Sociedade Bíblica do Brasil
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Plano de leitura da Bíblia – dia 165

Texto(s) da Bíblia

A cura de um endemoniado em Cafarnaum

21Depois, entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, Jesus foi ensinar na sinagoga. 22E maravilhavam-se com a sua doutrina, porque os ensinava como alguém que tem autoridade e não como os escribas. 23E logo apareceu na sinagoga um homem possuído de espírito imundo, o qual gritou:

24— O que você quer conosco, Jesus Nazareno? Você veio para nos destruir? Sei muito bem quem você é: o Santo de Deus!

25Mas Jesus o repreendeu, dizendo:

— Cale-se e saia desse homem.

26Então o espírito imundo, agitando-o violentamente e gritando em alta voz, saiu dele. 27Todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si:

— Que é isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!

28E a fama de Jesus se espalhou depressa em todas as direções, por toda a região da Galileia.

A cura da sogra de Pedro

29E, saindo da sinagoga, foram, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre; e logo deram essa notícia a Jesus. 31Então, aproximando-se, Jesus pegou na mão dela e fez com que ela se levantasse. A febre a deixou, e ela passou a servi-los.

Muitas outras curas

32À tarde, depois do pôr do sol, trouxeram a Jesus todos os enfermos e endemoniados. 33Toda a cidade estava reunida à porta da casa. 34E ele curou muitos que se achavam doentes de todo tipo de enfermidades. Também expulsou muitos demônios, não lhes permitindo que falassem, porque sabiam quem ele era.

Jesus prega nas sinagogas

35Tendo-se levantado de madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus saiu e foi para um lugar deserto, e ali orava. 36Simão e os que estavam com ele procuraram Jesus por toda parte. 37Quando o encontraram, lhe disseram:

— Todos estão à sua procura.

38Jesus, porém, lhes disse:

— Vamos a outros lugares, aos povoados vizinhos, a fim de que eu pregue também ali, pois foi para isso que eu vim.

39Então ele foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expulsando os demônios.

A cura de um leproso

40Um leproso se aproximou de Jesus e lhe pediu, de joelhos:

— Se o senhor quiser, pode me purificar.

41E Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou nele e disse:

— Quero, sim. Fique limpo!

42No mesmo instante, a lepra desapareceu dele, e ele ficou limpo. 43E, advertindo-o severamente, logo o despediu. 44E lhe disse:

— Olhe! Não conte nada a ninguém, mas vá, apresente-se ao sacerdote e ofereça, pela sua purificação, o sacrifício que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo.

45Mas, tendo ele saído, começou a proclamar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de Jesus não poder mais entrar publicamente em nenhuma cidade. Por isso, permanecia fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham ao encontro dele.

Marcos 1:21-45NAAAbrir na Bíblia

Filhos de Davi que nasceram em Hebrom

2Em Hebrom, nasceram filhos a Davi. O primogênito foi Amnom, de Ainoã, a jezreelita. 3O segundo foi Quileabe, de Abigail, viúva de Nabal, o carmelita. O terceiro foi Absalão, filho de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur. 4O quarto foi Adonias, filho de Hagite. O quinto foi Sefatias, filho de Abital. 5O sexto foi Itreão, de Eglá, mulher de Davi. Estes filhos de Davi nasceram em Hebrom.

Abner faz aliança com Davi

6Enquanto durou a guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi, Abner se tornava cada vez mais poderoso na casa de Saul.

7Saul teve uma concubina chamada Rispa, filha de Aiá. Isbosete perguntou a Abner:

— Por que você teve relações com a concubina de meu pai?

8Abner ficou indignado com as palavras de Isbosete e disse:

— Sou eu um cão a serviço de Judá? Ainda hoje sou fiel à casa de Saul, seu pai, e aos irmãos e amigos dele e não entreguei você nas mãos de Davi. No entanto, hoje você quer me culpar por causa dessa mulher! 9Que Deus me castigue se eu não fizer por Davi o que o Senhor lhe prometeu, 10transferindo o reino da casa de Saul e estabelecendo o trono de Davi sobre Israel e sobre Judá, desde Dã até Berseba.

