Sociedade Bíblica do Brasil
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Plano de leitura da Bíblia – dia 168

Texto(s) da Bíblia

Jesus e Belzebu

20Então Jesus foi para casa. E outra vez se ajuntou uma multidão, de tal modo que nem podiam comer. 21E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para prendê-lo, porque diziam:

— Está fora de si.

22Os escribas, que tinham vindo de Jerusalém, diziam:

— Ele está possuído de Belzebu. Ele expulsa os demônios pelo poder do maioral dos demônios.

23Então, convocando-os, Jesus lhes disse, por meio de parábolas:

— Como pode Satanás expulsar Satanás? 24Se um reino estiver dividido contra si mesmo, tal reino não pode subsistir. 25Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir. 26Se Satanás se levantou contra si mesmo e está dividido, não pode subsistir; é o seu fim. 27Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então saqueará a casa dele. 28Em verdade lhes digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. 29Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão, visto que é réu de pecado eterno.

30Jesus disse isto porque diziam: “Está possuído de um espírito imundo.”

A mãe e os irmãos de Jesus

31Nisto, chegaram a mãe e os irmãos de Jesus e, tendo ficado do lado de fora, mandaram chamá-lo. 32Muita gente estava sentada ao redor de Jesus, e alguns lhe disseram:

— Olhe, a sua mãe, os seus irmãos e as suas irmãs estão lá fora, procurando o senhor.

33Então Jesus perguntou:

— Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos?

34E, olhando em volta para os que estavam sentados ao seu redor, disse:

— Eis minha mãe e meus irmãos. 35Portanto, aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Marcos 3:20-35NAAAbrir na Bíblia

A aliança do Senhor com Davi

1Cr 17.1-15

1E aconteceu que, quando o rei Davi já morava em seu palácio, pois o Senhor lhe tinha dado descanso de todos os seus inimigos ao redor, 2o rei disse ao profeta Natã:

— Veja! Estou morando num palácio feito de cedro, mas a arca de Deus se encontra numa tenda.

3Então Natã disse ao rei:

— Vá e faça tudo o que estiver em seu coração, porque o Senhor está com você.

4Porém, naquela mesma noite, a palavra do Senhor veio a Natã, dizendo:

5— Vá e diga ao meu servo Davi: Assim diz o Senhor: “Você quer edificar um templo para minha habitação? 6Desde o dia em que tirei os filhos de Israel do Egito até o dia de hoje, não habitei em nenhum templo, mas tenho andado em tenda, em tabernáculo. 7Em todos os lugares em que andei com todos os filhos de Israel, por acaso falei alguma palavra com qualquer das suas tribos, a quem mandei apascentar o meu povo de Israel, dizendo: ‘Por que vocês não construíram um templo de cedro para mim?’”

8— Agora diga ao meu servo Davi: Assim diz o Senhor dos Exércitos: “Eu tirei você das pastagens e do trabalho de andar atrás das ovelhas, para que você fosse príncipe sobre o meu povo, sobre Israel. 9Estive com você por onde quer que você andou e eliminei todos os seus inimigos diante de você. Engrandecerei o seu nome, como só os grandes têm na terra. 10Prepararei um lugar para o meu povo, para Israel, e o plantarei para que habite no seu lugar e não seja mais perturbado. E jamais os filhos da perversidade o afligirão, como no passado, 11desde o dia em que mandei que houvesse juízes sobre o meu povo de Israel. Eu lhe darei descanso de todos os seus inimigos. O Senhor também lhe faz saber que ele, o Senhor, fará uma casa para você. 12Quando os seus dias se completarem e você descansar com os seus pais, então farei surgir depois de você o seu descendente, que procederá de você, e estabelecerei o seu reino. 13Este edificará um templo ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. 14Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho. Se vier a transgredir, eu o castigarei com varas de homens e com açoites de filhos de homens. 15Mas a minha misericórdia não se afastará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de você. 16Quanto a você, a sua casa e o seu reino serão firmados para sempre diante de mim; o seu trono será estabelecido para sempre.”

17Segundo todas estas palavras e conforme toda esta visão, assim Natã falou com Davi.

