então o Senhor disse a Moisés:

— Até quando vocês se recusarão a guardar os meus mandamentos e as minhas leis? 29Vejam! O Senhor deu a vocês o sábado; por isso, ele, no sexto dia, lhes dá alimento para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia.

30Assim, o povo descansou no sétimo dia.

31A casa de Israel deu àquele alimento o nome de maná. Ele era como semente de coentro, branco e com gosto de bolo de mel. 32Moisés disse:

— Esta é a palavra que o Senhor ordenou: “Dele você pegará dois litros e guardará para as futuras gerações, para que vejam o pão com que eu os sustentei no deserto, quando os tirei do Egito.”

33Então Moisés disse a Arão:

— Pegue um vaso, ponha nele dois litros de maná e coloque-o diante do Senhor, para que seja guardado para as futuras gerações.

34Como o Senhor havia ordenado a Moisés, assim Arão o colocou diante da arca do testemunho para o guardar. 35E os filhos de Israel comeram maná durante quarenta anos, até que entraram em terra habitada. Comeram maná até que chegaram aos limites da terra de Canaã. 36A porção de maná para cada pessoa era um décimo da medida padrão, que tinha vinte litros.

Êxodo 16NAAAbrir na Bíblia

A água da rocha em Refidim

1Toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim, fazendo suas paradas, segundo o mandamento do Senhor, e acamparam em Refidim; mas ali não havia água para o povo beber. 2Então o povo discutiu com Moisés e disse:

— Dê-nos água para beber.

Moisés respondeu:

— Por que vocês estão discutindo comigo? Por que estão tentando o Senhor?

3Mas ali o povo estava com sede de água e murmurou contra Moisés, dizendo:

— Por que você nos tirou do Egito, para nos matar de sede, a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos?

4Então Moisés clamou ao Senhor:

— Que farei com este povo? Daqui a pouco vão me apedrejar.

5O Senhor respondeu:

— Passe adiante do povo e leve com você alguns dos anciãos de Israel. Leve também o bordão com que você feriu o rio Nilo e siga em frente. 6Eis que estarei ali diante de você sobre a rocha em Horebe. Bata na rocha, e dela sairá água; e o povo beberá.

Moisés assim o fez na presença dos anciãos de Israel. 7E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da discussão dos filhos de Israel e porque tentaram o Senhor, dizendo:

— Está o Senhor no meio de nós ou não?

Os amalequitas atacam Israel

8Então vieram os amalequitas e atacaram Israel em Refidim. 9Com isso, Moisés ordenou a Josué:

— Escolha alguns homens e vá lutar contra os amalequitas. Amanhã eu estarei no alto do monte, e o bordão de Deus estará na minha mão.

10Josué fez como Moisés lhe havia ordenado e lutou contra os amalequitas. Porém Moisés, Arão e Hur subiram para o alto do monte. 11Quando Moisés levantava a mão, Israel vencia; quando, porém, ele abaixava a mão, os amalequitas venciam. 12Quando as mãos de Moisés ficaram pesadas, pegaram uma pedra e a puseram por baixo dele, para que Moisés se sentasse. Arão e Hur sustentavam as mãos de Moisés, um, de um lado, e o outro, do outro; assim as mãos dele ficaram firmes até o pôr do sol. 13E Josué destruiu os amalequitas a fio de espada.

14Então o Senhor disse a Moisés:

— Escreva isto para memória num livro e repita-o a Josué, porque eu vou apagar totalmente a memória dos amalequitas da face da terra.

15E Moisés edificou um altar e lhe deu o nome de O Senhor É Minha Bandeira. 16E disse:

— Porque o Senhor jurou, haverá guerra do Senhor contra os amalequitas de geração em geração.

Êxodo 17NAAAbrir na Bíblia

A mulher imoral

6Porque da janela da minha casa,

olhando pela grade,

7vi entre os ingênuos,

e descobri entre os jovens

um que não tinha juízo.

8Ele ia e vinha pela rua

junto à esquina

da mulher estranha

e seguia o caminho da casa dela,

9no crepúsculo, ao anoitecer,

na escuridão da noite, nas trevas.

10Eis que a mulher

lhe saiu ao encontro,

com roupas de prostituta

e astúcia no coração.

11É espalhafatosa e inquieta;

os seus pés não param em casa.

12Ora está nas ruas,

ora, nas praças,

espreitando por todos os cantos.

13Ela agarrou o jovem e o beijou;

e com o maior descaramento

lhe disse:

14“Eu tinha de oferecer

sacrifícios pacíficos;

hoje paguei os meus votos.

15Por isso, saí ao seu encontro;

vim procurá-lo,

e agora o encontrei!

16Já cobri de colchas

a minha cama,

de linho fino do Egito,

de várias cores.

17Já perfumei o meu leito

com mirra, aloés e cinamomo.

18Venha, vamos nos embriagar

com as delícias do amor,

até o amanhecer;

gozemos amores.

19Porque o meu marido

não está em casa;

saiu de viagem para longe.

20Levou consigo uma bolsa

cheia de dinheiro;

não voltará para casa

antes da lua cheia.”

21Ela o seduziu

com as suas muitas palavras,

com as lisonjas dos seus lábios

o arrastou.

22E, num instante, ele a seguiu,

como um boi

que vai para o matadouro;

como um animal

que corre para a armadilha,

23até que uma flecha

lhe atravesse o coração.

Ele era como a ave que corre

para dentro do alçapão,

sem saber que isto

lhe custará a vida.

24Agora, meu filho,

escute o que eu digo

e dê atenção

às palavras da minha boca.

25Não deixe que o seu coração

se desvie para os caminhos

dessa mulher,

e não ande perdido

nas suas veredas.

26Porque a muitos

ela feriu e derrubou;

e são muitos os que

por ela foram mortos.

27A casa dela é caminho

para o abismo

e desce para as câmaras da morte.

Provérbios 7:6-27NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.19.1
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