11E Isbosete não pôde dizer nada a Abner, porque tinha medo dele. 12Então Abner enviou mensageiros a Davi, dizendo:

— De quem é a terra? Faça uma aliança comigo, e eu o ajudarei a fazer com que todo o Israel se junte a você.

13Davi respondeu:

— Muito bem. Farei uma aliança com você, porém uma coisa exijo: quando vier falar comigo, você não verá a minha face, se primeiro não me trouxer Mical, filha de Saul.

14Davi também enviou mensageiros a Isbosete, filho de Saul, dizendo:

— Dê-me de volta a minha mulher Mical. Para poder casar com ela dei como pagamento cem prepúcios de filisteus.

15Então Isbosete mandou tirá-la do seu marido Paltiel, filho de Laís. 16Seu marido a acompanhou, caminhando e chorando atrás dela, até Baurim. Então Abner disse a ele:

— Agora vá e volte para casa.

E ele voltou.

17Abner falou com os anciãos de Israel, dizendo:

— No passado, vocês queriam que Davi reinasse sobre vocês. 18Façam isto agora, porque o Senhor falou a Davi, dizendo: “Por meio de Davi, meu servo, livrarei o meu povo das mãos dos filisteus e das mãos de todos os seus inimigos.”

19Abner falou também com a tribo de Benjamim. E então ele foi dizer a Davi, em Hebrom, tudo o que agradava a Israel e a toda a casa de Benjamim.

20Abner foi falar com Davi, em Hebrom, e vinte homens estavam com ele. Davi ofereceu um banquete a Abner e aos homens que tinham vindo com ele. 21Então Abner disse a Davi:

— Eu me levantarei e irei para ajuntar todo o Israel ao rei, meu senhor, para fazerem aliança com o rei. E meu senhor reinará sobre tudo o que quiser.

Então Davi deixou que Abner partisse, e ele se foi em paz.

Joabe mata Abner

22Eis que os servos de Davi e Joabe vieram de uma investida e traziam consigo grande despojo. Mas Abner já não estava com Davi, em Hebrom, porque este o havia deixado ir embora, e ele tinha ido em paz. 23Quando Joabe chegou com toda a tropa que estava com ele, disseram-lhe:

— Abner, filho de Ner, veio falar com o rei, que deixou que ele fosse embora em paz.

24Então Joabe foi falar com o rei e lhe disse:

— O que foi que o senhor fez? Eis que Abner esteve aqui e o senhor o deixou ir embora. Agora ele se foi! 25O senhor bem conhece Abner, filho de Ner. Veio para enganá-lo, para observar os seus movimentos e sondar todos os seus planos.

26Ao sair da presença de Davi, Joabe enviou mensageiros atrás de Abner, e eles o trouxeram de volta desde a cisterna de Sirá, sem que Davi o soubesse. 27Quando Abner voltou a Hebrom, Joabe o levou para um lado, no interior do portão da cidade, para lhe falar em segredo, e ali o feriu na barriga. E assim Abner morreu, por ter derramado o sangue de Asael, irmão de Joabe. 28Depois, quando Davi ficou sabendo, disse:

— Eu e o meu reino somos inocentes diante do Senhor, para sempre, do sangue de Abner, filho de Ner. 29Que este sangue caia sobre a cabeça de Joabe e sobre toda a casa de seu pai! Que nunca falte na casa de Joabe quem tenha fluxo, quem seja leproso, quem se apoie em muleta, quem caia à espada, quem necessite de pão.

30Assim, Joabe e seu irmão Abisai mataram Abner, porque este tinha matado Asael, o irmão deles, na batalha de Gibeão.

Davi lamenta a morte de Abner

31Então Davi disse a Joabe e a todo o povo que estava com ele:

— Rasguem as suas roupas, vistam-se de panos de saco e façam lamentação por Abner.

E o próprio rei Davi ia seguindo o caixão. 32Sepultaram Abner em Hebrom. O rei levantou a voz e chorou junto à sepultura de Abner. E todo o povo também chorou. 33E o rei fez a seguinte lamentação por Abner:

“Por que Abner teve de morrer

como se fosse um tolo?

34As suas mãos

não estavam atadas,

nem estavam acorrentados

os seus pés.

Você caiu como quem cai

diante dos filhos da maldade!”

E todo o povo chorou muito mais por ele.