Oração de agradecimento de Davi

1Cr 17.16-27

18Então o rei Davi se pôs diante do Senhor e disse:

— Quem sou eu, Senhor Deus, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui? 19E como se isto ainda fosse pouco aos teus olhos, Senhor Deus, também falaste a respeito da casa de teu servo para tempos distantes; e isto é instrução para toda a humanidade, ó Senhor Deus. 20Que mais ainda te poderá dizer Davi? Pois tu conheces bem o teu servo, ó Senhor Deus. 21Por causa da tua palavra e segundo o teu coração, fizeste toda esta grandeza, dando-a a conhecer a teu servo. 22Portanto, grandioso és tu, ó Senhor Deus, porque não há ninguém semelhante a ti, e não há outro Deus além de ti, segundo tudo o que nós mesmos temos ouvido. 23Quem há como o teu povo, como Israel, gente única na terra, a quem Deus foi resgatar para ser o seu povo? Fizeste para ti mesmo um nome e fizeste por teu povo estas grandes e tremendas coisas, para a tua terra, diante do teu povo, que resgataste do Egito, desterrando as nações e os seus deuses. 24Estabeleceste o teu povo de Israel por teu povo para sempre e tu, ó Senhor, te fizeste o seu Deus.

25— E agora, Senhor Deus, quanto a esta palavra que disseste a respeito de teu servo e a respeito da sua casa, confirma-a para sempre; e faze como falaste. 26Seja para sempre engrandecido o teu nome, e que se diga: “O Senhor dos Exércitos é Deus sobre Israel!” E a casa de Davi, teu servo, será estabelecida diante de ti. 27Pois tu, ó Senhor dos Exércitos, Deus de Israel, fizeste ao teu servo esta revelação, dizendo: “Edificarei uma casa para você.” Por isso, o teu servo se animou para fazer-te esta oração.

28— Agora, pois, ó Senhor Deus, tu mesmo és Deus, e as tuas palavras são verdade, e tens prometido ao teu servo este bem. 29Queiras, agora, abençoar a casa do teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de ti, pois tu, ó Senhor Deus, o disseste; e, com a tua bênção, a casa do teu servo será abençoada para sempre.

2Samuel 7NAAAbrir na Bíblia

Diversas vitórias de Davi

1Cr 18.1-13

1Depois disso, Davi atacou os filisteus, derrotou-os e tomou das mãos deles o controle daquela região. 2Também derrotou os moabitas. Fez com que se deitassem no chão e os mediu com uma corda: os que ficaram dentro de duas medidas foram mortos, e os que ficaram dentro da terceira medida foram deixados com vida. Assim, os moabitas se tornaram servos de Davi e lhe pagavam tributo. 3Davi também derrotou Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá, quando aquele foi restabelecer o seu domínio sobre o rio Eufrates. 4Davi tomou-lhe mil e setecentos cavaleiros e vinte mil soldados de infantaria. Mutilou todos os cavalos dos carros de guerra, com exceção dos que puxavam cem deles.

5Os sírios de Damasco foram socorrer Hadadezer, rei de Zobá, mas Davi matou vinte e dois mil deles. 6Davi pôs guarnições na Síria de Damasco, e os sírios se tornaram servos de Davi e lhe pagavam tributo. E o Senhor dava vitórias a Davi por onde quer que ele ia. 7Davi tomou os escudos de ouro que eram usados pelos oficiais de Hadadezer e os trouxe a Jerusalém. 8De Betá e Berotai, cidades de Hadadezer, o rei Davi tomou grande quantidade de bronze.

9Quando Toí, rei de Hamate, soube que Davi tinha derrotado todo o exército de Hadadezer, 10mandou seu filho Jorão ao rei Davi, para o saudar e cumprimentá-lo por ter lutado contra Hadadezer e por havê-lo vencido. Acontece que Hadadezer de contínuo fazia guerra a Toí. Jorão trouxe consigo objetos de prata, de ouro e de bronze, 11que o rei Davi consagrou ao Senhor, juntamente com a prata e o ouro que já havia consagrado de todas as nações que havia subjugado: 12da Síria, de Moabe, dos filhos de Amom, dos filisteus, de Amaleque e dos despojos de Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá. 13Davi ficou ainda mais famoso quando, ao voltar do ataque aos sírios, matou dezoito mil homens no vale do Sal. 14Pôs guarnições em todo o Edom, e todos os edomitas se tornaram servos de Davi. E o Senhor dava vitórias a Davi por onde quer que ele ia.

