“A colheita é grande mesmo, mas os trabalhadores são poucos. Peçam ao dono da plantação que mande mais trabalhadores para fazerem a colheita.” (Jesus, em Mateus 9.37-38)

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José Araújo: o colportor cego

Começou a trabalhar como colportor autônomo, sem vínculo com sua igreja.

José Araújo, um jovem baiano de apenas 16 anos, ouviu a mensagem do evangelho pela primeira vez e resolveu seguir a Cristo. Mas, quando chegou à sua casa e contou o que pretendia fazer, levou uma surra de chicote de seu pai. Pouco tempo depois, ele foi acometido de um grave problema na vista e foi se tratar no Hospital Evangélico Grace Memorial, em Ponte Nova, na Bahia. Embora tenha sido bem atendido pela competente equipe médica do Dr. W. W. Wood, a cirurgia não conseguiu evitar que ele perdesse completamente a visão.

No tempo em que permaneceu em tratamento no Hospital, assistiu aos cultos, fortaleceu sua fé em Cristo, ouviu falar sobre o trabalho dos colportores e resolveu ser um deles.
Começou a trabalhar como colportor autônomo, sem vínculo com sua igreja. Comprava Bíblias com desconto das Sociedades Bíblicas e se sustentava com o que ganhava nas vendas. Nos primeiros cinco anos de trabalho como colportor, no início da década de 1930, ele viajava a pé com os sacos de livros nas costas. Por várias vezes, perdeu-se no emaranhado das caatingas, mas Deus sempre o livrou dos perigos. Certa vez, caiu de um barranco de estrada de ferro em cima de uma casa e ficou preso no telhado de cabeça para baixo até o retirarem dali. E, por incrível que pareça, não sofreu nem um arranhão. Em outra ocasião, quando viajava em companhia de um colportor também com deficiência visual, eles se perderam no mato e passaram dois dias sem terem o que comer e beber. Durante todo o tempo em que ficaram perdidos, mataram a fome e a sede com apenas três limões que haviam levado.

Anos depois, José contratou um menino de 12 anos para acompanhá-lo nas viagens. E, mais tarde, conseguiu comprar dois animais de carga para levar as Bíblias. E, como suas viagens eram longas e ele passava por lugares secos, sem nenhuma vegetação, os animais voltavam magros e cansados e precisavam de vários dias de descanso e alimentação para se recuperarem.
Apesar de todas essas dificuldades enfrentadas no trabalho de colportagem, José Araújo nunca perdeu o ânimo e o bom humor e sempre dizia:

– Nunca trocaria meu trabalho de colportor pelo melhor emprego do mundo.

Em 1937, o Rev. Eudaldo Silva Lima, conhecido pastor presbiteriano, o convenceu a ir à cidade do Rio de Janeiro para aprender braile no Instituto Evangélico do Cego. Ele aprendeu braile rapidamente e ficou muito feliz em poder ler a Bíblia sem a ajuda de ninguém. E a leitura em braile o ajudou também em seu trabalho de colportagem, pois as pessoas do interior da Bahia se ajuntavam ao redor dele para verem o fato inédito de uma pessoa com deficiência visual lendo a Bíblia.
Em suas viagens pelo interior do seu estado, houve muitas tentativas para impedi-lo de realizar o seu trabalho. Num lugarejo chamado Pedras, lhe atiram lama e procuram expulsá-lo de uma feira, mas ele resistiu e continuou o seu trabalho. Em outra vila, chamada Lagoa, tentaram levá-lo para a delegacia, mas ele não se amedrontou e continuou a oferecer a Bíblia de casa em casa.

Quando José Araújo completou 25 anos de atividades como colportor, ele já havia vendido, de acordo com os seus cálculos, mais de 6 mil Bíblias e 10 mil Novos Testamentos, além de milhares de porções bíblicas. E, apesar de sua deficiência visual, tinha visitado 141 cidades, vilas e povoados e levado a Palavra de Deus a muitos lugares onde nenhum outro mensageiro do evangelho havia chegado antes.

*História extraída do livro Semeadores da Palavra, de Luiz Antonio Giraldi, publicado pela Sociedade Bíblica do Brasil

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