“A colheita é grande mesmo, mas os trabalhadores são poucos. Peçam ao dono da plantação que mande mais trabalhadores para fazerem a colheita.” (Jesus, em Mateus 9.37-38)

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João Batista Pinheiro: o valente colportor do Maranhão

George Thomas fundou em Barra do Corda o Instituto Bíblico do Maranhão.
Na década de 1870, houve uma grande seca no Nordeste do Brasil. Para conseguir viver, uma família numerosa de agricultores pobres que viviam na cidade de Icó, no interior do Ceará, mudou-se para a cidade de Barra do Corda, no interior do Maranhão.

João Batista Pinheiro, um dos filhos menores daquela família havia contraído a peste bubônica, transmitida por ratos, e estava com o corpo coberto de feridas que nunca saravam. Durante anos, seus pais tentaram curá-lo com remédios, chás e banhos, mas nada adiantava. As feridas foram ficando cada vez piores.

Mais tarde, já adulto, João ficou sabendo que na cidade de Fortaleza, no Ceará, havia um tratamento para aquela doença. Então, ele viajou para lá e se internou no hospital da cidade. Os médicos de Fortaleza, depois de examiná-lo cuidadosamente, disseram que sua doença não tinha cura e amputaram uma de suas pernas. Para se sustentar, João foi obrigado a pedir esmolas nas ruas da cidade de Fortaleza. Depois se mudou para a cidade do Recife, em Pernambuco.

Em 1882, numa manhã de domingo, ele estava dormindo na porta de uma casa comercial, quando ouviu uns cânticos muito bonitos. Foi ver de onde vinham e chegou à porta do templo da Igreja Presbiteriana de Recife. Surpreso, ficou parado em frente da igreja, ouvindo os hinos, mas não teve coragem de entrar. Porém, no domingo seguinte, voltou à Igreja, entrou, assistiu ao culto e ficou maravilhado com a mensagem que ouviu. Passou a frequentar a igreja, começou a ler a Bíblia e se converteu ao evangelho. Um dia ele estava lendo a Bíblia e a leitura fez que ele se lembrasse de sua família, que vivia no interior do Maranhão. João resolveu, então, visitá-la, para falar do evangelho aos seus parentes.

No percurso até Barra do Corda, a cidade onde viviam seus parentes, João passou por São Luís, no Maranhão. Ele trazia uma carta de apresentação de sua Igreja em Recife, e foi muito bem recebido na Igreja Presbiteriana de São Luís pelos seus dois pastores, o Rev. Thompson e o Rev. Butler. Butler, que também era médico, viu que João estava muito mal de saúde e cuidou de suas feridas. Mas depois de vários exames realizados em São Luís, os médicos chegaram à conclusão de que não havia mais cura para ele e decidiram amputar a sua outra perna. Sem pernas para andar, João passou a se locomover em um carrinho de madeira, com rodas tipo “rolimã”.

Em 1883, já recuperado da cirurgia, ele foi visitar sua família em Barra do Corda. Chegando lá, falou do evangelho a seus parentes e começou a distribuir literatura evangélica na cidade. A reação do povo daquela pequena cidade, porém, foi muito violenta. Apesar de João ser deficiente físico, acabou sendo agredido, apedrejado e atropelado de propósito por um homem que passava pela rua, montado em um cavalo.

Mas ele não se intimidou e continuou firme em seu propósito de evangelizar o povo da cidade. As primeiras seis Bíblias que o Rev. Thompson mandou de São Luís, foram tomadas dele e queimadas na praça da cidade. Então João pediu mais Bíblias aos pastores da capital. A igreja de São Luís, ciente do que estava acontecendo com ele, enviou mais do12 Bíblias e uma boa quantidade de folhetos evangelísticos. Quando recebeu a nova remessa, João percorreu a cidade em seu carrinho oferecendo as Escrituras, e dessa vez conseguiu vender tudo. Aos poucos, a perseguição religiosa na cidade foi diminuindo e ele pôde continuar a distribuir Bíblias e falar de Jesus com mais liberdade. E, assim, João começou o primeiro trabalho evangélico na cidade de Barra do Corda, no interior do Maranhão.

Com o passar dos anos, diversas famílias se converteram naquela cidade. Até 1901, as famílias Barros, Caetano, Pinheiro e Dodô fizeram sua profissão de fé em Cristo. Na falta de um pastor, o próprio João passou a dirigir a congregação evangélica da cidade. Até o ano de 1911, foram realizados mais de 30 batismos em Barra do Corda. A essa altura, João já estava idoso, surdo e enxergava muito mal, e pediu ao missionário Rev. Perrin Smith, da Igreja Cristã Evangélica de Grajaú, a cidade mais próxima dali, que assumisse a direção da congregação.

Em 1936, o missionário George Thomas fundou em Barra do Corda o Instituto Bíblico do Maranhão. Hoje, a Igreja Cristã Evangélica está presente em quase todo o País. E muitos membros da Igreja de Barra do Corda, frutos do trabalho pioneiro de João Batista Pinheiro, se tornaram colportores e obreiros, e saíram daquela pequena localidade para distribuir a Bíblia e pregar o evangelho em diversas cidades do Norte e do Nordeste do país.

*História extraída do livro Semeadores da Palavra, de Luiz Antonio Giraldi, publicado pela Sociedade Bíblica do Brasil.

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