Oficiais de Davi

2Sm 20.23-26; 1Cr 18.14-17

15Davi reinou sobre todo o Israel; julgava e fazia justiça a todo o seu povo. 16Joabe, filho de Zeruia, era comandante do exército; Josafá, filho de Ailude, era cronista. 17Zadoque, filho de Aitube, e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes, e Seraías, escrivão. 18Benaia, filho de Joiada, era o comandante da guarda real. Os filhos de Davi, porém, eram seus ministros.

2Samuel 8NAAAbrir na Bíblia

O decreto do rei

1O rei Nabucodonosor às pessoas de todos os povos, nações e línguas, que habitam em toda a terra:

“Que a paz lhes seja multiplicada! 2Pareceu-me bem tornar conhecidos os sinais e as maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo.”

3“Como são grandes os seus sinais,

e como são poderosas

as suas maravilhas!

O seu reino é um reino eterno,

e o seu domínio se estende

de geração em geração.”

O segundo sonho de Nabucodonosor e a sua loucura

4— Eu, Nabucodonosor, estava tranquilo em minha casa e feliz no meu palácio. 5Tive um sonho que me espantou. Quando eu estava na minha cama, os pensamentos e as visões que passaram diante dos meus olhos me perturbaram. 6Por isso, expedi um decreto, ordenando que fossem trazidos à minha presença todos os sábios da Babilônia, para que me revelassem a interpretação do sonho. 7Então vieram os magos, os encantadores, os caldeus e os feiticeiros. Eu lhes contei o sonho, mas eles não puderam me revelar a sua interpretação. 8Por fim, apresentou-se Daniel, que é chamado de Beltessazar, em honra ao nome do meu deus. Ele tem o espírito dos santos deuses, e eu lhe contei o sonho, dizendo: 9“Beltessazar, chefe dos magos, eu sei que você tem o espírito dos santos deuses e que não há mistério que você não possa explicar. Vou lhe contar o sonho que eu tive, para que você me diga o que ele significa. 10Estas foram as visões que passaram diante dos meus olhos quando eu estava deitado na minha cama: eu estava olhando e vi uma árvore no meio da terra, cuja altura era enorme. 11A árvore cresceu e se tornou forte, de maneira que a sua altura chegou até o céu; ela podia ser vista desde os confins da terra. 12A sua folhagem era bela, o seu fruto era abundante, e nela havia sustento para todos. Debaixo dela os animais selvagens achavam sombra, e as aves do céu faziam morada nos seus ramos; e todos os seres vivos se alimentavam dela. 13No meu sonho, quando eu estava na minha cama, vi um vigilante, um santo, que descia do céu, 14gritando em alta voz: ‘Derrubem a árvore, cortem os seus ramos, arranquem as folhas e espalhem os seus frutos. Espantem os animais que estão debaixo dela e as aves que fazem morada nos seus ramos. 15Mas o toco, com as raízes, deixem na terra, amarrado com correntes de ferro e de bronze, em meio à erva do campo. Que esse toco seja molhado pelo orvalho do céu, e que a parte que lhe cabe seja a erva da terra, junto com os animais. 16Que o coração dele seja mudado, para que não seja mais coração humano, e lhe seja dado coração de animal; e passem sobre ele sete tempos. 17Esta sentença é por decreto dos vigilantes, e esta ordem é por mandado dos santos, para que os que vivem saibam que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens. Ele dá esse reino a quem quer, e põe sobre ele até o mais humilde dos homens.’”

18— Este foi o sonho que eu, rei Nabucodonosor, tive. Você, Beltessazar, diga a interpretação, porque todos os sábios do meu reino não puderam me revelar a interpretação. Mas eu sei que você pode, porque você tem o espírito dos santos deuses.