35Então todo o povo veio fazer com que Davi comesse pão, sendo ainda dia. Mas Davi fez este juramento:

— Que Deus me castigue severamente se eu provar pão ou qualquer outra coisa antes que o sol se ponha.

36Todo o povo notou isso e aprovou essa atitude, assim como aprovava tudo o que o rei fazia. 37Naquele dia, todo o povo e todo o Israel ficaram sabendo que o rei não tinha nada a ver com a morte de Abner, filho de Ner. 38Então o rei disse aos seus servos:

— Saibam que hoje caiu em Israel um príncipe e um grande homem. 39Hoje sou fraco, embora ungido rei. Esses homens, os filhos de Zeruia, são mais fortes do que eu. Que o Senhor retribua ao que fez esse mal como ele merece.

2Samuel 3:2-39NAAAbrir na Bíblia

Daniel interpreta o sonho de Nabucodonosor

1No segundo ano do seu reinado, Nabucodonosor teve uns sonhos que o deixaram perturbado e sem poder dormir. 2Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que lhe dissessem o que ele havia sonhado. Eles vieram e se apresentaram diante do rei. 3Ele lhes disse:

— Tive um sonho e fiquei perturbado, querendo saber que sonho foi esse.

4Os caldeus disseram ao rei em aramaico:

— Que o rei viva eternamente! Conte o sonho a estes seus servos, e daremos a interpretação.

5Mas o rei respondeu aos caldeus:

— Uma coisa é certa: se não me contarem o sonho e a sua interpretação, vocês serão despedaçados, e as casas de vocês serão reduzidas a ruínas. 6Mas, se me contarem o sonho e a sua interpretação, vocês receberão de mim dádivas, prêmios e grandes honras. Portanto, contem-me o sonho e a sua interpretação.

7Os caldeus responderam pela segunda vez:

— Que o rei conte o sonho a estes seus servos, e nós lhe daremos a interpretação.

8O rei respondeu:

— Bem percebo que vocês estão querendo ganhar tempo, porque sabem que o que eu disse está resolvido, 9isto é, se não me contarem o sonho, todos vocês receberão a mesma sentença. Vocês combinaram dizer palavras mentirosas e perversas na minha presença, esperando que a situação mude. Portanto, contem-me o sonho, e saberei que vocês podem me dar a interpretação.

10Os caldeus responderam na presença do rei:

— Não há nenhum mortal sobre a face da terra que possa fazer o que o rei exige. Nunca houve um rei, por maior e mais poderoso que fosse, que tenha exigido semelhante coisa de um mago, encantador ou caldeu. 11Isso que o rei exige é difícil, e não há ninguém que o possa revelar diante do rei, a não ser os deuses, e estes não moram entre os mortais.

12Ao ouvir isto, o rei ficou tão irado e furioso, que mandou matar todos os sábios da Babilônia. 13Saiu o decreto, segundo o qual os sábios deviam ser mortos. Foram buscar também Daniel e os seus companheiros, para que fossem mortos.

14Então Daniel, com cautela e prudência, foi falar com Arioque, chefe da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios da Babilônia. 15Daniel perguntou a Arioque, encarregado do rei:

— Por que esse decreto do rei é tão urgente?

Então Arioque explicou o caso a Daniel. 16Daniel foi falar com o rei, para pedir que lhe desse tempo, e ele revelaria ao rei a interpretação.

17Então Daniel foi para casa e explicou a situação a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, 18para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e os seus companheiros não fossem mortos com o resto dos sábios da Babilônia. 19Então o mistério foi revelado a Daniel numa visão de noite. Daniel bendisse o Deus do céu, 20dizendo:

“Bendito seja o nome de Deus,

de eternidade a eternidade,

porque dele é a sabedoria

e o poder!

21É ele quem muda o tempo

e as estações,

remove reis e estabelece reis;

ele dá sabedoria aos sábios

e entendimento aos inteligentes.

22Ele revela o profundo

e o escondido;

conhece o que está em trevas,

e com ele mora a luz.

23Ó Deus de meus pais,

eu te agradeço e te louvo,

porque me deste sabedoria

e poder,

e agora me revelaste

o que te pedimos,

porque nos fizeste saber

este caso do rei.”

Daniel 2:1-23NAAAbrir na Bíblia
Sociedade Bíblica do Brasilv.4.18.8
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