Daniel explica o sonho

19Então Daniel, cujo nome era Beltessazar, ficou perplexo por algum tempo, e os seus pensamentos o perturbavam. Então o rei lhe disse:

— Beltessazar, não deixe que o sonho ou a sua interpretação o perturbem.

Beltessazar respondeu:

— Meu senhor, quem dera o sonho fosse a respeito daqueles que o odeiam, e a sua interpretação se aplicasse aos seus inimigos! 20A árvore que o senhor viu, que cresceu e se tornou forte, cuja altura chegou até o céu, que foi vista por toda a terra, 21cuja folhagem era bela, cujo fruto era abundante, na qual havia sustento para todos, debaixo da qual os animais selvagens achavam sombra, e em cujos ramos as aves do céu faziam morada, 22aquela árvore é o senhor, ó rei, que cresceu e veio a ser forte. A sua grandeza, ó rei, cresceu e chega até o céu, e o seu domínio se estende até a extremidade da terra. 23Quanto ao vigilante ou santo que o rei viu, que descia do céu e que dizia: “Cortem e destruam a árvore, mas deixem o toco com as raízes na terra, amarrado com correntes de ferro e de bronze, em meio à erva do campo; que esse toco seja molhado pelo orvalho do céu, e que a parte que lhe cabe seja com os animais selvagens, até que passem sobre ele sete tempos”, 24esta é a interpretação, ó rei, e este é o decreto do Altíssimo, que virá contra meu senhor, o rei: 25o senhor será expulso do meio das pessoas, e a sua morada será com os animais selvagens; o senhor comerá capim como os bois, e será molhado pelo orvalho do céu; e passarão sete tempos, até que o senhor, ó rei, reconheça que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos do mundo e os dá a quem ele quer. 26Quanto ao que foi dito, que se deixasse o toco da árvore com as suas raízes, isto significa que o seu reino voltará a ser seu, depois que o senhor tiver reconhecido que o Céu domina. 27Portanto, ó rei, aceite o meu conselho: abandone os seus pecados, praticando a justiça, e acabe com as suas iniquidades, usando de misericórdia para com os pobres; assim talvez a sua tranquilidade se prolongue.

O sonho se cumpre

28Tudo isso, de fato, aconteceu com o rei Nabucodonosor. 29Passados doze meses, quando estava passeando no terraço do palácio real da cidade da Babilônia, 30o rei disse:

— Não é esta a grande Babilônia que eu construí para a casa real, com o meu grandioso poder e para glória da minha majestade?

31Enquanto o rei ainda falava, veio uma voz do céu, que disse:

— A você, rei Nabucodonosor, se anuncia o seguinte: Este reino lhe foi tirado. 32Você será expulso do meio das pessoas, e a sua morada será com os animais selvagens; você comerá capim como os bois, e passarão sete tempos, até que você reconheça que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos do mundo e os dá a quem ele quer.

33No mesmo instante, se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor. Ele foi expulso do meio das pessoas e começou a comer capim como os bois. O seu corpo foi molhado pelo orvalho do céu, até que lhe cresceram os cabelos como as penas da águia, e as suas unhas, como as garras das aves.

34— Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, e recuperei o entendimento. Então eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei aquele que vive para sempre:

“O seu domínio é eterno,

e o seu reino se estende

de geração em geração.

35Todos os moradores da terra

são considerados como nada,

e o Altíssimo faz o que quer

com o exército do céu

e com os moradores da terra.

Não há quem possa deter

a sua mão,

nem questionar o que ele faz.”

36— Nesse tempo, recuperei o entendimento e, para a dignidade do meu reino, recuperei também a minha majestade e o meu resplendor. Os meus conselheiros e os homens importantes vieram me procurar, fui restabelecido no meu reino, e a minha grandeza se tornou ainda maior. 37Agora eu, Nabucodonosor, louvo, engrandeço e glorifico o Rei do céu, porque todas as suas obras são verdadeiras, e os seus caminhos são justos. Ele tem poder para humilhar os orgulhosos.

Daniel 4NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.19.1
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